Em reunião com aliados para tentar reverter desvantagem contra Flávio, Lula conclamou esforço conjunto e indicou intenção de comparecer a debates
Por Victor Schneider
Depois de reunião com uma frente de aliados dentre eleitos e derrotados nesta segunda-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou confiança na capacidade de reverter a desvantagem no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista fechou o primeiro turno com 45% dos votos, ante 47% do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE), Lula falou sobre a decepção com o resultado, mas avaliou que sua campanha paga o preço da crise de confiança no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja relação dos ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro paira sob dúvida e indícios ainda não explorados a fundo.
“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte depois dessas denúncias", disse Lula, que foi aplaudido pelos presentes.
Além disso, em busca de reverter o cenário adverso, o petista ajustou o discurso político e defendeu que é o único candidato "antissisema" da disputa presidencial. "Só tem um candidato antissistema: eu", disse. Apesar da afirmação, Lula fez diversos acenos aos ministros do Supremo ao longo da campanha, inclusive ao receber integrantes da Corte em reuniões fora da agenda para discutir a crise no Judiciário.
Lula manteve o bom humor ao relembrar a recuperação que teve no segundo turno das eleições de 2006 justamente contra o seu agora vice. Naquele pleito, o petista ganhou 12 milhões de votos entre os turnos, enquanto Alckmin teve uma incomum queda de 2 milhões de votos.
“Eu estou convencido que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República nos segundo turno", afirmou.
A governadores, senadores, deputados e outros líderes do PT e de partidos aliados, Lula indicou que pode passar a focar mais em segurança pública nas próximas semanas ao tentar avançar com a proposta que expande o poder do governo federal no combate ao crime, em um papel que hoje é dos estados.
“A verdade é que ficou claro para todo mundo hoje que o estado sozinho não dá conta da segurança pública. e por que não dá conta? porque a bandidagem cresceu. o crime organizado cresceu, ficaram sofisticados, se transformaram em uma indústria multinacional, entraram no poder judiciário, nos partidos políticos, nos clubes de futebol. Entraram em tudo em quanto é lugar", afirmou.
Outro ponto citado pelo presidente foi a maior abstenção desde 1998, que prejudicou o PT a conseguir repetir resultados que levaram Lula a ser eleito em 2022. Ele avaliou ser preciso compreender a razão pela qual os cerca de 33 milhões de brasileiros abriram mão de ir às urnas e fazer chegar à população o que considera ser o risco de perder para o “herdeiro do fascismo", em referência a Flávio.
"São 30 milhões de pessoas que não foram votar, o que aconteceu com essas pessoas?", questionou. "O que nós temos que fazer é tentar convencer [...] e devolver o interesse no processo eleitoral", emendou.
Ao final, citou que o Partido dos Trabalhadores terá 20 dias para "desnudar" o que está por detrás da preferência por Flávio Bolsonaro.
“É 20 dias em que a gente vai ter que colocar para fora aquilo que a gente devia estar colocando o ano inteiro. Tentando desnudar o que está por detrás da eleição de um possível herdeiro do fascismo nesse país [...] Em 20 dias temos que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”.
Senador recém-eleito por São Paulo critica engavetamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal
Por Lívia Zanolini
O deputado federal Guilherme Derrite (PP), recém-eleito o senador mais votado da história do Brasil por São Paulo, disse que o país precisa de um novo presidente no Senado e criticou Davi Alcolumbre (União-AP), que ocupa o cargo atualmente, por engavetar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. As declarações foram dadas em entrevista ao SBT News nesta segunda-feira (5).
"O que não dá para aturar é o atual presidente do Senado com 109 pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte, todos eles engavetado", disse. "E a gente sabe por que que ele tá engavetando, porque o senador Davi Alcolumbre tá diretamente envolvido nesse processo gigantesco aí e escândalos e mais escândalos de corrupção", completou.
Segundo Derrite, dois possíveis nomes que podem substituir Alcolumbre são Rogério Marinho (PL) e Teresa Cristina (Progressistas).
Derrite disse que vai continuar trabalhando para Flávio Bolsonaro (PL) se eleger como presidente da República. "A minha campanha não acabou, só vai acabar quando o Flávio Bolsonaro for eleito presidente do Brasil. Aliás, tô indo hoje para Brasília já para me encontrar com o senador Flávio Bolsonaro."
Ele disse também que desconhece qualquer tipo de interferência externa dos Estados Unidos na eleição brasileira e criticou o presidente Lula, que é candidato à reeleição. "Quem criou todo esse ecossistema que prejudicou o Brasil em termos de relação internacional com os Estados Unidos foi o Lula, que disse que tinha que rever uma outra moeda como padrão de relação internacional e não o dólar."
Lula afirma que o uso do dólar como moeda padrão nas negociações internacionais confere aos Estados Unidos uma vantagem imensa sobre os demais países.
Leis para combater o crime
Derrite disse que "o problema da segurança são as leis" e que vai trabalhar no Congresso para endurecê-las. "Cito como exemplo aqui a redução da maioridade penal, que já tá pautada na Câmara, tá sendo discutida na comissão especial. Se Deus quiser, a gente vota esse ano ainda."
Ele também disse que quer extinguir a progressão do regime no cumprimento de pena e acabar ou revisar a audiência de custódia, que ele classificou como "uma ferramenta que acaba sendo uma ferramenta de manutenção da impunidade."
Revisão do pacto federativo
O senador eleito afirmou que a revisão do pacto federativo será uma das suas principais lutas no Senado. "O pagador de impostos de São Paulo contribui com cerca de 40% dos impostos federativos regionalizados e retorna para o nosso estado 17... 17,6%", disse.
Além de disputar cerca de 9,3 milhões de votos dos candidatos derrotados, os dois terão de buscar eleitores que não foram às urnas
Por Mariana Saraiva
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terão o desafio de conquistar parte dos 9,3 milhões de votos dados aos candidatos que ficaram fora do segundo turno da disputa presidencial. Além desse eleitorado, as campanhas buscam atrair um universo de mais de 39 milhões de pessoas que votaram em branco, nulo ou não compareceram às urnas.
Com 99,99% das seções totalizadas, os candidatos que não avançaram para o segundo turno somavam 9.316.510 votos. Já as abstenções chegaram a 33.467.247, enquanto 2.300.710 eleitores votaram em branco e 3.673.899 anularam o voto.
Somados, os votos dos candidatos derrotados, os brancos, os nulos e as abstenções chegam a 48.758.366. O número representa o universo de eleitores que, no primeiro turno, não deram um voto válido a Lula ou Flávio.
A conta, porém, não significa que os dois candidatos estejam disputando diretamente 48,7 milhões de votos. Os cerca de 9,3 milhões de votos nos candidatos derrotados formam o principal contingente potencialmente sujeito à migração, enquanto brancos, nulos e abstenções dependerão de uma nova decisão dos eleitores no segundo turno.
Confira a votação dos candidatos no primeiro turno:
Flávio Bolsonaro (PL): 56.103.526 votos — 47,03%
Lula (PT): 53.874.247 votos — 45,16%
Augusto Cury (Avante): 3.448.565 votos — 2,89%
Renan Santos (Missão): 2.675.883 votos — 2,24%
Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.142 votos — 2,18%
Romeu Zema (Novo): 326.486 votos — 0,27%
Demais candidatos: cerca de 260 mil votos
Outros números do primeiro turno:
Votos dos candidatos que ficaram fora do 2º turno: 9.316.510
Abstenções: 33.467.247
Votos brancos: 2.300.710
Votos nulos: 3.673.899
Total: 48.758.366
Ampliação das bases
A partir de agora, Lula e Flávio terão de ampliar suas respectivas bases eleitorais. A estratégia das campanhas deverá incluir a busca por eleitores que apoiaram os candidatos derrotados, além da tentativa de mobilizar quem não compareceu às urnas e aqueles que optaram pelo voto em branco ou nulo.
De acordo com o cientista político Gabriel Amaral, o primeiro desafio para os dois candidatos será compreender por que esses eleitores escolheram não votar em nenhum deles quando tinham outras alternativas.
“Flávio Bolsonaro parte de uma posição favorável para atrair candidaturas que estavam à direita e ao centro-direita, mas precisa convencer justamente o eleitor antipetista que, mesmo diante de Lula, preferiu outro nome. Lula enfrenta uma dificuldade distinta: precisa oferecer ao eleitor moderado e insatisfeito com o governo uma razão para escolhê-lo que vá além da rejeição ao bolsonarismo”, afirmou.
Segundo Amaral, as duas campanhas também precisarão mudar a linguagem adotada no primeiro turno.
“No primeiro turno, mobilizar as próprias bases era suficiente para garantir presença na etapa seguinte; agora, será necessário falar com quem não estava originalmente convencido. O candidato que simplesmente repetir o discurso utilizado até aqui corre o risco de confirmar justamente as razões pelas quais esses eleitores procuraram uma terceira alternativa”, avaliou.
Para o cientista político, o apoio dos candidatos derrotados pode influenciar a decisão de seus eleitores, mas não representa uma transferência automática de votos.
“O apoio de um candidato derrotado oferece estrutura partidária, palanques regionais e sinalização política. Ele também pode funcionar como uma espécie de autorização para que seu eleitor considere votar em alguém que não era sua primeira escolha. Esse efeito tende a ser maior quando existe proximidade política e ideológica entre as candidaturas”, afirmou.
Para Murilo Borsio Bataglia, doutor em Direito Constitucional, o segundo turno exige uma mudança de estratégia por parte dos dois candidatos.
“Lula e Flávio precisam buscar convergências com os eleitores das candidaturas eliminadas, especialmente aqueles que votaram em alternativas de centro, direita ou terceira via, sem presumir que os votos serão transferidos automaticamente”, argumentou.
Segundo Borsio, o desafio também envolve ampliar a legitimidade para governar um país com pluralidade de pensamentos. “Politicamente, o desafio é ampliar a legitimidade para governar um país plural, mediante alianças, compromissos programáticos e capacidade de diálogo, e não apenas acordos entre dirigentes partidários”, ressaltou.
Na avaliação do professor, temas como economia, emprego, segurança pública, terras raras, interferência estrangeira no Brasil, soberania digital, poder das big techs, petróleo, inteligência artificial, educação, saúde, políticas sociais e estabilidade institucional devem ocupar o centro da disputa.
“O eleitor tende a avaliar tanto o desempenho do governo quanto as expectativas sobre o próximo mandato. Lula precisa defender os resultados de sua gestão e apresentar perspectivas para o futuro; Flávio Bolsonaro precisa demonstrar capacidade de governabilidade, consistência programática e articulação política”, ponderou.
Borsio também destacou que a Constituição estabelece princípios que devem nortear o debate eleitoral.
“A Constituição oferece o marco dessa disputa: o artigo 1º estabelece a cidadania, a dignidade humana e o pluralismo político como fundamentos da República, enquanto o artigo 3º estabelece objetivos como desenvolvimento nacional e redução das desigualdades. Minha análise é que o segundo turno será decidido pela combinação entre avaliação econômica, confiança, rejeição e capacidade de apresentar um projeto de país que ultrapasse a polarização”, concluiu.
Brasileiros votam para eleger presidente, governador, senadores, deputado federal e deputado estadual
Com Estadão
Mais de 158 milhões de brasileiros devem ir às urnas neste domingo, 4, para votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Pela terceira vez, o horário de votação será unificado em todas as regiões. As seções eleitorais vão abrir às 8h e fechar às 17h (horário de Brasília).
Cidades em fusos diferentes vão se adequar ao horário da capital federal. No Acre, por exemplo, as votações ocorrerão das 6h às 15h (horário local). A mudança também impactará os horários de funcionamento das seções em outros 4 Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. (Veja na tabela abaixo)
Qual é a ordem de votação?

Imprima a sua colinha eleitoral para levar no dia da votação. Lembre: não é permitido usar celular
Nesta eleição, cinco cargos estarão em disputa: dois no poder Executivo --presidente e governador-- e quatro no âmbito do poder Legislativo --senadores, deputado federal e deputado estadual, sendo que cada Estado vai eleger dois representantes no Senado. É importante, portanto, ficar atento à ordem de votação para evitar qualquer equívoco no momento de registrar os seus votos.
O primeiro cargo a ser votado é o de deputado federal e os candidatos para esse cargo são representados por números de 4 dígitos. Na sequência, será a vez de escolher o deputado estadual, com um número de 5 dígitos. O terceiro voto é para senador, que tem os candidatos representados em número de 3 dígitos. Neste ano, cada eleitor vai precisar votar em dois nomes. Com isso, o quarto voto também será para um representante ao Senado, novamente em número de 3 dígitos. Logo depois, será a vez de escolher o representante para o governo do Estado, em número de dois dígitos, e, finalmente, o último voto será para presidente, também em número de dois dígitos.
Horário de votação nas eleições 2026

Como faço para votar?
Quem tem a biometria coletada poderá utilizar apenas as digitais como forma de identificação. Quem ainda não realizou o cadastro biométrico deverá apresentar um documento oficial com foto. São válidos: carteira de identidade (Registro Geral ou RG) ou a identidade social (no caso de pessoas trans e travestis); passaporte; certificado de reservista (para homens que prestaram serviços militares na reserva); carteira de trabalho ou de categoria profissional reconhecida por lei; e carteira Nacional de Habilitação (CNH). O e-Título também poderá ser utilizado, mas o prazo para baixá-lo se encerrou ontem.
Antes de sair de casa, é importante consultar o portal do Tribunal Superior Eleitoral ou o aplicativo e-Título para conferir o local de votação e checar se não houve mudança na zona ou na seção eleitoral.
É permitir entrar na cabine de votação com uma cola (papel com a numeração dos seus candidatos), mas, por uma recente regra do TSE, não será permitido entrar com celular.
Também é permitido o uso de bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos, porém a distribuição de material eleitoral --o que inclui os chamados santinhos-- é crime e proibido no dia das eleições.
Divulgação dos resultados começará às 17h
Com a unificação do horário de votação, a apuração dos resultados para todos os cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão previstas para começar a partir das 17h (horário de Brasília). E você pode acompanhar a apuração dos resultados em tempo real no Terra, com um placar com informações diretamente do TSE.
Assim que as urnas fecharem, o Terra irá transmitir uma live com todos os detalhes da votação e também da apuração, além de análises sobre as disputas municipais.
Perfil do eleitorado de 2026
Ao todo, 158.745.463 pessoas estão aptas a votar nessas eleições, segundo o TSE. O número é 1,82% maior do que o das eleições de 2024, que somou 155.912.680 cidadãos em condições de voto.
O eleitorado está distribuído em 5.571 cidades. Ao todo, serão 517.206 seções eleitorais, em 2.641 zonas espalhadas pelo Brasil. A maioria do eleitorado é formada por mulheres (52,84%), enquanto o público masculino representa 47,15%. Há 23.336 votantes sem informação sobre o gênero (0,01%).
Pela quinta eleição consecutiva, a Justiça Eleitoral garante que pessoas transgênero, transexuais e travestis tenham o nome social --aquele pelo qual o eleitor prefere ser designado-- impresso no título de eleitor e no caderno de votação. Neste ano, 38.472 eleitores farão uso do nome social. O número é menor do que o registrado em 2024, quando 41.537 eleitoras e eleitores realizaram a mesma opção.
O maior colégio eleitoral brasileiro é o de São Paulo, que representa 21,48% do eleitorado --isso quer dizer que a cada cinco pessoas aptas a votar no País, pelo menos uma mora em São Paulo. Minas Gerais concentra 10,32% do eleitorado, enquanto o Rio de Janeiro conta com 8,1%.
Voto no exterior
Brasileiros residentes fora do País votam exclusivamente para presidente e vice-presidente. Ao todo, 918.876 mil brasileiras e brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar. O número corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado total.
Em 2022, cerca de 697 mil brasileiros estavam habilitados a votar fora do País. Esse número praticamente dobrou na última decada: em 2014, eram pouco mais de 354 mil.
Entre os eleitores registrados, aproximadamente 528 mil são mulheres (57%) e 391 mil são homens (43%). Quanto ao estado civil, os solteiros representam 52%; os casados, 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%. O cadastro registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% do eleitorado no exterior.
Neste ano, o eleitorado está distribuído em 134 países por 186 cidades no exterior, onde serão instaladas as seções eleitorais.
Jovens e idosos
No Brasil, o voto é facultativo para quem tem entre 16 e 17 anos, para as pessoas acima dos 70 e para os analfabetos. Neste ano, estão cadastrados 1,6 milhão de jovens entre 16 e 17 anos.
Entre os maiores de 70 anos, o total chega a quase 17 milhões, mais de um em cada dez eleitores aptos a votar. Na comparação com 2022, esse grupo cresceu 15,75%.
Decisões proibiram exibição de púlpito vazio e formulação de perguntas que seriam a Lula, bem como impuseram participação de Renan Santos
Com O Globo
As principais associações de imprensa do país se manifestaram na noite desta quinta-feira após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) externaram “profunda indignação” com a "intervenção judicial nas regras previamente definidas" que levou ao cancelamento do evento.
As entidades se referem à decisões da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não iria ao debate, bem como a formulação de perguntas que seriam feitas ao petista. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no encontro.
As entidades afirmam que as decisões representam uma "agressão à liberdade de imprensa" por "forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos".
As entidades também dizem que os "excessos judiciais" prejudicaram o direito dos eleitores de conhecer as propostas dos candidatos que já haviam sido convidados e haviam confirmado participação no debate.
Veja a nota completa
NOTA OFICIAL
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)