Levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro; margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos
Com Portal Terra
A cinco dias do segundo turno da eleição presidencial, a pesquisa Real Time Big Data aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% em votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão em empate técnico. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 20.
O último levantamento da Real Time Big Data havia sido divulgado em 1º de outubro, antes do 1º turno, cujo resultado também mostrou Flávio numericamente à frente, com 51% dos votos válidos no segundo turno e Lula, 49%. O cenário também era de empate técnico.
Os votos válidos não consideram os votos nulos e os em brancos.
Votos válidos
Flávio Bolsonaro (PL): 52%
Lula (PT): 48%
Votos totais
A pesquisa também indicou os números de intenções de voto considerando os votos nulos e os em branco.
Flávio Bolsonaro (PL): 48%
Lula (PT): 45%
Nulo/branco: 5%
Não sabe/não respondeu: 2%
A pesquisa Real Time Big Data ouviu, por telefone e contato digital, 2.000 eleitores em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento é registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02952/2026 e foi realizado entre os dias 15 e 19 de outubro. Nesse período, foi promulgada pelo Congresso Nacional a emenda que acaba com a escala de trabalho 6x1 e ocorreu o debate presidencial transmitido pela TV Band, no domingo, 18.
Lula afirma que a "saidinha" favorece a ressocialização, mas defende restrições para presos condenados por crimes hediondos, como estupro
Por Camila Abrão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (19) a manutenção da saída temporária de presos, conhecida como "saidinha", argumentando que o benefício cumpre um papel na ressocialização de apenados. O petista afirmou que a "saidinha é uma questão de direito das pessoas conviverem em família".
"Se o cidadão foi preso porque cometeu um delito que não seja grave, e essa pessoa tem mulher, tem filho, tem mãe, tem pai, é normal que, dependendo do comportamento dessa pessoa, ela possa ter um indulto para visitar os seus parentes. Afinal de contas, o sistema prisional deve ter como objetivo a tentativa de recuperar as pessoas”, disse o presidente durante uma sabatina do SBT News.
Contudo, Lula defendeu restrições para a concessão da medida em caso de crimes graves ou hediondos. “Agora, quem tem que soltar é que tem que analisar se o cara que vai ser solto tem crime grave, tem crime hediondo, porque não pode ser solto. Se tiver [cometido] estupro, não pode ser solto”, afirmou.
Ele destacou que a decisão final sobre a liberação cabe ao Poder Judiciário, ao qual compete examinar o histórico, o comportamento do detento e a gravidade do delito cometido. “Quem vai tomar a decisão de liberar deve analisar, mas eu continuo defendendo que as pessoas têm que ter o direito de ver seus filhos", disse.
Durante a entrevista, Lula voltou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos apenas para crimes hediondos. Ao ser questionado sobre a alteração de seu posicionamento, o presidente afirmou que "os seres humanos têm que ter a capacidade de mudar de opinião" quando convencidos da importância da medida.
Lula declarou ser a favor da redução da maioridade penal no último dia 15, diante da possibilidade de votação da proposta de emenda à Constituuição (PEC) da Segurança Pública no Senado. A análise do texto foi adiada para depois do segundo turno, justamente pela falta de consenso sobre a mudança.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), propôs incluir na PEC a redução geral da maioridade penal para 16 anos e, em casos de crimes hediondos, para 14 anos.
Em resposta, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, apresentou uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos para crimes hediondos.
De ministérios ao Supremo, aliados de confiança e integrantes do governo Jair Bolsonaro aparecem no mapa de uma eventual gestão de Flávio. A montagem da equipe já entra nas conversas de bastidores da campanha
Por Andréia Sadi - G1
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) já admitem nomes e postos estratégicos em caso de vitória nas eleições. Nos bastidores, aliados discutem quem ocuparia posições-chave, quais seriam os nomes de confiança do senador e como acomodar interesses políticos numa eventual administração.
Um dos movimentos mais importantes desse tabuleiro envolve o Ministério da Justiça e o Senado. O nome de Guilherme Derrite é considerado favorito para comandar a pasta. Ao Estúdio i semana passada, Derrite negou convite ou qualquer discussão sobre isso.
Nos bastidores, integrantes da campanha de Flávio dão como certa sua ida numa eventual vitória de Flávio. Sua ida para o Executivo também abriria espaço para Vicente Santini — suplente de Derrite — no Senado, numa articulação que envolve também os laços históricos da família de Santini com Jair Bolsonaro. A trajetória de Santini no governo anterior e a relação de seu pai com o ex-presidente são fatores considerados nessa equação.
Na área econômica, o mapa reúne nomes conhecidos do governo Bolsonaro e do mercado financeiro. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, Alexandre Betamio e Marcelo Kayath, além de Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia, aparecem entre as possibilidades para o Ministério da Fazenda.

Senador Eduardo Gomes e Flávio Bolsonaro
Outro eixo central é o da articulação política, considerado decisivo para garantir sustentação a um eventual governo. Nesse campo, aparecem Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), e o senador Eduardo Gomes, que foi líder do governo Bolsonaro no Congresso. Ambos são mencionados nas conversas sobre a Casa Civil e a interlocução com o Legislativo.
O senador Rogério Marinho também ocupa posição importante nesse tabuleiro. Próximo à família Bolsonaro e com experiência no Executivo e no Congresso, Marinho é citado tanto para uma eventual Casa Civil quanto para a disputa pela presidência do Senado. O destino dependeria da composição de forças no Congresso e dos acordos políticos construídos após a eleição.
Mas o mapa não se limita aos nomes mais conhecidos. No núcleo de confiança de Flávio, um personagem merece atenção especial: O publicitário Marcello Lopes, o Marcelão, tratado por interlocutores como amigo pessoal, conselheiro e figura estratégica do senador. Sua influência nas decisões e nas articulações de bastidores faz dele um nome importante para compreender como Flávio organiza seu círculo mais próximo e quem teria acesso direto ao centro de poder.
Outra integrante do governo Bolsonaro que aparece nas conversas é Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Seu nome é associado a uma eventual função ligada à agenda de prosperidade — Ministério da Prosperidade por exemplo — e desenvolvimento econômico.
Para o Itamaraty, um dos nomes mencionados é o de Marcos Troyjo, ex-presidente do banco dos Brics, que integrou a equipe econômica do governo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro disse a TV Globo que Eduardo Bolsonaro não será ministro em caso de vitória nas eleições— mas nada disse sobre embaixada. Na campanha, é dado como certo que uma vez Flávio eleito, vai trabalhar para desenrolar o irmão de suas questões policiais e indicá-lo a embaixada nos EUA — assim como pai tentou fazer em meados de 2019/2020.
O tabuleiro também alcança o Supremo Tribunal Federal (STF). Para eventuais indicações à Corte, circulam os nomes de Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União e ex-ministro de Jair Bolsonaro, e Maria Cláudia Bucchianeri, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral.
Ainda não há convites formalizados nem definições sobre a distribuição dos cargos — inclusive, publicamente, a ordem é não falar de governo e sim de campanha. Parte dos nomes é defendida por aliados, enquanto outros aparecem em conversas preliminares sobre a formação de uma eventual equipe.
O que esse mapa revela, por enquanto, é a tentativa de desenhar não apenas um ministério, mas uma estrutura de poder: quem teria a confiança pessoal de Flávio, quem faria a ponte com o Congresso, quem comandaria a economia e quais nomes poderiam ser considerados para futuras vagas no Supremo.
É esse o tabuleiro que começa a ser montado nos bastidores da campanha, antes mesmo de uma eventual vitória nas urnas.
Lobista não estava em casa na primeira busca e apreensão. PF solicitou à Meta e acessou dados da nuvem do celular. Aparelho físico, no entanto, tem muito mais informações que a PF nunca acessou
Por Natália Martins
Em entrevista a canais de televisão na última semana, a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que a Polícia Federal teve acesso a todas as suas informações porque apreendeu seu aparelho celular. A informação não é verdadeira.
No final do ano passado, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão da Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra o INSS, a PF bateu à porta de Roberta, em São Paulo, pela primeira vez, mas a empresária não estava em casa.
Ela se apresentou com o advogado, e a PF solicitou à Meta e acessou dados da nuvem do celular. O aparelho físico, no entanto, tem muito mais informações que a PF nunca acessou.
Em outro momento, a PF ordenou o monitoramento de Roberta por tornozeleira eletrônica, mas voltou a não pedir a apreensão do aparelho celular dela.
Sob reserva, peritos com quem o blog conversou afirmaram que a nuvem só armazena informações permitidas pelo usuário. A nuvem pode não sincronizar, por exemplo, documentos que estão em nuvens diferentes ou no próprio aparelho, nem conversas apagadas. O celular, no entanto, registra tudo, inclusive o que ela apagou, quando apagou, facilitando o cruzamento de dados para a investigação.
Conversas entre Roberta e Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República, por exemplo, não foram reveladas em vazamentos do conteúdo do celular da empresária até agora.
Com o aparelho em mãos, a PF poderia saber se existiram conversas, as datas dessas conversas e se foram apagadas ou não, assim como com autoridades do governo Lula, com quem a lobista tinha acesso.
Roberta Luchsinger é alvo de três inquéritos da PF ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de quem é amiga. A suspeita é que eles tenham atuado para favorecer empresas junto a órgãos federais, crime conhecido como tráfico de influência. Os inquéritos correm sob sigilo no STF (Supremo Tribunal Federal).
Questionada sobre o motivo de não terem apreendido o celular de Roberta, a PF ainda não respondeu ao blog.
Pagamentos começaram nesta segunda (19) e serão concluídos na quarta (21); com isso, todos os beneficiários receberão o auxílio antes da definição presidencial
Com Rede TV
O governo de Luiz Inácio Lula (PT) antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família em outubro, com os valores reajustados anunciados pelo presidente. Os depósitos começaram nesta segunda-feira (19) e, inicialmente, estavam previstos para ocorrer até 31 de outubro. Com a mudança, todos os pagamentos serão concluídos nesta quarta-feira (21).
A alteração no cronograma foi anunciada nesta segunda (19) pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que justificou a medida pelos possíveis impactos climáticos do super El Niño. A antecipação ocorre a menos de uma semana do segundo turno da eleição presidencial.
Em outubro, o programa atenderá 19,3 milhões de famílias. Além da parcela mínima de R$ 691, anteriormente fixada em R$ 600, as famílias receberão adicionais de R$ 173 por criança de até seis anos, ante os R$ 150 pagos anteriormente.
Também haverá um acréscimo de R$ 58, antes de R$ 50, para cada integrante da família com idade entre sete e 18 anos incompletos e para gestantes. O Benefício de Renda de Cidadania, pago a cada integrante da família beneficiária, também foi reajustado de R$ 142 para R$ 164.
Com os reajustes, a estimativa é de que as famílias recebam, em média, R$ 777. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, “a recomposição busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias diante da inflação acumulada no período, especialmente para despesas essenciais, como alimentação e outros itens básicos”.
Após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em até 120 dias nos terminais de autoatendimento, nas casas lotéricas e nas agências bancárias da Caixa Econômica Federal. Os beneficiários que preferirem também poderão movimentar os valores virtualmente, por meio do aplicativo Caixa Tem.