Decisão foi tomada sem a solicitação da Procuradoria-Geral da República; órgãos foram notificados nesta quarta-feira (14)

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes abriu, de ofício, um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

 

A reportagem apurou que a Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, e o Coaf, que está na alçada da Polícia Federal, foram notificados nesta quarta-feira (14). Procurados, STF, Receita e Coaf não se manifestaram.

 

A Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares. Além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão.

 

Moraes tomou a atitude como presidente interino do STF. Ele assumiu o plantão da Corte na última segunda-feira (12) no lugar do presidente, Edson Fachin, que está de férias. O tribunal retoma suas atividades em fevereiro.

A abertura da investigação não foi solicitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), como ocorre normalmente no tribunal. Um integrante da Procuradoria informou que o órgão vai acompanhar a apuração.

 

As suspeitas de que dados sigilosos foram vazados surgiu a partir da chegada do caso Banco Master ao STF. Dias depois, a imprensa noticiou a existência de um contrato da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com a instituição financeira.

Segundo o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Se o contrato tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

 

STF dividido

Em caráter reservado, um grupo de ministros do tribunal defende que as investigações esclareçam se houve ou não vazamento de dados sigilosos de ministros por parte de órgãos federais. Outra ala do Supremo acredita que a abertura da nova investigação pode representar pressão e represália aos órgãos de controle.

A liquidação do Banco Master pelo Banco Central ocorreu em novembro. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso em 17 de novembro, mas deixou a cadeia em 29 de novembro e segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

Em dezembro, durante o recesso do STF, o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master na Suprema Corte, determinou interrogatório e acareação de investigados e de um diretor do Banco Central.

 

Nesta quarta-feira, uma nova operação da PF foi autorizada por Dias Toffoli, com buscas e apreensão em endereços ligados a Vorcaro e familiares. Em um primeiro momento, o relator negou que a PF incluísse o dono do banco entre os alvos da operação, mas foi convencido após os investigadores apontarem indícios de “novos ilícitos”.

 

 

O ministro do STF queria que todos os itens apreendidos nesta segunda fase fossem enviados ao Supremo “lacrados e acautelados” para avaliação do material posteriormente. A determinação chamou a atenção dos investigadores, que classificaram a medida como inédita. O procedimento normal é que os materiais apreendidos sejam enviados à perícia da Polícia Federal para extração dos dados e análise das informações.

 

Segundo especialistas, a medida se afastava do procedimento previsto no Código de Processo Penal, que atribui à PF a custódia e a perícia do material apreendido, e alertaram que a decisão poderia abrir espaço para questionamentos futuros sobre a validade das provas, com potencial de embasar pedidos de nulidade processual.

 

Após as críticas, Toffoli recuou da própria decisão e mandou a PGR analisar o material apreendido nos celulares.

 

 

Posted On Quinta, 15 Janeiro 2026 05:08 Escrito por

Caso do Banco Master está tendo grandes repercussões no sistema financeiro e também no mundo político brasileiro

 

 

Por  Daniel Gallas - Da BBC News Brasil

 

 

As investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master e a sua liquidação pelo Banco Central brasileiro colocaram em evidência um personagem do mundo do setor financeiro brasileiro com grandes ligações na política brasileira e também no mundo jurídico: Daniel Vorcaro, fundador e CEO da instituição.

 

Nesta quarta-feira (14/1), a Polícia Federal deflagrou uma segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Master.

 

A Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele, Fabiano Campos Zettel.

 

 

O empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, João Carlos Mansur, também estão entre os alvos das buscas.

 

Foram cumpridos mandados mandados de busca e apreensão em 42 endereços por determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Toffoli também determinou o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

 

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele tem "colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes" e que "todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência".

 

A BBC News Brasil está tentando localizar as defesas de Nelson Tanure, João Carlos Mansur e Fabiano Campos Zettel, e vai atualizar esta reportagem com suas manifestações.

 

Riscos e conexões

 

 

No ano passado, o Master figurava apenas como 22º na lista de maiores bancos brasileiros, segundo um ranking do jornal Valor Econômico.

Com R$ 63 bilhões em ativos financeiros, o Master — que já não existe mais como banco desde que foi liquidado pelo Banco Central em novembro — representava 2% do tamanho do Itaú Unibanco, o maior banco do país, segundo o mesmo ranking.

 

A liquidação do Master ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do banco para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões — em revelações feitas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, em novembro.

 

Mesmo sendo um banco pequeno, o Master representa um risco ao sistema financeiro brasileiro na avaliação de especialistas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esta semana que esta pode ser a "maior fraude bancária" do país.

 

Um dos focos de preocupação nesse sentido seria o impacto da crise no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) — instituição privada, sem fins lucrativos, que atua como uma espécie de seguradora para quem tinha dinheiro a receber do banco.

 

A quebra do Master é a maior da história do país em termos de impacto para o FGC.

 

Os 1,6 milhão de investidores do banco, que detém R$ 41 bilhões em depósitos bancários (CDBs), ainda esperam para ser ressarcidos e o montante representa um terço do caixa do fundo.

 

Outra medida da importância do banco, que surpreendeu muitos analistas, são as diversas conexões que existem entre Daniel Vorcaro e figuras da política e do judiciário do Brasil.

 

"O que me chama atenção nesse caso é a capacidade de um sujeito que tem um banco pequeno de botar braço para tudo quanto é lado num ambiente político e institucional e contaminar isso. É isso que me assusta", disse Cleveland Prates Teixeira, economista e professor de regulação da Fipe-USP e da FGV-Law, em recente entrevista à BBC News Brasil.

 

 

O caso ganhou ainda mais notoriedade quando o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, determinou uma inspeção do Banco Central a respeito da decisão de liquidar o Master. Essa decisão provocou reação de diversas entidades do setor financeiro, que manifestaram apoio à atuação do BC e sua independência, sem citar diretamente o Master.

 

Desde novembro, quando o escândalo estourou e Vorcaro foi preso, surgiram notícias das diversas conexões que ele possui com políticos tanto de direita como esquerda, e também no universo jurídico, como o Supremo Tribunal Federal.

 

Até o momento, não foi apontada nenhuma ilegalidade nessas conexões de Vorcaro com políticos e juristas. O caso ainda está em fase de investigação, que acontece sob sigilo no STF.

 

Conexões políticas

 

Ciro Nogueira e Antonio Rueda: Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro, e Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, são tidos como uma ponte entre Vorcaro e o mundo político, segundo apuração da imprensa no caso.

 

Nogueira e Rueda teriam ajudado a negociar a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), que acabou sendo vetada pelo Banco Central em setembro deste ano. Meses antes, o acordo havia sido aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Nogueira e Rueda teriam acesso ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

 

Seu governo manifestou interesse em comprar o Banco Master para ampliar a presença do BRB no mercado e fortalecer sua atuação no setor financeiro.

 

Rocha sancionou uma lei da Câmara Legislativa para autorizar o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do capital social do Banco Master. Mas o negócio não andou devido ao veto do Banco Central.
Ciro Nogueira falando a microfones da imprensa

 

O BRB também é alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. As autoridades investigam a suposta venda de falsas carteiras de crédito consignado do Master ao BRB por R$ 12 bilhões — um negócio que ajudaria o Master a melhorar sua posição financeira antes de ser vendido.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi intimado a depor.

 

Em novembro, Ibaneis disse ao jornal O Globo que esteve com Vorcaro "uma ou duas vezes em eventos sociais, mas nunca para tratar de banco".

 

No passado, Ciro Nogueira chegou a propor elevar o limite da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. A garantia do FGC a investidores foi um dos fatores que ajudou o Banco Master a se expandir nos últimos anos.

 

Ricardo Lewandowski e Guido Mantega: Lewandowski, que é ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula — tendo deixado o cargo na semana passada —, já teve o Banco Master entre seus clientes no intervalo entre deixar o STF e entrar para o governo, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

 

Já Guido Mantega, que é ex-ministro da Fazenda de Lula no seu segundo mandato, também teria sido contratado como consultor e levado Vorcaro a conhecer pessoalmente o presidente, segundo o jornal Estado de S. Paulo.
Ricardo Lewandowski

 

Ricardo Lewandowski teve Master entre seus clientes, segundo jornal Folha de S. Paulo

 

Henrique Meirelles e Michel Temer: O ex-presidente do Banco Central durante o primeiro governo Lula e ex-ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles, integrou um comitê consultivo do Banco Master, ao lado de nomes como Gustavo Loyola, que também comandou a autoridade monetária.

 

Meirelles teria assumido a posição de conselheiro substituindo Lewandowski, quando o ex-ministro do STF foi para a pasta da Justiça, segundo o noticiário econômico da época.

 

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB), que é advogado de formação, também esteve na folha de pagamentos do Banco Master.

 

Em setembro de 2025, Temer foi contratado como mediador para tentar destravar a negociação de venda do banco para o BRB, após o BC barrar o acordo original.

 

"Me chamaram duas semanas atrás a Brasília, quando ainda se achavam interessados na formalização da transação [com o BRB]. Estava também o Daniel Vorcaro, e o Ibaneis [Rocha, governador do DF] disse que queria que eu fizesse uma mediação", contou Temer no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 15 de setembro.

 

Henrique Meirelles e Michel Temer

 

 

Meirelles foi conselheiro e Temer atuou como advogado para o Master

 

Doações a políticos: Doações eleitorais também revelam possíveis conexões políticas envolvendo o Banco Master.

 

O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e um dos alvos da operação desta quarta-feira (14/1), foi o maior doador pessoa física das campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

 

Casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro, ele transferiu R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro e R$ 2 milhões para a do governador de São Paulo.

 

Zettel é fundador e CEO da Moriah Asset, um fundo de private equity — modalidade de investimento que compra participações em empresas que não estão na bolsa. Por meio da Moriah, ele é sócio de marcas como Oakberry, Les Cinq, Frutaria São Paulo e Empório Frutaria.

 

Em 2022, ele foi o sexto maior doador pessoa física do país. Pela legislação eleitoral, indivíduos podem doar até 10% da renda bruta do ano anterior à eleição.

 

A assessoria de imprensa de Tarcísio afirmou que sua campanha contou com mais de 600 doadores e que o governador não possui qualquer vínculo ou relação com Zettel.

 

"Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral", diz a nota enviada à BBC News Brasil. Já Bolsonaro não respondeu aos questionamentos da reportagem à época.

 

Conexões jurídicas

 

 

Escritório da esposa de Moraes tinha contrato com Banco Master

 

Viviane Barsi de Moraes: A Polícia Federal (PF) encontrou no celular de Vorcaro um contrato de R$ 129 milhões firmado com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.

 

O valor também foi revelado pelo jornal O Globo. O documento, localizado na Operação Compliance Zero em 18 de novembro do ano passado, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao escritório por três anos a partir de 2024.

 

O contrato, ainda segundo o jornal, não especificava processos ou causas determinadas. Estabelecia uma atuação ampla, determinando que o escritório representaria o banco "onde fosse necessário".

 

Embora o Master tenha sido liquidado e o acordo não tenha sido executado até o fim, mensagens trocadas entre executivos indicavam que o pagamento ao escritório era tratado internamente como prioridade, afirma a reportagem.

 

Além de Viviane, os filhos do casal, também integrantes da banca, aparecem em ao menos um processo ligado a Vorcaro.

 

A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, noticiou que o ministro Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão a favor do Banco Master.

 

Segundo a colunista, ao menos três contatos foram por telefone e um foi presencial para tratar de problemas do banco de Daniel Vorcaro.
Viviane Moraes e Alexandre de Moraes

 

Em nota, a assessoria do STF afirmou que Moraes teve duas reuniões com o presidente do BC para tratar dos efeitos da Lei Magnitsky — '"a primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/07; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do Master pelo BRB".

 

A Magnitsky é uma lei americana que pune estrangeiros que considera autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. Moraes foi sancionado pela lei no fim de julho, e sua esposa, em setembro — em meio a críticas do governo de Donald Trump a ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na Justiça brasileira, muitas delas relatadas por Moraes.

 

Mas, no início de dezembro, o governo Trump retirou Moraes e a esposa da lista dos sancionados pela Magnitsky.

 

De acordo com a nota, Moraes não esteve no Banco Central e não ligou para Galípolo para tratar do assunto.

 

"Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central", conclui a nota do STF.

 

O Banco Central também emitiu uma nota para confirmar que reuniões com Moraes foram feitas para tratar dos efeitos da sanção aplicada pelos Estados Unidos.

 

 

Augusto de Arruda Botelho: O advogado foi Secretário Nacional de Justiça do governo Lula entre 2022 e 2024. A indicação ao cargo foi feita por Flavio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e hoje ministro do STF.

 

Ao deixar o governo, Botelho voltou a advogar, com um dos diretores do Banco Master entre seus clientes.

 

No dia 29 de novembro, Botelho esteve em um jatinho particular do empresário Luiz Oswaldo Pastore com o ministro do STF Dias Toffoli em viagem para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, no Peru.
Ministro Dias Toffoli no STF

 

Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master

 

Na véspera da viagem, Toffoli havia sido sorteado para relatar um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro no STF.

 

O ministro confirmou que viajou no avião e afirmou a interlocutores, segundo o jornal O Globo, que não discutiu o processo durante o trajeto.

 

Em 3 de dezembro, Toffoli colocou o caso do Banco Master sob sigilo e decidiu transferir o inquérito para o STF, sob sua própria relatoria, atendendo ao pedido de um diretor do Master — o mesmo pleito feito anteriormente pelos advogados de Vorcaro.

 

Ele acolheu a solicitação com base na citação de um deputado federal, autoridade com prerrogativa de foro privilegiado.

 

O ministro justificou o sigilo afirmando que o inquérito envolve informações econômicas sensíveis, com potencial impacto no mercado financeiro. Na prática, todas as decisões futuras sobre a investigação passaram a ser tomadas por ele, e não mais pela Justiça Federal em Brasília.

 

Quem é Daniel Vorcaro?

 

 

Natural de Belo Horizonte, o banqueiro de 42 anos vem de uma família de classe média alta do setor da construção civil.

 

No final da década passada, ele assumiu o controle do banco Maxima — que havia sido fundado nos anos 1970 — e rebatizou a instituição como Banco Master.

 

Vorcaro chamou atenção na Faria Lima — a região de São Paulo que concentra o mercado financeiro brasileiro — por uma estratégia de negócios considerada ousada: ao invés de captar a maior parte de seu dinheiro com correntistas e emprestando dinheiro, o Banco Master se concentrou em oferecer CDBs com taxas de juros muito acima das praticadas no mercado.

 

Ao longo de sua trajetória econômica, Vorcaro estabeleceu ligações com políticos da direita e da esquerda brasileira.

 

Em entrevista à revista Piauí, em outubro do ano passado, Vorcaro atacou os críticos de seu modelo, e disse ser vítima de preconceito por suas origens empresariais serem fora do mercado financeiro.

 

"Isso acontece por eu ser um outsider. E não é só preconceito. São pessoas que querem nos frear e ficam usando coisas ruins contra nós. É um ataque desnecessário."

 

Vorcaro também ficou famoso por grandes gastos e por ostentar uma vida de luxo.

 

Em 2003, junto com outros sócios, ele comprou o hotel de luxo Fasano Itaim — que foi posteriormente vendido.

 

Também em 2023, segundo notícias da imprensa, ele teria gasto R$ 15 milhões na festa de debutante de sua filha, com apresentação dos DJs The Chainsmokers e Alok. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou que Vorcaro adquiriu 27% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube Atlético Mineiro.

 

A revista Piauí noticiou ainda que no último carnaval, o Banco Master patrocinou um dos camarotes mais caros da Sapucaí, no Rio de Janeiro, com presença de diversas celebridades.

 

 

 

Posted On Quarta, 14 Janeiro 2026 16:08 Escrito por

Com investimento de R$ 1,2 milhão, equipamentos reforçam a educação do campo, ampliam as atividades práticas em sete unidades e contribuem para a formação dos alunos

 

 

Por Rafael de Oliveira

 

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado do secretário da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Fábio Vaz, realizou nesta quarta-feira, 14, a entrega de sete tratores agrícolas para unidades escolares da rede estadual de ensino. Com investimento de R$ 1,2 milhão, a iniciativa fortalece a formação técnica e prática de mais de 1,3 mil estudantes e impulsiona a educação de cursos voltados ao campo.

 

Durante a entrega, o governador Wanderlei Barbosa destacou a importância dos equipamentos para o fortalecimento do ensino prático e a formação de mão de obra qualificada voltada ao agronegócio. “São equipamentos importantes, que serão utilizados no dia a dia das unidades para facilitar o trabalho e qualificar, de forma prática, os estudantes, além de oferecer melhores condições para que os professores possam ensinar. Esta é uma demanda que, com o crescimento do agronegócio, exige mão de obra cada vez mais qualificada. Os equipamentos foram entregues aos diretores para garantir essa qualidade da formação, fortalecendo as escolas agrícolas e assegurando melhores condições para que os professores exerçam seu papel na preparação dos jovens tocantinenses”, ressaltou o chefe do Executivo.

 

Com investimento de R$ 1,2 milhão, os equipamentos irão ampliar as atividades práticas e pedagógicas, beneficiando mais de 1,3 mil estudantes das escolas agrícolas;

 

O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, enfatizou os impactos diretos do investimento na qualidade do ensino e na formação prática dos estudantes. “É um momento muito importante para as escolas agrícolas, que aguardavam essas aquisições há muito tempo. Trabalhamos intensamente para viabilizar este investimento, com recursos do Governo do Tocantins, voltados ao fortalecimento da educação profissional e do campo. Temos uma grande diversidade de estudantes e professores que necessitam desses implementos, que são fundamentais para valorizar a educação no estado”, assegurou o titular da Seduc.

 

Escolas atendidas

 

 

Cada trator, no valor de R$ 174 mil, será destinado a unidades escolares localizadas nos municípios de Esperantina, Arraias, Colinas, Natividade, São Salvador, Monte do Carmo e Porto Nacional.

 

A iniciativa contempla 227 estudantes da Escola Família Agrícola de Porto Nacional; a Escola Família Agrícola Zé de Deus, em Colinas, que atende 213 alunos; o Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, em São Salvador, com 205 estudantes; e a Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo, em Esperantina, que beneficia 196 alunos. As unidades ofertam ensinos fundamental e médio integrado, com cursos técnicos voltados à agropecuária e agroecologia.

 

Também são atendidos o Colégio Estadual Agrícola Brigadas Che Guevara, em Monte do Carmo, com 96 estudantes; a Escola Estadual Girassol de Tempo Integral Agrícola David Aires França, em Arraias, que possui 222 alunos; e o Colégio Agropecuário de Natividade, que igualmente atende 222 estudantes. As escolas ofertam ensino médio integrado e em tempo integral.

 

Secretário da Educação, Fábio Vaz, ressalta que os maquinários atendem a uma demanda das escolas agrícolas e fortalece a educação profissional prática;

 

Os equipamentos serão utilizados no apoio às atividades pedagógicas e produtivas das unidades escolares, contribuindo para o aprimoramento da formação técnica, o desenvolvimento de práticas agropecuárias e a qualificação dos estudantes da rede estadual. A ação reafirma o compromisso do Governo do Tocantins com o fortalecimento da educação pública e com o desenvolvimento de atividades de incentivo aos cursos de capacitação do campo.

 

Túlio Natalino de Matos, diretor da Escola Estadual Girassol de Tempo Integral Agrícola David Aires França, de Arraias, externou que o equipamento representa um avanço significativo para a unidade. “Para nós, essa máquina representa um marco para a instituição e, com certeza, fará toda a diferença na realidade da nossa unidade escolar, pois permitirá que nossos estudantes adquiram mais conhecimento e segurança, tanto na operação quanto nas atividades práticas desenvolvidas dentro da escola. Isso demonstra que as escolas técnicas e agrícolas são valorizadas”, pontuou o diretor.

 

Diretor da unidade de Porto Nacional, Ozéias Neres Cerqueira, expressou que os maquinários são fundamentais para transformar as escolas em laboratórios pedagógicos e qualificar a formação técnica dos alunos.

 

“São maquinários essenciais para a produção agropecuária e as escolas precisam para funcionarem como laboratórios didáticos e pedagógicos. A disciplina de mecanização permitirá que estudantes e professores avancem da teoria para a prática, com atividades como preparo do solo, plantio e demais operações realizadas com o equipamento. O trator é fundamental na formação do técnico agropecuário, que, além de operar a máquina, também aprende a gerir e executar a manutenção básica. Com isso, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar a prática profissional, o que é indispensável para a qualificação técnica”, afirmou o diretor da Escola Família Agrícola de Porto Nacional, Ozéias Neres Cerqueira.

 

Presenças

 

Participaram da cerimônia a senadora Dorinha e o deputado federal Ricardo Ayres, além de deputados estaduais, secretários de Estado e demais autoridades.

 

 

 

Posted On Quarta, 14 Janeiro 2026 15:18 Escrito por

 

 

 

Como pai e cidadão, dirijo-me a vocês para dizer que hoje, dia em que se completam 15 anos da partida do meu Anjo Gabriel, além da dor natural dessa perda, passei, juntamente com a minha esposa, Polyanna, por um triste episódio que envolve a minha filha mais velha, a doutora Ana Gabriela, médica anestesiologista e, atualmente, secretária de Proteção e Bem-Estar Animal.

 

Após o falecimento do irmão, emocionalmente abalada, ela tem buscado a cura dessa dor profunda e vinha se mantendo bem. Hoje, no entanto, ela passou por uma crise e foi encontrada desorientada nas imediações da rodoviária pela Polyanna, que tentou abraçá-la e trazê-la para casa, mas, em plena crise, resistiu e ambas caíram no chão.

 

Polyanna, percebendo a presença de uma viatura da PM, gritou por ajuda e foi prontamente atendida. Após a chegada de uma ambulância, conseguiu trazer a Gabriela para ser consultada e medicada por profissionais da saúde.

 

A situação da minha filha é grave, uma vez que envolve risco de vida, o que me faz pedir a compreensão da imprensa e dos amigos para que não se agrave ainda mais.

 

Sendo essa a verdade do ocorrido e tratando-se de um caso familiar e de saúde, com riscos potenciais, peço que busquem, na medida do possível, deixar apenas no âmbito familiar essa questão, que já está sendo tratada por profissionais competentes.

 

Atenciosamente,

Eduardo, Polyanna, Samuel, Gael e família

Posted On Quarta, 14 Janeiro 2026 15:10 Escrito por

Banqueiro é alvo de nova fase da operação contra o Banco Master

 

 

Por Cézar Feitoza - SBT 

 

 

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou um primeiro pedido da Polícia Federal para realizar buscas em endereços ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

 

 

O ministro reconsiderou a sua decisão na terça-feira (13) após a Polícia Federal apresentar novas suspeitas sobre as articulações de Vorcaro nas fraudes financeiras.

 

Com a mudança de posição de Toffoli, Vorcaro foi alvo de novas buscas nesta quarta na 2ª fase da Operação Compliance Zero.

 

Toffoli diz que reconsiderou sua posição após a manifestação da Polícia Federal ser corroborada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

"Diante das ponderações da Autoridade Policial e da Procuradoria-Geral da República, reconsidero, em parte, a decisão combatida, para deferir novas diligências na residência do investigado D.B.V.", diz Toffoli em despacho.

 

A PGR disse que os novos fatos revelados pela Polícia Federal -- que estão sob sigilo-- são suficientes para uma nova busca contra Vorcaro, para o avanço das investigações.

 

"Evidente, portanto, que a diligência de busca e apreensão realizada no âmbito da Operação 'Compliance Zero' no endereço sob análise não abrangeu o contexto mais amplo que a apuração em espécie busca examinar, tornando-se, assim, necessário, útil e pertinente que o investigado seja alvo de busca e apreensão em referido endereço, para colheita de documentos, anotações, registros, mídias, aparelhos eletrônicos e demais dispositivos de armazenamento de dados que tragam para os autos em definitivo as demais circunstâncias delituosas, a identificação de outros agentes e a delimitação de suas condutas", disse a PGR.

 

 

Posted On Quarta, 14 Janeiro 2026 13:43 Escrito por
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