A fala do presidente foi durante um evento em Quixeramobim (CE), onde ele fez entregas para acelerar a implantação da ferrovia Transnordestina

 

 

Por Estadão Conteúdo

 

 

Em fala direcionada para o seu principal reduto eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 2, que o Nordeste sempre foi tratado “com muito desprezo” pelos governantes brasileiros. A fala do presidente foi durante um evento em Quixeramobim (CE), onde ele fez entregas para acelerar a implantação da ferrovia Transnordestina, que Lula disse querer que percorra todos os Estados nordestinos.

“Historicamente, o Nordeste sempre foi tratado com muito desprezo pelas pessoas que governaram esse País. O que mais me indignava quando eu via informações do IBGE, do IBGE, do Ministério da Educação era que o Nordeste era a região do Brasil com mais crianças analfabetas, adultos analfabetos, crianças desnutridas”, disse o presidente.

 

Ao fazer um balanço sobre o governo, Lula afirmou que a transposição do Rio São Francisco pode ser a maior obra hídrica global. Ele também disse que nunca houve outro período do Brasil com mais investimentos em saúde, ao propagandear o programa Agora Tem Especialistas.

Durante a cerimônia, Lula distribuiu afagos ao governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que vive uma disputa intensa nas pesquisas de intenção de voto com o candidato da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB).

 

“O Elmano tem uma coisa que falta à classe política brasileira: ele é uma pessoa humilde. Ele não é arrogante. Sabe aqueles arrogantes que sabem tudo? Ele não é assim. Ele sabe ouvir. Eu peço a Deus que eu e você estejamos juntos em janeiro do ano que vem”, disse o presidente.

 

 

 

Posted On Sexta, 03 Julho 2026 05:58 Escrito por

Nome de Cláudio Castro aparece em lista atribuída ao bicheiro Adilsinho com menção a suposta doação de R$ 3,2 milhões, mas ex-governador não é alvo da nova fase da Operação Unha e Carne

 

 

Por Quintino Gomes Freire 

 

 

 

O nome do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), aparece em uma lista encontrada pela Polícia Federal e atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O material faz parte da apuração ligada à 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2). As informações são do g1.

Segundo apuração do repórter Mohamed Saigg, a lista cita uma suposta doação de R$ 3,2 milhões para o então candidato Cláudio Castro. O ex-governador disputou a reeleição em 2022 e governou o estado de 2021 a 2026.

 

Apesar da citação no material apreendido, Cláudio Castro não é alvo desta fase da operação. De acordo com fontes a par da investigação, o nome dele e de outras pessoas aparece na lista, mas a Polícia Federal ainda aprofunda a apuração sobre os registros.

 

A lista reuniria supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e dados de contabilidade vinculados à investigação de lavagem de dinheiro. Também haveria nomes de agentes políticos do Rio de Janeiro.

 

A reportagem procurou a assessoria de Cláudio Castro e aguarda posicionamento.

 

Operação mira cúpula do jogo do bicho

 

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 5ª fase da Operação Unha e Carne para investigar esquemas de lavagem de dinheiro ligados à cúpula do jogo do bicho e possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

 

Adilsinho é alvo de um mandado de prisão nesta fase da operação, embora já estivesse preso. O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso preventivamente em um flat na Barra da Tijuca. Ele é investigado por suposta ligação com a chamada Máfia do Cigarro.

 

Além de Poncio e Adilsinho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, expediu mandado de prisão contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que também já estava preso por desdobramentos anteriores da investigação.

 

A decisão judicial também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. A medida tem como base planilhas da Operação Fumus, de 2021, que apontariam pagamentos indevidos e “mesadas” para pelo menos 20 políticos do estado.

 

Investigação deriva da ADPF das Favelas

A nova fase da Operação Unha e Carne deriva de determinação do STF no âmbito da ADPF das Favelas, que ordenou a apuração de vínculos entre grupos criminosos e agentes públicos no Rio de Janeiro.

 

Nas fases anteriores, a operação investigou o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, além de desdobramentos ligados ao escândalo da Ceperj e a fraudes em contratações na Secretaria Estadual de Educação.

 

As investigações também envolveram nomes como o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e o deputado Thiago Rangel, em uma apuração que mira uma possível cadeia de proteção institucional ao crime organizado.

 

A chamada Máfia do Cigarro, atribuída a Adilsinho pelos investigadores, é descrita como um esquema de controle da venda de cigarros falsificados em parte dos municípios fluminenses, com prejuízos bilionários em sonegação fiscal.

 

A defesa de Márcio Poncio afirmou não ter tido acesso aos autos do processo. Já a defesa de Adilsinho negou o pagamento de vantagens indevidas a políticos.

 

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 16:02 Escrito por O Paralelo 13

Restrição para uso de emendas parlamentares começa no sábado (4); governo acelera pagamentos

 

 

Por Cézar Feitoza

 

 

O governo Lula (PT) acelerou o pagamento de emendas parlamentares nas últimas semanas diante da proximidade do período eleitoral, que impõe restrições para o repasse dos recursos.

Os ministérios liberaram R$ 23,9 bilhões em emendas parlamentares este ano. No mesmo período do ano passado, o valor pago foi de menos de R$ 500 milhões.

 

O valor pago representa 48% do montante destinado para as emendas parlamentares este ano (R$ 49,9 bilhões).

 

São duas as razões da celeridade para o pagamentos das emendas.

 

A primeira é um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias que obriga o governo a pagar, até o fim de junho, 65% das emendas individuais e de bancadas com determinadas finalidades, como saúde e assistência social.

 

Esse percentual equivale a R$ 17,5 bilhões das emendas parlamentares.

 

Outra razão para a pressa é a restrição imposta pela legislação eleitoral que impede a emissão de ordens de pagamento para contratos sem execução de obra ou serviço em andamento.

 

Esse impedimento, conhecido como defeso eleitoral, passa a valer três meses antes da eleição. Neste ano, o período de restrições começa no sábado (4).

 

Por conta desse impedimento, o governo acelerou o pagamento das emendas e liberou R$ 2,4 bilhões nesta semana. O valor pago nos últimos quatro dias é quatro vezes maior que o destinado nos seis primeiros meses de 2025.

 

Caixa envia orientações

A área da Caixa Econômica Federal responsável pelas ordens de pagamento das emendas parlamentares enviou aos ministérios um ofício com orientações para a execução das verbas indicadas por deputados e senadores.

 

O documento diz que as ordens de pagamento devem ser assinadas pelos responsáveis até às 16h da sexta-feira (3). Os pagamentos que forem liberados depois desse prazo ficam restritos aos "contratos que atendam integralmente aos requisitos estabelecidos na Lei nº 9.504/1997".

 

Para evitar falhas na execução das emendas, a Caixa destacou que os recursos devem ser identificados de acordo com as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre transparência e rastreabilidade.

 

"A ausência dessas informações inviabilizará o processamento da demanda, que será incluída em lista própria de pagamentos não efetivados, encaminhada semanalmente aos gestores, aguardando complementação para reprocessamento, caso haja prazo disponível."

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 14:13 Escrito por O Paralelo 13

Por Evellyn Paola - Metropóles 

 

 

O presidente do PL nacional, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Metrópoles, nesta quinta-feira (2/7), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sinalizou que não deve ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal (DF).

 

A decisão se dá após a crise envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Michelle disse que se sentiu desrespeitada durante uma conversa por telefone sobre articulações do partido no Ceará.

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, a ex-primeira-dama relatou que o imbróglio com Flávio começou no fim de 2025, visto que ela era contrária ao apoio a Ciro Gomes (PSDB) para o governo cearense. O senador pelo Rio de Janeiro, no entanto, defendia a articulação com o grupo.

 

Michelle diz ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado, depois que ele disse que ela deveria se afastar de decisões partidária e que, por ter ingressado recentemente na política, não teria experiência suficiente para opinar sobre as articulações do partido.

 

Após a repercussão, Flávio divulgou uma nota afirmando que jamais teve a intenção de ofender Michelle. O senador disse que, caso ela tenha se sentido desrespeitada, pedia desculpas, ressaltando reconhecer sua importância tanto para o PL Mulher quanto para o cuidado com Jair Bolsonaro. Ele também afirmou que sua prioridade era preservar a união da família e reduzir os desgastes públicos.

Durante encontro com lideranças femininas, Flávio fez acenos à Michelle e agradeceu à madrasta pelo trabalho à frente do PL Mulher e afirmou que as portas seguem abertas para ela.

 

“Respeito demais a Michelle e tenho a convicção de que vamos superar esse momento difícil porque ela sabe que o Brasil não tem condições de mais anos de PT e sabe que a única alternativa é Flávio Bolsonaro. Quero parabenizar o trabalho da Michelle Bolsonaro, porque muitas mulheres se interessaram pela política pelo trabalho dela”, disse.

 

Valdemar chegou a se reunir com a ex-primeira-dama e tentou apaziguar a relação com o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL), mas Michelle acabou recusando os pedidos de continuar na disputa por uma cadeira na Casa Alta.

 

Michelle afirmou que pretende se dedicar à saúde do marido e do bem-estar de sua filha, Laura, além de estar “cansada” da política. Ela também deixou a presidência do PL Mulher.

 

O partido já começou a avaliar outros nomes para substituir a esposa do ex-presidente Bolsonaro. As opções são a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e o senador Izalci Lucas (PL-DF), que pretendia concorrer para o governo do DF, mas perdeu espaço após o PL decidir apoiar a candidatura à reeleição de Celina Leão (PP).

 

 

Posted On Quinta, 02 Julho 2026 11:50 Escrito por

Por Manuela de Moura

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto em um cenário de primeiro turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º/7). O petista registra 46,3% das intenções de voto, enquanto o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), soma 36,6%.

 

O levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho, com 4.999 entrevistados, tem margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

 

Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8% das intenções de voto, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.

 

Completam o cenário Joaquim Barbosa (DC), com 1%; Aécio Neves (PSDB), com 0,7%; Samara Martins (UP), com 0,6%; Augusto Cury (Avante), com 0,5%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,2%; Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 0,1%; e Hertz Dias (PSTU), que não pontuou.

 

Confira:

 

Brancos e nulos somam 1,2%, enquanto 0,1% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

 

A pesquisa mensal da AtlasIntel referente ao mês de maio permanece suspensa por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Evolução em relação a abril

Na comparação com o levantamento de abril, Lula avançou, passando de 44% para 46,3% das intenções de voto.

 

Flávio Bolsonaro oscilou negativamente 2,4 pontos, caindo de 39% para 36,6%.

 

O maior crescimento foi registrado por Renan Santos, que passou de 5% para 7,8%, alta de 2,8 pontos percentuais.

 

Já Ronaldo Caiado permaneceu praticamente estável, variando de 3% para 2,9%, enquanto Romeu Zema caiu de 3% para 2%.

 

O grupo formado pelos demais candidatos passou de 4% para 3,2%, e o percentual de eleitores que declararam voto branco, nulo ou indecisão subiu de 0,4% para 1,2%.

 

Cenários em Lula tem melhor desempenho

Ainda de acordo com a pesquisa, o petista registra seu melhor desempenho entre os eleitores com 60 anos ou mais, segmento em que alcança 54,6% das intenções de voto.

 

O presidente também apresenta vantagem entre os eleitores com ensino superior (50,6%), entre aqueles com renda familiar de R$ 5 mil a R$ 10 mil (53%) e entre quem recebe mais de R$ 10 mil

(50,4%).

Regionalmente, o melhor desempenho ocorre no Nordeste, onde Lula chega a 57,7% das intenções de voto. Entre os eleitores que votaram nele em 2022, 88,4% afirmam que repetiriam o voto.

 

No recorte religioso, Lula lidera entre os católicos (48,3%) e obtém seu maior percentual entre agnósticos e ateus, com 75,5%.

 

Base de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro tem seu melhor desempenho entre eleitores de 25 a 34 anos, faixa em que registra 41,4% das intenções de voto.

 

O senador também lidera entre os eleitores com renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil (43,6%) e entre aqueles com renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil (43,5%).

 

Entre os evangélicos, soma 42,9%, e no Sudeste, alcança 42,6%.

 

Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, 74,8% afirmam que escolheriam Flávio Bolsonaro em um eventual primeiro turno.

 

 

Posted On Quarta, 01 Julho 2026 09:49 Escrito por
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