Ex-ministro do STF pode disputar a Presidência da República após decisão do presidente nacional da legenda

 

 

Por Levy Guimarães

 

 

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou neste domingo (17/5) a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à Presidência da República, no lugar do ex-deputado federal Aldo Rebelo, que já tinha se lançado pela legenda.

 

Em nota, o presidente nacional do DC, João Caldas, informou que “está firmada a pré-candidatura” de Barbosa, em meio a protestos de Aldo Rebelo e de outras lideranças internas.

 

“Joaquim Barbosa representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições. Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira. O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais”, disse Caldas.

 

Após o anúncio do nome de Joaquim Barbosa, no sábado (16/5), Aldo Rebelo declarou, em nota, que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto está "mantida conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã".

 

"A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas", comentou.

 

Membros do diretório paulista do DC também se manifestaram em defesa de Aldo Rebelo, o que abre uma crise interna no partido. Nas pesquisas de intenção de voto, o ex-deputado vem registrando entre 0% e 1%.

 

Em 2018, Joaquim Barbosa também cogitou concorrer à Presidência da República pelo PSB. Ele chegou a aparecer com 10% nas pesquisas, mas desistiu de concorrer.

 

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 05:30 Escrito por

Para 16% da população, a área em que o governo se saiu pior foi a segurança pública, o maior porcentual

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

A avaliação dos eleitores sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pior justamente nas quatro áreas consideradas prioritárias pela população, segundo dados de pesquisa Datafolha divulgados neste domingo.

 

Para 16% da população, a área em que o governo se saiu pior foi a segurança pública, o maior porcentual. Em seguida, aparecem saúde (15%), economia (13%) e combate à corrupção (13%). Todas as demais opções pontuam menos de 10%.

 

Essas áreas também foram mencionadas pelos entrevistados como as que deveriam ser as prioridades do próximo presidente. Saúde teve a maior pontuação, com 34%, seguida por educação (15%), segurança pública (12%) e economia (11%). As outras opções também pontuaram menos de 10%.

 

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 12 e 13 de maio. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00290/2026.

 

A população considera que o governo se saiu melhor no combate à fome e à miséria (13%), combate ao desemprego (10%) e educação (10%).

 

Aberturas

 

A avaliação de que a saúde foi a área com pior desempenho do governo é mais forte entre mulheres (19%) do que homens (11%). No recorte por gênero, a margem de erro é de três pontos porcentuais.

 

Na divisão por faixa etária, as pessoas de 16 a 24 anos consideram que o pior desempenho foi na economia (21%), enquanto só 5% das pessoas com 60 anos ou mais citam essa área. As margens para essas faixas são de seis e cinco pontos porcentuais, respectivamente.

 

Entre as pessoas que declaram voto no atual presidente, 18% citaram a segurança pública como principal problema. Outros 14% mencionaram a saúde, e 10%, o combate à corrupção.

 

Para quem declara voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o combate à corrupção é a pior área do governo (17%), seguida por economia (16%), segurança (14%) e saúde (14%).

 

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 05:08 Escrito por

O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master

 

 

SBT - TV

 

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo, 17, que os pedidos de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master vão ter um “tratamento regimental”, sem dar mais detalhes.

“Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente”, disse Motta a jornalistas, após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master e pelo seu dono, Daniel Vorcaro. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Vorcaro atualmente está preso e negociando uma delação premiada.

Há uma série de pedidos de abertura da investigação. Mas a instauração da CPI ainda enfrenta resistências do próprio Motta e do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

 

O tema voltou à discussão no Congresso após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados terem pedido a instauração de uma CPI sobre o Master após o site The Intercept Brasil ter revelado que Flávio pediu uma contribuição de US$ 24 milhões a Vorcaro.

 

Segundo o senador, os valores serviriam para patrocinar um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

 

Posted On Segunda, 18 Mai 2026 05:06 Escrito por

O presidente Lula (PT) seguia empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno das eleições presidenciais até a divulgação de conversas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mostra pesquisa Datafolha

 

 

Por Ana Luiza Albuquerque

 

 

O levantamento foi realizado na terça (12) e na quarta-feira (13). A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação, pelo site Intercept Brasil, das conversas entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e o então dono do Banco Master.

 

Dois retratos lado a lado mostram homens de meia-idade. À esquerda, homem com cabelo curto e grisalho, veste suéter marrom e blazer preto, com fundo desfocado de vegetação. À direita, homem com cabelo branco e barba, veste terno azul, camisa branca e gravata roxa, com fundo verde liso.

 

A pesquisa mostra Lula e Flávio empatados com 45% das intenções de voto cada um na simulação de segundo turno. Outros 9% dizem que votariam em branco ou nulo, e 1% afirma que não sabe.

 

O Datafolha realizou 2.004 entrevistas com a população brasileira de 16 anos ou mais, em todo o Brasil, em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

 

O levantamento aponta que o petista abriu vantagem sobre os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

 

Na disputa direta com Zema, Lula aparece com 46% das intenções de voto, frente a 40% do ex-governador de Minas Gerais.

 

Contra Caiado, o petista marca 46%, ante 39% do ex-governador de Goiás. Em ambos os casos, 13% dos eleitores dizem que votariam em branco, e 2%, que não sabem.

 

 

No levantamento anterior, em abril, Lula estava em empate técnico com Flávio, Zema e Caiado na simulação de segundo turno.

 

O último mês foi marcado por iniciativas de apelo eleitoral do presidente, como a revogação da "taxa das blusinhas" e a medida provisória para conter o aumento do preço da gasolina. O petista também sofreu um revés histórico com a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), na primeira reprovação de um nome para a corte desde 1894.

 

Flávio, por sua vez, associou a derrota a uma suposta fraqueza do governo e obteve outra vitória política com a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria, abrindo caminho para a redução de penas de seu pai. A sucessão de boas notícias foi interrompida pelo caso "Dark Horse".

 

Zema, por sua vez, centrou suas falas em críticas aos ministros do STF, o que o fez virar alvo de acusação da Procuradoria-Geral da República.

 

Primeiro turno

Na pesquisa desta semana, no cenário estimulado de primeiro turno, o presidente aparece com 38% dos votos, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%, Zema e Caiado, com 3%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Outros 9% afirmam que votarão branco ou nulo e, 3%, dizem que não sabem.

 

Em outra hipótese de primeiro turno, com Ciro Gomes (PSDB) na disputa, Lula registra 37%, empatado tecnicamente com Flávio, com 34%. O tucano aparece com 5% das intenções de voto, enquanto Zema tem 4%, e Caiado, Renan Santos e Augusto Cury (Avante) têm 2% cada. Ciro Gomes já afirmou, entretanto, que não pretende concorrer ao Palácio do Planalto —ele é pré-candidato ao Governo do Ceará.

 

Na pergunta espontânea, quando o instituto não apresenta o nome dos candidatos, Lula tem larga vantagem, com 27% das menções. Flávio aparece depois, com 18%, seguido pelo inelegível Jair Bolsonaro, com 3%, e Caiado, com 1%. Nesse cenário, 39% afirmam que não sabem em quem pretendem votar.

 

Lula e Flávio lideram a corrida eleitoral com altas taxas de conhecimento e de rejeição. Apenas 1% diz não conhecer o petista, e 5% afirmam não conhecer o filho de Bolsonaro.

 

Entre os entrevistados, 47% dizem que não votariam no atual presidente de jeito nenhum no primeiro turno, enquanto 43% rejeitam Flávio. As porcentagens seguem estáveis: eram de 48% e 46%, respectivamente, em abril.

 

Zema e Caiado apresentam índices similares. O primeiro tem 15% de rejeição e é desconhecido por 54% dos eleitores. Já o ex-governador de Goiás é rejeitado por 13% e desconhecido por 53%.

 

Recortes

O Datafolha perguntou a cada entrevistado em qual número ele se encaixa, considerando uma escala de 1 a 5, em que 1 é bolsonarista e 5, petista. Assim, o eleitor que se identifica como o número 3 não está alinhado a nenhum dos polos.

 

Num cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, 38% desses eleitores independentes afirmam que votariam no filho de Bolsonaro, e 32%, no presidente. A situação é de empate técnico, uma vez que a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos. Outros 27% dizem que votariam em branco ou nulo.

 

Os números indicam tendência de queda para o petista entre esses eleitores, que, segundo analistas, devem ser decisivos em meio a uma eleição acirrada e polarizada.

 

Em abril, Lula tinha 42% das intenções de voto entre os entrevistados desassociados do bolsonarismo e do petismo, e Flávio, 36%. Outros 19% diziam que votariam nulo ou em branco.

 

No levantamento desta semana, o perfil do eleitorado se mantém similar ao encontrado nas pesquisas anteriores.

 

Em um segundo turno com Lula, Flávio Bolsonaro tem seu melhor desempenho entre os homens (50%), eleitores de 25 a 34 anos (50%), entre os que têm ensino superior (51%), entre os que ganham mais de dez salários mínimos (58%), entre os empresários (71%), entre os evangélicos (61%) e entre os moradores da região Sul (59%).

 

No mesmo embate, Lula vai melhor entre as mulheres (48%), entre os eleitores com 60 anos ou mais (52%), entre os eleitores que completaram o ensino fundamental (57%), entre os que ganham até dois salários mínimos (52%), entre os estudantes (64%), entre os que moram na região Nordeste (60%), entre os pretos (59%) e entre os católicos (54%).

 

Os resultados de uma pesquisa eleitoral não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo. As entrevistas são feitas presencialmente, em pontos de fluxo nas ruas, e seguem critérios estatísticos para que a amostra represente o conjunto da população.

 

 

Posted On Domingo, 17 Mai 2026 03:41 Escrito por

O site também divulgou diálogos entre o empresário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, o ex-deputado e o banqueiro Daniel Vorcaro

 

 

POR WILTON JUNIOR

 

 

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tinha responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do filme que conta a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado “Dark Horse” [“Azarão”, em tradução livre], conforme um contrato assinado pelo próprio ex-deputado federal com data de novembro de 2023. As informações foram publicadas pelo site Intercept Brasil nesta sexta-feira (15).

 

Além do contrato, o site também divulgou diálogos de Eduardo com o empresário Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, que serviu como intermediário das conversas entre o filho do ex-presidente e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A mensagens foram trocadas no final de março de 2025, mesmo mês em que Eduardo anunciou que iria se licenciar do mandato para ficar nos EUA e buscar as “devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.

 

Nas conversas, Eduardo diz que o “ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo”. Visto que, segundo Eduardo, se a empresa brasileira enviasse aos EUA e não tivesse “aquele grande orçamento” seria “problemático” e por isso seria “necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”.

 

Em seguida, o deputado cassado explica como seria a melhor maneira de enviar o dinheiro. “Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”.

 

Outro documento de fevereiro de 2024 mostra ainda que Eduardo é qualificado como financiador do filme e autoriza o uso de recursos financeiros que ele investir no projeto. Porém, não há confirmação que o documento tenha sido assinado.

 

Eduardo negou ter recebido dinheiro

 

 

Eduardo Bolsonaro negou na quinta-feira (14) ter recebido recursos enviados por Daniel Vorcaro, por meio de um fundo controlado por seus aliados e sediado no Texas, nos Estados Unidos. Em publicação em suas redes sociais, o parlamentar cassado afirmou que a “história é tosca” e trata-se de uma “tentativa de assassinato de reputação”.

 

Na publicação, Eduardo compartilhou uma notícia do jornal Folha de S. Paulo, na qual informava que a Polícia Federal (PF) suspeita de que recursos ligados ao banqueiro foram usados para custear as despesas do ex-deputado nos Estados Unidos.

 

Segundo reportagem do site Intercept Brasil, que revelou troca de mensagens entre o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e Vorcaro, o dono do Master fez repasse ao Havengate Development Fund LP por meio da Entre Investigações e Participações. O fundo é ligado à produção do filme “Dark Horse”.

 

De acordo com a reportagem do Intercept Brasil, o agente legal do Havengate Development Fund LP é o escritório de advocacia de Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

 

Em sua publicação, Eduardo disse que o escritório de Calixto cuida da “gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” do projeto cinematográfico. O ex-parlamentar relatou ainda ter apresentado o advogado ao deputado federal e produtor executivo do filme, Mario Frias (PL-SP).

 

 

Posted On Sábado, 16 Mai 2026 05:51 Escrito por
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