Do Correio Braziliense
Durante sabatina no Jornal Nacional, nesta terça-feira (25/8), o candidato à Presidência Ronaldo Caiado defendeu o envio ao Congresso Nacional de um projeto de anistia “ampla, geral e irrestrita” para todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo pessoas condenadas por participação, financiamento, incitação e outras responsabilidades relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes.
Questionado sobre o alcance da proposta e sobre quem seria beneficiado pela medida, Caiado afirmou que a posição tem como objetivo encerrar o ambiente de polarização política e promover a pacificação do país. “Eu sou um democrata na essência. Sou um homem que jamais transigi as regras da democracia”, declarou. O candidato também destacou a trajetória eleitoral e parlamentar, afirmando que sempre respeitou os resultados das urnas e das votações das quais participou.
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Ao justificar a defesa da anistia, Caiado afirmou que o brasileiro não tem como característica a construção do “ódio” ou de uma “revanche eterna”. Segundo ele, a concessão de anistias faz parte da história política brasileira e poderia servir, neste momento, como instrumento para encerrar os conflitos que marcam o cenário nacional. “Nós precisamos acabar com essa polarização. Nós temos que pacificar o país. Ninguém aguenta mais essa situação”, afirmou.
O candidato citou ainda o número de brasileiros que, segundo ele, deixaram de votar na última eleição como um sinal de insatisfação com o atual ambiente político. Para Caiado, a manutenção do confronto entre grupos políticos tem afastado parte da população do processo eleitoral.
Ao ser novamente questionado se a proposta contemplaria todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro — incluindo os responsáveis pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, financiadores, incitadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro, militares e autoridades condenados pelo Supremo Tribunal Federal —, Caiado confirmou que defenderia uma anistia sem restrições. “A todos, ampla, geral e irrestrita”, respondeu.
Comparação com Lula
Durante a entrevista, Caiado também fez uma comparação com a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato afirmou que a revisão das condenações impostas ao petista permitiu que ele voltasse a disputar eleições e classificou o episódio como uma medida que também teve efeito de anistia.
Para Caiado, o projeto que pretende encaminhar ao Congresso teria como principal finalidade encerrar definitivamente a discussão sobre os acontecimentos de 8 de janeiro e reduzir o clima de antagonismo político no país. “Neste momento, a medida minha de anistia tem um objetivo: é pacificar o Brasil. A partir dali, não se discute mais”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre a responsabilização dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. Caiado, no entanto, sustentou que a proposta abrangeria de forma geral todos os citados na discussão sobre uma eventual anistia.
Da Assessoria
Na noite desta terça-feira, em cerimônia realizada no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, o senador e vice-presidente do Senado Eduardo Gomes recebeu mais uma vez o Prêmio Congresso Em Foco, em reconhecimento ao seu trabalho no parlamento brasileiro.
Escolhido pelo Júri Técnico que escolheu os cinco senadores que mais se destacaram em 2026, o senador dividiu o prêmio com Damares Alves, Efraim Filho, Humberto Costa e Tereza Cristina. Essa premiação vem reconhecer a excelência do trabalho do senador Eduardo Gomes. No primeiro ano do mandato assumiu a Segunda Secretaria da Mesa do Senado. Em outubro de 2019 foi alçado à Liderança do Governo Bolsonaro no Congresso Nacional, tendo permanecido por três anos e três meses na função. Em fevereiro de 2025 foi eleito vice-presidente do Senado para o biênio 2025/2027. Na atuação parlamentar destacou-se pelo grande volume de recursos destinados ao Tocantins, que ultrapassaram mais de dois bilhões de reais aplicados nos 139 municípios do estado.

Relatou importantes projetos, com destaque para o PL 2338/2023, que trata da regulamentação do uso da Inteligência Artificial no Brasil. Exercitando sua reconhecida capacidade de articulação, teve importante papel nas negociações para incluir o Tocantins na Codevasf e Calha Norte, na criação da UFNT - Universidade Federal do Norte do Tocantins e transformou-se no maior apoiador do Hospital de Amor de Palmas.
Em reconhecimento ao seu trabalho, o senador Eduardo Gomes, candidato à reeleição, aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas já publicadas no Tocantins para as eleições de outubro deste ano.
Defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou; defesa de Lulinha diz que valores nunca foram usados para pagar viagens de filho do presidente Lula
Por: Aguirre Talento
Investigação da Polícia Federal identificou um operador financeiro que era usado pela lobista Roberta Luchsinger para realizar saques em dinheiro vivo e pagamentos em espécie. Uma das suspeitas é que esse operador pagou passagens aéreas para Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. Roberta e Lulinha são investigados por suspeitas de tráfico de influência no governo.
A PF encontrou diálogos de Roberta com esse operador no telefone celular dela. O homem, identificado com Ulisses Barbosa, também trabalhava como motorista. Com base nesses elementos, a PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um dos inquéritos abertos sobre Roberta e Lulinha que ainda vai aprofundar a análise sobre esse operador financeiro, na expressão usada pela própria corporação, que poderia resultar em suspeitas do crime de lavagem de dinheiro.
Procurado, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que a PF não tem a comprovação de que esses saques em dinheiro vivo foram usados para pagar viagens de Lulinha e afirma que ele não tem nenhuma relação com esse suposto operador. "Não dá pra dizer que esses pagamentos da agência de viagens têm relação com o pagamento de viagens do Fábio", afirmou o advogado. A defesa de Roberta Luchsinger e o motorista não se manifestaram.
Em uma das conversas com o operador transcrita pela PF, Roberta chegou a ordenar que ele fizesse depósito para uma agência de viagens usada por ela e por Lulinha. "Deposita 50 mil nessa conta tb", escreveu ela em uma das mensagens obtidas pela PF.
Uma das suspeitas da investigação é que ela ordenava depósitos com dinheiro vivo, para impedir o rastreamento das despesas. A PF identificou que esse pagamento à agência de viagens coincidiu com uma viagem realizada por Roberta e Lulinha, por exemplo.
Como mostrou o Estadão em março, a PF já apontava suspeitas naquela época de que recursos de Roberta Luchsinger foram usados para pagar uma agência de viagens usada por Lulinha, com base em relatórios de inteligência financeira. As novas descobertas envolvendo o operador financeiro trazem novos elementos sobre isso.
A PF suspeita que a lobista gastava cerca de R$ 100 mil mensais para manter uma casa usada por Lulinha. Num diálogo de 2025 transcrito pelos investigadores e obtido pelo Estadão, Roberta relatou ter conversado com Lulinha sobre as despesas da residência e contou existir a necessidade de corte de gastos de passagens aéreas diante da demora nos pagamentos de um empresário.
Conforme relato feito por Roberta ao empresário Cléber Ribas, ela disse a Lulinha: "Ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de R$ 100 mil, então assim, não vai mas dar pra ter essas passagens". Ao reproduzir o diálogo, ela afirmou que Lulinha respondeu que pediria os pagamentos diretamente aos empresários.
No último domingo, o presidente Lula falou sobre as investigações contra o seu primogênito. Em entrevista à Record, Lula diz tratar com "muita seriedade" o caso envolvendo o filho. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", disse.
Estadão Conteúdo.
PF investiga financiamento do filme e pediu à Ancine detalhes sobre a produção, que ainda não recebeu autorizações necessárias para chegar aos cinemas
Por Basília Rodrigues - SBT
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) vai informar à Polícia Federal que o filme Dark Horse ainda não tem autorização para ser exibido no Brasil, porque não atendeu às etapas de certificação exigidas.
A PF encaminhou uma série de perguntas à Ancine, que tem prazo até a próxima semana para responder.
Suspeitas sobre o financiamento do filme e possíveis crimes financeiros são investigados em um inquérito aberto na PF, sob sigilo.
A reportagem apurou que, entre os questionamentos, a PF indaga se houve incentivo público, por meio de fundos públicos e emendas parlamentares; quais os nomes de todos envolvidos na produção e distribuição do filme; e se a obra se adequa às regras da legislação brasileira.
A Ancine liberou até o momento apenas o chamado Registro de Obra Estrangeira (ROE), que é considerado um primeiro passo para o filme ser autorizado. O protocolo é considerado declaratório, mas não comprobatório, porque atesta que uma produção estrangeira quer ser exibida no Brasil, mas ainda não está liberado para circulação nas salas de cinema do país.
Para obter autorização, Dark Horse ainda precisa de um Certificado de Registro de Título (CRT), que também é emitido pela Ancine, além de obter classificação indicativa do Ministério da Justiça. Os produtores do filme ainda não fizeram o pedido, e também não há prazo para conclusão do processo.
A Ancine dirá para PF que, para atingir esse nível de autorização, o filme Dark Horse ainda precisa apresentar contratos da produção, informações sobre a divisão de direitos e receitas, além do plano de lançamento nos cinemas. Toda cadeia de exploração da obra no Brasil.
Para integrantes do governo, ouvidos pelo SBT News, o filme está longe de ser autorizado, porque tem demorado a abrir informações sobre a produção e distribuição.
Projeção será incluída no PLOA e ainda depende do INPC até novembro de 2026
Com Agência Brasil
O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, segundo previsão apresentada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor representa aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em abril.
Durigan afirmou que o reajuste precisa respeitar a legislação brasileira e destacou que o salário mínimo tem efeito direto sobre a Previdência e benefícios sociais vinculados ao piso. Segundo ele, o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário, com a intenção de manter o ganho real previsto para o mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.
Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, de modo que uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.
O reajuste também representa aumento das despesas públicas, já que cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo. A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial, além da contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs).
Ao mesmo tempo, a elevação do piso pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda. O impacto fiscal, porém, limita o espaço do governo para ampliar outras despesas, tornando o salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.
O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.