Presidente da Câmara discursou em cerimônia que marca o retorno dos trabalhos do Legislativo em 2026

 

 

Por Lis Cappi e Yumi Kuwano

 

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta segunda-feira (2), que cabe ao plenário atender as expectativas da população e fazer valer a prerrogativa constitucional do Congresso de destinar as emendas parlamentares aos “rincões Brasil afora”.

 

A fala foi durante a sessão solene que marcou o retorno dos trabalhos no Congresso Nacional em 2026.

 

“Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre as expectativas da população, em sintonia com as ruas. E que, nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade”, destacou.

 

Motta ainda ressaltou que a Câmara terá uma agenda intensa no primeiro semestre e citou temas como a PEC da Segurança Pública, combate ao feminicídio e a escala 6x1.

Participam do evento os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. No lugar de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, entregou a mensagem presidencial.

 

Agenda da Câmara

Ainda nesta segunda, a Câmara vota a MP (Medida Provisória) que cria o programa do governo Gás do Povo, que prevê que famílias cadastradas no CadÚnico com renda familiar de até meio salário-mínimo por pessoa podem ter acesso a botijão de 13 kg do gás de cozinha.

Nesta semana, ainda deve ocorrer a instalação das comissões e a eleição dos presidentes dos colegiados. O comando de cada comissão deve ficar com o partido que presidiu o respectivo colegiado em 2025.

 

Além disso, o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser votado com celeridade pelo Congresso. Nesta segunda-feira, o governo enviou a proposta para análise do parlamento.

 

 

 

Posted On Terça, 03 Fevereiro 2026 06:21 Escrito por O Paralelo 13

Eleições, feriados e a Copa do Mundo devem afetar o ritmo do Congresso, com maior parte das votações prevista para o primeiro semestre

 

 

Por Victória Mello

 

 

Deputados e senadores retomam os trabalhos nesta segunda-feira (2) após pouco mais de 40 dias de recesso parlamentar, em um ano marcado por um calendário mais curto, em função das eleições de outubro e de eventos que devem impactar o ritmo das votações, como feriados nacionais e a realização da Copa do Mundo.

Com esse cenário, a maior parte das decisões legislativas deve se concentrar no primeiro semestre, antes do início oficial das campanhas.

 

Diante do calendário eleitoral, governo e oposição se movimentam para avançar em pautas com potencial impacto político. Entre as prioridades do Executivo está a proposta que prevê o fim da escala de trabalho seis por um.

 

Na Câmara, a retomada dos trabalhos ocorre com uma pauta voltada a projetos de interesse do governo, como a medida provisória que cria o programa “Gás do Povo”, que prevê a distribuição gratuita de botijões de gás para famílias de baixa renda.

 

A oposição deve focar projetos ligados à segurança pública e no uso de comissões parlamentares de inquérito para manter temas sensíveis ao governo no centro do debate, como a CPMI do INSS e a tentativa de instalar uma comissão para investigar fraudes no Banco Master.

 

No Senado, além da análise de vetos presidenciais, o Planalto também enfrenta a resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

 

 

Posted On Segunda, 02 Fevereiro 2026 04:36 Escrito por O Paralelo 13

Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro

 

 

 

POR ADRIANA FERNANDES E BRUNO BOGHOSSIAN

 

As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à Folha, sob anonimato, por investigadores do caso. Eles afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras.

 

Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro.

 

As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).

 

Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.

 

Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.

As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.

 

As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.

 

A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

 

A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

 

A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.

 

Em depoimento à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões com autoridades. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, disse.

 

Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a investigação envolvendo políticos continuaria sob supervisão do STF.

 

Nas últimas semanas, uma articulação foi iniciada por ministros do Supremo para que o caso seja remetido à Justiça de primeiro grau. O objetivo era reduzir a pressão sobre o tribunal, principalmente depois de revelações sobre conexões de integrantes do tribunal com negócios do Master.

 

O movimento passou a ser descrito como uma saída honrosa para o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo, que tem sua conduta questionada por manter um alto grau de sigilo sobre o caso e pela sociedade que dois de seus irmãos mantiveram com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro no resort Tayayá, no Paraná.

 

Com o desgaste do STF e a pressão da opinião pública, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, chegou a afirmar ao G1 que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora” de que o caso saísse do tribunal.

 

A menção aos políticos encontrada na investigação, no entanto, deve levar a um ajuste de rota, com parte das investigações enviadas à instância inferior e uma nova frente aberta no STF.

 

A investigação que pode ser enviada ao primeiro grau, que envolve a fabricação de carteiras pelo Master, está avançada e deve ser concluída rapidamente, segundo agentes envolvidos no caso. A PF deve produzir um relatório final e apontar os indícios de crime que teriam sido praticados pelos principais suspeitos.

 

A preocupação de pessoas envolvidas no caso, ouvidas pela Folha, é com o risco de as investigações contra políticos não avançarem no STF por pressões sobre a corte.

 

 

 

Posted On Sexta, 30 Janeiro 2026 14:05 Escrito por O Paralelo 13

Vorcaro afirmou à PF que modelo de negócios do Master era baseado no FGC e citou conversa com Ibaneis Rocha sobre BRB

 

Com R 7 

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli retirou, nesta quinta-feira (29), o sigilo do depoimento prestado à Polícia Federal pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A oitiva ocorreu em 30 de dezembro de 2025.

 

Naquele dia, a Polícia Federal também ouviu o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Toffoli também tirou o sigilo dos depoimentos dos dois.

Na ocasião, todos foram interrogados sobre a negociação que quase terminou na venda do Banco Master ao BRB — negócio barrado pelo Banco Central.

 

Depois de coletar os depoimentos de cada um, a PF realizou uma acareação entre Vorcaro e Costa para confrontar informações divergentes prestadas pelos dois.

 

O que disse Vorcaro no depoimento?

No depoimento, Vorcaro detalhou a situação financeira do Banco Master, operações específicas envolvendo carteiras de crédito, tratativas com o BRB (Banco Regional de Brasília), além de comentar sua relação com autoridades e as circunstâncias que antecederam sua prisão.

 

Na ocasião, Vorcaro admitiu que o Banco Master enfrentava uma crise de liquidez, embora tenha sustentado que a instituição permanecia solvente. Segundo ele, o banco tinha mais ativos do que passivos e honrou seus compromissos até a intervenção decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

O empresário afirmou ainda que o modelo de negócios do Banco Master era integralmente baseado no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). De acordo com seu relato, desde 2018 a estratégia de crescimento da instituição dependia da captação de recursos garantidos pelo fundo.

 

Vorcaro disse que mudanças regulatórias nas regras do FGC e a pressão reputacional reduziram as fontes de captação, agravando os problemas de liquidez.

Negociação com o BRB e conversa com governador do DF

No depoimento, o empresário também declarou que conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a negociação de venda do Banco Master ao BRB. O negócio, no entanto, acabou vetado pelo Banco Central, que apontou irregularidades na transação.

 

Investigação da Polícia Federal e do MPF (Ministério Público Federal) sobre a gestão do Banco Master detectou indícios de que a instituição comandada por Vorcaro vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB (Banco Regional de Brasília) e entregou documentos falsos ao Banco Central para tentar justificar o negócio.

 

À PF, Vorcaro comentou que houve uma operação de compra de carteiras de crédito consignado da empresa Tirreno, no final de 2024, como parte de uma estratégia para expandir o portfólio visando a futura fusão com o BRB.

 

Ele reconheceu que deu aval à operação, mas alegou que não acompanhava os detalhes técnicos de originação dos créditos. Também admitiu que o Banco Master cedeu carteiras ao BRB antes de receber toda a documentação da Tirreno, classificando o procedimento como prática de mercado, com resguardo contratual.

 

Em sua defesa, Vorcaro afirmou que a operação não foi financeiramente consumada, pois os recursos teriam ficado retidos em uma conta transitória dentro do próprio Banco Master e não foram liberados à Tirreno. Segundo ele, as carteiras foram posteriormente recompradas ou substituídas, sem prejuízo ao BRB.

 

 

Posted On Sexta, 30 Janeiro 2026 05:27 Escrito por O Paralelo 13

Plano prevê veículos blindados, sistemas antidrones e aumento do efetivo para proteger candidatos à Presidência

 

 

Por Augusto Fernandes

 

 

 A Polícia Federal solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a ampliação de seu orçamento em aproximadamente R$ 198 milhões para viabilizar a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano.

 

Segundo apurou o R7, no pedido feito ao ministro Wellington Lima e Silva, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alertou para um cenário político marcado por forte polarização interna, instabilidades no contexto internacional e restrições orçamentárias que limitam a atuação do órgão.

A corporação avalia que o ambiente político atual exige um aparato de proteção mais robusto do que o adotado em pleitos anteriores. Segundo a PF, a integridade física dos presidenciáveis precisa ser reforçada devido à elevada polarização política e a questionamentos sobre a legitimidade das instituições.

 

De acordo com fontes que participam das discussões, Rodrigues afirmou a Lima e Silva que, sem proteção adequada, os candidatos podem ter sua capacidade de circulação pelo país e de divulgação de propostas seriamente comprometida, o que configuraria uma ameaça à democracia brasileira.

Além do ambiente político, a PF aponta mudanças no próprio formato das campanhas como fator de pressão sobre os custos. O aumento do fundo eleitoral, segundo a análise do órgão, tende a ampliar a mobilidade dos candidatos, com agendas mais intensas e deslocamentos frequentes por diferentes regiões do país. Esse cenário demanda maior presença policial, planejamento antecipado e logística ampliada, elevando despesas com pessoal, transporte e equipamentos.

 

A Polícia Federal destaca a necessidade de mitigar riscos associados a novas tecnologias, como o uso de drones para ações hostis, além de ameaças eletrônicas e explosivas. Para isso, o plano prevê investimentos específicos em sistemas antidrones, equipamentos de varredura eletrônica e materiais antibomba.

Como o dinheiro seria usado

O R7 apurou que, do total solicitado pela PF (pouco mais de R$ 198,1 milhões), a maior parte dos recursos seria destinada à aquisição de veículos. O planejamento prevê a compra de 128 viaturas blindadas do tipo SUV, ao custo estimado de R$ 57,5 milhões, e de 128 veículos descaracterizados, avaliados em cerca de R$ 35 milhões.

 

Também estão previstos gastos com diárias (R$ 26 milhões) e passagens aéreas (R$ 22 milhões), reflexo do aumento dos deslocamentos durante a campanha.

A PF também usaria o dinheiro para comprar novos equipamentos para neutralização de drones, além de kits de varredura eletrônica e equipamentos antibomba.

 

O orçamento contempla ainda a compra de coletes à prova de balas, rádios com kits específicos para autoridades, além de itens de vestuário e acessórios operacionais. Também há previsão de estruturação de salas reservadas em aeroportos, visando garantir segurança e discrição no trânsito dos candidatos.

 

A Polícia Federal sustenta que não dispõe atualmente de recursos para absorver esses custos, alegando que o orçamento ordinário da corporação para 2026 sofreu uma redução de aproximadamente R$ 100 milhões em relação a 2025.

 

Pedido encaminhado à ministra Simone Tebet

O ministro Wellington Lima e Silva encaminhou o pedido da PF à ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, solicitando prioridade e urgência para a demanda.

 

Conforme apurou o R7, o ministro também frisou que a combinação entre polarização política elevada, maior mobilidade das campanhas e restrições orçamentárias cria um cenário de risco institucional e operacional.

 

 

Posted On Sexta, 30 Janeiro 2026 05:02 Escrito por O Paralelo 13
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