Ao PT, ele informou que é decisão política- e não jurídica- que visa blindar o presidente e evitar fogo amigo e disputas internas
Com CNN
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe da campanha de reeleição do petista. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e ocorre em meio à repercussão de investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Segundo a reportagem, Marcola decidiu se afastar após vir a público a informação de que recebeu um empréstimo pessoal de R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger. De acordo com pessoas próximas ao presidente, não há, até o momento, indícios de irregularidade na operação financeira.
Ainda conforme interlocutores do governo, a orientação da equipe é manter o princípio da presunção de inocência enquanto as investigações seguem em andamento.
As apurações da Polícia Federal investigam suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os investigadores apuram se ambos teriam ligação com Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Até o momento, não houve conclusão sobre os fatos investigados.
Segundo a CNN Brasil, Lula determinou que as investigações sejam conduzidas sem interferência e que todos os fatos sejam esclarecidos, independentemente de quem esteja envolvido.
Marcola ocupou a chefia do gabinete pessoal do presidente durante todo o atual mandato e deixou o cargo em 21 de julho deste ano.
Defesa
Após deixar a campanha, Marcola contratou o advogado Georges Abboud para atuar em sua defesa.
Em nota divulgada na terça-feira (4), o ex-assessor afirmou que o empréstimo firmado com Roberta Luchsinger teve caráter exclusivamente pessoal e privado.
Roberta é diretora da empresa RL Consultoria e Intermediações e mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva. O filho mais velho do presidente é alvo de três investigações que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência em diferentes órgãos do governo federal.
A defesa de Lulinha informou que busca acesso aos inquéritos em andamento e afirmou que ele prestará todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.
CNN Brasil
O repasse, identificado pela Polícia Federal (PF), foi citado no terceiro inquérito aberto para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
Com portal G1
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, divulgou nesta terça-feira (4) nova nota em diz que obteve junto à empresária Roberta Luchsinger empréstimo pessoal, pago com R$ 249 mil.
O repasse, identificado pela Polícia Federal (PF), foi citado no terceiro inquérito aberto para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
Apontada como lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha. A PF identificou a operação financeira ao analisar dados do celular de Roberta, que está sob investigação no âmbito da Operação Sem Desconto.
Em uma primeira nota, Marcola já havia admitido ter feito a transferência e que se tratava de um empréstimo pessoal, "contraído e quitado". O valor da operação financeira, entretanto, não havia sido divulgado até então.
Avaliação de aliados de Lula
Mais cedo, segundo revelou o blog do Valdo Cruz, a equipe do presidente Lula disse confiar na versão do ex-chefe de gabinete, mas classificou como "erro" ele ter tomado um empréstimo com a lobista Roberta Luchsinger.
Aliados defendiam que ele divulgasse todos os documentos comprovando o empréstimo e o seu pagamento para afastar dúvidas e suspeitas sobre sua versão.
Veja a íntegra da nota:
A respeito das matérias que tratam do empréstimo pessoal que contraí com Roberta Luchsinger, esclareço:
-Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil - uma movimentação de natureza estritamente privada.
-Já constituí advogado e o orientei a fazer uso de todos os documentos a fim de esclarecer os fatos.
-Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência.
-A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça.
Senador mineiro afirmou não estar preparado para enfrentar uma campanha eleitoral enquanto vive o luto pela morte do irmão
Por Mariana Saraiva - R 7
A decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de desistir da disputa pelo governo de Minas Gerais embaralhou o tabuleiro político no segundo maior colégio eleitoral do país e abriu um desafio para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Sem um aliado de peso para dividir o palanque no estado, o presidenciável terá de reconstruir sua estratégia e buscar novas alianças para manter competitividade em um dos estados mais decisivos da corrida ao Palácio do Planalto.
Na avaliação de cientistas políticos, a saída de Cleitinho da corrida pelo Palácio da Liberdade não somente representa a perda de um aliado regional para Flávio, mas também altera o equilíbrio das articulações da direita em Minas Gerais, obrigando o PL a reorganizar sua presença no estado.
Para o cientista político Gabriel Amaral, a desistência exige uma revisão da estratégia justamente em um estado que, historicamente, costuma servir como um termômetro da competitividade de candidaturas presidenciais, já que todos os presidentes eleitos desde a redemocratização venceram também em Minas Gerais.
“Esse dado, porém, deve ser interpretado menos como uma relação de causa e efeito e mais como um sintoma da capacidade de construir uma coalizão nacional. Minas concentra características econômicas, sociais e culturais presentes em diferentes regiões do país, tornando-se um retrato bastante representativo do eleitorado brasileiro”, argumenta.
O especialista destaca ainda que Cleitinho poderia oferecer um “palanque altamente competitivo” ao PL em um estado em que a capacidade de articulação é amplamente valorizada.
“Sua saída não significa apenas a perda de um aliado eleitoral, mas a necessidade de reorganizar toda a estrutura de apoio à candidatura presidencial, reconstruindo alianças e definindo quem exercerá a liderança política do campo conservador em Minas”, salienta.
Mudança de rota

A decisão de não concorrer ao governo de Minas Gerais foi anunciada após uma reunião, em Brasília, entre Cleitinho, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), e o presidente estadual da legenda, deputado Euclydes Pettersen (MG), nessa segunda-feira (3). O senador afirmou que optou por permanecer no Senado por não se sentir emocionalmente preparado para enfrentar uma campanha eleitoral enquanto ainda vive o luto pela morte do irmão.
O cientista político Márcio Coimbra avalia que o anúncio muda significativamente os cálculos do PL em Minas Gerais, ao retirar da campanha um candidato com forte capacidade de mobilização popular e “capaz de unir a pauta conservadora a uma comunicação populista e de massa”.
“Sem Cleitinho liderando a disputa estadual, Flávio perde o principal motor de engajamento no interior e na região metropolitana, sendo forçado a redesenhar sua estratégia de última hora para negociar composições pragmáticas”, pondera.
Quais são as alternativas
Com a saída de Cleitinho, a principal tarefa do PL passa a ser encontrar um novo eixo de sustentação política em Minas.
Segundo Gabriel Amaral, uma das possibilidades é construir uma candidatura capaz de reunir PL, Republicanos, PP e outros partidos de centro-direita, tendo Marcelo Aro como um dos nomes citados nas negociações. Para ele, porém, o desafio vai além da escolha de um candidato ao governo.
“A questão central não é apenas definir quem disputará o governo estadual, mas identificar quem terá condições de coordenar politicamente a campanha presidencial em Minas Gerais”, avalia.
Amaral destaca ainda que a candidatura presidencial de Romeu Zema tende a tornar o cenário mais complexo. “Pela primeira vez, dois presidenciáveis relevantes disputarão o apoio de um mesmo campo político no estado. Isso desloca parte da disputa para além do eleitor e passa a envolver prefeitos, parlamentares, lideranças regionais e estruturas municipais”, afirma.
A adesão a uma chapa articulada pelo bloco PP-União Brasil passa a ser, na avaliação de Márcio Coimbra, uma das possibilidades mais viáveis para a estratégia de Flávio Bolsonaro no estado.

“Outra possibilidade é uma composição com o vice-governador Mateus Simões, herdeiro político de Romeu Zema. Resta ainda ao PL lançar um nome próprio, embora essa alternativa tenha menor densidade eleitoral”, analisa.
O que Flávio perde sem Cleitinho?
Os especialistas concordam que a principal perda não está apenas no potencial de transferência de votos, mas na capacidade de estruturar uma campanha integrada entre a disputa estadual e a presidencial.
Para Gabriel Amaral, Cleitinho reunia atributos que facilitariam a organização da campanha em todo o estado. “Cleitinho reunia liderança nas pesquisas, forte inserção no interior e elevada identificação com o eleitorado conservador, características que permitiriam estruturar uma campanha muito mais coordenada em todo o estado”.
Márcio Coimbra afirma que o senador funcionaria como um importante mobilizador da base bolsonarista. “Ter Cleitinho no mesmo palanque simplificaria exponencialmente a travessia de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. O senador funcionaria como um poderoso puxador de votos e vetor de mobilização militante, garantindo um palanque altamente competitivo no estado”, conclui.
Presidente também empata no limite da margem de erro com Ronaldo Caiado ns busca pela reeleição; ele lidera contra Zema e Renan Santos
Por Ighor Nóbrega
Pequisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) mostra um empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de segundo turno nas eleições deste ano para a Presidência da República.
Lula tem 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio, o que configura empate técnico dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada na semana passada, o atual presidente oscilou um ponto para baixo, enquanto o candidato da oposição variou dois para cima. A distância, portanto, passou de quatro para apenas um ponto percentual, a menor observada desde abril pelo instituto.
A pesquisa também testou outros três cenários de segundo turno, todos com Lula. A mais acirrada é contra Ronaldo Caiado (PSD), na qual o petista aparece com 46% contra 42% do ex-governador de Goiás, representando um empate técnico no limite da margem de erro.
O atual presidente só lidera estatisticamente contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) – por 46% x 40% – e contra o candidato do Missão, Renan Santos, com o qual tem 10 p.p. de vantagem: 47% x 37%.
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada de 31 de julho a 2 de agosto com 2.002 entrevistados. O nível de confiança é de 95% e o número de registro no TSE é BR-02874/2026.
No cenário de primeiro turno simulado pelo levantamento, Lula tem 41% das intenções de voto, numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com 37%. Caiado, com 5%, Renan, com 4% e Zema, com 3%, disputam o terceiro posto.
Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam.
Flávio também encurtou a distância para Lula no primeiro turno. A distância entre os dois era de nove pontos percentuais até a semana passada. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu quatro pontos desde então, enquanto o atual chefe do Executivo variou um para baixo.
O presidente, porém, tem um eleitorado mais fiel. Em busca de seu quarto mandato no Palácio do Planalto, ele acumula 36% de eleitores que o veem como o único candidato a votar. E outros 14% que o tem como um voto possível. O senador Flávio tem 28% de eleitores fidelizados e 19% potenciais.
Por outro lado, a rejeição é igual. Ambos somam 49% de eleitores que não votariam em ambos “de jeito nenhum”. São percentuais elevados em comparação com Renan (28%), Caiado (29%), Zema (31%), mas o trio ainda é desconhecido por mais de um terço da população.
Na rejeição líquida, que considera apenas os entrevistados que conhecem o candidato, Renan Santos lidera com 55%. Flávio tem 51%, Lula soma 50% e Zema, 49%. Caiado é o menos rejeitado, por 45%.
Candidatos oficializados
Lula foi confirmado pelo PT como candidato à Presidência na convenção nacional do partido neste domingo (2). Essa será a sétima campanha eleitoral do petista ao Executivo federal, tendo vencido três. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também foi confirmado como candidato à reeleição na chapa.
Com a oficialização do atual presidente, todos os principais candidatos ao cargo já estão formalizados pelas suas siglas. Assim como Lula, Caiado e Renan Santos já estão com a chapa definida para o pleito de outubro.
Restam as definições dos vices de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. O prazo para a escolha se encerra na quarta-feira (5), como definido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Levantamento realizado após as convenções partidárias aponta empate técnico entre os dois principais candidatos e estabilidade na avaliação do governo federal
Por João Victor Rodrigues
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, mas viu diminuir a diferença em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3). O levantamento, o primeiro realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas para as eleições de 2026, indica que os dois estão tecnicamente empatados no primeiro turno, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Na simulação para a primeira etapa da eleição, Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 37%. Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente recuou um ponto percentual e o senador avançou quatro, reduzindo a diferença de nove para quatro pontos. Segundo a série histórica do instituto, trata-se da menor distância entre os dois desde abril.
Os cenários de segundo turno também mostram uma disputa mais equilibrada. Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, resultado que configura empate técnico. Diante do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 46%, enquanto o adversário soma 42%. Já em um eventual confronto com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% contra 40%. Na disputa com Renan Santos, candidato do partido Missão e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), o petista tem 47%, enquanto o adversário aparece com 37%.
A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal. A aprovação da gestão Lula foi de 47%, enquanto a desaprovação atingiu 48%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Na avaliação qualitativa, 37% classificam o governo como “ótimo” ou “bom”, 43% consideram a administração “ruim” ou “péssima” e 18% a definem como “regular”. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 31 de julho e 2 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.