Em vídeo publicado no X, candidato à Presidência aparece em carro de som durante ato de campanha no Rio de Janeiro
Por Estadão Conteúdo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10) em vídeo publicado no X, que pretende “declarar guerra ao narcotráfico” caso seja eleito. As imagens mostram o senador discursando sobre um carro de som durante ato de campanha no Rio de Janeiro.
Bolsonaro também defendeu o endurecimento das penas para crimes. Segundo ele, ladrões de celular deverão permanecer presos por oito anos e trabalhar para custear a própria permanência no sistema prisional.
O senador ainda voltou a defender a redução da maioridade penal. “Se o menor de idade comete crime de gente grande, vai pagar como gente grande”, afirmou.
Na mesma fala, Bolsonaro propôs permitir que jovens com mais de 16 anos obtenham carteira de motorista. “Se menor de idade pode votar para presidente, pode responder pelos seus atos também. Pode dirigir carro e moto, vai ter direito a carteira de motorista quem tem mais de 16 anos de idade”, disse.
Presidente fez passeata neste sábado em Natal (RN); senador do PL nega que fará cortes
Com SBT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (10) que o "tesouraço" prometido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) vai comprometer programas sociais como o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida, além da aposentadoria.
"Temos que decidir que mundo queremos viver, se é um mundo de mentira ou um mundo de verdade", disse Lula.
"Temos que evitar a prevalência da mentira. Quando meu adversário diz que vai cortar 250 bilhões, terá tesouraço, a sociedade precisa se perguntar de onde vai ser esse corte. Não conheço ninguém da elite que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, empresários, do sistema financeiro, fazendeiro. Sempre corta dos pobres. Quando voltei, tinha corte no Farmácia Popular, creche, Bolsa Família, Mais Médico, salário mínimo, aposentados que não recebiam acima da inflação. Somente quando voltamos colocamos a casa em ordem."
Flávio Bolsonaro nega que irá prejudicar os programas sociais, e que o corte para o "tesouraço" será feito em outras áreas -medida questionada por alguns especialistas.
As declarações de Lula foram feitas em Natal, no RN, onde participou de passeata ao lado do candidato ao governo do Estado Cadu de Lula (PT), e de outros governadores eleitos pelo PT no Nordeste.
Lula disse também que Flávio fará cortes nas verbas de universidades e institutos federais.
"A educação nunca despertou o interesse da elite brasileira", afirmou.
Lula faz apelo para idosos irem às urnas
Lula também fez um apelo para que pessoas com mais de 70 anos compareçam às urnas no segundo turno. Ele pediu que apoiadores convençam idosos que deixaram de votar no primeiro turno a participar da próxima votação.
“Tem muita gente com mais de 70 anos que acha que não pode mais votar porque já tem 70 anos”, afirmou o presidente. Em seguida, usou a própria idade como argumento para incentivar a participação eleitoral. “Se o Lula tem 80 e é candidato, por que que você com 70 não pode votar?."
O presidente ainda pediu que os eleitores mais velhos pensem nos filhos e netos na hora de decidir se vão às urnas. Segundo ele, a participação representa uma forma de valorizar a luta pela democracia no país. O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, conforme a legislação eleitoral brasileira.
'Eles beijam a bandeira dos EUA', diz Lula
Lula voltou a defender a soberania nacional durante o ato de campanha em Natal e fez críticas a adversários políticos que, segundo ele, demonstram alinhamento com os Estados Unidos.
“Enquanto o nosso lado vê a bandeira brasileira, ele vê a bandeira americana. Essa é a nossa diferença”, comparou.
Em outro momento, Lula reforçou o discurso de defesa dos interesses nacionais ao afirmar que o Brasil não deve se submeter a outros países. “O Brasil não será quintal dos Estados Unidos”, voltou a declarar, em mensagem reproduzida durante a mobilização. O presidente também defendeu que as riquezas nacionais sejam destinadas à população brasileira.
O discurso ocorreu em meio à mobilização pela reeleição de Lula e pela candidatura de Cadu Xavier (PT) ao governo do Rio Grande do Norte. Durante o evento, o presidente associou a defesa da soberania à continuidade de programas sociais, investimentos em educação e infraestrutura e à redução das desigualdades regionais. Lula também afirmou que o Nordeste não pode voltar a ser tratado como uma região invisível nas políticas nacionais.
Pessoas próximas à defesa disseram ao SBT News que voz em áudio divulgado pela "Veja" parece ser do ex-banqueiro
Com SBT e Veja
O advogado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Daniel Bialski, disse ao SBT News nesta sexta-feira (9) que o ex-controlador do Banco Master parece ser autor da voz que relata, em áudio obtido pela revista "Veja", o suposto pagamento de propina ao Instituto Lula, ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Eu não era advogado dele quando das tratativas de colaboração premiada. E, não sou perito, mas pelo convívio esses meses com ele, um dos áudios realmente parece ele falando. Porém, o conteúdo dos fatos só o cliente pode confirmar ou não. Reafirmo que, para mim, nunca falou nada sobre isso. E reitero que jamais foi ouvido pela PF ou outro órgão sobre isso", disse Bialski.
De acordo com a publicação, Vorcaro teria feito o relato à Procuradoria-Geral da República (PGR), em proposta de delação premiada. Segundo a "Veja", o ex-banqueiro diz ter pago R$ 30 milhões ao Instituto Lula, fundação ligada ao presidente Luiz Inácio Lula, para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A contrapartida de Vorcaro seria ter acesso a fundos de pensão controlados pelo governo. Essa negociação, conforme mensagens relatadas pela revista, teria sido feita pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, e pelo advogado Augusto Lima, que prestava serviços jurídicos ao Master. A PGR, porém, não teria avançado no processo por falta de provas, já que os pagamentos seriam feitos em dinheiro vivo.
Em uma gravação apresentada pela revista, inclusive, Vorcaro diz que investiu mais dinheiro no filme sobre Lula do que no filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em que teria injetado mais de R$ 60 milhões. No caso envolvendo o petista, o documentário em questão é “Lula”, lançado em 2024 pelo cineasta americano Oliver Stone.
“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais [do que no filme de Bolsonaro], eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”, diz.
No mesmo áudio, o então banqueiro relata que Augusto Lima teria adiantado um pagamento a Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, mas que esse pagamento, ao contrário do financiamento de “Dark Horse", seria “por fora” e “errado".
Apesar disso, em nota oficial, os advogados de defesa do ex-banqueiro afirmam desconhecer o conteúdo do material divulgado.
"A defesa de Daniel Vorcaro repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada. A defesa não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas. O material preliminar da colaboração foi disponibilizado a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade", afirma um comunicado assinado por Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz.
A “Veja” também mostra mensagens atribuídas a Vorcaro em que João Vaccari Neto exige uma taxa de 10% do que o Master conseguisse captar de fundos de previdências de quatro estatais: Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e Correios. Com o sucesso da operação, a ideia era que o banco de Vorcaro ganhasse R$ 10 bilhões, sendo que, deste total, R$ 1 bilhão iria para o PT.
Horas após a publicação da reportagem, a Polícia Federal (PF) refutou que Daniel Vorcaro tenha feito tal relato durante as tratativas de delação premiada. De acordo com comunicado divulgado pela PF, ex-dono do Master "não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito".
Em nota, a campanha de Lula afirmou que a reportagem da "Veja" apresentou “acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova” e classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”. A campanha disse ainda que o suposto depoimento de Vorcaro não existe e que tomará medidas judiciais contra o que chamou de calúnias e vazamentos seletivos.
Presidente endurece discurso no início do segundo turno e pede votos para Leandro Grass na disputa pelo governo distrital
POR CAIO SPECHOTO E ANNA JÚLIA LOPES
Em seu primeiro ato no segundo turno, realizado nesta sexta-feira (9), o presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil não será governado pelo fascismo e por “assassinos” da época da pandemia, nem pelo “sócio do Banco Master”.
O petista não citou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nominalmente, mas sua campanha tem explorado a relação do rival com Daniel Vorcaro. Áudios mostram o senador pedindo dinheiro ao ex-banqueiro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro (PL). Flávio diz ser dinheiro privado, e a Polícia Federal investiga se os recursos financiaram a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
“Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19. Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro”, declarou o petista durante ato em Ceilândia, maior região administrativa do Distrito Federal.
Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.
No primeiro turno, realizado no domingo (4), o petista obteve 45,2% dos votos válidos, enquanto o adversário alcançou 47%.
Agora, o presidente se prepara para o segundo turno, que ocorrerá em 25 de outubro. Nos primeiros dias após o primeiro turno, a campanha se reuniu para reorganizar a estratégia, que agora focará em uma maior presença nas redes sociais e um discurso mais duro sobre segurança pública e a crise envolvendo o Banco Master e o STF (Supremo Tribunal Federal).
O chefe do Executivo participou do ato em Ceilândia ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT). Ex-presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Grass também disputará o segundo turno.
Em seu discurso, Lula também fez menção à crise do BRB (Banco de Brasília) e ao Banco Master. Destacou que o país não pode ser governado por aqueles que “roubaram R$ 12 bilhões do BRB” e pediu voto para Grass.
O candidato do PT obteve 34,47% dos votos válidos, contra a atual governadora Celina Leão (PP). Como mostrou pesquisa Datafolha divulgada na quinta (8), Celina lidera as intenções de voto para continuar chefiando o Executivo do DF, com 55% das menções ante 37% do petista.
Celina era vice do então governador, Ibaneis Rocha (MDB), quando o BRB tentou comprar o Master.
Segundo investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados do banco de Daniel Vorcaro. O tamanho do prejuízo, no entanto, ainda não foi divulgado.
Durante a campanha, a atual governadora repetiu que não se envolveu com a operação. Porém, diálogos obtidos pela reportagem mostram mensagens em que Vorcaro disse que Celina não ficou de fora da negociação e que se tratava de um “jogo para se preservar na política”.
Por Evellyn Paola
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8/10) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Na intenção de voto total, Flávio Bolsonaro tem 49%, ante 45% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os indecisos somam 1%. Outros 5% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto.
Essa é a primeira pesquisa realizada após o 1º turno, em 4 de outubro, quando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu na frente, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do candidato petista. O levantamento serve como um termômetro para as campanhas no início do 2º turno.
Nos últimos dias, ambas as campanhas têm se movimentado para tentar angariar votos. Flávio, por exemplo, recebeu apoio de vários partidos do Centrão, como União Brasil, PP, Republicanos e Novo.
Enquanto isso, Lula aposta em uma virada de chave na comunicação para ampliar sua presença nas redes sociais e fazer com que suas mensagens cheguem à ponta, principalmente aos que se abstiveram de votar no 1° turno.
46% dos eleitores rejeitam Lula e Flávio, 43%
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 46% dos eleitores, enquanto outros 43% tem a mesma postura sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Outros 3% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois, de jeito nenhum, enquanto 8% afirmaram que não rejeitam nenhum deles.
A apenas uma semana, em 1º de outubro, os dois candidatos apareciam empatados em rejeição, com 45%.
Metodologia
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre de 6 a 7 de outubro. A pesquisa, contratada pela Folha e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.