Votação teve 75 votos a favor e determinou a saída imediata de Jerí do comando do Congresso e, consequentemente, do país

 

 

Com Estadão 

 

 

O Congresso da República do Peru aprovou, na terça-feira (17), uma moção de censura em desfavor do então presidente do Congresso, José Jerí, culminando na sua destituição do cargo. A medida foi motivada pela revelação de que o agora ex-presidente manteve e ocultou diversas reuniões com um empresário.

 

A votação no parlamento peruano registrou 75 votos favoráveis à censura, 24 votos contrários e 3 abstenções. O resultado implicou na imediata remoção de Jerí da presidência do Congresso e, consequentemente, da presidência do Peru.

 

Ele havia assumido o cargo em outubro, em substituição a Dina Boluarte, que também foi destituída sob acusações de corrupção. Boluarte, por sua vez, havia sucedido o presidente eleito Pedro Castillo, destituído sob a acusação de tentativa de golpe de Estado.

 

Jerí, junta-se a uma crescente lista de mandatários, tanto eleitos quanto sucessores, que foram forçados a abandonar o cargo no Peru, um país que ostenta uma das economias mais estáveis e com maior crescimento na região.

 

Diferentemente do processo de impeachment, que exige uma maioria qualificada de 87 votos na legislatura composta por 130 membros, a moção de censura necessitava apenas de uma maioria simples de 66 votos ou menos, caso houvesse um número reduzido de parlamentares presentes.

 

O ex-presidente e seus aliados argumentaram que ele deveria enfrentar um processo de impeachment, e não uma moção de censura. Contudo, Jerí declarou que respeitaria o resultado da votação da moção de censura. Embora o atual vice-presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, seja o próximo na linha de sucessão, ele já manifestou que não assumirá a presidência. Isso significa que os parlamentares deverão eleger um novo chefe do Congresso, que, por sua vez, assumirá a presidência do país.

 

A eleição do novo chefe do Parlamento e presidente do Peru está agendada para a quarta-feira (18).

 

 

Posted On Quarta, 18 Fevereiro 2026 15:09 Escrito por O Paralelo 13

Auditoria interna da Receita identificou acessos sem justificativa funcional

 

 

Por Gabriela Coelho e Leonardo Meireles

 

 

A investigação sobre o suposto vazamento de dados fiscais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do procurador-geral da República e de familiares começou com uma desconfiança: acessos ao sistema da Receita Federal sem explicação de trabalho.

 

A partir daí, uma auditoria interna detectou um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”, segundo relatório enviado ao Supremo. Os registros apontaram múltiplas consultas a informações protegidas por sigilo fiscal.

De acordo com a apuração reunida no inquérito das fake news, servidores da Receita ou profissionais cedidos por outros órgãos acessaram dados fiscais de autoridades sem relação com suas funções.

 

O inquérito foi aberto em 14 de março de 2019, por ordem do então presidente do STF, Dias Toffoli, para investigar a existência de fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, assim como de seus membros e familiares.

Após as consultas, as informações teriam sido divulgadas de forma fragmentada. Para a Procuradoria-Geral da República, esse uso seletivo de dados sigilosos pode ter servido para “produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.

 

A conduta, em análise preliminar, apresenta aderência ao artigo 325 do Código Penal, sobre violação de sigilo funcional. No entanto, a PGR sustenta que o caso não se limita à quebra individual de sigilo fiscal, pois envolve exploração pública de dados protegidos.

Entre os atingidos estariam esposas de ministros, filhos e outras pessoas relacionadas às autoridades.

 

Como o esquema veio à tona

Em 12 de janeiro deste ano, o STF solicitou à Receita auditoria nos sistemas para verificar acessos a dados de ministros e familiares nos últimos três anos. O trabalho entrou em procedimento já aberto pela Corregedoria do órgão após notícias divulgadas na imprensa.

A Receita informou que seus sistemas são rastreáveis, o que permite identificar quem acessou cada informação. A auditoria, ainda em andamento, já apontou desvios comunicados ao relator no Supremo.

 

Em nota, o Fisco declarou: “A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”.

 

Desde 2023, segundo o órgão, houve ampliação de controles de acesso, restrição de perfis e reforço de alertas. No período, sete processos disciplinares foram concluídos, com três demissões.

 

Operação e medidas judiciais

Com base nas informações da Receita e em pedido da PGR, o ministro Alexandre de Moraes autorizou operação da Polícia Federal nesta terça-feira (17). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

 

Também houve quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

 

Além disso, o Supremo determinou medidas cautelares contra os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes:

 

Afastamento do cargo público;

Proibição de acesso às dependências do Serpro e da Receita;

Bloqueio de acesso a sistemas e bases de dados;

Uso de tornozeleira eletrônica com recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana;

Proibição de deixar a comarca;

Cancelamento de passaportes e impedimento de saída do país.

A reportagem tenta contato com as defesas dos servidores. O espaço segue aberto.

 

Informações

Na tarde desta terça, a Receita informou que não foi detectado nenhum acesso a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e seus familiares.

 

“A nota do STF apenas informa que foram pedidos à RFB dados de acesso de todos os ministros do STF, do PGR e seus familiares. Ou seja, foi pedido auditoria de todos, mas não significa que houve acesso aos dados fiscais de todos, importante esclarecer esse entendimento”.

 

 

 

Posted On Quarta, 18 Fevereiro 2026 06:23 Escrito por O Paralelo 13

A sigla alega abuso de poder político e econômico e diz que houve propaganda antecipada com recursos públicos.

 

 

Por Rany Veloso

 

 

O partido Novo anunciou que vai pedir a inelegibilidade do presidente Lula assim que a candidatura for registrada. A sigla alega abuso de poder político e econômico, e diz que houve propaganda antecipada com recursos públicos.

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, também prometeu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o PT por ataques pessoais ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos cristãos.

 

Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a representação de Bolsonaro como palhaço atrás de grades durante o desfile. Ela disse que “quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva”.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse que vai entrar na Justiça por preconceito religioso no desfile que homenageou Lula. O governador argumenta que uma ala do desfile “Neoconservadores em conserva” ridicularizou a fé ao representar evangélicos dentro de latas.

 

Por outro lado, integrantes da base do governo elogiaram o desfile e alfinetaram a oposição. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, destacou a encenação da subida de Lula na rampa do Planalto e postou o vídeo de um palhaço preso com a legenda "sem mitos falsos, sem anistia".

O também petista Paulo Pimenta ironizou as críticas, ao dizer que a oposição não precisa de “recalque” lembrando que Jair Bolsonaro foi tema de escola de samba em 2022. No entanto, em um contexto diferente ao mostrar o ex-presidente se esquivando da vacina contra a Covid.

 

 

O presidente Lula, está em Brasília e usou as redes sociais para celebrar o evento. Ele disse ter acompanhado o desfile da Acadêmicos de Niterói com honra e alegria. Já a primeira-dama Janja disse em nota que não desfilou no sambódromo para evitar perseguição à escola e a Lula.

 

Em entrevista à CBN, o professor e advogado Pedro Benatto, da Escola Paulista de Direito classificou o desfile em homenagem a Lula como uma “zona cinzenta”.

 

Em publicação na redes, o especialista em direito eleitoral Márlon Reis, disse que não houve ilegalidade no desfile, já que a lei exige o pedido explícito de voto para configurar propaganda antecipada.

 

Ao menos 10 ações na foram protocoladas na Justiça e no TCU até o momento.

 

 

Posted On Terça, 17 Fevereiro 2026 05:11 Escrito por O Paralelo 13

Com quase 90% de execução, obra do Projeto Rio Formoso fortalece a segurança hídrica e impulsiona o desenvolvimento do maior polo agrícola irrigado do estado

 

 

Por Edvânia Peregrini

 

 

O Governo do Tocantins está avançando na recuperação do Eixo 1 da Barragem Taboca I, em Formoso do Araguaia, importante estrutura do Projeto Rio Formoso. Com quase 90% de execução, a obra segue dentro do cronograma estabelecido pela gestão estadual e tem previsão de entrega para abril deste ano, reforçando o compromisso com a segurança hídrica e o fortalecimento da produção agrícola na região.

 

O governador Wanderlei Barbosa ressalta que a aproximação da conclusão reforça o compromisso da sua gestão em entregar resultados concretos, com seriedade e respeito ao cidadão tocantinense. “Estamos acompanhando de perto cada etapa dessa obra, porque sabemos da importância que a Barragem Taboca I tem para a economia, para os produtores e para toda a população da região. O Governo do Tocantins atua com planejamento e responsabilidade, com o propósito de assegurar a segurança hídrica, impulsionar a produção e promover mais qualidade de vida às pessoas. Seguiremos firmes, investindo em infraestrutura que gera desenvolvimento e oportunidades para o nosso estado”, pontua.

 

Secretário Ubiratan Carvalho realizou visita técnica às obras de recuperação do Eixo 1 da Barragem Taboca I, em Formoso do Araguaia - Ademir dos Anjos/Governo do Tocantins

 

Nessa quinta-feira, 12, o secretário de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional, Ubiratan Carvalho, realizou uma visita técnica ao local, acompanhado da equipe responsável pelos serviços. A agenda integra o monitoramento contínuo determinado pelo governador Wanderlei Barbosa, com foco na qualidade, no cumprimento de prazos e na eficiência dos investimentos públicos.

 

“Estamos acompanhando de perto cada etapa dessa obra estratégica para o estado. Com a boa evolução dos trabalhos e a atuação técnica das equipes de infraestrutura hídrica, a previsão é concluir e entregar a barragem no início de abril. Trata-se de um investimento fundamental para garantir segurança aos produtores e fortalecer o setor agrícola do Tocantins”, destacou o secretário.

 

A revitalização da estrutura foi iniciada em julho de 2025 pelo Governo do Tocantins, com investimento de R$ 33,35 milhões, viabilizado por meio de parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), via emenda parlamentar, além de contrapartida financeira do Estado.

 

Com cerca de 40 anos de construção, a Barragem Taboca I demandava intervenções para adequação às normas da Política Nacional de Segurança de Barragens. A reestruturação garante maior segurança operacional e assegura o abastecimento de aproximadamente 28 mil hectares irrigáveis na região sudoeste do Tocantins, consolidando o maior polo agrícola irrigado do estado.

 

Projeto Rio Formoso

 

 

As estruturas do Projeto Rio Formoso foram implantadas entre 1979 e 1982, período em que a região ainda integrava o estado de Goiás. Atualmente, o projeto abrange cerca de 28 mil hectares irrigáveis e adota o sistema de irrigação por inundação para o cultivo de arroz no período chuvoso. Durante a estiagem, é utilizado o sistema de subirrigação, destinado principalmente à produção de sementes de soja, além do cultivo de milho, feijão e melancia.

 

Após mais de quatro décadas de funcionamento, a requalificação promovida pelo Governo do Tocantins assegura a continuidade das atividades produtivas, amplia a capacidade de produção e fortalece a economia regional, reafirmando o papel do Estado como indutor do desenvolvimento sustentável no setor agrícola.

 

 

Posted On Sexta, 13 Fevereiro 2026 14:27 Escrito por O Paralelo 13

Estadão ouviu especialistas após pesquisa Genial/Quaest mostrar Lula e Flávio Bolsonaro no pelotão da frente e Ratinho Jr. com 8%

 

 

Por Pedro Augusto Figueiredo e Bianca Gomes - Estadão

 

 

A seis meses do início da campanha eleitoral, especialistas ouvidos pelo Estadão avaliam que a polarização e o voto útil devem emperrar o crescimento de uma candidatura de terceira via capaz de desafiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, tese defendida pelo PSD de Gilberto Kassab (PSD). Por outro lado, a baixa rejeição e o alto desconhecimento dos presidenciáveis da sigla são vistos como pontos que podem levá-los a quebrar a dinâmica eleitoral que se repete desde 2018.

 

As análises foram feitas sobre os dados apresentados pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 11. O levantamento aponta que, no primeiro turno, Lula pontua a partir de 35%, enquanto Flávio parte de 29%. O melhor desempenho da terceira via é o do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 8%. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), têm 4% no melhor dos cenários.

"A entrada de Flávio Bolsonaro no circuito fez com que a eleição se tornasse polarizada novamente", disse o cientista político e professor do Insper Leandro Consentino. Para ele, o fato dificulta o estabelecimento de uma terceira via. "Tanto Ratinho como Caiado têm um perfil mais à direita e que por vezes flertam com o bolsonarismo", acrescentou.

 

Cientista político da FGV, Marco Antônio Teixeira avalia que a foto de momento para uma candidatura alternativa não é boa - Flávio tem 21 pontos de vantagem sobre Ratinho Jr. - e deve piorar com o início do período eleitoral. A tendência é que, com dois candidatos no pelotão da frente, o eleitorado opte pelo voto útil. "Quando a campanha começar, com os atores políticos se dividindo entre os dois principais concorrentes, a tendência é que a terceira via se enfraqueça mais", disse ele.

Mesmo com a desaprovação do governo Lula superando a aprovação, o presidente do instituto Locomotiva, Renato Meirelles, entende que mais do que nomes, falta à terceira via uma narrativa que conquiste os eleitores.

 

"A pesquisa mostra que quando o eleitor pensa em direita, ele pensa em Bolsonaro. O sobrenome segue organizando a maior fatia desse campo. No meio disso, a terceira via vira aquele produto que fica na prateleira: todo mundo olha, pouca gente leva", afirmou ele.

 

Ratinho (37%), Caiado (51%) e Leite (55%) têm índices de desconhecimento superiores aos de Lula (4%) e Flávio (9%). A rejeição deles também é menor: 40% dizem que não votariam no paranaense, percentual que é de 35% nos casos do goiano e do gaúcho - Lula é rejeitado por 54% e Flávio, por 55%.

 

Para o cientista político do Mackenzie, Rodrigo Prando, esses números indicam que há espaço para uma candidatura alternativa. "O Ratinho é desconhecido em outras regiões do Brasil e o pai, por ser um apresentador popular, tem penetração nas regiões do Nordeste", disse ele.

 

"As rejeições menores dos candidatos do PSD dão margem para trabalhar a imagem deles. A pesquisa está longe de ser um balde de água fria para este campo", acrescenta.

 

Do ponto de vista de estratégia política, Prando levanta a hipótese de que uma chapa pura do PSD, encabeçada por Ratinho com Leite como vice e Caiado como uma espécie de "superministro" da Segurança Pública, tem potencial para chegar a cerca de 15% dos votos. "Pode ser que, ganhando espaço e com a força do PSD nas prefeituras, a gente tenha uma modificação do cenário [eleitoral]", concluiu ele.

Independentemente do resultado das eleições, há um consenso de que Kassab está bem posicionado para a disputa: se conseguir levar o candidato do PSD ao segundo turno, tem potencial para ganhar de Lula ou Flávio. Caso contrário, será o fiel da balança que pode definir o vencedor.

 

"O Kassab vai ter para o segundo turno a importância que a Tebet teve na última eleição", diz Teixeira, da FGV. Para Consentino, do Insper, como a eleição tende a ser polarizada, os votos de centro tornam-se cruciais. "É justamente essa pequena fração, que não é nem bolsonarismo nem lulismo, que está localizada num espectro muito parecido com esse candidato do PSD, como foram os votos da Tebet em 2022", disse.

 

Kassab rechaçou na quarta-feira a possibilidade de indicar o vice de Lula como noticiado pela imprensa e disse que seu partido mantém o plano de ter candidato próprio. Ele minimizou os resultados das pesquisas neste momento. "Eu participo de eleições há 40 anos. É um retrato do momento onde os candidatos não estão definidos, os partidos também não. Mas as pesquisas são verdadeiras, retratam o momento", declarou sobre a Genial/Quaest.

 

 

 

Posted On Quinta, 12 Fevereiro 2026 05:27 Escrito por O Paralelo 13
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