Presidente do Ibama afirma que líquido liberado é biodegradável e sem risco de contaminação
Por Marina Demori
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, afirmou ao SBT News nesta terça-feira(6) que o órgão foi notificado pela Petrobras sobre um incidente durante a perfuração na Foz do Amazonas. Segundo ele, equipes técnicas foram acionadas e nenhuma situação de risco foi identificada. A perfuração está temporariamente paralisada.
“Não houve vazamento de petróleo”, disse Agostinho. De acordo com o presidente do Ibama, o material liberado foi um fluido utilizado na refrigeração da broca do equipamento de perfuração. Ele ressaltou que o fluido é biodegradável e não oferece risco de contaminação ambiental.
A expectativa, segundo o Ibama, é de que os reparos sejam concluídos nos próximos dias, o que deve permitir o avanço da perfuração até o ponto de extração do petróleo até o fim de fevereiro.
Em nota, a Petrobras informou que, no domingo (4), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Segundo a empresa, a perda foi “imediatamente contida e isolada”.
A estatal afirmou ainda que não há problemas com a sonda nem com o poço, que permanecem em condições seguras, e que a ocorrência não oferece riscos à segurança da operação. A Petrobras informou também que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes.
Confira o posicionamento da Petrobras na íntegra
"A Petrobras informa que, neste domingo (04/01), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.
A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo.
Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração.
A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas."
Processo procura verificar documentos do processo que determinou liquidação extrajudicial do banco
Por Gabriela Vieira
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a realização de uma inspeção imediata no Banco Central (BC), com "máxima urgência", para investigar possíveis falhas e omissões na supervisão do Banco Master, em meio ao processo que envolve a liquidação extrajudicial da instituição.
"A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade dos atos de gestão pública, sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central", disse o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU.
Segundo o magistrado, a atuação do órgão regulador pode ter carecido de uma "reação tempestiva" diante de sinais claros de degradação financeira da instituição nos anos anteriores. Em despacho obtido pelo SBT News, o ministro não descarta dar uma decisão cautelar para evitar a dilapidação do patrimônio da instituição e a inviabilização do pagamento de credores.
"É inerente ao regime de liquidação extrajudicial a prática de atos com potencial de difícil reversão, notadamente os relacionados a alienação, oneração, transferência ou desmobilização de ativos relevantes no processo decisório ou no tratamento de alternativas", disse o ministro.
A auditoria procura reconstruir todo o fluxo de supervisão entre 2019 e 2025. O TCU investigará se o Banco Central ignorou alertas sobre a estratégia de captação agressiva do Master, que oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remunerações significativamente superiores às praticadas pelo mercado.
No documento, o ministro deixou claro que o BC defende que o processo de liquidação do Banco Master não foi um "ato precipitado". "Mas desfecho de processo de supervisão, reputando-se inevitável diante de crise de liquidez, descumprimentos normativos relevantes e achados de irregularidades em operações, com remissão às bases legais correspondentes", acrescentou.
Em 2 de dezembro, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho já havia instaurado uma inspeção no BC para avaliar o processo de liquidação do Master.
A principal linha de investigação na PF apura uma suposta fraude nos balanços do Master, liquidado pelo BC por não conseguir cumprir suas obrigações financeiras. Nessa fraude, a venda para o BRB seria para mascarar o rombo, de acordo com os investigadores, mas a transação foi vetada pela autoridade monetária.
Análise no BC
A inspeção foi solicitada pelos próprios técnicos, interessados em ter acesso aos documentos que embasaram o relatório encaminhado ao TCU sobre todo o histórico do Master. O material abrange desde o início da fiscalização dos problemas econômicos, a identificação de fraudes, as negociações para uma possível venda e, por fim, a liquidação.
Como os documentos não foram anexados ao relatório e estão protegidos por sigilo, eles não podem sair do Banco Central. Por isso, os técnicos do TCU irão até o BC para analisar a documentação no local.
O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em 18 de novembro de 2025. No entanto, o TCU descobriu que, no dia anterior, houve uma reunião em que outras empresas (como o Grupo Fictor) podem ter oferecido propostas para salvar a instituição sem precisar fechá-lo. Agora, o tribunal procura saber se o BC analisou essas propostas com calma ou se tomou uma decisão rápido demais.
Delcy Rodríguez convidou Washington para uma agenda de cooperação baseada na igualdade soberana e na não interferência
Por Camila Stucaluc
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou uma carta aberta na noite de domingo (4) propondo uma agenda de cooperação com os Estados Unidos. No texto, ela defende uma relação equilibrada e respeitosa entre os países, baseada na igualdade soberana e na não interferência.
“Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer uma coexistência comunitária duradoura. Nossos povos e nossa região merecem a paz e o diálogo, não a guerra”, escreveu.
Delcy assumiu a presidência interina da Venezuela após o ditador Nicolás Maduro ser capturado por forças norte-americanas na madrugada do dia 3 de janeiro (leia mais abaixo). A operação foi realizada em conjunto com ataques simultâneos em várias áreas do país, incluindo a capital, Caracas.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia dito que Delcy pagaria um “preço ainda maior que Maduro” caso não cooperasse com o país. Isso porque o republicano disse que pretende administrar a Venezuela até que uma transição de governo seja concluída adequadamente, reforçando que petroleiras norte-americanas vão operar no país.
Leia a íntegra da declaração (traduzida para o português):
"Mensagem da Venezuela ao mundo e aos Estados Unidos
A Venezuela reafirma seu compromisso com a paz e a coexistência pacífica. Nosso país aspira a viver sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional. Acreditamos que a paz global se constrói garantindo, primeiro, a paz de cada nação.
Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os Estados Unidos e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo.
Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer uma coexistência comunitária duradoura.
Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem a paz e o diálogo, não a guerra. Essa sempre foi a posição do presidente Nicolás Maduro e é a de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida. Meu sonho é que a Venezuela seja uma grande potência onde todos os venezuelanos de bem estejam unidos.
Maduro capturado
Maduro foi capturado junto da esposa, Cilia Flores, enquanto dormia em um abrigo na Venezuela. Eles foram levados por um helicóptero das Forças Armadas norte-americanas até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos que estavam posicionados no mar do Caribe, de onde seguiram para Nova York.
A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.
Maduro deve ser apresentado à Justiça nesta segunda-feira (5). Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, o líder chavista foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.
Outras cinco pessoas foram indiciadas no processo, incluindo Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como ‘Nicolasito’, filho único do casal. A lista também conta com o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín, da mesma pasta, e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero".
Após captura, Maduro foi levado a Guantánamo e dali ao destino final
Com Diário do Poder
Chegou a Nova YorK (EUA), há poucos minutos, o jato do governo dos Estados Unidos levando o ex-narcoditador da Venezuela Nicolás Maduro, que será recolhido a um presídio até ser julgado pelos seus inúmeros crimes, inclusive de tráfico de drogas.
Capturado por militares e policiais do DEA durante a madrugada deste sábado (3), em Caracas, Nicolás Maduro foi algemado e levado a um navio da Marinha dos Estados Unidos. Na sequência, o tirano apeado do poder recebeu vendas, no formato de óculos de esqui, e fones de ouvido que impedem ouvir o que se passa à sua volta.
O navio da Marinha dos EUA levou Maduro até a base naval de Guantanamo, no Caribe, onde foi colocado nesse jato do governo americano que o levou a Nova York.
Maduro desembarcou com algemas nos pulsos e correntes nos tornozelos e deve aguardar julgamento em um presídio de alta segurança e a aposta é que será ao Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn, considerado pelos defensores da população carcerária como “o inferno na terra”, mas com melhores condições que as prisões imundas para onde mandava seus opositores, deixando-os à míngua até a morte.
O local é conhecido por “hospedar” criminosos perigosos e ilustres como o rapper o rapper Sean “Diddy” Combs, e foi lá também onde cumpriu pena o ex-presidente da CBF José Maria Marin, capturado na Suíça e condenado na Justiça de Nova York por crimes de corrupção.
Presidente não mencionou por quanto tempo os EUA dominarão a Venezuela, apenas mencionou a necessidade de uma transição 'segura, adequada e sensata'
Com SBT
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou após o ataque à Venezuela que capturou o ditador Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (3). Durante seu pronunciamento, ele afirmou que os EUA vão administrar a Venezuela até que uma transição de governo seja concluída adequadamente.
Trump não mencionou por quanto tempo os EUA dominarão a Venezuela, apenas mencionou a necessidade de uma transição "segura, adequada e sensata". Ele informou que, a partir de agora, as empresas norte-americanas vão entrar no país para mexer com a estrutura do petróleo local.
"Eles não estavam bombeando quase nada [de petróleo], em comparação ao que poderiam bombear. Vamos levar nossas maiores companhias de petróleo dos EUA. Elas vão entrar, gastarão bilhões de dólares, vão consertar a infraestrutura do petróleo e começarão a fazer dinheiro para o país", declarou.
Trump afirmou também que o ataque realizado contra a Venezuela deve servir de "alerta". Segundo ele, o que aconteceu com o Maduro "pode acontecer com outras pessoas que não sejam justas". O presidente disse ainda que os EUA estão "reafirmando" seu poder no continente americano.
Perguntado por um jornalista qual a mensagem aos venezuelanos neste momento, Trump afirmou que a população terá "paz, justiça e segurança", além de acesso a algumas das riquezas que haviam sido "roubadas" deles. Ele acrescentou que as Forças Armadas dos EUA terão presença na Venezuela com relação à proteção do petróleo.
"Vamos extrair uma riqueza sem precedentes do solo, que será levada ao povo da Venezuela e a pessoas de fora da Venezuela. E também será trazida aos EUA como forma de reembolso pelos danos causados a nós", disse.
Segundo relatos, a primeira explosão foi registrada por volta de 1h50 da madrugada (2h50 no horário de Brasília), em Caracas. Ao menos outras sete explosões foram ouvidas na capital, além de aeronaves sobrevoando a região. Pedestres que estavam nas ruas correram ao ouvir os estrondos.
A ação ocorreu após uma tensão militar de quatro meses entre os países. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Trump acusa cartéis latino-americanos de transportarem drogas para o país pelo mar.