OLHO NO OLHO
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A nova rodada da pesquisa Paraná Pesquisas, registrada no TSE sob o nº TO-08578/2026, trouxe movimentações importantes na corrida sucessória ao Palácio Araguaia. A candidata Professora Dorinha apresentou crescimento em cenários estimulados, demonstrando reação significativa do grupo político ligado ao governo estadual. Como já destacamos na primeira rodada, quando havia um empate técnico, tratava-se de uma fotografia do momento. Agora, os números revelam uma tendência de recuperação e fortalecimento da candidatura, sinalizando que o jogo político está longe de estar definido.

INDECISOS
Os números mostram que ainda há uma parcela relevante de eleitores sem posição definida. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 12 e 14 de setembro de 2026. Foram entrevistados 1504 eleitores em 75 municípios. Tal amostra representativa do Estado do Tocantins atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais. Para o governo, os indecisos variam entre 3,9% e 5,7%, na estimulada, mas, na espontânea, chega a 42,7%, dependendo do cenário testado. Já para o Senado, o índice de eleitores que não sabem ou não opinaram chega a 5,9%, além de 8,0% que declararam voto branco ou nulo na estimulada e 61,7% na espontânea. Esses percentuais reforçam que tanto a disputa pelo Executivo estadual quanto pela segunda vaga ao Senado permanecem em aberto.
SENADO FEDERAL

Vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes

Deputado federal Alexandre Guimarães
Na disputa pelas duas vagas ao Senado, o atual senador e vice-presidente da Casa, Eduardo Gomes, segue liderando com 36,0% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o deputado federal Alexandre Guimarães com 24,5%, seguido de perto pelo também deputado federal Carlos Gaguim, que soma 22,7%. A disputa pela segunda vaga mostra-se acirrada, com três nomes competitivos e margem estreita entre eles.

JOGO SUCESSÓRIO EM ABERTO
O cenário eleitoral evidencia que tanto a corrida para o governo quanto para a segunda vaga ao Senado ainda estão indefinidos. A reação de Dorinha fortalece sua posição, mas os índices de indecisos e a proximidade entre os candidatos demonstram que o eleitorado tocantinense mantém o poder de decisão em aberto.
DESAFIO AOS INSTITUTOS DE PESQUISA

O Observatório Político de O Paralelo13 chama atenção para um ponto crucial: acompanhar quais institutos de pesquisa mais se aproximam da realidade das urnas. Assim como destacamos anteriormente, cada rodada é apenas um retrato do momento. Cabe aos eleitores e eleitoras observarem, acreditarem ou não nos resultados apresentados. O desafio está lançado: quem acertar ou mais se aproximar dos números finais no segundo turno será referência metodológica para futuras análises.
O Paralelo13 seguirá trazendo editoriais e artigos aprofundados para que o eleitor tocantinense saiba em quem confiar quando o assunto é pesquisa eleitoral.

Guto Zacarias (MBL-SP) afirmou que o julgamento “deu em pizza” e Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou se o caso terminaria da mesma forma
Com Estadão Conteúdo
Candidatos e nomes ligados à direita recorreram à expressão “pizza” nesta terça-feira, 15, para reagir ao encerramento da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido de vista de Flávio Dino. Renan Santos (Missão) classificou o resultado como uma “pizza horrorosa”. Guto Zacarias (MBL-SP) afirmou que o julgamento “deu em pizza” e Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou se o caso terminaria da mesma forma.
O STF encerrou a sessão desta terça-feira sem decidir sobre o mérito do pedido de investigação envolvendo Alexandre de Moraes. Antes do pedido de vista de Flávio Dino, o placar estava em 4 a 3 contra a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que propôs analisar conjuntamente o caso de Moraes e a ação sobre André Mendonça, além de redistribuir a relatoria. Dino havia votado a favor da proposta, o que levaria o placar a 4 a 4, mas seu voto deixou de ser contabilizado após o pedido de vista. Com isso, o julgamento foi suspenso.
“Que pizza horrorosa. Isso aqui virou um não país”, escreveu Renan no X. Depois, o candidato à Presidência abriu uma transmissão no YouTube ao lado de Kim Kataguiri (Missão), candidato a deputado federal, e os dois iniciaram a live comendo pizza enquanto comentavam a sessão.
Guto Zacarias, candidato a deputado federal pelo MBL-SP, também associou diretamente o pedido de vista ao desfecho que criticava “Deu em pizza: Flávio Dino pede vista do julgamento”, escreveu no X.
Na mesma publicação, Zacarias acusou Dino de pedir vista para “sentar em cima do processo e salvar Moraes da investigação”.
Nikolas Ferreira também utilizou a expressão em vídeo publicado no X. Após criticar a condução da sessão e integrantes do Supremo, questionou: “O que que vai acontecer? Vai dar pizza isso mesmo?”
O deputado afirmou que sua “paciência acabou” depois de seis horas de sessão e dirigiu ataques a Moraes, Dino, Gilmar Mendes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, não usou a expressão “pizza”, mas também fez uma avaliação negativa do julgamento. “A sessão no STF expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje. O bate-boca entre ministros e o espetáculo degradante constrangem o País”, escreveu no X.
Caiado afirmou ainda que a Corte teria perdido o rumo e disse que o País não poderia continuar “refém da instabilidade”. “O Brasil precisa e vai voltar a ter ordem”, declarou.
Conflito entre os magistrados se intensificou após investigações ligadas ao caso Banco Master e gerou pedidos mútuos de apuração.
Com Jornal de Brasília
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) aponta que 37% dos brasileiros avaliam que o ministro André Mendonça age de forma correta na disputa interna no Supremo Tribunal Federal, contra 16% que apoiam Alexandre de Moraes.
O levantamento mostra ainda que 20% dos participantes consideram que nenhum dos dois magistrados tem atuado corretamente no conflito, enquanto 25% não souberam responder. A soma dos que reprovam ambos e dos indecisos atinge 45% do total de entrevistados.
A crise entre os integrantes da Corte se intensificou após desdobramentos ligados ao caso Banco Master. O Supremo pautou para esta terça-feira (15) a deliberação sobre abertura de apuração contra Moraes, motivada por relatório da Polícia Federal divulgado por Mendonça sobre conversas do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro antes da prisão do executivo, em 2025.
Em reação, Moraes solicitou uma investigação interna contra Mendonça sob acusação de suposto abuso de autoridade na condução dos procedimentos sobre a instituição financeira. O presidente do tribunal, Edson Fachin, marcou a análise desse requerimento para a semana seguinte.
O embate repercutiu no cenário político, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se afastar de Moraes e a criticar Mendonça. No campo oposicionista, o senador Flávio Bolsonaro passou a defender a saída de Moraes da Corte e buscou aproximação com Mendonça.
Contratada pelo jornal O Globo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas em municípios de todo o país entre 10 e 13 de setembro. O estudo tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-03607/2026.
Pesquisa simulou, também, um 2° turno entre os dois candidatos, no qual Tarcísio aparece com 57% e Haddad, com 38%
Com R7
Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa pelo Governo do Estado de São Paulo com 53% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (14). Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, com 36%. A diferença entre os dois é de 17 pontos percentuais.
Segundo o levantamento, outros candidatos somam 2%, enquanto 5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo e 4% não souberam ou não responderam.
Os números são referentes ao cenário estimulado, quando uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados. Veja o resultado:
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 52%
Fernando Haddad (PT): 35%
Nulo/Branco: 5%
Não sabe/Não respondeu: 4 %
Outros: 2%
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Tarcísio também aparece à frente, com 28% das intenções de voto, contra 15% de Haddad. Outros nomes somam 3%, enquanto 47% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam ou preferiram não responder.
Segundo turno
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois principais adversários, Tarcísio alcança 57% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 38%. Brancos e nulos somam 3%, e 2% dos entrevistados não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores do estado de São Paulo entre os dias 9 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número SP-02794/2026.
Da Assessoria
O senador Eduardo Gomes (PL-TO) anunciou neste sábado (12) que assinou o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao justificar a decisão, o parlamentar afirmou que acompanhará de perto a apuração dos fatos relacionados à crise institucional que envolve a Corte.
Para Eduardo Gomes, o momento exige firmeza, transparência e respeito aos princípios democráticos. O senador defendeu que as instituições brasileiras sejam fortalecidas por meio da apuração responsável dos fatos, com a garantia do devido processo legal e da integridade dos Poderes da República.
“Assinei o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e acompanharemos de perto todo o processo. Nosso posicionamento é firme e permanece coerente com o que defendemos nas discussões sobre a anistia e a dosimetria. O Brasil precisa de instituições fortes, íntegras e que estejam à altura da confiança da população”, afirmou Eduardo Gomes.
O senador ressaltou ainda que sua posição está alinhada ao compromisso assumido com os tocantinenses e com o povo brasileiro. Segundo ele, o mandato continuará atuando em defesa do equilíbrio entre os Poderes, da segurança jurídica e de um país no qual todas as autoridades estejam submetidas à Constituição e às leis.