Polícia Federal investiga esquema em contratos de R$ 200 milhões ligados a programa de castração e esterilização de animais

 

 

Por Anita Prado 

 

 

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), uma operação para investigar um suposto esquema de fraude em contratos de castração e esterilização de animais ligados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA). Entre os alvos da ação está o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), conhecido no estado pela atuação em defesa da causa animal.

 

Agentes da PF cumprem mandados relacionados ao parlamentar em endereços no Rio de Janeiro. Queiroz foi abordado por agentes no Aeroporto Santos Dumont, quando tentava embarcar para Brasília, e teve o celular apreendido.

 

Ao todo, a operação realiza 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. As diligências ocorrem nos municípios de Itaocara, Macaé, Niterói e na capital fluminense, além de São Roque e Mairinque, em São Paulo.

 

De acordo com as investigações, há indícios de direcionamento de licitação, superfaturamento e fraudes em contratos firmados entre o governo estadual e uma empresa privada responsável por serviços de castração animal. Queiroz era secretário da SEAPA à época. A soma dos contratos sob suspeita chega a R$ 200 milhões.

 

A PF informou que o grupo investigado também pode responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e frustração do caráter competitivo de licitação. Novos crimes ainda podem ser identificados no decorrer da investigação.

 

Marcelo Queiroz foi nomeado secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro em agosto de 2025. Antes disso, foi no governo de Cláudio Castro.

 

Em nota, a defesa do deputado disse que "a tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro.

 

A defesa do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reitera o total respeito às instituições e ao processo legal, e ressalta que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos."

 

 

 

Posted On Terça, 12 Mai 2026 14:27 Escrito por

Pessoas próximas à equipe descrevem Lopes como alguém da estrita confiança de Flávio e com influência nas decisões da pré-campanha

 

 

 Com Estadão Conteúdo

 

 

Amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Marcello Lopes vai coordenar a comunicação de sua campanha à Presidência da República. A definição foi feita na semana passada.

 

Conhecido como Marcelão, ele já integrava a equipe da pré-campanha, ao lado do senador e coordenador-geral, Rogério Marinho (PL-RN), Eduardo Cury (programa de governo), Vicente Santini (agenda), Nelson Santini (logística e tesouraria), Marcos Carvalho (comunicação digital), Fernando Pessoa (redes sociais), Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet (jurídico)

 

Pessoas próximas à equipe descrevem Lopes como alguém da estrita confiança de Flávio e com influência nas decisões da pré-campanha. Ele tem viajado com o senador, inclusive na ida que fizeram a Israel em janeiro. Procurado pelo Estadão, ele não quis se manifestar.

 

Lopes deve levar para a campanha um time para reforçar a comunicação, entre eles Toninho Neto, ex-diretor global de criação da Bates Worldwide, Walter Longo, ex-presidente do Grupo Abril, e Alexandre Oltramari, ex-diretor da revista Veja

 

O coordenador está em conversas avançadas também com o diretor de jornalismo da Record, Roberto Munhoz, para a área de imprensa Munhoz esteve no QG da campanha, no Lago Sul de Brasília, na última sexta-feira, 8, para uma reunião com Lopes.

 

Algumas declarações de Flávio mirando recortes nas redes sociais nasceram da equipe de Lopes. Em fevereiro, por exemplo, o pré-candidato começou a comparar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um “Opala velho” para sugerir que está ultrapassado. Ele também tem usado o termo “produto vencido” para defini-lo.

 

“Ele (Lula) é aquele produto vencido. Se comparar o Lula a um carro, ele é aquele Opala velhão, câmbio manual, já foi bonito, mas hoje não te leva a lugar nenhum e ainda bebe para caramba”, declarou Flávio durante o evento CEO Conference, do BTG Pactual

 

O comentário incomodou Lula, que chegou a rebatê-lo, ao dizer que Flávio “fala isso porque o Opala é o pai dele, que está no desmanche”, durante a participação na abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, em Niterói.

 

O termo “meu amigo Flávio”, que rendeu uma música satírica, e o jingle do “vamos entrar com o pé direito”, lançado neste fim de semana, são outros exemplos de formulações da equipe de Lopes.

 

O empresário é ex-policial civil e CEO da Cálix Propaganda, fundada em 2003 e que tem como clientes Sebrae do Distrito Federal, BRB, CEB, Caesb, Metrô e outras empresas. Além da sede em Brasília, a agência tem uma filial no Rio de Janeiro.

 

Flávio tem optado por uma comunicação digital profissionalizada, em contraste com o que fez seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na campanha de 2018. Na época, suas redes digitais eram comandadas pelo filho e então vereador do Rio Carlos Bolsonaro de forma espontânea, informal e por vezes precária.

 

A comunicação direta, sem retoques e roteiro, ajudou a conquistar o eleitorado que queria algo mais próximo do “brasileiro comum” – e ajudou a vender Bolsonaro como um candidato que lutava sozinho contra o sistema, disposto de poucas armas e recursos.

 

A equipe da pré-campanha

Marinho é hoje o homem forte da pré-campanha. Ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro, ele pretendia se lançar candidato ao governo do Rio Grande do Norte neste ano, mas acatou o pedido para coordenar a campanha bolsonarista para a eleição presidencial de outubro. Ele já havia ficado responsável pela montagem das chapas nas municipais de 2024.

 

Os irmãos Santini também detêm prestígio com a família Bolsonaro Vicente trabalhou como assessor especial no gabinete do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e foi secretário nacional da Justiça no Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro.

 

Fernando Pessoa faz parte do gabinete de Flávio no Senado, enquanto Cury tem coordenado as propostas que o presidenciável divulgará ao público com a consultoria GO Associados, de Gesner Oliveira.

 

Ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bucchianeri rende para a equipe experiência e proximidade com o Tribunal para fortalecer o pleito de Flávio durante a campanha. Em 2022, aliados de Bolsonaro se queixaram das diversas peças de redes sociais derrubadas por infringirem a legislação eleitoral, a pedido da campanha do PT.

 

Carvalho, por sua vez, já trabalhou para os dois lados. Esteve tanto na campanha de Lula em 2022 quanto na de Bolsonaro em 2018 Ele é sócio da agência de marketing AM4, que coordenou o marketing eleitoral e a captação financeira para a campanha do PSL naquele ano.

 

 

 

Posted On Segunda, 11 Mai 2026 13:41 Escrito por

Pesquisa da CNC mostrou que mais de 80% das famílias possuem alguma dívida; cenário é pressionado pela alta do petróleo

 

 

Por Camila Stucaluc

 

 

O número de brasileiros com dívidas a pagar registrou um novo recorde em abril. É o que mostra a pesquisa mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 80,9% de endividados no mês – maior patamar desde 2010, início da série histórica.

 

O novo recorde ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que vem impulsionando o aumento do preço do petróleo. Somado aos juros altos (Selic), a alta dos preços do diesel e combustíveis em geral tem gerado incerteza inflacionária, reduzindo o poder de compra e forçando o uso de crédito para despesas básicas.

 

Segundo o levantamento, o endividamento cresceu em todas as faixas salariais, mas a pressão sobre o orçamento é mais nítida nas camadas de menor renda. Enquanto famílias que ganham até três salários registram 83,6% de endividamento, aqueles com renda superior a 10 salários mínimos somam 70,8%.

 

Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito, com os maiores juros da economia brasileira, segue liderando o ranking. Em seguida, aparecem os carnês de loja, o crédito pessoal e os financiamentos de casa e de carro.

 

Inadimplência

Apesar do volume recorde de endividados, os índices de inadimplência apresentaram sinais de estabilização: o percentual de dívidas em atraso variou para 29,7% em abril, ante 29,6% registrado em março. O número, contudo, está acima dos 28,1% de abril de 2025, evidenciando o efeito negativo do ciclo de alta da Selic na maior parte do ano passado.

 

Dentro dessa estatística, o grupo que declara não ter condições de pagar as contas atrasadas se manteve em 12,3%. Entre aqueles que possuem contas em atraso, quase metade (49,5%) reportou débitos vencidos há mais de 90 dias. O tempo médio de atraso estabilizou-se em 65,1 dias pelo terceiro mês seguido, refletindo melhora da renda média que ajuda na regularização financeira.

 

Previsão para os próximos meses

As projeções da pesquisa apontam para a continuação da elevação do endividamento no próximo mês, condicionada à evolução da renda e ao comportamento da inflação em itens essenciais como energia e combustíveis. Outro ponto que deve impulsionar o cenário é a Selic, que pode aumentar conforme o conflito no Oriente Médio.

 

“O aumento das incertezas no cenário econômico global levou a uma recente revisão quanto ao ritmo de flexibilização da política monetária no Brasil. A percepção dominante atualmente é que, até o fim do ano, os juros caiam menos que o esperado anteriormente. Se confirmado esse cenário, os níveis de endividamento tendem a se manter em patamares elevados por mais tempo”, pontua o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

 

 

Posted On Segunda, 11 Mai 2026 06:30 Escrito por

Medida foi adotada após avaliação de risco sanitário identificar falhas graves na produção

 

 

Da Agência Brasil

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7/5), o recolhimento de produtos lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetante da marca Ypê, de todos os lotes com numeração final 1. Os itens foram fabricados pela empresa Química Amparo (CNPJ 43.461.789/0001-90), na unidade localizada em Amparo (SP).

 

A medida inclui ainda a suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.

 

A decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida pela Anvisa em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após inspeção conjunta realizada com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo) na última semana.

 

Durante a inspeção, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de ocorrência de contaminação microbiológica (presença indesejada de microrganismos patogênicos).

 

A atuação da Agência está fundamentada no princípio da proteção da saúde da população, por meio da identificação, avaliação e gerenciamento de riscos sanitários, adotando medidas proporcionais à gravidade das falhas identificadas.

 

Orientação aos consumidores

 

De acordo com a Anvisa, quem tem em casa lotes dos produtos especificados na Resolução 1.834/2026 devem suspender imediatamente o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para informações sobre o procedimento de recolhimento.

 

As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem intensificar o monitoramento do mercado e adotar as medidas necessárias para evitar a circulação dos lotes envolvidos, em articulação com as ações coordenadas do SNVS.

 

Produtos

 

A íntegra da Resolução 1.834/2026 com a relação dos produtos e lotes pode ser consultada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (7/5).

Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados.

 

· LAVA LOUÇAS YPÊ CLEAR CARE

· LAVA LOUÇAS COM ENZIMAS ATIVAS YPÊ

· LAVA LOUÇAS YPÊ

· LAVA LOUÇAS YPÊ CLEAR CARE

· LAVA LOUÇAS YPÊ TOQUE SUAVE

· LAVA-LOUÇAS CONCENTRADO YPÊ GREEN

· LAVA-LOUÇAS YPÊ CLEAR

· LAVA-LOUÇAS YPÊ GREEN

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ COMBATE MAU ODOR

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO

· TIXAN YPÊ CUIDA DAS ROUPAS

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ ANTIBAC

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ COCO E BAUNILHA

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO TIXAN YPÊ GREEN

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ EXPRESS

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ POWER ACT

· LAVA ROUPAS LÍQUIDO YPÊ PREMIUM

· LAVA ROUPAS TIXAN MACIEZ

· LAVA ROUPAS TIXAN PRIMAVERA

· DESINFETANTE BAK YPÊ

· DESINFETANTE DE USO GERAL ATOL

· DESINFETANTE PERFUMADO ATOL

· DESINFETANTE PINHO YPE

· LAVA ROUPAS TIXAN POWER ACT

 

Posted On Quinta, 07 Mai 2026 13:51 Escrito por

Por Augusto Tenório

 

O presidente Lula (PT) orientou seus auxiliares a reatar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após as derrotas consecutivas do governo na semana passada —a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto do petista à lei de redução de penas para condenados por golpismo.

 

O primeiro contato do governo com Alcolumbre desde a rejeição histórica por 34 a 42 votos se deu por meio de reuniões do chefe do Senado com o ministro da Defesa, José Múcio, nesta terça-feira (5), e com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), nesta quarta-feira (6). Os ministros foram recebidos por Alcolumbre na residência oficial do Senado.

 

Dois homens de terno conversam próximos um do outro em ambiente formal. O homem à esquerda tem cabelo branco e barba, enquanto o homem à direita cobre parcialmente a boca com a mão ao falar. Pessoas desfocadas aparecem ao fundo.

 

Interlocutores de Lula afirmam que sua ordem em relação ao mal-estar com Alcolumbre foi a de seguir a vida. Contrariado com o fato de o petista ter escolhido Messias e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o presidente do Senado atuou para que o governo não alcançasse os 41 votos necessários para emplacar um novo ministro no STF, embora negue publicamente.

 

De acordo com relatos sobre o encontro entre Múcio e Alcolumbre, a conversa foi cordial e preliminar. O objetivo do ministro era apenas medir o humor do senador em relação ao governo, e a sinalização do chefe do Senado foi a de que estava disponível para se reunir com Lula.

 

Alcolumbre também disse a Múcio que não é o momento de Lula fazer uma nova indicação de nome ao STF, que é preciso apaziguar a relação no Congresso. Como mostrou a Folha, o entendimento do presidente do Senado é o de que a indicação só deveria ser feita em 2027.

 

Antes de se reunir com Alcolumbre, Múcio afirmou a Lula que trataria com o presidente do Senado de recursos para a Defesa. O presidente reforçou que a derrota da semana passada ficou no passado e que era preciso seguir em frente.

 

O ministro da Defesa também buscou saber a temperatura em relação a Pacheco. Ele teria perguntado a Alcolumbre se havia algum desconforto do aliado em relação ao governo e ouviu como resposta que a votação de Messias não tinha relação com a eleição.

 

Pacheco afirmou a jornalistas, nesta terça-feira, que decidirá sobre sua candidatura até o final de maio. Ele espera, contudo, ter segurança no apoio do PT e de Lula para oficializar seu nome na disputa.

 

Da mesma forma, a conversa entre Guimarães e Alcolumbre foi descrita como amistosa. O objetivo do governo era o de deixar claro que as pontes entre Executivo e o Senado não haviam implodido, e o resultado foi comemorado no Planalto.

 

A aliados Alcolumbre também afirmou que mantinha as portas abertas com o governo Lula. O presidente do Senado admitiu que fez um gesto de aproximação com a oposição bolsonarista ao impor as derrotas ao Palácio do Planalto, mas negou ter se unido de vez a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Como mostrou a Folha, apesar do diagnóstico de que Alcolumbre agiu contra o governo, uma ala do Executivo pondera que um rompimento não é viável porque Lula ainda precisa aprovar projetos no Congresso antes da eleição, como o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso.

 

 

Posted On Quinta, 07 Mai 2026 04:45 Escrito por
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