Senador disse ao SBT News que não vai se calar e afirmou que pedirá ao ministro que solicite aos EUA documentos sobre prisão de Maduro
Por Felipe Moraes / SBT
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ao SBT News nesta quarta-feira (15) esperar que o inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra ele por suposta calúnia ao presidente Lula (PT) "não seja um cerco jurídico pra tentar me intimidar".
"Aquilo ali é pura liberdade de expressão", disse à colunista Victoria Abel, do SBT News, sobre postagem anexada por Moraes na decisão que determinou abertura de investigação, a pedido da Polícia Federal (PF). Na publicação, feita na rede social X (ex-Twitter), o parlamentar sugeriu que Lula poderia ser alvo de uma delação premiada de Nicolás Maduro, ex-líder da Venezuela preso em janeiro, em operação militar dos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro ainda disse que a "ligação de Lula com Maduro é pública e histórica" e informou que, "assim que formos intimados", pedirá a Moraes que solicite aos EUA documentos sobre a captura do ex-presidente venezuelano. "Quem está acusando Maduro de ser terrorista é o governo americano", completou.
"Sinceramente, não entendi qual a intenção do ministro Alexandre de Moraes em aceitar abrir inquérito como esse", acrescentou o pré-candidato a presidente. "Vamos aguardar e não vou me calar. Vou continuar falando a verdade sobre quem é ligado a ditadores, marginais e terroristas", disse.
"Lula pode querer usar o instrumento que ele quiser pra me cercar, usar seus coleguinhas aqui do poder em Brasília pra tentar me intimidar, mas não vai conseguir."
O senador também se manifestou em nota enviada à imprensa, afirmando que a postagem no X "limitou-se a noticiar fatos e relatar crimes pelos quais Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra" Lula.
Leia nota de Flávio Bolsonaro:
"O Senador Flávio Bolsonaro recebe com profunda estranheza a decisão do Ministro Alexandre de Moraes que determinou a instauração de inquérito para apurar suposta calúnia contra o Presidente da República. A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal. Na postagem em questão, o Senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva.
A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como 'descondenado' para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então Presidente Jair Bolsonaro.
Chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao Ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente. Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros."
Da Assessoria
A pré-candidata a deputada federal Luana Nunes (UB) vem ganhando espaço no cenário político tocantinense e já figura entre os nomes mais lembrados em levantamentos de intenção de voto para consumo interno. Com crescimento consistente, ela começa a ser apontada nos bastidores como uma possível surpresa na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026.
Natural da região sul do estado, Luana se destaca como uma das principais representantes desse eixo, reunindo condições políticas e eleitorais para integrar a futura bancada federal do Tocantins em Brasília. Mesmo sendo sua primeira disputa eleitoral, seu nome tem avançado com rapidez, impulsionado por articulações políticas e pelo reconhecimento de sua trajetória na gestão pública.
À frente da Secretaria Municipal de Saúde de Gurupi, Luana construiu uma gestão marcada por índices expressivos de aprovação. Durante sua atuação, ganhou notoriedade pela condução de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso aos serviços de saúde, fortalecimento da atenção básica e melhoria no atendimento à população. Sua passagem pela pasta consolidou uma imagem de gestora técnica, acessível e comprometida com resultados.
Aliado a isso, Luana Nunes também carrega o peso político de uma família tradicional, fator que contribui para sua capilaridade e facilidade de diálogo em diferentes regiões do estado. Com trânsito entre lideranças políticas e boa aceitação popular, ela vem ampliando sua presença e consolidando apoios importantes.
Nos bastidores, a avaliação é de que, mantido o ritmo de crescimento e articulação, Luana pode se firmar como um dos nomes competitivos na disputa proporcional, com potencial real de surpreender nas urnas.
Da Assessoria
O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) intensificou a cobrança por providências imediatas para a ponte sobre o Rio Araguaia, em Araguatins, após a confirmação de problemas estruturais apontados em relatórios técnicos. Nesta terça-feira, 14, o parlamentar esteve com o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, a quem entregou um novo ofício reforçando a necessidade de medidas emergenciais.
O documento solicita fiscalização rigorosa de peso, revitalização urgente da estrutura e avaliação de reforço estrutural, diante dos indícios de comprometimento da ponte.
Relatórios apontam limitações e riscos estruturais
Em resposta a solicitações anteriores feitas pelo deputado em dezembro de 2025 e março deste ano, o DNIT informou que a ponte pode continuar em operação, desde que sejam respeitadas restrições de tráfego, como limite de carga por eixo de 8,5 toneladas e peso bruto total de 53 toneladas, além da proibição de cargas especiais.
Estudos técnicos preliminares também indicam redução da rigidez estrutural da ponte e possíveis problemas na qualidade do concreto utilizado, o que acende o alerta para a necessidade de acompanhamento constante e intervenções adequadas.
Uma nota técnica complementar aponta que a estrutura apresenta rigidez inferior à prevista em projeto, com redução aproximada de 8%, além de sinais de degradação, como esfarelamento do concreto e exposição de armaduras.
Novo ofício cobra ações imediatas
No ofício entregue diretamente ao diretor-geral do DNIT, Ricardo Ayres destaca a gravidade da situação e solicita uma série de medidas urgentes, entre elas:
• Reforço imediato da fiscalização de peso na ponte
• Adoção de ações emergenciais de revitalização
• Avaliação de intervenções provisórias de reforço estrutural
• Ampliação da sinalização e comunicação aos usuários
• Definição de um cronograma para execução das medidas
Segundo o parlamentar, a adoção dessas providências é essencial para evitar o agravamento dos danos e garantir a segurança da população que utiliza diariamente a travessia.
A pré-candidatura do biomédico Rafael Gomes a Deputado Federal pelo PSD vem ganhando força no cenário político tocantinense ao apresentar propostas voltadas ao fortalecimento da saúde pública e à ampliação do acesso aos serviços essenciais, especialmente nas cidades do interior do Estado
Com Assessoria
Filho do ex-deputado estadual e ex-secretário de saúde Gismar Gomes, Rafael carrega uma trajetória inspirada no compromisso com a vida e no trabalho dedicado à população tocantinense. O legado familiar, marcado por atuação firme na área da saúde, reforça a credibilidade de sua pré-candidatura e evidencia a continuidade de um projeto pautado pela responsabilidade e pelo cuidado com as pessoas.
Com formação na área da saúde e olhar atento às necessidades da população, Rafael Gomes defende o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a melhoria da estrutura de atendimento e a criação de políticas públicas que promovam mais dignidade e qualidade de vida para os tocantinenses.
A receptividade ao seu nome demonstra o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos anos e a expectativa por uma atuação política comprometida com resultados concretos. Representando uma nova geração, Rafael acredita na política como instrumento de transformação social, guiado por valores como ética, respeito e responsabilidade pública.

Rafael Gomes e Laurez Moreira
Ao apresentar seu posicionamento político, Rafael também destaca a importância de reconhecer lideranças que contribuíram com o desenvolvimento do Tocantins e que seguem sendo referência de gestão e compromisso com resultados.
O vice-governador Laurez Moreira é citado como um exemplo de gestor sério e comprometido com o desenvolvimento do Estado. Amigo de longa data de Gismar Gomes, Laurez apoia a pré-candidatura de Rafael e representa uma referência de equilíbrio, experiência administrativa e responsabilidade pública. Para Rafael, sua trajetória demonstra que é possível fazer política com diálogo, planejamento e foco em resultados concretos para a população.
Dentro desse novo momento político vivido pelo Tocantins, Rafael também faz questão de reconhecer outras lideranças que contribuíram com avanços importantes no Estado.
Mauro Carlesse deixou sua marca com obras estruturantes, como a ponte de Porto Nacional, que ampliou a mobilidade e impulsionou o desenvolvimento da região. Na saúde, enfrentou o desafio da pandemia, contribuindo para a estruturação dos hospitais e valorização dos profissionais que estiveram na linha de frente no cuidado com a população.

Ao falar de quem conhece o Tocantins na prática, não apenas no discurso, Rafael também destaca o senador Irajá Abreu como uma liderança que compreende a realidade do Estado. Homem do campo, Irajá conhece de perto os desafios do produtor rural e entende a importância de gerar emprego, renda e fortalecer a economia que sustenta o Tocantins.
Percorrendo o Estado, Rafael Gomes tem priorizado o diálogo direto com a população, ouvindo demandas e apresentando propostas que visam contribuir com o desenvolvimento do Tocantins, com atenção especial à saúde, à valorização das pessoas e à construção de políticas públicas eficientes.
O Tocantins precisa de lideranças com história, experiência e compromisso com resultados. A pré-candidatura de Rafael Gomes surge como continuidade de uma trajetória de dedicação ao Estado, aliando experiência, propósito e sensibilidade para trabalhar por um futuro mais justo, humano e com mais qualidade de vida para todos os tocantinenses.
Eleição na Câmara ficou marcada por articulação da oposição para unificar candidatura em torno de Elmar Nascimento após desistência de Soraya Santos
Com SBT e Agênncia Câmara
A Câmara dos Deputados elegeu nesta terça-feira o deputado Odair Cunha (PT-MG) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
O processo foi realizado em urnas eletrônicas e terminou em uma vitória expressiva de Cunha, que recebeu 303 votos. O deputado vai preencher a vaga do ministro Aroldo Cedraz, que teve decretada a aposentadoria compulsória após completar 75 anos. O eleito ainda precisa ser aprovado pelo Senado, o que deve ocorrer sem intercorrências.
Em discurso de vitória, Cunha agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, pela articulação em torno do seu nome e celebrou o considera ter sido uma disputa às claras e sem surpresas. Como a eleição é secreta, há risco de traição, e o PT já colecionava duas derrotas: em 2005, com José Pimentel (PT-CE), e em 2006, com Paulo Delgado (PT-MG).
"A votação desta noite é um exemplo para a democracia brasileira e um tributo, presidente Hugo Motta, à vossa liderança nesta Casa legislativa. Muito obrigado, presidente, porque os acordos e o diálogo não são feitos em gabinetes fechados, mas à luz do dia, com homens e mulheres sérios. Eu nunca acreditei que a traição era o caminho", afirmou.
A disputa ficou marcada por uma tentativa da oposição em unificar um nome para confrontar Cunha. Como mostrou o SBT News, a candidata do PL, Soraya Santos, foi rifada em prol de Elmar Nascimento (União-BA) em articulação comandada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente. Outra desistência foi a de Adriana Ventura, do Novo. Dada a saída de última hora, não houve tempo hábil para retirá-las das urnas.
No discurso de 10 minutos a qual todos os 7 candidatos tiveram direito na sessão, Soraya subiu à tribuna ao lado de outras deputadas do partido para anunciar que que abriria mão da disputa em prol de um nome de consenso e que apoiasse Flávio. Porém, defendeu que mulheres são "capazes" e tem a "coragem" necessária para assumir cargos de liderança. Segundo ela, houve um acordo interno no partido para que a próxima indicação à Corte de Contas seja de uma mulher, assim como no Superior Tribunal de Justiça (STJ) – atribuição que é do presidente da República.
"Eu, que tenho a responsabilidade de ter um partido que tem um candidato à Presidência da República, não vou expô-lo. Vou retirar meu nome em prol de quem quer que seja que esteja comprometido com ele e possa unificar e ganhar essa cadeira", afirmou Soraya.
A vitória de Odair foi um teste de força de Motta, que articulou em prol da candidatura e costurou um vasto apoio de 12 partidos, incluindo oposicionistas ao governo, como PP e Republicanos.
Foram candidatos também Danilo Forte (PP-CE), indicado pela Federação PSDB-Cidadania; Hugo Leal (PSD-RJ); Gilson Daniel (Podemos-PE).
Eis o placar final:
Odair Cunha: 303 votos;
Elmar Nascimento: 96 votos;
Hugo Leal: 20 votos;
Gilson Daniel: 6 votos;
Soraya Santos: 3 votos; e
Adriana Ventura: 1 voto.
Em sabatina na segunda-feira (13), Odair foi enfático ao falar sobre a importância que as emendas parlamentares têm para capilarizar o Orçamento no interior do país, financiando obras públicas e demandas locais em regiões em que o governo federal tem dificuldade para chegar.
“As emendas parlamentares são um instrumento legítimo e essencial para a execução das políticas públicas, especialmente na ponta, onde a população mais precisa. Muitas vezes esse instrumento é incompreendido, quando não injustamente atacado. Cabe a nós esclarecer, qualificar o debate e assegurar que a correta utilização seja reconhecida", disse Cunha.
TCU
Criado em 1890, o TCU tem entre suas atribuições analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais.
A cadeira em disputa é uma das três das quais a Câmara tem o direito de indicação. As outras cabem ao Senado (3) e ao presidente da República (3), totalizando 9 ministros no Tribunal de Contas.
O mandato é vitalício, com o ministro podendo ficar no cargo até os 75 anos, idade para a aposentadoria compulsória. O salário é próximo ao teto constitucional para funcionários públicos: R$ 44 mil, além dos benefícios.