Corporação afirma que transferência do inquérito para outra coordenação busca garantir “maior eficiência” em investigação no STF

 

 

Por Lídia Gabriella

 

 

A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira (15) que a transferência do delegado responsável pela investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ocorreu para garantir “maior eficiência e continuidade” ao inquérito que apura supostas fraudes no INSS.

A mudança aconteceu após a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que havia solicitado a quebra de sigilo bancário de Lulinha durante a apuração conduzida no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

Segundo a corporação, a nova área possui estrutura permanente voltada para investigações “sensíveis e complexas” em andamento no STF. A PF também afirmou que não houve alteração na equipe responsável pela condução das investigações.

 

Mudança provocou mudanças no STF

A troca do delegado provocou reação do ministro André Mendonça, que convocou uma reunião para pedir esclarecimentos à corporação.

 

Guilherme Figueiredo Silva era considerado peça central da investigação sobre supostos desvios milionários no INSS e participou de pedidos de medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.

 

Foi durante sua atuação que a PF pediu a quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizada posteriormente pelo Supremo.

O que a investigação apura

 

O inquérito investiga suspeitas de fraudes estruturadas em benefícios previdenciários do INSS.

A Polícia Federal apura a atuação do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores do esquema.

 

Lulinha entrou na mira da investigação após depoimentos e análises financeiras que indicariam possível ligação indireta com pessoas investigadas. A defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nega irregularidades e afirma que não houve prática ilícita.

 

A apuração segue sob supervisão do STF e novas diligências ainda podem ser realizadas.

 

Leia a nota na íntegra:

 

“A Polícia Federal esclarece que os inquéritos relativos à Operação Sem Desconto foram transferidos da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária (CGFAZ/DICOR/PF), onde foram instaurados inicialmente, para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF).

 

A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a CINQ possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o Supremo Tribunal Federal.

 

Ressalta-se que não houve alteração na equipe que conduz as investigações.”

 

 

Posted On Terça, 19 Mai 2026 01:57 Escrito por

Antes, o exame era necessário apenas para motoristas profissionais, como condutores de ônibus e caminhoneiros

 

 

POR ISADORA ALBERNAZ

 

 

O governo Lula (PT) decidiu na última semana que os Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) deverão exigir exame toxicológico para obtenção da primeira CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para motos (categoria A) e carros (categoria B).

 

A necessidade do exame foi retomada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2025, após ter sido vetada pelo presidente, mas ainda não foi regulamentada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

 

Diante desse vácuo regulatório, a secretária nacional de Trânsito substituta, Ana Beatriz de Medeiros, afirmou, em ofício publicado na última sexta-feira (15), que são necessárias medidas para dar efetividade imediata à lei dada a complexidade da exigência do toxicológico e o tempo para realizar estudos para orientar essa implementação.

 

Segundo o ofício, os órgãos deverão checar no Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados) o resultado negativo para o exame antes de emitir a PPD (Permissão para Dirigir).

 

Conhecida como CNH provisória, a Permissão para Dirigir é emitida após a aprovação nos exames teóricos e práticos, com validade de um ano. Depois desse período, caso o motorista não tenha cometido infrações de trânsito grave ou não seja reincidente em infrações média, ele poderá ter a CNH definitiva.

 

A exigência do exame toxicológico para as categorias A e B foi implementada pela Lei nº 15.153, de junho de 2025, mas ainda está em análise técnica pela Câmara Temática de Saúde para o Trânsito do Contran e deverá ser regulamentada pelo órgão.

 

“Para fins de atendimento da exigência prevista no § 10 do art. 148-A do Código de Trânsito Brasileiro, os Detrans deverão considerar a etapa de expedição da Permissão para Dirigir (PPD), prevista no inciso IX do art. 12 da Resolução Contran nº 1.020, de 9 de dezembro de 2025, como marco para a verificação sistêmica da existência de resultado negativo do exame toxicológico no Renach”, diz o documento.

 

No fim do ano passado, o Congresso retomou a exigência do exame toxicológico para obter a primeira habilitação ao rejeitar os vetos que Lula havia feito a mudanças no Código de Trânsito Brasileiro.

 

Antes, o exame era necessário apenas para motoristas profissionais, como condutores de ônibus e caminhoneiros.

 

Ao vetar a exigência do exame toxicológico, o governo argumentou que isso aumentaria os custos para emitir a habilitação e poderia levar mais pessoas a dirigirem sem o documento.

 

A medida fez parte de um pacote encapado do então ministro dos Transportes, senador Renan Filho (MDB), para flexibilizar as regras para obtenção da careira de motorista. Também em dezembro, o Contran, por exemplo, aprovou uma resolução que acaba com a obrigatoriedade das aulas em autoescola para a prova da CNH.

 

Além disso, o governo enviou uma medida provisória que facilita a renovação do documento para motoristas que não tenham cometido infrações de trânsito nos últimos 12 meses. O texto foi aprovado pelo Senado na última terça (12), com mudanças.

 

Agora, a renovação, ao contrário do proposto inicialmente pelo governo Lula, vai exigir o pagamento e realização do exame médico.

 

As modificações feitas Congresso mudaram a renovação automática e gratuita, sem necessidade de exame, anunciada pelo petista em ano eleitoral, o que representou uma derrota para o Palácio do Planalto.

 

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 15:40 Escrito por

 

Ex-ministro do STF pode disputar a Presidência da República após decisão do presidente nacional da legenda

 

 

Por Levy Guimarães

 

 

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou neste domingo (17/5) a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à Presidência da República, no lugar do ex-deputado federal Aldo Rebelo, que já tinha se lançado pela legenda.

 

Em nota, o presidente nacional do DC, João Caldas, informou que “está firmada a pré-candidatura” de Barbosa, em meio a protestos de Aldo Rebelo e de outras lideranças internas.

 

“Joaquim Barbosa representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições. Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira. O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais”, disse Caldas.

 

Após o anúncio do nome de Joaquim Barbosa, no sábado (16/5), Aldo Rebelo declarou, em nota, que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto está "mantida conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã".

 

"A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas", comentou.

 

Membros do diretório paulista do DC também se manifestaram em defesa de Aldo Rebelo, o que abre uma crise interna no partido. Nas pesquisas de intenção de voto, o ex-deputado vem registrando entre 0% e 1%.

 

Em 2018, Joaquim Barbosa também cogitou concorrer à Presidência da República pelo PSB. Ele chegou a aparecer com 10% nas pesquisas, mas desistiu de concorrer.

 

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 05:30 Escrito por

Para 16% da população, a área em que o governo se saiu pior foi a segurança pública, o maior porcentual

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

A avaliação dos eleitores sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pior justamente nas quatro áreas consideradas prioritárias pela população, segundo dados de pesquisa Datafolha divulgados neste domingo.

 

Para 16% da população, a área em que o governo se saiu pior foi a segurança pública, o maior porcentual. Em seguida, aparecem saúde (15%), economia (13%) e combate à corrupção (13%). Todas as demais opções pontuam menos de 10%.

 

Essas áreas também foram mencionadas pelos entrevistados como as que deveriam ser as prioridades do próximo presidente. Saúde teve a maior pontuação, com 34%, seguida por educação (15%), segurança pública (12%) e economia (11%). As outras opções também pontuaram menos de 10%.

 

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 12 e 13 de maio. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00290/2026.

 

A população considera que o governo se saiu melhor no combate à fome e à miséria (13%), combate ao desemprego (10%) e educação (10%).

 

Aberturas

 

A avaliação de que a saúde foi a área com pior desempenho do governo é mais forte entre mulheres (19%) do que homens (11%). No recorte por gênero, a margem de erro é de três pontos porcentuais.

 

Na divisão por faixa etária, as pessoas de 16 a 24 anos consideram que o pior desempenho foi na economia (21%), enquanto só 5% das pessoas com 60 anos ou mais citam essa área. As margens para essas faixas são de seis e cinco pontos porcentuais, respectivamente.

 

Entre as pessoas que declaram voto no atual presidente, 18% citaram a segurança pública como principal problema. Outros 14% mencionaram a saúde, e 10%, o combate à corrupção.

 

Para quem declara voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o combate à corrupção é a pior área do governo (17%), seguida por economia (16%), segurança (14%) e saúde (14%).

 

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 05:08 Escrito por

O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master

 

 

SBT - TV

 

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo, 17, que os pedidos de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master vão ter um “tratamento regimental”, sem dar mais detalhes.

“Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente”, disse Motta a jornalistas, após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master e pelo seu dono, Daniel Vorcaro. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Vorcaro atualmente está preso e negociando uma delação premiada.

Há uma série de pedidos de abertura da investigação. Mas a instauração da CPI ainda enfrenta resistências do próprio Motta e do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

 

O tema voltou à discussão no Congresso após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados terem pedido a instauração de uma CPI sobre o Master após o site The Intercept Brasil ter revelado que Flávio pediu uma contribuição de US$ 24 milhões a Vorcaro.

 

Segundo o senador, os valores serviriam para patrocinar um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 05:06 Escrito por
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