Novo balanço foi divulgado por presidente da Assembleia Nacional após duplo terremoto que devastou diferentes áreas do país
Por Caroline Vale
O número oficial de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 920, segundo informou na tarde desta sexta-feira (26) Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Segundo ele, o governo recebeu relatos de 3.360 pessoas feridas. Equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre os escombros.
As autoridades venezuelanas estimam que centenas de pessoas ainda estejam presas sob estruturas colapsadas quase dois dias após os dois fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, que atingiram o país com menos de um minuto de diferença. O chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, fala em 50 mil desaparecidos.
"Trata-se de uma operação de resgate extremamente completa. Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal", declarou Fletcher à agência AFP, em Genebra.
As operações de busca mobilizam bombeiros, militares, voluntários e equipes internacionais. Segundo Rodríguez, 871 socorristas internacionais estão no país. Em diversas áreas atingidas, a falta de energia elétrica dificulta as buscas, que são realizadas com lanternas, equipamentos especializados e, em alguns casos, manualmente.
Os maiores danos foram registrados em La Guaira, estado costeiro onde foi decretado "zona de desastre". Também há relatos de destruição em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón. "Um total de 383 edifícios foram danificados, incluindo casas unifamiliares e multifamiliares", afirmou o parlamentar da Venezuela.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avalia que o número final de vítimas pode ultrapassar 10 mil mortos, considerando a intensidade dos tremores e os danos registrados em áreas densamente povoadas.
Dois brasileiros entre as vítimas fatais
Entre as vítimas estão dois brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou na quinta-feira (25) a morte de uma mulher e de um homem brasileiros. Uma das vítimas identificadas é Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, ex-moradora do Gama, no Distrito Federal. O irmão dela confirmou a informação nas redes sociais.
O governo brasileiro autorizou o envio de uma missão humanitária composta por 44 profissionais, incluindo integrantes da Defesa Civil, bombeiros, especialistas da Anatel, médicos e cães farejadores. O Brasil também enviará um hospital de campanha, medicamentos, insumos médicos e purificadores de água para auxiliar a população afetada.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou os terremotos como o pior desastre natural enfrentado pelo país nas últimas décadas.
No balanço anterior, eram 188 vítimas fatais, segundo o ministério da Saúde venezuelano; número de feridos também subiu de 1.520 para 4.300
Por Sofia Pilagallo
Subiu para 235 o número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), informou o ministério da Saúde venezuelano na noite desta quinta-feira (25). No balanço anterior, eram 188 vítimas fatais. A pasta também atualizou o número de feridos para 4.300, ante 1.520 registrados no boletim anterior.
Dois cidadãos brasileiros estão entre os mortos, informou o Ministério das Relações Exteriores na noite desta quinta-feira. Em publicação nas redes sociais, o Itamaraty afirmou que presta assistência consular às famílias das vítimas, que não tiveram suas identidades divulgadas oficialmente.
Ao menos 250 edifícios foram danificados ou destruídos. O estado de La Guaira concentrou os danos mais severos, mas também houve destruição significativa em Caracas, onde vários prédios sofreram colapsos estruturais. A capital ainda registrou interrupções no fornecimento de energia, nas comunicações e na operação do aeroporto e do metrô.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) indicam que o primeiro tremor teve magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 km a oeste da cidade de Morón, na costa do Caribe. Cerca de um minuto depois, um segundo sismo, de magnitude 7,5, atingiu a mesma região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a tragédia e ofereceu apoio ao governo venezuelano. Os Estados Unidos também anunciaram o envio de uma equipe de assistência em desastres, além de suprimentos médicos e humanitários. Argentina, Bolívia, Chile, Equador, El Salvador, México, Panamá e Uruguai, assim como Itália, Reino Unido, Catar e Índia, também ofereceram ajuda.
+Veja imagens da destruição após terremotos na Venezuela
Nesta quinta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que empregará uma aeronave KC-390 Millennium na missão humanitária organizada pelo Brasil para apoiar a Venezuela. A decolagem está prevista para esta sexta-feira (26), às 10h, da Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos, na Grande São Paulo.
A missão contará com uma equipe de busca e resgate urbano de nível pesado, formada por profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O grupo reforçará as operações de resgate, comunicação e apoio logístico nas áreas afetadas pelos tremores.
O volume de menções contrárias a Flávio, segundo a empresa, foi impulsionado também por setores da esquerda, que se juntaram à onda de críticas para desgastar a imagem do filho de Jair Bolsonaro.
POR EVELYN AIRES E ARTHUR GUIMARÃES - (FOLHAPRESS)
A repercussão digital sobre as divisões internas do bolsonarismo ganhou força no WhatsApp e no Telegram após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro postar dois vídeos em suas redes sociais com críticas ao pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Levantamento feito pela empresa de monitoramento Palver, que acompanha mais de 100 mil grupos públicos nesses aplicativos, aponta vantagem de Michelle nessa disputa narrativa. Do total de mensagens opinativas, 67% dos usuários se manifestaram de forma desfavorável à conduta de Flávio e 33% tomaram uma posição favorável ao senador.
O volume de menções contrárias a Flávio, segundo a empresa, foi impulsionado também por setores da esquerda, que se juntaram à onda de críticas para desgastar a imagem do filho de Jair Bolsonaro.
A Palver acompanha desde 18 de junho as mensagens no WhatsApp e no Telegram sobre os bastidores de uma possível aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) para concorrer ao Governo do Ceará.
A discussão, extremamente tímida de 18 a 23 de junho, ganhou força após os vídeos postados por Michelle na tarde de quarta-feira (24).
Na gravação, ela relatou que Flávio a desrespeitou por telefone após ela criticar, em comício feito em novembro de 2025, a articulação de aliança com Ciro Gomes.
No início da manhã desta quinta-feira (25), havia um pico de 219 menções ao caso a cada 100 mil mensagens coletadas.
Michelle, que defende apoio ao senador Eduardo Girão (Novo-CE) no estado, afirmou que Flávio a criticou nas redes antes de falar com ela e, quando retornou ao contato, foi ríspido, dizendo que ela deveria ficar de fora das decisões partidárias e que não entendia de política.
O universo de mensagens opinativas na crise se dividiu em três correntes principais mapeadas pela análise da Palver.
A narrativa mais carregada politicamente, segundo a empresa, fala em uma suposta traição ideológica atribuída a Flávio por setores da base, que o acusam de ignorar a memória do pai em nome de conveniência eleitoral. A aliança com Ciro Gomes é vista como inaceitável por essa militância, que relembra insultos históricos do ex-governador à família. Nesse cenário, Michelle é vista como a guardiã dos valores do movimento.
Há um grupo de usuários focados no pedido de desculpas de Flávio a Michelle depois da repercussão do caso. Para eles, esse gesto foi calculado, sob pressão do bombardeio de mensagens, e não representa arrependimento genuíno.
Outra força de discussão defende a postura do senador, com a avaliação de que o acordo no Ceará é uma estratégia eleitoral legítima e necessária para derrotar o PT na região. Esses perfis criticam a interferência da ex-primeira-dama em decisões da diretoria do partido e avaliam que a exposição pública do caso foi um erro que acabou entregando munição para a oposição.
INVERSÃO DE PAUTA
A publicação dos vídeos de Michelle inverteu a pauta discutida nas redes logo após o anúncio de afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, após o parlamentar virar alvo da Operação Compliance Zero.
De acordo com um relatório especial do Instituto Democracia em Xeque, a discussão familiar ocupou o lugar da repercussão da crise do governo Lula (PT) entre a tarde do dia 24 e a manhã do dia 25 de junho.
O episódio fez com que o “Vídeo de Michelle” concentrasse 76% das menções diretas (91,6 mil resultados), enquanto o caso de Jaques Wagner reteve apenas 24% do debate (29,3 mil resultados).
Em termos de engajamento, os conteúdos sobre a denúncia de Michelle acumularam cerca de 1,4 milhão de reações, um volume quase sete vezes maior do que as 214 mil interações registradas pelas publicações sobre o caso do líder governista.
Diante do cenário, os perfis de esquerda direcionaram sua maior concentração de posts (38%) para engajar no vídeo de Michelle, optando por capitalizar politicamente com a discórdia do clã Bolsonaro em vez de priorizarem a blindagem do próprio aliado alvo da investigação.
Anúncio será feito depois de intervenção do presidente Lula, que se reuniu com dirigentes do PT, PSB e Rede, em Brasília
Por Nathalia Fruet
Márcio França (PSB), ex-governador e ex-ministro de Lula (PT), será o candidato a vice na chapa para a disputa ao governo de São Paulo do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
O anúncio oficial será feito no final da manhã desta quinta-feira (25) por Haddad. A informação foi confirmada ao SBT News por fontes do PT e também de PSOL e Rede.
A confirmação do vice era esperada por integrantes dos partidos que devem fazer parte da coligação.
Nesta quarta-feira (24), o presidente Lula fez uma reunião com dirigentes dos partidos aliados no Palácio da Alvorada para tratar do tema.
Além de Haddad e França, participaram da conversa as ex-ministras Simone Tebet (PSB-SP) e Marina Silva (Rede-SP). Com a vaga de vice para França, Tebet e Marina serão confirmadas candidatas ao Senado por São Paulo.
No início desta semana, Márcio França chegou a dizer que poderia disputar o governo de São Paulo como uma terceira via, o que foi rechaçado pelo PT. A assessoria do ex-ministro informou que ele está retornando da capital federal e que deve participar da entrevista coletiva com Haddad, marcada para 12h.
Ordem de bloqueio de cerca de R$ 54 bilhões foi autorizada pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro
Por Anita Prado
A Polícia Federal está nas ruas, nesta quinta-feira (25), em nova fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Lojas Americanas. A ação, em conjunto com o Ministério Público Federal, cumpre mandados de busca e apreensão no Rio e em São Paulo, segundo informações da PF.
O filho de Jorge Lemann, Paulo Alberto Lemann, e o empresário Beto Sicupira, controladores da Americanas, estão entre os alvos de buscas. O SBT News tenta contato com os citados.
A ordem de bloqueio de cerca de R$ 54 bilhões foi autorizada pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e tem como base o montante das supostas fraudes apontadas nos laudos técnicos produzidos durante a apuração.
Segundo apurou o SBT News, é investigada a participação de acionistas de referência da varejista, representantes e funcionários de alguns dos principais bancos do país, além de outros ex-funcionários da companhia. Os crimes investigados são de manipulação de mercado e associação criminosa.
As medidas cautelares visam aprofundar a coleta de provas, individualizar responsabilidades e preservar a possibilidade de reparação de eventuais prejuízos.
De acordo com as investigações, “os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”.
Esta é a segunda fase da Operação Disclosure. A primeira etapa foi deflagrada em junho de 2024 e mirou ex-diretores das Lojas Americanas.
Americanas
Em nota, a Americanas diz que não é alvo de busca e que colabora com as investigações.
"Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos."