Presidente do MDB anunciou nesta terça-feira (13), ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), o apoio de 16 diretórios estaduais ao senador. Outros dez divulgaram nota em apoio à reeleição de Lula (PT).
Reportagem do G1
O MDB está dividido no segundo turno da eleição presidencial. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 16 declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto dez anunciaram que estarão ao lado de Lula (PT). Em um estado, os filiados foram liberados para votar no candidato de sua preferência.
A divisão ficou evidente nesta terça-feira (13). Em evento realizado em São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, anunciou o apoio da maioria dos diretórios estaduais a Flávio Bolsonaro. O candidato participou do encontro, que reuniu representantes desses estados.
Durante a tarde, a ala do partido favorável à reeleição de Lula e Geraldo Alckmin também formalizou seu posicionamento.
Veja a divisão abaixo:

Apoiam Flávio Bolsonaro os diretórios do MDB em 16 estados e no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
Apoiam Lula os diretórios do MDB em dez estados: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
O MDB de Sergipe liberou seus filiados para votar no candidato de sua preferência. Apesar disso, o diretório enviou um representante ao encontro com Flávio Bolsonaro, em São Paulo.
O evento a favor de Flávio contou com a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e do vice-governador paulista, Felício Ramuth -- ambos do MDB.
O encontro aconteceu no comitê de campanha do governador reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos), outro apoiador do senador e ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Tomamos a decisão que o povo tomou nas urnas no primeiro turno, que é o desejo de mudança. E desejando que Flávio repita a gestão [de] Ricardo Nunes e [de] Tarcísio de Freitas”, afirmou Rossi, sobre a escolha da maioria do MDB em estar com Flávio Bolsonaro.
Do outro lado, os diretórios do MDB que declararam apoio a Lula estão concentrados nas regiões Nordeste e Norte. Nesses estados, o partido reúne lideranças políticas influentes, como as famílias Calheiros, em Alagoas, e Barbalho, no Pará, que estiveram ao lado do presidente ao longo de seu terceiro mandato.
Nas eleições de 2026, o MDB elegeu sete senadores. Parte deles disputou a eleição em coligações com Lula e o PT (AM, PA e PI), enquanto outros estiveram alinhados à oposição local (RR, SE e TO). Na Paraíba, o candidato do MDB recebeu o apoio de Lula, embora não integrasse formalmente uma aliança com o presidente.
2º turno em 25 de outubro
Os derrotados foram: Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), que anunciaram suas posições para o 2º turno. Veja abaixo:
Flávio Bolsonaro recebeu apoio de: Cury, Zema, Caiado e Clariana Barão;
Lula recebeu apoio de: Edmilson Costa, Hertz Dias e Samara;
Outros dois candidatos tiveram posições de neutralidade: Rui Costa Pimenta orientou voto nulo, já Renan Santos liberou os apoiadores. Wilson Grassi não se posicionou.
Flávio conta com o apoio de dois candidatos que tiveram mais votos: Cury recebeu 2,89% dos votos válidos e Caiado, 2,18%. Neutro, Renan Satnos teve 2,24% e os demais tiveram menos de 1% dos votos.
Entre os partidos brasileiros, Flávio Bolsonaro tem os apoios de Avante, DC, NOVO, Podemos, PP, PRTB, Republicanos e União Brasil. O PL estava em chapa puro-sangue no 1º turno.
Já Lula recebeu orientações de voto a seu favor de PCB, PSTU e UP, que não estavam em sua aliança de 1º turno, formada por PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PV e Rede.
Em cenário de votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, presidente avançou dois pontos e filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) recuou outros dois
Por Felipe Moraes
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 51% das intenções de votos válidos ante 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário de segundo turno das eleições, mostra pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13). A diferença se dá dentro da margem de erro, de 1,8 ponto para mais ou para menos, e coloca os candidatos em empate técnico.
No quadro de votos válidos, não são considerados brancos, nulos e indecisos. O mandatário avançou dois pontos em relação ao último levantamento, publicado em 8 de outubro, enquanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuou outros dois.
Segundo turno: votos válidos
Flávio Bolsonaro (PL-RJ): 51% (eram 53%);
Lula (PT): 49% (eram 47%).
Também houve mudanças na simulação de votos gerais. Lula acelerou de 44% para 46%, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu um ponto, de 49% a 48%. Brancos e nulos seguem em 5%, e outros 2% não sabem responder.
Segundo turno: votos gerais
Flávio Bolsonaro (PL-RJ): 48% (eram 49%);
Lula (PT): 46% (eram 44%);
Brancos e nulos: 5% (eram 5%);
Não sabem: 2% (eram 2%).
Nos índices de potencial de voto e rejeição, o petista lidera a opção "não votaria de jeito nenhum", com 46%, dois pontos à frente do senador (44%). No quesito "único em quem votaria", o parlamentar soma 44% contra 42% do chefe do Executivo. Outros 8% poderiam escolher Lula nas urnas eletrônicas e 7% cogitariam o nome de Flávio.
O levantamento ainda mediu índices de popularidade do governo federal e do presidente da República. Os percentuais são idênticos: 50% de desaprovação e 44% de aprovação; 6% não sabem responder.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01209/2026, a pesquisa PoderData/Aya entrevistou 3.000 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 12 de outubro, em 686 municípios nas 27 unidades da Federação. O intervalo de confiança da margem de erro é estimado em 95%.
Presidente anuncia repasse sem cobrança de juros ou devolução; pacote também inclui perdão de dívidas
Por Caio Barcellos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) um subsídio de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs). O valor será repassado diretamente aos beneficiários, sem funcionar como empréstimo ou linha de crédito com necessidade de devolução.
A medida integra um plano de R$ 5 bilhões para fomentar pequenos negócios entre 2027 e 2030. O benefício funcionará como capital semente para aumentar a produtividade dos empreendedores.
“Não é crédito, não é empréstimo, é dinheiro do governo para mudar o potencial produtivo”, declarou Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo.
Contudo, o “PixMEI” ainda está em “fase de desenho”, segundo a pasta. O governo não detalhou os critérios para a escolha dos beneficiários nem como será feita a distribuição dos recursos, apenas informou que a prioridade será para mulheres com menor faturamento.
O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Lula tenta a reeleição depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.
Perdão de dívidas e novo teto
O pacote também inclui medidas para reduzir o endividamento dos MEIs, com uma proposta a ser enviada ao Congresso para perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de microempreendedores com a União a partir de 2027.
Para as dívidas com bancos, o governo prevê uma nova etapa do Desenrola. A ideia é comprar dos bancos as dívidas dos MEIs com desconto de pelo menos 90%, o que permitirá renegociar os débitos por valores bem menores.
O governo também voltou a defender a ampliação do teto anual de faturamento da categoria. A proposta em tramitação na Câmara eleva o limite dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Outra medida anunciada mantém os MEIs dispensados de emitir nota fiscal nas vendas e prestações de serviços diretamente a pessoas físicas. A dispensa também alcançará os nanoempreendedores -categoria criada pela reforma tributária para trabalhadores por conta própria, sem CNPJ e com faturamento anual de até R$ 40,5 mil.
Senador ficou fora do roteiro no primeiro turno, mas planeja visitar o estado na próxima semana para ampliar sua votação
Por Camila Xavier - Metrópoles
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) planeja visitar o Tocantins na próxima semana. O estado ficou fora do roteiro do candidato no primeiro turno, mas é visto por aliados como estratégico para ampliar sua votação na segunda etapa da disputa.
No primeiro turno, Flávio venceu no Tocantins, com 50,44% dos votos, contra 43,42% obtidos pelo presidente Lula (PT). O estado está entre os seis que também terão segundo turno para a escolha do governador. Disputam o cargo a professora Dorinha Seabra (União), que recebeu 45,52% dos votos, e Vicentinho Júnior (PSDB), que somou 43,94%.
Flávio Bolsonaro
Embora Flávio tenha declarado apoio a Dorinha, Vicentinho também anunciou voto no senador e afirmou que manterá o apoio ao candidato à Presidência no segundo turno.
Retomada das viagens
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro têm demonstrado cautela diante do clima de “já ganhou” após o senador terminar o primeiro turno à frente de Lula.
A avaliação interna é de que o excesso de confiança pode prejudicar a campanha. A orientação, portanto, é intensificar os esforços nos estados para ampliar a votação e consolidar a vantagem na disputa pelo Palácio do Planalto.
A estratégia prevê a presença do candidato em grandes cidades e centros urbanos nos quais Lula obteve mais votos, como Salvador e Porto Alegre.
Flávio já tem compromissos previstos nas duas capitais: na quarta-feira (14/10), deve participar de um evento em Porto Alegre; no sábado seguinte (17/10), a agenda será em Salvador.
Diante da falta de coragem para responsabilizar o presidente, sobrou para Edinho Silva, Sidônio Palmeira e Rosângela da Silva
Da Assessoria
A derrota do presidente Lula para o senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição deste ano reacendeu o fogo amigo no PT e no governo. Como não têm coragem de responsabilizar o chefe, que toca uma gestão sem rumo, reprovada pela maioria do eleitorado e desconectada da realidade da população, petistas, aliados e assessores palacianos elegeram três culpados pelo resultado das urnas.
Um deles é Edinho Silva, comandante do PT e coordenador da campanha à reeleição. Nos bastidores, havia muita reclamação sobre o fato de ele centralizar demais os trabalhos, o que dificultaria a busca de votos nas diferentes regiões do país. Numa reunião após a votação de domingo 4, o próprio Lula, padrinho da ascensão de Edinho Silva à direção da legenda, externou a sua insatisfação.
“Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada de que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, afirmou o presidente. No primeiro turno, Lula teve 3,38 milhões de votos a menos do que na rodada inicial de 2022.
Mesmo nos três maiores colégios eleitorais do Nordeste, que são estratégicos para suas pretensões eleitorais, ele perdeu pouco mais de 230 000 votos. Diante da situação, o candidato à reeleição decidiu reforçar a coordenação de campanha com Camilo Santana, senador e ex-governador do Ceará, Rui Costa, ex-governador e senador eleito pela Bahia, e Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí.
Sempre a comunicação
Outro alvo de reclamações foi o ministro de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira. Ele não deixou o cargo para se envolver diretamente na eleição, mas colocou seu sócio Raul Rabelo como marqueteiro da campanha. O resultado não agradou a Lula e estrelas petistas.
Prova disso é que passou a circular o boato de que o presidente poderia recontratar os serviços de João Santana, que cuidou de sua campanha vitoriosa em 2006 e — também das campanhas exitosas de Dilma Rousseff. Autor de uma delação que reforçou suspeitas de corrupção em gestões petistas, Santana não foi convocado, mas a campanha ganhou o reforço de marqueteiros indicados por políticos que conquistaram boas votações este ano.
Aconselhado pelos novos colaboradores, Lula deu uma guinada na estratégia nas redes sociais. Ele deixou de lado o formalismo e passou a falar menos de sua biografia e de temas como democracia e soberania. Agora, aposta as fichas principalmente na desconstrução da imagem de Flávio Bolsonaro, adotando o estilo despojado e direto que tanto sucesso faz no universo digital
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O presidente está finalmente interagindo com um aparelho celular. Numa de suas postagens, ele sugere que a promessa de Flávio Bolsonaro de promover um “tesouraço” resultará em cortes em programas sociais, na construção de moradias e até na merenda escolar. Em outra, afirma que o oposicionista — ao prometer que dará continuidade ao legado do pai — entregará desemprego, aumento da pobreza e falta de vacinas.
Sempre ela
Na busca por culpados, sobrou também para a primeira-dama Rosângela da Silva, que desde o início do mandato incomoda governistas em razão de sua alegada busca por protagonismo. Janja força a barra para aparecer demais, dizem seus críticos. Isso já seria ruim, mas ganharia contornos piores porque ela, conforme os críticos, têm imagem desgastada no eleitorado. Ou seja: não agregaria, mas tiraria votos.
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A ex-senadora Kátia Abreu, por exemplo, defendeu “menos Janja e mais Alckmin” no segundo turno, diante da necessidade do presidente de conquistar votos fora da bolha da esquerda. A crítica tem teto. Do desempenho do marido da primeira-dama ninguém fala. É lei no PT: Lula nunca erra, mesmo quando os fatos dizem o contrário.