O “Zero Um” acusou Lula de fazer estelionato eleitoral às vésperas da eleição
Com Estadão Conteúdo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar nesta sexta-feira, 25, a medida provisória (MP) que será editada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as bets no País. O “Zero Um” acusou Lula de fazer estelionato eleitoral às vésperas da eleição.
“Trata-se de mais um estelionato que o governo Lula quer fazer antes da eleição. Faltando só nove dias para a eleição, ele anuncia que vai acabar com as bets. Você sabia que foi o Lula que legalizou as bets?”, questionou Flávio em vídeo publicado há pouco em seu perfil no Instagram.
O senador afirmou que Lula age de forma “oportunista” ao apresentar uma solução para um problema que, segundo ele, o próprio governo criou. “Ele é um oportunista. Isso é o governo do PT. Ferra com a vida das pessoas e agora, na véspera da eleição, vem com politicagem”, afirmou.
O candidato do PL também acusou o presidente de ter priorizado a arrecadação ao regulamentar o setor. “O Lula, quando autorizou as bets a funcionar, tomou a decisão de ferrar com a vida das pessoas para arrecadar R$ 20 bilhões”, disse.
A regulamentação das apostas de quota fixa foi estabelecida pela Lei nº 14.790, sancionada por Lula em dezembro de 2023. A legislação autorizou a exploração de apostas de quota fixa, incluindo eventos esportivos e jogos online, mediante autorização do Ministério da Fazenda.
Flávio também questionou a duração da medida anunciada pelo governo e afirmou que, caso uma eventual MP perca a validade após as eleições, as bets poderiam voltar a operar. “Depois das eleições, se a MP caducar, as bets podem voltar com força total”, declarou.
Flávio voltou a prometer, caso seja eleito, a proibição de cassinos online e plataformas como o Tigrinho. “Nos meus quatro anos como presidente do Brasil, não vai ter cassino online, nem Tigrinho”, disse.
Medida provisória também prevê derrubada de sites e aplicativos a partir de 6 de outubro, além de reforço na fiscalização e devolução dos valores aos apostadores.
Com Estadão
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas e jogos on-line no Brasil, as chamadas bets. A partir da publicação da MP, novas apostas ficam impedidas, e há um período de transição para o encerramento das operações das empresas autorizadas.
Pelas regras anunciadas, os apostadores terão até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis nas plataformas. Os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro. Entre os dias 7 e 8, as empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos nas contas dos apostadores, vinculados aos respectivos CPFs.
A devolução dos saldos será feita integralmente por meio das instituições financeiras. Quem não fizer o resgate dentro do prazo receberá o saldo de volta por meio dos bancos que operam com as empresas de apostas, entre 9 e 14 de outubro. Caso haja impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar o pagamento aos apostadores a partir de 14 de outubro.
O governo também prevê reforço da fiscalização contra plataformas ilegais e das investigações sobre movimentações financeiras relacionadas às apostas. A estratégia inclui a identificação e derrubada de sites ilegais, o bloqueio de contas bancárias utilizadas irregularmente para apostas e a integração de informações entre órgãos públicos. Segundo o Ministério da Fazenda, há atualmente 85 sites e cerca de 180 marcas legais, que deixam de existir completamente no dia 5 de outubro.
Em coletiva nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que qualquer outra plataforma será bloqueada e que os recursos movimentados serão rastreados e confiscados. Ele disse que a fiscalização já é feita por um grupo de servidores dos ministérios da Fazenda e da Justiça, Receita Federal, Polícia Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e que esse grupo desenvolveu ferramentas de rastreio com inteligência artificial para localizar sites de aposta e cruzar dados sobre recebimento e destino dos recursos. Segundo o ministro, mais de 60 mil páginas foram banidas desde 2024.
Durigan acrescentou que será estabelecido um grupo ampliado com os mesmos órgãos e que o governo pretende propor que a exploração ou operação de apostas on-line no país se torne crime. Outro foco, disse, é o combate ao uso de recursos oriundos do crime organizado para manter bets. Com a proibição, os recursos confiscados passarão a ser destinados a políticas de segurança pública.
Após assinar a medida provisória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as casas de apostas online são um “câncer” e defendeu a proibição como uma medida dura e drástica. Ele comparou o vício em apostas ao consumo de crack e disse que famílias estão sendo destruídas por dívidas relacionadas à ludopatia. O presidente também afirmou que tomou a decisão após ouvir a equipe econômica, organizações da sociedade civil e cidadãos.
Com Metrópoles
Mensagens obtidas pelo Metrópoles indicam que a lobista Roberta Luchsinger, apontada como sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, presenteou Swedenberger Barbosa, assessor direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com um relógio Cartier de R$ 66 mil, uma obra de arte avaliada à época em R$ 82,9 mil e ingressos para shows, além de ter organizado e pago sua festa de aniversário. A Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que Barbosa e a secretária pessoal de Lula, Cláudia Troiano, negam o recebimento dos presentes ou de qualquer vantagem indevida.
Segundo a reportagem, o relógio era um Cartier Tank de ouro, adquirido por Roberta em 29 de abril de 2024. Conversas reproduzidas pelo veículo mostram que, no dia seguinte, ela avisou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, que pretendia encontrar Barbosa. “Ah. Vamos ver se a gente consegue ver o Berger? Eu tô levando um mimo pra ele”, escreveu. Em seguida, comentou: “Chic o relógio, né?”.
Na mesma ocasião, Roberta enviou uma mensagem diretamente a Barbosa. “Querido, tô indo hoje pra BSB e tô levando uma lembrancinha pra você! Se der, vamos tomar um cafezinho”, escreveu. Ele respondeu: “Venha às 16:00hs”. Mais tarde, ela registrou: “Cheguei”.
Outro episódio citado nas mensagens ocorreu em novembro de 2024, quando Barbosa completou 67 anos. Na época, ele era secretário-executivo do Ministério da Saúde. De acordo com o Metrópoles, Roberta organizou e pagou uma festa em um camarote do estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante um show de Caetano Veloso e Maria Bethânia. A comemoração aconteceu em 9 de novembro e teve o Flamengo como tema.

Roberta Luchsinger aparece ao lado da então ministra da Saúde, Nísia Trindade, e de Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta
Nas conversas sobre os preparativos, Roberta escreveu: “Estamos colocando tudo que tem de bebida”. Depois, acrescentou: “Já tem whisky, vinho, gin, champanhe”. No dia seguinte à comemoração, Barbosa agradeceu: “Bom dia, amiga. Agradeço demais toda a consideração e amizade. A festa que você e demais amigos me dedicaram estava linda, impecável. Desculpe a bagunça e o excesso de algumas pessoas”.
Em outra mensagem, o então secretário-executivo agradeceu também a outras pessoas. “Bom dia, amiga. Muita gratidão a todos, de forma muitíssimo especial a você, Fábio, Renata, Cleber. Vocês me proporcionaram um momento extraordinário com a família e um seleto grupo de amigos”, escreveu.
As mensagens obtidas pelo veículo também relacionam Roberta à compra de uma obra do pintor ítalo-brasileiro Antonio Veronese para Barbosa. O quadro custou 13 mil euros, equivalentes a R$ 82,9 mil na cotação de dezembro de 2024. No dia 20 daquele mês, Barbosa enviou uma fotografia da obra a Roberta acompanhada de emojis. “Uma lembrança nossa pra vcs”, respondeu ela. “Esse quadro ficou exposto no Carrousel du Louvre”, acrescentou.

Lula e Swedenberger Barbosa, durabte posse
A reportagem aponta ainda que Roberta ofereceu a Barbosa e familiares ingressos para o show de Paul McCartney realizado em Brasília em novembro de 2023. Após ele informar que já possuía ingressos, ela perguntou: “Mas vcs estarão em camarote? Caso não, separo 4 para vcs, ué…”. Segundo as mensagens, Barbosa posteriormente enviou os dados dele, da mulher, do filho e da nora.
Conversas também citam presentes destinados a Cláudia Troiano, secretária pessoal do presidente. Em abril de 2025, Roberta escreveu a ela: “Vou levar um presente pra vc usar já! Acho que vai amar”. Em outra troca de mensagens, desta vez com uma ourives, Roberta afirmou sobre Cláudia: “faz muita coisa pra mim, faz muito favor pra mim, então também fica bom dar um negócio mais suntuoso”. Segundo o Metrópoles, as mensagens posteriormente mencionam outro item destinado à secretária, sem esclarecer seu valor.
Em nota divulgada após a publicação da reportagem, a Secom contestou as informações sobre o recebimento dos itens. “Os servidores Swedenberger Barbosa e Claudia Troiano negam categoricamente que tenham recebido os presentes citados ou qualquer outro tipo de vantagem indevida da empresária Roberta Luchsinger”, afirmou.
A 3Structure, empresa citada nas conversas relacionadas à festa, também negou irregularidades e afirmou não possuir contratos com o Ministério da Saúde. Segundo a empresa, suas contratações com o setor público seguiram as normas aplicáveis e passaram por análises dos órgãos contratantes e de tribunais de contas.
Em agosto, durante sabatina na TV Globo, Lula afirmou não conhecer Roberta. “Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim”, declarou o presidente.
Levantamento mostra os candidatos empatados tecnicamente; Cury tem 5%, Caiado, 4%, e Renan, 3%
Por Victor Schneider
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL) a exatos 10 dias das eleições. A situação é de empate técnico.
Na última pesquisa, divulgada em 17 de setembro, o presidente tinha 39% das intenções, contra 36% do senador. Ou seja, Lula cresceu um ponto, mas dentro da margem.
Augusto Cury (Avante) aparece agora com 5% das intenções (antes eram 6%); Ronaldo Caiado (PSD), com 4% (eram 4%), Renan Santos (Missão), com 3% (eram 3%), e Romeu Zema (Novo), com 1% (eram 2%).
Leia abaixo o cenário estimulado completo para o primeiro turno:
Lula (PT): 40% (eram 39%);
Flávio Bolsonaro (PL): 36% (eram 36%);
Augusto Cury (Avante): 5% (eram 6%);
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%);
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%);
Romeu Zema (Novo): 1% (eram 2%);
Samara Martins (UP): 1% (era 1%);
Edmilson Costa (PCB): 0% (era 0%);
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era 1%);
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero);
Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (não estava na pesquisa anterior);
Clariana Barão (DC): 0% (era 0%);
Hertz Dias (PSTU): 0% (era 0%)
Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%)
Indecisos: 2% (eram 3%).
Esse é o primeiro levantamento do Datafolha desde que Lula anunciou o reajuste de 15% do programa Bolsa Família pela inflação, passando de R$ 600 para R$ 691. Cerca de 19 milhões de famílias recebem o benefício.
O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores presencialmente de 22 a 23 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha da Manhã e pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00304/2026.
A desaprovação de Lula oscilou para baixo: era de 54% na rodada anterior da pesquisa, divulgada no último dia 16 de setembro
Com Estadão Conteúdo
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 23, aponta que o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cargo é desaprovado por 53% dos entrevistados. O petista é aprovado por 45,4%, enquanto 1,6% não soube responder.
A desaprovação de Lula oscilou para baixo: era de 54% na rodada anterior da pesquisa, divulgada no último dia 16 de setembro. A aprovação se manteve estável, em 45%.
A Atlas também questionou os entrevistados sobre como eles avaliam o governo petista. Para 50,9%, a gestão é ruim ou péssima, 40,4% avaliam a administração como ótima ou boa e 8,7% como regular. Na semana anterior, o placar era 52%, 41% e 8%, respectivamente.
A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.015 pessoas pela internet por meio do método de recrutamento digital aleatório entre os dias 17 e 22 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.