O senador Eduardo Gomes (PL-TO) recebeu nesta quarta-feira (12) o apoio oficial do ex-deputado estadual mais votado da história do Tocantins e ex-governador do Estado, Sandoval Cardoso (Podemos)
Da Assessoria
O primeiro vice-presidente do Senado disse que Sandoval Cardoso representa uma aquisição importante da bancada federal, em momento de renovação. Presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual mais votado da história do Tocantins em 2010, governador do estado, Sandoval é nosso amigo de grandes lutas e vai agora para o Congresso Nacional, ajudar o Estado do Tocantins a retomar tudo aquilo que o estado precisa, que são pessoas interessadas no seu desenvolvimento, com visão macroeconômica”, afirmou Eduardo Gomes.
“O Tocantins precisa de pessoas com capacidade de sonhar com um estado pujante. Para mim é com um orgulho muito grande e com muita humildade que recebo seu apoio e faço, junto com ele também o trabalho para que gente tenha a bancada com a melhor qualidade possível. Não tenho nenhuma dúvida, Sandoval, que você será um grande deputado federal, com visão de estado, com visão dos 139 municípios, porque em cada um deles há sempre uma lembrança e o respeito pelo trabalho que você faz desde que, lá atrás, surgiu como deputado estadual mais votado da história. Hoje é um dia de muita alegria e de muito trabalho, porque, quanto maior fica a campanha, mais trabalho nós temos para chegar a uma grande vitória com a professora Dorinha governador”, reforçou o senador.
Sandoval afirmou que Eduardo Gomes, “sem dúvida alguma é o senador que mais colocou recursos no Tocantins todo. Tenho certeza de que o que você fez e faz pelo Tocantins vai ser reconhecido com uma votação expressiva, quem sabe a maior votação que o Tocantins já viu. Conte comigo para que isso aconteça e que a nossa vitória seja para bem do Tocantins, para o bem do nosso estado”.
Monitoramento digital realizado pela Palver aponta que repercussão negativa para o presidente da República é maior na citação ao ex-chefe de gabinete
Por Nathalia Fruet
O envolvimento de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a empresária e lobista Roberta Luchsinger — investigada por suposta participação no escândalo do INSS — gerou uma forte resposta negativa em redes sociais e grupos de mensagens.
É o que mostram dados da Palver, empresa de tecnologia que faz monitoramento digital. De acordo com o levantamento, 87% de mensagens sobre o escândalo são desfavoráveis a Marcola e ao presidente Lula em plataformas como Instagram e X (antigo Twitter). Em grupos de conversa do Telegram e WhatsApp, esse percentual é ainda maior: 94% de comentários desfavoráveis.
O pico de menções ao caso envolvendo o ex-chefe de gabinete ocorreu no último dia 4 de agosto, quando houve a confirmação de que Marcola recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger. Na ocasião, também veio à tona a informação de que Marcola quitou o empréstimo em questão no início deste ano.
Em números absolutos, foram 833 menções a cada 100 mil postagens nas redes sociais e 373 comentários a cada 100 mil postagens nos grupos de mensagens.
De acordo com o levantamento da Palver, Lula e o governo ficam mais vulneráveis na citação a Marcola do que nas investigações contra o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que é alvo de investigações da Polícia Federal também por conta do suposto envolvimento no caso do INSS.
Segundo a Palver, no caso dos inquéritos abertos contra o filho do presidente, a maioria defendeu Lula e predominou a narrativa de que Lulinha se tornou alvo por perseguição política.
O mesmo não ocorreu, entretanto, quando houve a confirmação de que Marcola pediu dinheiro para Roberta Luchsinger, lobista que é próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Mais do que isso, uma das narrativas que prevaleceu neste caso foi a de que haveria "dinheiro do INSS no gabinete de Lula", acusação que, até o momento, não tem respaldo sequer em investigações preliminares.
Na avaliação do CEO da Palver, Felipe Bailez, o fato de o filho de Lula já ter sido investigado, no passado, e nunca condenado pelas acusações pode ter contribuído para que o assunto agora não tenha ampla adesão negativa.
“Acho que o Lulinha tá vacinado desse tipo de ataque, justamente, por causa de um monte de informação falsa que circula a respeito dele há muito tempo, isso cria um clima de perseguição e solidariza à esquerda. No caso do Marcola, é uma figura nova e o escândalo tem uma concretude material que torna a defesa pública muito difícil ", destaca o CEO.
Encontro reuniu secretários, conselheiros e especialistas para alinhar estratégias de atendimento sem a necessidade de judicialização e incentivar a captação de recursos para a infância
Da Assessoria
A orientação para que os municípios tocantinenses formalizem a adesão à Rede Intersetorial para Garantia da Aprendizagem (Riga) e estruturem o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) foi o foco do seminário "Infância e Adolescência Protegida: Governança, Redes e Financiamento Municipal". Promovido pelo Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação (Caopije) do Ministério Público do Tocantins (MPTO), o evento ocorreu na manhã desta quarta-feira, 12, no auditório da instituição, em Palmas. O encontro reuniu secretários municipais de Educação, Assistência Social e Saúde, além de conselheiros tutelares e integrantes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de cidades que ainda não integram a rede.
As apresentações focaram no fortalecimento dos serviços públicos locais para que as violações de direitos sejam resolvidas diretamente pelas equipes municipais. A mestranda em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela Esmat/UFT e analista do Caopije, Silvia Albuquerque, explicou que a adesão à Riga capacita os profissionais da ponta e agiliza as respostas às demandas sociais.
A regularização dos fundos e dos conselhos municipais permite que os municípios captem recursos via editais de instituições privadas e públicas, além de abrir espaço para a participação da sociedade na escolha das prioridades locais. As orientações apresentadas no encontro possuem caráter orientativo e instrutivo.
"O objetivo principal da Riga é garantir que o direito da criança e do adolescente seja cumprido sem a necessidade de judicialização. O Ministério Público torna-se a última porta a ser batida, quando de fato se esgotarem todos os meios extrajudiciais", afirmou a analista ministerial.
Ela explica que a escola atua como o principal ponto de detecção de situações como violência, abuso e evasão escolar, permitindo que a rede estabeleça fluxos ágeis entre psicólogos, assistentes sociais, postos de saúde e o Conselho Tutelar. Entre as cidades citadas como referências na execução desses fluxos integrados estão Colinas do Tocantins, Araguanã e Araguaína.
Resultados práticos da atuação conjunta
A experiência no interior do Estado foi abordada pela vice-presidente do CMDCA de Araguaína, Ana Madalena. Ela relatou que, antes da adesão à rede, os atendimentos da Saúde, Educação e Conselho Tutelar ocorriam de maneira isolada. "A Riga não é um prédio, é um grupo que trabalha em benefício da rede de proteção. Hoje temos pessoas em cada instituição preparadas para atuar conjuntamente, o que deu um impulso e um conhecimento muito maior", observou.
A representante ressaltou a utilidade do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia) no acompanhamento unificado dos casos e defendeu que o modelo de articulação seja expandido também para as escolas estaduais, ampliando a cobertura aos estudantes do ensino fundamental e médio.
Financiamento público e incentivos fiscais
A sustentabilidade financeira das políticas públicas infantojuvenis foi detalhada pelo assessor técnico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Palmas e assistente social, Claudiney Leite de Souza. Ele enfatizou que a criação do FDCA atende ao artigo 88 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e constitui o meio adequado para ampliar recursos sem elevar tributos.
"Se tivermos uma empresa destinando recursos para o fundo, temos um valor robusto que ajuda a organização em sua responsabilidade social e auxilia o município a implementar ações de proteção e garantia de direitos", destacou o assistente social, ao citar a destinação do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas.
Sobre o evento
A ação integra o Programa de Mestrado Profissional em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos da Escola Superior da Magistratura do Tocantins, em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (Esmat/UFT). O evento está vinculado ao projeto "Compartilhando Conhecimento no MP", do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional - Escola Superior do Ministério Público (Cesaf-ESMP), sob a coordenação do promotor de Justiça e coordenador do Caopije, Sidney Fiori Junior, e organização da mestranda Silvia Albuquerque.
Atendimento será realizado com reforço presencial nos períodos de maior movimentação da Romaria, a partir desta quinta-feira, 13
Por Hiago Muniz
Em razão da movimentação de fiéis durante a Romaria do Senhor do Bonfim 2026, a Polícia Civil do Tocantins reforça, a partir desta terça-feira, 13, a atuação no município de Natividade para atendimento de ocorrências e registro de flagrantes durante os festejos religiosos.
A equipe da Delegacia de Polícia de Natividade atuará na Delegacia Móvel, instalada durante a romaria, das 8 às 14 horas; e nos demais horários, feriados e no fim de semana, equipes policiais atuarão na Delegacia Móvel e no prédio da Delegacia de Polícia de Natividade.
A atuação é coordenada pela 8ª Delegacia Regional de Dianópolis, responsável pela área que abrange Natividade. O planejamento integra as ações da Polícia Civil às demais Forças de Segurança envolvidas na Operação Romaria do Senhor do Bonfim 2026, que segue até domingo, 16.
Estado elevou índice de 5,4 para 5,8 na etapa e colhe resultados de política de alfabetização desenvolvida em parceria com os municípios
Da Assessoria
O avanço do Tocantins nos anos iniciais do ensino fundamental no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgado nessa quarta-feira, 5, pelo Ministério da Educação (MEC), chama atenção por um aspecto particular: embora essa etapa da educação seja de responsabilidade prioritária dos municípios, o Estado passou a investir diretamente em políticas de apoio à alfabetização, formação de professores e acompanhamento pedagógico das redes municipais.
O resultado mostra que o índice dos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública tocantinense passou de 5,4, em 2023, para 5,8 em 2025. O desempenho ocorre após dois anos de implementação do Programa Alfabetiza Mais Tocantins, programa criado pelo Governo do Estado para fortalecer a alfabetização das crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental.
A relação entre alfabetização e desempenho nas avaliações de larga escala aparece nos próprios indicadores educacionais. Os estudantes que realizaram o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em 2025, cujos resultados compõem o Ideb, pertencem à mesma geração que, em 2021, apresentava apenas 14% de crianças alfabetizadas na idade certa, segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Tocantins (Saeto).
Quatro anos depois, essa taxa alcançou 61%, superando a meta nacional de 55%. A evolução foi contínua: o percentual passou de 14% em 2021 para 44% em 2023, chegou a 50% em 2024 e atingiu 61% em 2025.

A alfabetização, que constitui a base para o desenvolvimento das competências de leitura, escrita e interpretação de texto, habilidades que impactam diretamente o desempenho dos estudantes ao longo de toda a educação básica. Por isso, avanços nessa etapa costumam refletir nos indicadores educacionais dos anos seguintes.
O Alfabetiza Mais Tocantins integra o PROFE nos Municípios, eixo do Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE) voltado ao apoio técnico e pedagógico às redes municipais de ensino. Desenvolvido em regime de colaboração entre o Estado e os 139 municípios, o programa reúne ações voltadas à alfabetização na idade certa, formação continuada de professores, acompanhamento da aprendizagem, monitoramento dos indicadores educacionais e compartilhamento de estratégias para melhoria dos resultados educacionais.
Em 2025, a iniciativa ganhou caráter permanente com a sanção da Lei nº 4.633, que instituiu a Política Estadual de Alfabetização. A legislação estabelece diretrizes para garantir que todas as crianças tocantinenses sejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental e prevê, entre outras ações, o fortalecimento da cooperação entre Estado e municípios e a criação do Prêmio Alfabetiza Mais Tocantins para reconhecer escolas com melhores resultados e apoiar aquelas que enfrentam maiores desafios.
Os avanços também renderam ao Tocantins, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, na categoria Ouro, concedido pelo Ministério da Educação aos estados e municípios que apresentam melhores resultados na alfabetização das crianças. Na Região Norte, o Tocantins foi o único estado a receber a certificação máxima.

Embora o Ideb 2025 tenha mostrado estabilidade nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, o desempenho dos anos iniciais demonstra a importância de políticas voltadas à alfabetização na idade certa. A expectativa é que os estudantes beneficiados por essa estratégia cheguem às etapas seguintes da educação básica com menor defasagem de aprendizagem, produzindo efeitos graduais também nos indicadores futuros do ensino fundamental e do ensino médio.