Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21/9) aponta Lula com 40% no primeiro turno e 46% no segundo, enquanto Flávio registra 37% e 45%, respectivamente
Por João Victor Rodrigues
A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21/9), indica um cenário de equilíbrio na corrida presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno, mas as diferenças estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No primeiro turno, Lula tem 40% das intenções de voto, contra 37% de Flávio.
Na simulação de segundo turno entre os dois, o petista soma 46%, enquanto o senador alcança 45%. O resultado também configura empate técnico. Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, Flávio tinha 46% e Lula, 47%. O levantamento atual ainda mostra empate entre Lula e Augusto Cury (Avante), com 45% para o presidente e 43% para o escritor, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) avançou quatro pontos e chegou a 45%, mesmo percentual de Lula.
Nas demais disputas de segundo turno, Lula aparece com 47% contra 41% de Romeu Zema (Novo) e com 47% diante de 39% de Renan Santos (Missão). No primeiro turno, Augusto Cury mantém 6% e ocupa a terceira colocação, enquanto Caiado aparece com 5%. Os números fazem parte de uma sequência recente de levantamentos da BTG/Nexus que tem registrado oscilações pequenas entre os principais nomes da disputa.
Encomendada pelo BTG Pactual e realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding, a pesquisa entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00485/2026.
Vorcaro e o então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, falaram sobre o pagamento em dezembro de 2024
COM FOLHAPRESS
A advogada Dalide Corrêa, que recebeu R$ 33 milhões do Banco Master, foi citada em mensagem ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro como “sócia” do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, segundo o jornal O Globo. O ministro diz que a afirmação é falsa.
Ex-diretora do IDP, instituição de ensino que tem o magistrado como sócio, Dalide atuou para o Master em questões relativas ao mercado de precatórios. Gilmar afirmou à Folha que não tem relação pessoal ou profissional com ela, tratando-a apenas como ex-funcionária.
De acordo com a reportagem de O Globo, Vorcaro e o então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, falaram sobre o pagamento em dezembro de 2024. A conversa tratava de cobranças da advogada sobre desembolsos não realizados.
“Fala amigo! Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios! Ela é sócia do GM stf! O Leandro sócio dela é muito complicado e eles operam com o BTG. Autoriza esse”, teria escrito Rennó a Vorcaro na ocasião, conforme diálogo obtido pela Polícia Federal a partir do celular de Vorcaro.
Segundo a publicação, o banqueiro e seu auxiliar discutiam um repasse de R$ 15 milhões para a advogada.
O gabinete do magistrado no STF afirmou que a afirmação atribuída a executivos do Banco Master é falsa e que o magistrado nunca teve qualquer sociedade com a advogada, nem no IDP nem em qualquer outra empresa.
Ainda de acordo com o gabinete, Dalide foi diretora-geral do IDP e deixou o instituto em novembro de 2016, e o decano do STF “não tem conhecimento de atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro”.
O posicionamento registra ainda que Dalide Corrêa nunca tratou do assunto com o magistrado e destaca os votos contrários do ministro “contra o pagamento em todos os processos do setor sucroalcooleiro que julgou, em linha com as teses defendidas pela União. (…) Em nenhum deles o voto foi favorável aos interesses do Banco Master”.
A reportagem também tentou contato com Dalide Corrêa por meio do seu WhatsApp e pelo número do seu escritório de advocacia, mas não houve resposta até a conclusão deste texto.
Gilmar Mendes encontrou Vorcaro no STF, em abril de 2024.
Na ocasião, o banqueiro pediu que o ministro votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro que o beneficiariam diretamente, mas não foi atendido.
O Master mantinha em carteira bilhões em créditos dessas empresas, em forma de precatórios que perderiam valor caso a Corte não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.
Na época do encontro, Vorcaro mantinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar Mendes. Feitosa foi quem aconselhou o banqueiro a tentar construir uma relação com o ministro.
Por Leticia Moreira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse neste sábado (19), durante agenda em Florianópolis, que o agronegócio deveria "se ajoelhar" para ele diante dos recursos que seu governo destinou ao setor no país.
Na ocasião, Lula chamou Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, no palanque e sugeriu que ele fizesse uma reunião com "o pessoal do agronegócio" do estado para perguntar "por que eles não gostam" deles.
"Por que eles [agro] não gostam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora", disse o petista nesta manhã.
Em discurso, o chefe do Planalto apresentou números de ações que disse ter feito em prol do setor no estado.
"São 118 mercados que o Lulinha que eles não gostam abriu para eles venderem os produtos deles", disse.
"Por que eles são bolsonaristas? Porque não pode ser pela educação, pela saúde", questionou, criticando a ação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) frente a pandemia de Covid-19.
Durante o evento, o presidente chegou a dizer que quer vencer as eleições neste ano "para manter" Jair Bolsonaro na cadeia.
"A ideia do outro [Flávio Bolsonaro] é "ai eu quero ganhar as eleições pra tirar o meu pai da cadeia', e eu quero ganhar pra manter ele na cadeia", afirmou.
Além de Gelson Merísio, o evento de campanha de Lula contou com a presença da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja; dos candidatos ao Senado por Santa Catarina Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT); e de Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora.
Senador potiguar recomenda voto no parlamentar tocantinense e destaca sua atuação como líder do governo Bolsonaro e 1º vice-presidente do Senado
Da Assessoria
A menos de 20 dias das eleições, o coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), se incorpora à campanha de reeleição de Eduardo Gomes (PL-TO), solicitando aos tocantinenses a permanência do parlamentar no Senado. Divulgado nas redes sociais de Gomes, o vídeo do senador potiguar amplia o respaldo das principais lideranças nacionais do PL à candidatura de Eduardo Gomes, reforçando a posição do tocantinense como interlocutor do estado no Congresso Nacional.
“Quero me dirigir em especial ao Tocantins para recomendar o voto em Eduardo Gomes, senador da República que esteve conosco nos últimos três anos e meio, agora como vice-presidente do Senado, nos ajudando de forma decisiva nas pautas que interessam ao país. Por quase três anos, foi líder do governo Bolsonaro e ajudou muito nas mudanças necessárias para que o Brasil se orgulhasse do melhor presidente que já tivemos”, afirmou Rogério Marinho.
Eduardo Gomes agradeceu o apoio e afirmou que a confiança recebida aumenta sua responsabilidade com o Tocantins e com o projeto nacional defendido pelo partido. “Rogério Marinho conhece de perto o nosso trabalho no Congresso e sabe que sempre estivemos presentes nos momentos decisivos. Recebo esse apoio com gratidão e com o compromisso de continuar defendendo os tocantinenses, fortalecendo o Senado e ajudando Flávio Bolsonaro a construir um governo capaz de devolver ao Brasil segurança, desenvolvimento e confiança no futuro”, declarou.
Economista, ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Jair Bolsonaro e atual líder da oposição no Senado, Rogério Marinho integra o núcleo responsável pelas articulações políticas, pelo plano de governo e pela organização dos palanques estaduais de Flávio Bolsonaro. O apoio se soma à manifestação do próprio candidato à Presidência, que também defendeu a reeleição de Eduardo Gomes e ressaltou sua lealdade durante o período em que comandou a liderança do governo Bolsonaro no Congresso.
Quando lançou o aumento do Bolsa Família, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as ações são responsáveis e dentro do Orçamento
POR GUILHERME PIMENTA
Com o reajuste do Bolsa Família e as recentes medidas para conter o preço dos combustíveis, o pacote de “bondades” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o ano eleitoral já chega a quase R$ 200 bilhões em recursos mobilizados.
Em maio, segundo cálculo da reportagem com base em informações do governo e auxílio de especialistas, o pacote até então de 11 medidas envolvia recursos na ordem de R$ 144 bilhões. Ao final de junho, antes do defeso eleitoral, o montante chegou a R$ 180 bilhões, em 16 medidas. As 20 ações selecionadas até esta quinta-feira (17) totalizam R$ 193,8 bilhões.
O governo Lula nega que as medidas tenham caráter eleitoral. Quando lançou o aumento do Bolsa Família, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as ações são responsáveis e dentro do Orçamento, ao contrário do que foi feito no último ano de gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Das 20 medidas, nove podem ter impactos primários, seja por renúncia de receitas ou por despesas diretas da União -neste caso, o governo tentou buscar fontes de compensação, com aumento de tributos ou remanejamentos orçamentários.
As outras 11 se referem majoritariamente a linhas de crédito com juros mais baixos do que os de mercado, usando como instrumento fundos estatais de garantia ao sistema bancário.
Na última semana, o governo disse que novas medidas para conter os impactos da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis eram necessárias, quando anunciou novas subvenções e desonerações tributárias, em pacote de R$ 7 bilhões ao mês.
O impacto da subvenção de R$ 1 por litro no diesel terá um impacto mensal de aproximadamente R$ 5 bilhões.
Já a desoneração de PIS/Cofins do etanol hidratado e da gasolina deve ser de R$ 2 bilhões por mês, aproximadamente. Apesar dessas medidas se encerrarem no início de outubro, elas poderão ser prorrogadas.
A elevação no repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 no Bolsa Família, por sua vez, vai custar R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027, o que vai demandar uma readequação do Orçamento do próximo ano já enviado ao Congresso Nacional.
Embora Lula tenha ampliado as medidas com impacto ao longo do ano, sua situação eleitoral se deteriorou, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) avança nas pesquisas de intenção de voto.
No Datafolha divulgado nesta quinta, o atual presidente soma 46% dos votos no segundo turno, ante 44% de Flávio Bolsonaro, mantendo o empate técnico da rodada anterior.
Para as ações que têm impacto primário este ano, o governo avalia que não há riscos fiscais, já que atualmente projeta um superávit de R$ 10,8 bilhões para as contas públicas em 2026. Essa margem permitiria absorver, do ponto de vista da meta fiscal, o novo gasto com o programa Bolsa Família.
Na próxima semana, o governo divulgará as novas projeções de receitas e despesas para o ano.
Conforme a Folha de S. Paulo mostrou, ao menos duas fontes de arrecadação estão com desempenho abaixo do esperado pela equipe econômica: receitas com dividendos de estatais e receitas com a taxação de dividendos.
Caso essas fontes sejam reduzidas e o governo não projete alta de receita por outros meios, o cenário de superávit pode se converter em déficit, o que vai exigir contingenciamento de recursos.
Na quarta-feira (16), o TCU (Tribunal de Contas da União) fez um alerta ao governo sobre a baixa arrecadação com a tributação dos dividendos, mas a Fazenda não informou se reduzirá essa projeção na próxima semana.
Ainda neste mês, o governo também fez um reforço de R$ 500 milhões no orçamento destinado aos descontos das faixas 1 e 2 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Nesse caso, o recurso não sai dos caixas do Tesouro, e sim do orçamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), evitando impacto fiscal para a União.
Essas medidas foram tomadas após o chamado “defeso eleitoral”, período de três meses antes das eleições em que o governo não pode fazer eventos, inaugurações ou campanhas de divulgação.
Integrantes do governo dizem, no entanto, que não há impedimento na legislação eleitoral para tomar essas ações -o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi acionado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), aliado de Flávio Bolsonaro, que questionou a medida.
Considerando as medidas anteriores à vedação eleitoral, as ações lançadas pelo governo este ano têm públicos diversos, principalmente alguns dos quais Lula tem taxas maiores de rejeição.
Um deles é o Move Brasil, que conta com R$ 30 bilhões disponíveis para motoristas de aplicativos e de táxi financiarem a compra de novos veículos. Há também uma possibilidade de troca de motocicletas por entregadores, cujo impacto não foi divulgado pelo governo.
Outras medidas similares foram tomadas por Lula este ano. Um exemplo é a revogação da tributação sobre as compras de até US$ 50 (R$ 256), a chamada “taxa das blusinhas”, cujo impacto não oficial pode chegar a R$ 2 bilhões este ano.