Levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos
Por Redação g1
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (13) com as intenções de voto para o Governo do Ceará mostra o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) com 52% das intenções de voto no 1º turno contra o atual governador, Elmano de Freitas (PT), que aparece com 33% das intenções de voto.
Os números são do cenário estimulado - aquele em que o nome dos candidatos é apresentado aos eleitores. A diferença de Ciro para Elmano é de 19 pontos percentuais, portanto, acima da margem da erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa testou o cenário de primeiro turno com os sete candidatos anunciados - inclusive Pedro Brito como o candidato pelo partido Novo. Ele desistiu de concorrer ao governo na última terça-feira (12). O partido Novo anunciou que ele será substituído por Vera Lúcia.
A pesquisa também testou o cenário de um eventual segundo turno entre Ciro e Elmano. Neste cenário, Ciro aparece com 55% das intenções de voto contra 37% de Elmano.
Foram entrevistadas 1.022 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal "O Povo" e registrada na Justiça Eleitoral sob o número CE-04292/2026.
Confira os números abaixo:
Veja os números no cenário estimulado:
Cenário estimulado é aquele em que o nome dos candidatos é apresentado ao eleitor pelos entrevistadores. Confira os números:
Ciro Gomes (PSDB): 52%
Elmano de Freitas (PT): 33%
Pedro Brito (Novo): 1%
Delegado Huggo (Missão): 1%
Danilo Soares (Democrata): 1%
Serley Leal (UP): não pontuou
Zé Batista (PSTU): não pontuou
Branco/Nulo/Nenhum: 7%
Não sabe: 4%
Veja os números no cenário espontâneo:
Cenário espontâneo é aquele em que o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor. Confira:
Ciro Gomes (PSDB): 28%
Elmano de Freitas (PT): 20%
Camilo Santana (PT): 2%
Não sabe: 43%
Outras respostas: 3%
Branco/Ruim/Nenhum: 5%
Veja os cenários de segundo turno:
A pesquisa Datafolha também testou as intenções de voto em um eventual segundo turno entre Ciro e Elmano. Confira:
Ciro Gomes (PSDB): 55%
Elmano de Freitas (PT): 37%
Em branco/nulo/nenhum: 5%
Não sabe: 3%
Números da rejeição
A pesquisa Datafolha também perguntou qual candidato os entrevistados não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Confira os números:
Elmano de Freitas (PT): 35%
Ciro Gomes (PSDB): 21%
Delegado Huggo (Missão): 19%
Zé Batista (PSTU): 18%
Pedro Brito (Novo): 17%
Danilo Soares (Democrata): 15%
Serley Leal (UP): 11%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 5%
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 3%
Não sabe: 8%
Primeiro encontro entre candidatos ao Palácio do Planalto está marcado para domingo, dia 23 de agosto, às 20h
Por Kátia Flávia
O Grupo Bandeirantes e o Estadão firmaram nessa quinta-feira (13) uma parceria para a realização dos debates presidenciais das eleições 2026. O primeiro encontro entre os candidatos ao Palácio do Planalto está marcado para domingo, 23 de agosto, às 20h (horário de Brasília), com transmissão também pelas emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) são os convidados para o evento. “Ter o Estadão e a Band juntos nos debates eleitorais deste ano significa muito para nós. É a união de forças em torno de princípios sólidos: a defesa intransigente da democracia e a reafirmação do jornalismo de qualidade, feito com apego aos fatos em um ambiente de credibilidade e confiança”, enfatiza Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Estadão.
A iniciativa reforça a importância da informação precisa e estimula um diálogo abrangente e expressivo. “O Grupo Bandeirantes completa, no ano que vem, 20 anos de uma trajetória marcada pela confiabilidade e pela independência editorial, sempre ao lado do povo, valores que temos em comum com o Estadão. Vamos ampliar ainda mais o alcance do confronto do dia 23, levando aos cidadãos os projetos, as propostas e as discussões que estão em pauta no país, contribuindo para que cada um possa fazer sua escolha de forma consciente”, destaca Rodolfo Schneider, diretor-geral de Jornalismo e Esporte do conglomerado de mídia.
Caso haja segundo turno, o embate com os postulantes ocorrerá entre 7 e 18 de outubro.
A Band começou a cobertura da corrida às urnas em janeiro, durante uma reunião estratégica com representantes das siglas. A antecipação do calendário consolidou o compromisso de proporcionar aos espectadores uma análise profunda e equilibrada da conjuntura nacional.
Candidaturas poderão fazer campanha nas ruas, na internet e na imprensa, seguindo regras
Da Assessoria
É hora de apresentar propostas, ocupar as ruas e ampliar o diálogo com o eleitorado. A partir do próximo domingo, 16, a Justiça Eleitoral do Tocantins passa a acompanhar uma nova fase das Eleições Gerais de 2026, com o início oficial da propaganda eleitoral em todo o país.
A data marca a liberação da propaganda nas ruas, na imprensa e na internet. Candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações poderão divulgar suas campanhas, desde que respeitem as regras previstas na legislação eleitoral.
Campanha online
Na internet, a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral será permitida de 16 de agosto a 1º de outubro. O período também marca o início de regras específicas para as transmissões ao vivo. Lives realizadas por candidatas ou candidatos para promoção pessoal ou de atos relacionados ao exercício do mandato serão consideradas atos de campanha, mesmo sem referência direta às eleições.
Também a partir deste domingo, ficam proibidas as enquetes relacionadas ao processo eleitoral. A divulgação desse tipo de levantamento poderá ser alvo da atuação da Justiça Eleitoral.
Campanha também nas ruas
Nas ruas, alto-falantes e amplificadores de som poderão ser utilizados das 8h às 22h, de 16 de agosto a 3 de outubro. Os equipamentos deverão respeitar a distância mínima de 200 metros de locais como hospitais, escolas, igrejas, quartéis, tribunais e sedes dos Poderes Executivo e Legislativo.
Comícios e aparelhagem de sonorização fixa poderão ocorrer das 8h às 24h até 1º de outubro. No encerramento da campanha, o horário poderá ser estendido por mais duas horas.
Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico poderão ocorrer até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
Propaganda nos jornais
A propaganda eleitoral paga na imprensa escrita será permitida de 16 de agosto a 2 de outubro. A reprodução, na internet, do conteúdo do jornal impresso também estará autorizada no período.
Cada veículo poderá publicar até dez anúncios de propaganda eleitoral, em datas diferentes, para cada candidata ou candidato, respeitando os limites de espaço estabelecidos pela legislação.
As regras estão previstas no Calendário Eleitoral das Eleições 2026 e na legislação eleitoral. O objetivo é garantir que a disputa ocorra dentro dos parâmetros estabelecidos pela Justiça Eleitoral e que candidaturas e eleitorado tenham clareza sobre o que é permitido durante a campanha.
Ao mesmo tempo, tem dado entrevistas a comunicadores digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis para o petista
Com Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado entrevistas à mídia tradicional e sinalizou que não participará dos debates presidenciais no primeiro turno. Ao mesmo tempo, tem dado entrevistas a comunicadores digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis para o petista.
Antes da pré-campanha, a estratégia de comunicação do presidente nos últimos meses vinha sendo conciliar as viagens de Lula aos Estados com entrevistas exclusivas a canais de TV e rádios locais. Entrevistas a veículos de mídia tradicional que estão diariamente na cobertura nacional do Palácio do Planalto rarearam nos últimos tempos. A última entrevista de Lula foi à TV Record, em julho de 2025, logo após o anúncio do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.
Com a proximidade da campanha eleitoral, o presidente também deixou de falar com os veículos regionais e passou a apostar em entrevistas informais para a mídia digital – podcasts, videocasts etc. Esse tipo de ambiente permite uma conversa mais descontraída e menos focada nos temas mais tensos. Em geral, o ambiente é menos hostil.
Lula dará uma entrevista nesta sexta-feira, 14, às comunicadoras do Não Inviabilize, Deia Freitas, e do As Cunhãs, Inês Aparecida e Hébely Rebouças. O Não Inviabilize é o podcast brasileiro mais ouvido no Spotify e referência no segmento. O produto não é jornalístico. Os temas são relatos cotidianos, conflitos de relacionamentos, situações familiares incomuns etc.
Nas últimas semanas, Lula concedeu entrevistas ao podcast Inteligência Ltda. e aos canais Meteoro Brasil e Os Três Elementos. Nos dois casos, pouco (ou nada) se falou sobre temas incômodos ao petista: a ligação de aliados seus, como o senador Jaques Wagner (PT-BA), com o escândalo do Banco Master; as investigações contra seu filho Fábio Luís, o Lulinha; e os pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger a seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Em vez disso, a entrevista ao Inteligência Ltda. foi focada na história de vida do presidente, enquanto as concedidas ao Meteoro Brasil e ao Os Três Elementos tiveram um tom ainda mais simpático – com direito a elogios explícitos ao presidente durante a conversa.
Ao mesmo tempo em que tem privilegiado essas conversas com veículos que não são propriamente jornalísticos (ao menos no conceito mais tradicional), Lula não participou da sabatina feita pela GloboNews com os candidatos à Presidência da República – seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também não foi. Lula também indicou que não deve participar dos debates no primeiro turno. O primeiro, promovido em parceria do Estadão com a Band, seria neste domingo, 16, mas foi alterado para o dia 23. Lula marcou para domingo, 16, o lançamento de sua campanha, em São Bernardo do Campo (SP).
Esse “gelo” a veículos da mídia tradicional ocorre enquanto sua campanha enfrenta desgastes em sequência. Os principais da vez são os casos contra Fábio Luís e Marcola.
Fábio é alvo de três investigações no STF, as três sobre suspeitas de tráfico de influência. Uma delas apura se ele atuou para tentar abrir portas no Ministério da Saúde em favor do lobista Antônio Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS. Outro é no âmbito do Dataprev. Na terceira, a suspeita é de benefício a uma empresa de tecnologia em contratos com o governo federal.
No caso de Marcola, o Poder360 revelou que ele recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista ligada ao Careca do INSS. Em nota, Marcola confirmou o recebimento, mas disse que se tratou de um empréstimo pessoal e que pagou Luchsinger de volta. O caso foi revelado no dia 3 de agosto. Até agora, o presidente não falou publicamente sobre o assunto (a entrevista ao Meteoro Brasil e ao Os Três Elementos, por exemplo, foi no dia 5, mas o assunto não foi abordado).
Até aqui, Lula lidera as pesquisas de intenção de voto. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 10, por exemplo, mostrou o presidente com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) apareceu com 5%. Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo), com 3%.
Diante da ausência de consenso, o ministro Luiz Fux deve conceder novos prazos para as equipes técnicas
Por Gabriela Coelho
A nova rodada da audiência de conciliação realizada no STF (Supremo Tribunal Federal) para destravar uma operação de crédito de R$ 6,6 bilhões para o socorro e preservação da liquidez do BRB (Banco de Brasília) terminou sem avanços.
Nesta quinta-feira (13), representantes do GDF (Governo do Distrito Federal), do Ministério da Fazenda, do BC (Banco Central), da AGU (Advocacia-Geral da União) e do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) se reuniram e mostraram divergências em relação às garantias financeiras.
Relator do processo, o ministro Luiz Fux disse que a mediação segue ativa. Após se dizer “bem informado” sobre as propostas em debate, o magistrado questionou os participantes sobre o interesse de manterem as tratativas no STF.
“Eu me considero bem informado pelas partes nessa mediação, e como faz parte, antes de uma última pergunta, ainda é útil prosseguir nessas tratativas para tentar solucionar?”, questionou o magistrado.
O agravamento da situação financeira do BRB está diretamente vinculado às perdas decorrentes de operações atreladas ao Banco Master, alvo de investigações sobre gestão temerária e irregularidades em transações no mercado de crédito.
Além do impacto direto na solvência do banco público, a autoridade monetária e a equipe econômica monitoram com preocupação o risco de contágio sobre a custódia de cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais geridos pela instituição.
Diante da ausência de consenso, o ministro Luiz Fux deve conceder novos prazos para que as equipes técnicas do Ministério da Fazenda, da Procuradoria do DF e dos bancos integrantes da mesa de negociação apresentem propostas alternativas ou ajustem a modelagem de garantias.
Até que haja um desenho aceito de forma unânime por reguladores e credores, a liberação do montante permanecerá suspensa.