“Embora eu não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que eu ainda tenho que visitar”, disse o presidente

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 3, que vai continuar fazendo visitas pelos Estados apesar do defeso eleitoral, que entra em vigor neste sábado, 4, e impede que ele inaugure obras ou anuncie investimentos ou programas até as eleições.

 

“Embora eu não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que eu ainda tenho que visitar”, disse o presidente.

 

Nesta sexta, Lula inaugurou 10 novos campi de institutos federais, além de anunciar investimentos de R$ 464,8 milhões para fortalecer o Sistema Único de Saúde. O presidente também entregou simultaneamente 1.619 moradias do Minha Casa, Minha Vida em seis estados, que vão beneficiar 6.476 pessoas.

 

Ao falar sobre as entregas de educação, Lula afirmou que a palavra “gasto” é proibida quando se trata de recursos destinados ao tema. “Dinheiro bom não é dinheiro guardado”, disse.

 

O evento desta sexta, realizado no Palácio do Planalto, foi o último de entregas do governo federal antes das eleições, o que motivou a consolidação de diversos temas por parte do Executivo. A partir deste sábado, 4, entra em vigor o defeso eleitoral, que impede Lula de inaugurar obras ou programas para não causar disparidade ante outros candidatos à Presidência da República.

 

 

 

Posted On Sexta, 03 Julho 2026 15:02 Escrito por

Kassab foi oficializado como vice da chapa do PSD nesta quarta-feira (1º), num evento em Brasília

 

 

 POR AUGUSTO TENÓRIO

 

 

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, concorrerá à Vice-Presidência da República para ampliar o poder de barganha do partido em um possível segundo turno da eleição, dizem aliados. A intenção da sigla é transformar a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência numa iniciativa de caráter partidário, e não mais um projeto individual do ex-governador de Goiás, recém-chegado na sigla.

 

Kassab foi oficializado como vice da chapa do PSD nesta quarta-feira (1º), num evento em Brasília. Ao dar um caráter institucional à candidatura do partido, espera-se uma maior participação da cúpula da sigla na campanha, encarecendo um eventual apoio da chapa a Flávio Bolsonaro (PL), hoje favorito para disputar o segundo turno contra o presidente Lula (PT).

 

Antes da chegada de Kassab, esperava-se uma adesão automática de Caiado a Flávio numa segunda etapa contra Lula. Isso incomodou algumas lideranças da legenda. O PSD avalia que, agora, a posição precisará, no mínimo, ser rediscutida com Kassab.

 

A expectativa de aliados é que Kassab abra caminho para que um apoio do PSD seja correspondido com espaços, como ministérios, num eventual governo de Flávio. Além disso, pode entrar na demanda o apoio do PL ao partido em espaços relevantes também no Congresso Nacional.

 

A aposta é que Caiado não poderá ignorar o presidente da sigla, agora seu vice, para anunciar uma posição, uma vez que foi Kassab quem abriu as portas do partido quando o ex-governador de Goiás foi rifado da disputa nacional pelo União Brasil.

Além disso, Kassab dedicará parte do fundo eleitoral à candidatura presidencial. A verba é considerada crucial para o principal objetivo do PSD, que é aumentar sua bancada de deputados para a casa das 65 cadeiras. Espera-se, no mínimo, um investimento de R$ 30 milhões.

Aliados dizem que, num primeiro momento, Kassab deve ter uma atuação mais intensa para aproximar Caiado dos prefeitos e governadores do PSD. O partido é o que mais elegeu gestores municipais no último pleito, quase 900, e tem seis representantes na gestão de estados.

 

Essa ação tem dois objetivos. Primeiro, oferecer uma fuga da polarização aos candidatos do PSD que não contam com apoio de Lula ou de Flávio. É o caso do Paraná, onde Sandro Alex (PSD) disputa contra Sergio Moro (PL) e Requião Filho (PDT), apoiados por Flávio e Lula, respectivamente.

 

Nesses casos, a expectativa no PSD é que a candidatura de Caiado seja um escudo contra a pressão por apoio a Lula em estados tradicionalmente de esquerda ou a Flávio em unidades da federação com tendência de voto conservador. Esses candidatos poderão argumentar que seu partido possui candidato próprio à Presidência, para evitar perder votos bolsonaristas ou lulistas.

 

Por outro lado, o partido pretende impulsionar Caiado, que pontuou 3% na última pesquisa Datafolha, para que ele encerre o primeiro turno com pelo menos 5%.

 

A avaliação é a de que ele poderá avançar a partir dos debates, apresentando-se, ao mesmo tempo, como um candidato de terceira via e como uma alternativa de direita, com estilo combativo, enquanto Flávio faz um esforço para parecer mais moderado. Os números da segurança pública de Goiás também são considerados um trunfo.

 

Apesar disso, não há expectativa no PSD de que Caiado possa decolar e chegar ao segundo turno, exceto em caso de novos escândalos envolvendo Flávio.

 

Ao anunciar Kassab como vice, Caiado fez um apelo aos eleitores de direita para não votarem em Flávio. “Se chegarmos ao segundo turno, teremos os votos dos independentes e vamos derrotar Lula. Chegando ao segundo turno, aglutinaremos todas as forças deste país para devolver o Brasil aos brasileiros de bem.”

 

Caiado completou: “Se Flávio chegar ao segundo turno, é tudo que Lula quer, e teremos o PT governando o país por mais quatro anos”.

 

Hoje, um apoio institucional do PSD a Lula é considerado um cenário muito improvável. A avaliação é que o partido tem pouco ou nada a ganhar com isso, pois uma ala da legenda já está fazendo campanha para o petista e tende a ser contemplada com cargos e ministérios num eventual quarto mandato do atual presidente da República.

 

 

Posted On Sexta, 03 Julho 2026 06:25 Escrito por

A fala do presidente foi durante um evento em Quixeramobim (CE), onde ele fez entregas para acelerar a implantação da ferrovia Transnordestina

 

 

Por Estadão Conteúdo

 

 

Em fala direcionada para o seu principal reduto eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 2, que o Nordeste sempre foi tratado “com muito desprezo” pelos governantes brasileiros. A fala do presidente foi durante um evento em Quixeramobim (CE), onde ele fez entregas para acelerar a implantação da ferrovia Transnordestina, que Lula disse querer que percorra todos os Estados nordestinos.

“Historicamente, o Nordeste sempre foi tratado com muito desprezo pelas pessoas que governaram esse País. O que mais me indignava quando eu via informações do IBGE, do IBGE, do Ministério da Educação era que o Nordeste era a região do Brasil com mais crianças analfabetas, adultos analfabetos, crianças desnutridas”, disse o presidente.

 

Ao fazer um balanço sobre o governo, Lula afirmou que a transposição do Rio São Francisco pode ser a maior obra hídrica global. Ele também disse que nunca houve outro período do Brasil com mais investimentos em saúde, ao propagandear o programa Agora Tem Especialistas.

Durante a cerimônia, Lula distribuiu afagos ao governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que vive uma disputa intensa nas pesquisas de intenção de voto com o candidato da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB).

 

“O Elmano tem uma coisa que falta à classe política brasileira: ele é uma pessoa humilde. Ele não é arrogante. Sabe aqueles arrogantes que sabem tudo? Ele não é assim. Ele sabe ouvir. Eu peço a Deus que eu e você estejamos juntos em janeiro do ano que vem”, disse o presidente.

 

 

 

Posted On Sexta, 03 Julho 2026 05:58 Escrito por

Nome de Cláudio Castro aparece em lista atribuída ao bicheiro Adilsinho com menção a suposta doação de R$ 3,2 milhões, mas ex-governador não é alvo da nova fase da Operação Unha e Carne

 

 

Por Quintino Gomes Freire 

 

 

 

O nome do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), aparece em uma lista encontrada pela Polícia Federal e atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O material faz parte da apuração ligada à 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2). As informações são do g1.

Segundo apuração do repórter Mohamed Saigg, a lista cita uma suposta doação de R$ 3,2 milhões para o então candidato Cláudio Castro. O ex-governador disputou a reeleição em 2022 e governou o estado de 2021 a 2026.

 

Apesar da citação no material apreendido, Cláudio Castro não é alvo desta fase da operação. De acordo com fontes a par da investigação, o nome dele e de outras pessoas aparece na lista, mas a Polícia Federal ainda aprofunda a apuração sobre os registros.

 

A lista reuniria supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e dados de contabilidade vinculados à investigação de lavagem de dinheiro. Também haveria nomes de agentes políticos do Rio de Janeiro.

 

A reportagem procurou a assessoria de Cláudio Castro e aguarda posicionamento.

 

Operação mira cúpula do jogo do bicho

 

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 5ª fase da Operação Unha e Carne para investigar esquemas de lavagem de dinheiro ligados à cúpula do jogo do bicho e possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

 

Adilsinho é alvo de um mandado de prisão nesta fase da operação, embora já estivesse preso. O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso preventivamente em um flat na Barra da Tijuca. Ele é investigado por suposta ligação com a chamada Máfia do Cigarro.

 

Além de Poncio e Adilsinho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, expediu mandado de prisão contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que também já estava preso por desdobramentos anteriores da investigação.

 

A decisão judicial também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. A medida tem como base planilhas da Operação Fumus, de 2021, que apontariam pagamentos indevidos e “mesadas” para pelo menos 20 políticos do estado.

 

Investigação deriva da ADPF das Favelas

A nova fase da Operação Unha e Carne deriva de determinação do STF no âmbito da ADPF das Favelas, que ordenou a apuração de vínculos entre grupos criminosos e agentes públicos no Rio de Janeiro.

 

Nas fases anteriores, a operação investigou o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, além de desdobramentos ligados ao escândalo da Ceperj e a fraudes em contratações na Secretaria Estadual de Educação.

 

As investigações também envolveram nomes como o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e o deputado Thiago Rangel, em uma apuração que mira uma possível cadeia de proteção institucional ao crime organizado.

 

A chamada Máfia do Cigarro, atribuída a Adilsinho pelos investigadores, é descrita como um esquema de controle da venda de cigarros falsificados em parte dos municípios fluminenses, com prejuízos bilionários em sonegação fiscal.

 

A defesa de Márcio Poncio afirmou não ter tido acesso aos autos do processo. Já a defesa de Adilsinho negou o pagamento de vantagens indevidas a políticos.

 

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 16:02 Escrito por

Restrição para uso de emendas parlamentares começa no sábado (4); governo acelera pagamentos

 

 

Por Cézar Feitoza

 

 

O governo Lula (PT) acelerou o pagamento de emendas parlamentares nas últimas semanas diante da proximidade do período eleitoral, que impõe restrições para o repasse dos recursos.

Os ministérios liberaram R$ 23,9 bilhões em emendas parlamentares este ano. No mesmo período do ano passado, o valor pago foi de menos de R$ 500 milhões.

 

O valor pago representa 48% do montante destinado para as emendas parlamentares este ano (R$ 49,9 bilhões).

 

São duas as razões da celeridade para o pagamentos das emendas.

 

A primeira é um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias que obriga o governo a pagar, até o fim de junho, 65% das emendas individuais e de bancadas com determinadas finalidades, como saúde e assistência social.

 

Esse percentual equivale a R$ 17,5 bilhões das emendas parlamentares.

 

Outra razão para a pressa é a restrição imposta pela legislação eleitoral que impede a emissão de ordens de pagamento para contratos sem execução de obra ou serviço em andamento.

 

Esse impedimento, conhecido como defeso eleitoral, passa a valer três meses antes da eleição. Neste ano, o período de restrições começa no sábado (4).

 

Por conta desse impedimento, o governo acelerou o pagamento das emendas e liberou R$ 2,4 bilhões nesta semana. O valor pago nos últimos quatro dias é quatro vezes maior que o destinado nos seis primeiros meses de 2025.

 

Caixa envia orientações

A área da Caixa Econômica Federal responsável pelas ordens de pagamento das emendas parlamentares enviou aos ministérios um ofício com orientações para a execução das verbas indicadas por deputados e senadores.

 

O documento diz que as ordens de pagamento devem ser assinadas pelos responsáveis até às 16h da sexta-feira (3). Os pagamentos que forem liberados depois desse prazo ficam restritos aos "contratos que atendam integralmente aos requisitos estabelecidos na Lei nº 9.504/1997".

 

Para evitar falhas na execução das emendas, a Caixa destacou que os recursos devem ser identificados de acordo com as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre transparência e rastreabilidade.

 

"A ausência dessas informações inviabilizará o processamento da demanda, que será incluída em lista própria de pagamentos não efetivados, encaminhada semanalmente aos gestores, aguardando complementação para reprocessamento, caso haja prazo disponível."

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 14:13 Escrito por
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