Planalto previa o envio de um projeto com urgência, com votação em até 45 dias, depois do Carnaval
Por Lis Cappi
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anunciou avanços da proposta para fim da escala 6x1, sem esperar pelo envio de um texto ligado a mudança de jornada pelo Planalto.
Motta confirmou, nesta segunda-feira (9), que as duas propostas indicadas por deputados foram unificadas em uma mesma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
A previsão é de que o texto passe, ainda, por discussões em uma comissão especial.
O caminho de análise pode fazer com que as discussões levem mais tempo do que previa o governo, mas a ideia, segundo Motta, seria para possibilitar a discussão entre setores.
“Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros”, afirmou o presidente da Câmara.
Planos do governo
Nos bastidores, havia expectativa de envio de um texto pelo Planalto com regime de urgência Constitucional, que condiciona a votação em um período de até 45 dias, sob pena de trancar a pauta do plenário. O governo ainda pode enviar a proposta.
Em paralelo, existem outras propostas em tramitação no Congresso. A decisão de Motta foi voltada para apensar a proposta mais recente da Câmara, apresentada em 2025 pela deputada Erika Hilton (PSOL-RJ) a um texto que estava em tramitação entre deputados e que já está na CCJ.
No Senado também tramita uma PEC, que já foi aprovada pela CCJ da Casa, no ano passado.
Conteúdo extraído de aparelhos será usado em investigação sobre fraudes no sistema
Por Natália Martins
A Polícia Federal conseguiu acessar integralmente o conteúdo de ao menos um dos celulares de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master, durante as apurações da Operação Compliance Zero.
Entre os aparelhos analisados está um iPhone 17 Pro Max, além de outros telefones atribuídos ao investigado.
De acordo com fontes envolvidas na investigação, o material reúne mensagens, áudios, fotos e registros de aplicativos, inclusive diálogos com autoridades que ocupam cargos relevantes.
A PF agora faz a separação do conteúdo ligado a possíveis fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. Informações sem relação com o inquérito serão descartadas.
Após essa triagem, os dados considerados pertinentes seguirão para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal. A conclusão do relatório técnico ainda deve levar algumas semanas, já que os investigadores tentam recuperar arquivos apagados.
Mesmo sem autorização da defesa, a Polícia Federal obteve acesso aos celulares de Vorcaro, de parentes, de ex-sócios e do investidor Nelson Tanure.
Em depoimento, o empresário se recusou a fornecer a senha do próprio aparelho, sob o argumento de risco de vazamento de informações pessoais e de relações privadas.
A extração dos dados
A análise ocorreu em uma área de acesso restrito do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O conteúdo extraído já integra os autos encaminhados à Procuradoria-Geral da República.
O material terá peso na definição dos próximos passos do inquérito, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, no STF.
Para acessar os dados, a PF utiliza ferramentas especializadas, como o Cellebrite, de origem israelense, e o GreyKey, desenvolvido nos Estados Unidos. Os sistemas permitem a extração de informações armazenadas em celulares com iOS e Android, mesmo quando os aparelhos permanecem bloqueados.
Negativa para acessar celular
No dia em que Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal sobre a negociação envolvendo o BRB (Banco Regional de Brasília), o advogado Roberto Podval justificou à delegada Janaína Palazzo a negativa em autorizar o acesso ao celular do empresário. Segundo ele, a decisão decorreu da falta de confiança na preservação do sigilo.
Antes da acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, Podval afirmou que perguntas feitas durante a oitiva teriam chegado à imprensa cerca de 20 minutos após o encerramento do depoimento.
“As perguntas que foram feitas, e aqui o maior respeito pelas autoridades, mas é bom que se diga, as perguntas que foram feitas hoje aqui pela senhora, que eram perguntas ditas pelo ministro, estavam na imprensa noticiadas quando acabou o ato”, disse Podval.
Ainda conforme a defesa, o episódio teria violado a garantia de sigilo do depoimento, condição apresentada pela autoridade policial ao solicitar acesso ao celular do empresário.
“O Vorcaro nem celular trouxe, que era para não ter o risco de nada. E nós somos surpreendidos 20 minutos depois de acabar a audiência com esse fato. É lamentável e deve ser apurado, porque mexe com coisas importantes, com a vida de todos nós”, afirmou o advogado.
Antes de passar pela vistoria veicular 2026, motoristas devem conferir itens de segurança obrigatórios, modificações não regularizadas e o estado geral do carro
Por Bruno Benetti
Com o avanço do PL (Projeto de Lei) 3507/2025, que prevê a vistoria veicular 2026 se tornou obrigatória para os veículos com mais de cinco anos, muitos motoristas começam a se preocupar com o estado de conservação de seus automóveis.
Além de ser uma questão de segurança, a reprovação em uma vistoria gera custos adicionais com novas taxas e reparos urgentes. A vistoria veicular 2026 técnica não foca apenas na estética, mas na funcionalidade e na legalidade do veículo.
Existem alguns itens no carro que os inspetores avaliam para saber se o carro vai passar pela vistoria veicular 2026 obrigatória e outros que são os campeões de reprovação. Confira quais são os itens que mais reprovam na inspeção.
Quais os itens que mais reprovam na vistoria veicular 2026
1) Sistema de iluminação e sinalização
Um dos itens que mais reprova na vistoria veicular 2026 é o sistema de iluminação e sinalização do veículo. É o mais simples de verificar e também o que gera mais multas e reprovações.
Antes da vistoria, você pode checar as lâmpadas queimadas (faróis, lanternas, luz de ré e de placa), lentes quebradas ou foscas e o uso de lâmpadas fora do padrão original (como LEDs ou Xenon não regularizados).
2) Pneus (estado de conservação)
Um outro item importante a ser verificado nos carros antes da vistoria veicular 2026 é o estado de conservação dos pneus. O limite de desgaste dos pneus é um ponto crítico para a segurança de motoristas e passageiros.
É importante checar se os pneus não podem estar “carecas”. O indicador TWI (aqueles pequenos ressaltos nos sulcos) serve de guia: se o desgaste chegou nele, o pneu deve ser trocado. Além disso, bolhas ou cortes laterais são causas de reprovação imediata.
3) Vidros e para-brisas
Um outro item bastante verificado pelos inspetores durante a vistoria veicular 2026 são os vidros e para-brisas e também películas de insulfilm fora da norma.
É importante checar as trincas no campo de visão do motorista ou superiores a 10 cm em outras áreas costumam reprovar. Sobre o insulfilm, ele deve respeitar os limites de transparência exigidos pelo Contran.
4) Itens de segurança obrigatórios
Muitos motoristas esquecem de conferir os itens de segurança obrigatórios na vistoria veicular 2026 e alguns acessórios que raramente usam.
É importante checar o estado dos cintos de segurança (travamento e conservação), a presença e o estado do estepe, além de macaco, chave de roda e também o triângulo de sinalização.
5) Alterações nas características originais
Algumas modificações feitas nas características originais dos veículos feitas sem a devida anotação no documento (CRV/CRLV) são um grande problema.
O que checar antes da vistoria veicular 2026: suspensão rebaixada, mudança de cor (envelopamento), alteração de combustível ou de rodas que excedam o limite dos para-lamas precisam estar regularizadas.
6) Numeração do motor e chassi
Por fim, um erro bastante comum é o desgaste ou oxidação da numeração do motor e do chassi do veículo. É essencial checar essa numeração, pois se os números estiverem ilegíveis na vistoria veicular 2026 por conta da ferrugem ou de sujeira excessiva, o veículo será reprovado.
Uma simples limpeza ou aplicação de produtos desoxidantes pode evitar que você precise passar por um processo burocrático de remarcação.
Documento prevê ações em até 180 dias e surge após operações com ativos do Banco Master levantarem alertas sobre risco patrimonial
Com Jornal de Brasília
Em meio a sinais de tensão no mercado, o Banco de Brasília entregou ao Banco Central, na sexta-feira (6), um plano formal para reforçar seu capital. A medida funciona como um escudo preventivo, caso as investigações confirmem necessidade de aporte financeiro. Ainda assim, os valores finais dependem do encerramento das apurações em curso.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, levou o chamado Plano de Capital diretamente à sede do BC, em Brasília, durante reunião de duas horas. Além disso, participou do encontro o secretário de Economia do DF, Daniel Izaias. Depois da agenda, porém, os representantes deixaram o local sem conceder entrevistas.
Segundo o banco, o material entregue “apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro”. O comunicado também afirma que “eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento”. No entanto, o Banco Central trabalha com estimativa mínima de R$ 5 bilhões.
Pressão cresce após operações com ativos do Master
O plano nasce para preservar a solidez institucional e reduzir riscos sobre o patrimônio. Isso porque, desde o fim de 2024, o BRB comprou carteiras de crédito do Banco Master por valores bilionários. Depois, surgiram informações de que esses mesmos ativos custaram menos da metade em negociações anteriores.
Além disso, vieram relatos de que o Master não quitou esses créditos antes da revenda, embora tenha recebido à vista do BRB. Por causa dessas inconsistências, o BC determinou provisionamento de R$ 2,6 bilhões. Como resposta, o banco local já vendeu R$ 5 bilhões em carteiras de consignado, atacado e antecipação do FGTS.
Como o Governo do Distrito Federal controla cerca de 72% do capital, qualquer aporte relevante pode exigir aval da Câmara Legislativa. Ainda assim, o BRB declarou que o plano “fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações”. Portanto, a estratégia busca conter danos e preservar confiança.
BRB – nota à imprensa – 06.02.2026
O BRB informa que entregou, na tarde de hoje, ao Banco Central, o Plano de Capital da instituição. O documento foi entregue pelo presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza. A reunião contou também com a participação do Secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, que reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal, acionista controlador do Banco, com as medidas apresentadas e com a solidez do Banco.
O documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento.
Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O Banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades.
Batizada de Zona Cinzenta, a operação mira a Amprev, gestora do regime próprio de previdência do estado, por investimentos no Banco Master, de Daniel Vorcaro
POR RAQUEL LOPES
Um dos alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (6), o diretor-presidente da Amprev (Amapá Previdência), Jocildo Silva Lemos, já atuou como tesoureiro da campanha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e agradeceu publicamente ao parlamentar pela indicação ao comando da autarquia.
Batizada de Zona Cinzenta, a operação mira a Amprev, gestora do regime próprio de previdência do estado, por investimentos no Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A ação da PF mira além do diretor-presidente da Amprev, dois membros do comitê de investimentos: Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves.
Lemos foi nomeado para a presidência da Amprev em 2023 pelo governador Clécio Luís (União Brasil). Ele assumiu o cargo por indicação do presidente do Senado.
Durante um evento público em 2024, ele agradeceu ao “senador Davi Alcolumbre, que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência”.
A assessoria do presidente do Senado foi procurada, mas ainda não se manifestou.
Além de Lemos, a Amprev tem o irmão do senador, Alberto Alcolumbre, como conselheiro fiscal. No entanto, ele não é alvo da operação.
Segundo a PF, o objetivo é apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá.
De acordo com o balanço de 2024, o útlimo anual a ser divulgado, o fundo de previdência do Amapá tinha naquele ano um ativo circulante bens e direitos de uma empresa conversíveis em dinheiro no curto prazo de R$ 10 bilhões, sendo R$ 8,3 bilhões em investimentos e aplicações temporárias a curto prazo.
O patrimônio líquido do fundo, no entanto, quando se descontam os passivos e o montante que precisará ser pago a servidores no curto e longo prazo, somava um déficit de R$ 387 milhões.
A investigação apura investimentos realizados pela autarquia estadual responsável em letras financeiras emitidas pelo Master.
Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, no município de Macapá.
Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta.
Documentos reunidos na investigação mostram que, em menos de 20 dias, foram aprovadas e executadas três aplicações sucessivas em letras financeiras do Master, que totalizam quase R$ 400 milhões. As decisões sobre os recursos foram tomadas em três reuniões em julho de 2024.