Na pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, Lula apareceu com 47% no segundo turno, ante 43% de Flávio.

 

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O ex-governador de Minas e pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, disse que o escândalo do Banco Master tornou o cenário eleitoral mais difícil para a direita e que quem votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente “muito provavelmente” estará dando mais quatro anos de mandato a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

“Se, em 2022, já foi difícil para a direita, com esse escândalo agora fica mais ainda. Eu fico muito preocupado que nós estejamos entregando para a esquerda, mais uma vez, essa eleição E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula”, declarou Zema, ontem, em São Paulo.

 

Na pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, Lula apareceu com 47% no segundo turno, ante 43% de Flávio. Na rodada anterior, uma semana antes, os dois estavam com 45%. Apesar das críticas, Zema afirmou que manterá o apoio ao senador em eventual segundo turno contra o PT. “Abertura ao diálogo sempre vai existir. Só não concordo é com alguém que se aproxime de criminoso.”

 

Já o pré-candidato do PSD ao Planalto, Ronaldo Caiado, disse não ser “oportunista” e defendeu a união do campo contra o PT. Caiado e Zema participaram do mesmo evento da Amcham em São Paulo. “Não farei prejulgamento. O mais importante é não fazermos o jogo que o PT quer. Manteremos a centro-direita unida para derrotarmos o PT no segundo turno. Este é o objetivo”, disse o ex-governador de Goiás.

 

 

Posted On Terça, 26 Mai 2026 04:00 Escrito por

Reunião com presidente americano ainda não foi confirmada pela Casa Branca e ocorre após desgaste do senador em pesquisas eleitorais

 

 

POR ISABELLA MENON

 

 

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nesta segunda-feira (25) em Washington em busca de uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro, no entanto, ainda não foi confirmado pela Casa Branca.

 

Segundo assessores, a reunião, prevista para terça-feira (26), teria sido articulada a partir de um convite do governo americano.

 

A viagem ocorre no momento mais delicado da pré-campanha de Flávio, após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de áudios nos quais ele pede ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, dinheiro para o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Embora interlocutores do senador minimizem os impactos da crise, a primeira pesquisa Datafolha divulgada após o episódio aponta piora no cenário eleitoral para o parlamentar. Lula ampliou de três para nove pontos percentuais a vantagem sobre Flávio em uma simulação de primeiro turno: agora aparece com 40% das intenções de voto, ante 31% do senador.

 

Na rodada anterior, os dois estavam em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, com 38% para o petista e 35% para Flávio. No segundo turno, o empate em 45% deu lugar a uma vantagem de 47% a 43% para Lula.

 

Segundo pessoas próximas ao senador, Flávio deve estar acompanhado em Washington do irmão Eduardo Bolsonaro e do empresário Paulo Figueiredo.

 

Ambos atuam nos Estados Unidos em articulações junto a setores conservadores americanos e, no ano passado, pressionaram por sanções contra integrantes do governo brasileiro e ministros do STF.

 

Nas redes sociais, Figueiredo afirmou que o encontro com Trump é tratado como especulação pela imprensa e que nem a campanha nem a Casa Branca confirmaram ou negaram a reunião. “De fato, Flávio Bolsonaro está em Washington p ara uma série de reuniões de alto nível. O resto saberão em breve”, escreveu.

 

Uma eventual reunião entre Flávio e Trump ocorreria três semanas após o encontro entre o presidente americano e Lula. Integrantes do governo federal afirmam não ver motivo para tentar barrar a agenda, tratada nos bastidores como uma tentativa do senador de produzir um fato político positivo em meio à crise do “Dark Horse”.

 

Reservadamente, porém, auxiliares do governo afirmam que qualquer gesto interpretado como tentativa de interferência externa no processo eleitoral brasileiro seria respondido de forma “rápida” e “contundente”.

 

Entre aliados de Flávio, também há cautela sobre a divulgação antecipada da reunião. Interlocutores do senador afirmam que existe receio de cancelamento de última hora, já que Trump acompanha a guerra envolvendo o Irã e negocia um possível acordo com Teerã.

 

Nos bastidores, aliados classificam a viagem como uma aposta de alto risco e enxergam uma estratégia de “tudo ou nada” para tentar reposicionar a pré-candidatura.

 

Nesta semana, deputados federais, estaduais, vereadores e pré-candidatos do PL se reuniram em Dallas para um encontro com Eduardo Bolsonaro, na região em que o ex-parlamentar vive. Entre eles estavam Gil Diniz (PL), Lucas Bove (PL), Paulo Mansur (PL) e Cristiano Caporezzo (PL).

 

Essas reuniões acontecem com frequência e, para alguns participantes, esta já é a terceira viagem aos Estados Unidos para encontros com Eduardo. Desta vez, o grupo reuniu cerca de 20 pessoas.

 

Eles afirmam custear as viagens com recursos próprios, parcelar passagens no cartão de crédito, buscar hospedagens baratas e economizar em refeições – como no supermercado Costco, onde um cachorro-quente com refrigerante custa US$ 1,50 (R$ 7,80).

 

Segundo aliados, o esforço vale a pena porque os encontros permitem estreitar a relação com Eduardo Bolsonaro e produzir conteúdo para redes sociais, ampliando alcance e engajamento político.

 

O grupo, porém, não é homogêneo em relação a Flávio Bolsonaro. Parte dos aliados afirma que a crise do “Dark Horse” já foi esclarecida e sustenta que não houve irregularidade no pedido de apoio financeiro feito por Flávio a Vorcaro, já que ocorreu antes da revelação das suspeitas envolvendo o ex-banqueiro.
Outros, no entanto, admitem que o senador conduziu mal a crise e criticam, por exemplo, o fato de ele ter negado ao Intercept a relação com Vorcaro.

 

Nos bastidores, integrantes da base bolsonarista relatam que a relação com Eduardo Bolsonaro, mesmo vivendo nos Estados Unidos, é hoje mais próxima do que com Flávio. Segundo esses relatos, parte da militância sente falta de interlocução direta com o senador, embora continue atuando em sua defesa nas redes sociais.

 

Aliados descrevem a ida aos Estados Unidos também como demonstração de lealdade política a Eduardo, que está fora do Brasil há cerca de um ano.

 

Nas redes sociais, os participantes divulgaram fotos e vídeos com o ex-deputado. Em publicações, se autodenominam “Eduardistas”, defendem os encontros em solo americano como forma de manter a base unida e afirmam que as reuniões são fundamentais para a articulação política e para a definição de futuras candidaturas.

 

 

Posted On Segunda, 25 Mai 2026 13:55 Escrito por O Paralelo 13

Reunião com o presidente Lula na manhã desta segunda-feira (25) deve “bater o martelo” sobre o período de transição para mudanças na jornada de trabalho

 

 

Por Valentina Moreira

 

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da comissão especial que discute o fim da escala 6x1, reuniram-se neste domingo (24), em Brasília. O objetivo do encontro foi a entrega da minuta da emenda que trata do período de transição para a nova jornada de trabalho.

 

 

Ainda no domingo, Prates finaliza os ajustes do texto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado Alencar Santana (PT-SP) que preside a comissão, também participará da conversa.

 

O diálogo antecede o encontro de Motta com o presidente Lula, marcado para esta segunda-feira (25). A intenção é fechar todas as pontas antes disso, para que Lula “bata o martelo final”.

 

O principal impasse gira em torno do período de transição para a implementação da mudança. Publicamente, Lula defende que a extinção da escala seja imediata. Nos bastidores, contudo, a base governista reconhece a necessidade de negociação e tenta emplacar um intervalo de dois anos para a adaptação das empresas.

 

Em contrapartida, parlamentares de centro e da oposição pressionam por um prazo de até cinco anos. No início da semana passada, líderes oposicionistas chegaram a retirar uma emenda que sugeria uma década de transição.

 

Ao SBT News, fontes ligadas às negociações afirmaram que, no momento, “há mais convergências do que divergências”. A expectativa é que um consenso seja alcançado.

 

 

Posted On Segunda, 25 Mai 2026 04:20 Escrito por O Paralelo 13

38% avaliam a gestão como ruim ou péssima e 32% consideram ótima ou boa; diferença no Datafolha caiu de 11 para 6 pontos

 

 

Com SBT - TV

 

 

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue negativa, mas vem apresentando melhora gradual, mostra pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23).

O levantamento aponta que 38% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% avaliam o governo como ótimo ou bom. Outros 28% classificam a administração como regular.

Os resultados oscilaram dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais em relação a pesquisa anterior, divulgada no último sábado (16). Na ocasião, 39% consideraram o governo Lula ruim ou péssimo e 30% ótimo ou bom. Na comparação com os novos resultados, a avaliação negativa recuou 1 ponto percentual, enquanto a positiva avançou 2 pontos.

 

Segundo o Datafolha, a diferença entre avaliação negativa e positiva também vem diminuindo nas últimas sondagens.

 

Em abril, o índice de ruim ou péssimo era de 40%, contra 29% de ótimo ou bom, uma distância de 11 pontos percentuais. Na semana passada, a diferença caiu para 9 pontos percentuais. Agora, o intervalo diminuiu para 6 pontos.

 

Para a pesquisa, o Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios, em entrevistas presenciais realizadas na quarta-feira (20) e na quinta-feira (21). A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07489/2026.

 

+ Datafolha: Lula é visto como mais experiente por eleitores, e Flávio como mais inovador

Aprovação pessoal de Lula empata

Além da avaliação sobre o governo, o Datafolha perguntou aos entrevistados se aprovam ou desaprovam o trabalho pessoal de Lula na Presidência da República. Nesse cenário, houve empate técnico e numérico: 48% disseram aprovar o desempenho do petista, enquanto outros 48% afirmaram desaprovar.

 

No levantamento anterior, divulgado no sábado (16), 45% aprovavam o trabalho do presidente e 51% desaprovavam.

 

A diferença entre os dois indicadores é que a avaliação do governo mede como os entrevistados classificam a gestão federal (ótima, boa, regular, ruim ou péssima), enquanto a aprovação e desaprovação tratam diretamente da opinião sobre a atuação pessoal do presidente.

 

 

 

Posted On Segunda, 25 Mai 2026 04:14 Escrito por O Paralelo 13

Na ADI (ação direta de inconstitucionalidade), a CNI argumenta que a MP “viola os princípios constitucionais da isonomia’

 

 

POR HELENA SCHUSTER

 

 

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que protocolou nesta sexta-feira (22) uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a MP (medida provisória) que derrubou o imposto federal conhecido como “taxa das blusinhas”.

 

A cobrança entrou em vigor em 2024 por meio de lei que estabeleceu a taxação em 20% (em impostos federais) para compras internacionais de até US$ 50 (R$ 250 em valores de hoje) em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.

 

Logo após a decisão do governo de zerar o imposto, a CNI e outras entidades da indústria e do varejo criticaram a decisão, afirmando que a medida gerava uma concorrência desleal entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras.

Na ADI (ação direta de inconstitucionalidade), a CNI argumenta que a MP “viola os princípios constitucionais da isonomia, da livre concorrência e carece de requisito constitucional de urgência, especialmente por haver projetos em tramitação sobre o tema no Congresso Nacional”.

A derrubada do tributo “não guarda a necessária urgência para ser validamente editada por medida provisória”, disse o diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino, no comunicado. A CNI diz também que a revogação da “taxa das blusinhas” resultará na perda de empregos e em prejuízo à economia brasileira.

 

“Não se questiona o direito da população ao amplo acesso a bens nacionais ou importados. O que se impugna é que esse acesso seja promovido à custa do agravamento das assimetrias concorrenciais suportadas pelos setores produtivos nacionais, da transferência de empregos e renda ao exterior e da renúncia fiscal relevante”, afirma a CNI na ação.

Convocado de última hora, o anúncio da revogação ocorreu a cinco meses das eleições presidenciais. Desde 2024, quando a lei originária do Congresso Nacional foi sancionada, o tema sofreu críticas de partes da população por taxar compras de pequenos valores.

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “nunca deixou de dizer que se incomodava” com a taxa e que a decisão de derrubá-la ocorreu após uma análise dos números, que mostraram uma diminuição na entrada de pacotes de baixo valor no país.

 

Durigan acrescentou que o Ministério da Fazenda irá acompanhar os números e que o imposto pode voltar a ser implementado no futuro.

 

“A medida é regulatória e, portanto, foi zerada nesse momento, havendo permissão para que o Ministério da Fazenda acompanhe a evolução. Caso haja algum desarranjo, é preciso avaliar e trazer isso à debate público e, eventualmente, trazer de volta essa taxa”, afirmou.

 

 

 

Posted On Sábado, 23 Mai 2026 07:22 Escrito por O Paralelo 13
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