PF investiga financiamento do filme e pediu à Ancine detalhes sobre a produção, que ainda não recebeu autorizações necessárias para chegar aos cinemas

 

 

Por Basília Rodrigues - SBT

 

 

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) vai informar à Polícia Federal que o filme Dark Horse ainda não tem autorização para ser exibido no Brasil, porque não atendeu às etapas de certificação exigidas.

A PF encaminhou uma série de perguntas à Ancine, que tem prazo até a próxima semana para responder.

Suspeitas sobre o financiamento do filme e possíveis crimes financeiros são investigados em um inquérito aberto na PF, sob sigilo.

 

A reportagem apurou que, entre os questionamentos, a PF indaga se houve incentivo público, por meio de fundos públicos e emendas parlamentares; quais os nomes de todos envolvidos na produção e distribuição do filme; e se a obra se adequa às regras da legislação brasileira.

A Ancine liberou até o momento apenas o chamado Registro de Obra Estrangeira (ROE), que é considerado um primeiro passo para o filme ser autorizado. O protocolo é considerado declaratório, mas não comprobatório, porque atesta que uma produção estrangeira quer ser exibida no Brasil, mas ainda não está liberado para circulação nas salas de cinema do país.

 

Para obter autorização, Dark Horse ainda precisa de um Certificado de Registro de Título (CRT), que também é emitido pela Ancine, além de obter classificação indicativa do Ministério da Justiça. Os produtores do filme ainda não fizeram o pedido, e também não há prazo para conclusão do processo.

 

A Ancine dirá para PF que, para atingir esse nível de autorização, o filme Dark Horse ainda precisa apresentar contratos da produção, informações sobre a divisão de direitos e receitas, além do plano de lançamento nos cinemas. Toda cadeia de exploração da obra no Brasil.

 

Para integrantes do governo, ouvidos pelo SBT News, o filme está longe de ser autorizado, porque tem demorado a abrir informações sobre a produção e distribuição.

 

 

Posted On Terça, 25 Agosto 2026 06:31 Escrito por O Paralelo 13

Projeção será incluída no PLOA e ainda depende do INPC até novembro de 2026

 

 

Com Agência Brasil 

 

 

O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, segundo previsão apresentada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O valor representa aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em abril.

 

Durigan afirmou que o reajuste precisa respeitar a legislação brasileira e destacou que o salário mínimo tem efeito direto sobre a Previdência e benefícios sociais vinculados ao piso. Segundo ele, o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário, com a intenção de manter o ganho real previsto para o mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.

Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, de modo que uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.

O reajuste também representa aumento das despesas públicas, já que cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo. A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial, além da contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Ao mesmo tempo, a elevação do piso pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda. O impacto fiscal, porém, limita o espaço do governo para ampliar outras despesas, tornando o salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.

O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.

 

 

Posted On Terça, 25 Agosto 2026 06:08 Escrito por O Paralelo 13

No levantamento anterior, de 17 de agosto, eram 65%, uma queda de 4 pontos porcentuais

 

 

Estadão Conteúdo

 

 

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 24, mostra que 61% dos beneficiários do Bolsa Família declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o primeiro turno das eleições presidenciais. No levantamento anterior, de 17 de agosto, eram 65%, uma queda de 4 pontos porcentuais.

 

Já 27% dos eleitores desse perfil preferem o senador Flávio Bolsonaro (PL). A taxa cresceu 7 pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro havia registrado 20% de intenção de voto entre beneficiários do programa.

 

Lula e Flávio estão tecnicamente empatados entre os eleitores que não recebem Bolsa Família. O petista registra 39% e o senador tem 38% – nos dois casos, a variação em relação à pesquisa anterior está dentro da margem de erro.

 

A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 21 a 23 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09028/2026.

 

 

Posted On Segunda, 24 Agosto 2026 13:52 Escrito por O Paralelo 13

Levantamento mostra empate técnico entre candidatos; Lula mantém vantagem no 1º turno

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate técnico em um eventual segundo turno das eleições presidenciais deste ano. Segundo nova pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (24), o petista registra 46% das intenções de voto, contra 45% do parlamentar.

A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico. Na pesquisa da última semana, Lula aparecia com 47% no segundo turno, ante 44% de Flávio.

Lula também aparece em disputa acirrada com Ronaldo Caiado (PSD), com 46% das intenções de voto, contra 42% do ex-governador de Goiás. Já num cenário contra Romeu Zema (Novo), o petista obtém vantagem com 47%, ante 40% do ex-governador de Minas. O mesmo ocorre com Renan Santos (Missão), que soma 35% das intenções de voto no segundo turno, contra 47% de Lula.

 

Em relação ao primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, mantendo o desempenho na pesquisa anterior. Já Flávio tem 37%, um ponto percentual a mais do que o registrado na última semana.

 

Ronaldo Caiado aparece em seguida, com 5% das intenções de voto. Depois, vem Pablo Marçal (PRTB) e Renan Santos, com 4% e 3%, respectivamente. Romeu Zema e Augusto Cury (Avante) somam 2% cada, enquanto Samara (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Clariana Barão (Democracia Cristã) marcam 1% cada. Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

 

Disputa polarizada

 

O levantamento indica que a polarização entre lulismo e bolsonarismo continua sendo o principal eixo da disputa presidencial.

 

Entre os entrevistados, 88% dos que afirmam que votariam em Lula no primeiro turno dizem que a escolha está feita, enquanto 12% dizem que ainda podem mudar de opinião. Em relação a Flávio, os que têm certeza chegam a 86%, ante 12% que ainda podem repensar o voto.

No geral, Lula tem melhor desempenho entre mulheres, jovens entre 16 e 24 anos, católicos e eleitores de menor renda. Já Flávio lidera entre homens, eleitores de 25 a 40 anos, evangélicos e parte da população com renda intermediária.

 

Metodologia

 

A pesquisa BTG Pactual/Nexus contou com 2.006 eleitores entrevistados entre os dias 21 a 23 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro da sondagem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-09028/2026.

 

 

 

Posted On Segunda, 24 Agosto 2026 13:47 Escrito por O Paralelo 13

No Canal Livre, cientista político aponta que confronto expõe candidatos a temas desconfortáveis

 

 

Da TV Band 

 

 

O cientista político Fernando Schüler analisou que o primeiro debate presidencial da Band combinou conteúdo programático e enfrentamento direto. A avaliação ocorreu durante o Canal Livre deste domingo (23), que reuniu também a cientista política Deysi Cioccari e os jornalistas Rodolfo Schneider e Fernando Mitre para analisar os desdobramentos do evento.

 

Ao avaliar o comportamento dos candidatos à Presidência da República, Schüler explicou a razão de determinados participantes evitarem o estúdio. "Os candidatos não vêm ao debate por uma simples razão: medo do contraditório, querem evitar o contraditório", afirmou.

 

Os seis principais candidatos à Presidência foram convidados para o primeiro debate presidencial das eleições 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), no entanto, decidiram não comparecer, deixando o debate apenas entre Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

 

Esse debate que a gente viu hoje foi ao mesmo tempo propositivo, ou seja, teve discussão, inegavelmente teve discussão programática. Mas foi um debate também agressivo, ele misturou as duas, foi agressivo. --Fernando Schüler

 

Para o especialista, essa postura incisiva teve um expoente definido no palco. "Principalmente do Renan Santos, que usou claramente essa estratégia. Por quê? Porque o debate é uma plataforma para as redes sociais e para a internet, para o mundo digital", pontuou.

Repercussão e riscos aos candidatos

 

Schüler enfatizou que o debate eleitoral pauta a opinião pública nos dias seguintes. "Toda semana vai ser pautada por esse debate, pelas imagens produzidas pelo debate. Pelas frases, pelas expressões, pelas ideias, enfim. Então, ele é uma plataforma. Agora, é uma plataforma contraditória, é uma plataforma de risco", ponderou.

 

De acordo com o analista, o cenário de confronto rompe o controle mantido pelos concorrentes em outros veículos de comunicação. "O candidato é obrigado a responder o que ele não quer responder, tratar de temas que ele não quer tratar. No marketing político, numa entrevista, na propaganda da televisão, ele fala o que ele quer. Só que no debate ele fala o que ele não quer", explicou.

 

Só que o candidato falar o que ele não quer é do interesse do eleitor. Quem ganha é o eleitor. --Fernando Schüler

 

Fernando Mitre também interveio para reforçar a importância do enfrentamento aberto no processo democrático. "Mesmo porque não há política sem risco. Ninguém vive politicamente sem risco. Fugir do risco é uma atitude quase antipolítica", destacou.

 

Como foi o primeiro debate presidencial

O primeiro debate presidencial das Eleições 2026 foi marcado pela ausência e pelo impacto dos púlpitos vazios de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).

 

A noite quase tomou um rumo inesperado antes mesmo do início da transmissão, quando o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) ameaçou não participar do encontro em protesto contra a falta dos líderes das pesquisas. Ele só reverteu sua decisão de abandonar o evento após conversar nos bastidores com o jornalista Fernando Mitre.

 

Caiado foca em "fujões", segurança e "autoridade moral"

 

Ronaldo Caiado (PSD) chamou os candidatos ausentes de "fujões" que decidiram não comparecer por não terem como explicar os escândalos em que estão envolvidos. Ele criticou diretamente as investigações dos adversários, destacando que Flávio Bolsonaro tenta fugir das explicações do caso "Dark Horse", enquanto o presidente Lula está associado ao "dark lobby".

No campo das propostas, Caiado afirmou que o Brasil vive um "clima de guerra" comandado por facções criminosas e defendeu dar autoridade para os governadores legislarem sobre segurança pública. Para a recuperação da economia, o candidato propôs um choque de credibilidade baseado na "autoridade moral" para conter as despesas públicas e reduzir a taxa de juros.

 

A provocação e a linha dura de Renan Santos

Renan Santos (Missão) também buscou confrontar a polarização e iniciou sua participação de forma provocativa, carregando fraldas com os nomes de Lula e Flávio na chegada à emissora para ironizar a ausência de ambos.

Em suas propostas voltadas à segurança pública, o candidato defendeu a decretação de Estado de Defesa e a abertura de centenas de milhares de vagas em superpresídios de segurança máxima.

No setor trabalhista, Santos posicionou-se de forma contrária ao fim da escala 6x1, classificando a promessa governista como inviável diante do cenário de crise econômica no país.

 

Já na educação, criticou o analfabetismo funcional e propôs a criação da Lei de Responsabilidade Gerencial para punir e tornar inelegíveis os prefeitos que não atingirem metas básicas de ensino.

 

As propostas de Cury contra a agressividade

 

Como contraponto, Augusto Cury censurou o tom adotado por Renan Santos, afirmando que a agressividade do oponente o "assombra" e asfixia a capacidade de divergência democrática.

Cury defendeu a pacificação do país e a constituição de um "time de ouro" técnico e livre de corrupção, assegurando que, sob sua gestão, o desvio de verba pública será punido como um crime violento.

 

O candidato também contrapôs as discussões trabalhistas defendendo a jornada de trabalho 5x2 com foco na saúde mental do trabalhador. Por fim, Cury criticou o alto custo de juros que afeta os agricultores e eleva os índices de depressão no campo, sugeriu reformular a educação básica para focar no desenvolvimento socioemocional e criticou a exposição precoce de crianças às redes sociais.

 

Quando será o próximo debate eleitoral?

Serão três debates presidenciais antes do primeiro turno das Eleições 2026. Confira o cronograma:

 

14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.

27 de setembro: Encontro promovido pela Record.

1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.

 

 

 

 

 

Posted On Segunda, 24 Agosto 2026 06:05 Escrito por O Paralelo 13
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