Por Edson Rodrigues
Uma nova rodada de pesquisa nacional realizada pelo Instituto Veritá em todos os estados brasileiros e divulgada nesta quinta-feira (14) trouxe também o cenário da sucessão ao Senado no Tocantins. No Estado, os números confirmam o que já vinha sendo observado nos bastidores políticos: o senador Eduardo Gomes aparece liderando tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada para a disputa das duas vagas ao Senado Federal em 2026.
Os dados reforçam a força política construída pelo parlamentar ao longo dos últimos oito anos de mandato, período em que consolidou espaço em Brasília, chegando à vice-presidência do Senado Federal e ampliando sua influência política nacional.

Nos bastidores da política tocantinense, aliados avaliam que o desempenho de Eduardo Gomes nas pesquisas está diretamente ligado ao volume de recursos federais destinados aos 139 municípios do Estado, além das parcerias firmadas com os governos estaduais nas gestões de Mauro Carlesse e Wanderlei Barbosa.
Entre emendas parlamentares, investimentos em infraestrutura, saúde, educação, equipamentos e maquinários. Estes recursos ultrapassam a marca de quase R$ 3 bilhões destinados ao Tocantins.
Na pesquisa estimulada divulgada pelo Instituto Veritá no Tocantins, Eduardo Gomes aparece liderando com vantagem, consolidando um cenário confortável neste momento da disputa.
INTENÇÃO ESTIMULADA PARA O SENADO
Pré-candidato Percentual
Eduardo Gomes 35,0%
Alexandre Guimarães 21,5%
Irajá Abreu 21,5%
Carlos Gaguim 20,2%
Branco/Nulo 39,1%
NS/NR 44,3%
A OUTRA VAGA SEGUE EM ABERTO

Se por um lado o senador Eduardo Gomes aparece hoje em situação bastante confortável na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, a segunda vaga segue completamente aberta dentro do tabuleiro sucessório tocantinense.
Os números apresentados pela pesquisa Veritá mostram Alexandre Guimarães e Irajá Abreu empatados com 21,5% das intenções de voto, enquanto Carlos Gaguim aparece com 20,2%, demonstrando que todos permanecem competitivos dentro do jogo eleitoral, porém ainda distantes de qualquer consolidação definitiva.
O dado que mais chama atenção dos observadores políticos é o elevado número de eleitores indecisos. Segundo a pesquisa, 44,3% dos entrevistados responderam “não sabe/não respondeu”, enquanto outros 39,1% afirmaram intenção de votar branco ou nulo. Na prática, os números mostram que uma parcela gigantesca do eleitorado tocantinense ainda aguarda os próximos movimentos políticos antes de definir seu voto para o Senado.
Esse cenário mostra claramente que ainda existe espaço político para crescimento de outras candidaturas ao Senado e mantém completamente aberta a disputa pela segunda vaga.
Nos bastidores, lideranças avaliam que o tabuleiro sucessório permanece sujeito a mudanças importantes nos próximos meses, principalmente após as convenções partidárias e o início oficial das campanhas nas ruas.

Outro fator que começa a movimentar o cenário é o lançamento da pré-candidatura do ex-governador Mauro Carlesse ao Senado, anunciada recentemente em Gurupi. Aliados acreditam que Carlesse tentará utilizar sua influência política regional e sua base consolidada em determinadas regiões para buscar competitividade eleitoral.
Observadores políticos ponderam, no entanto, que ainda será necessário aguardar entre 50 e 60 dias para medir se sua entrada realmente terá impacto consistente na disputa.
Mesmo assim, nos bastidores já existe consenso de que ainda cabe mais uma candidatura forte dentro do jogo sucessório para o Senado.
Há mais de um mês, oficiais de justiça tentam cumprir uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal
Da Agência Brasil
Federal (STF), e intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a empresas da produtora artística responsável pelo filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, a obra Dark Horse.
Em 21 de março, o ministro Flávio Dino deu cinco dias para o parlamentar responder à denúncia da também deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Tabata acusa Frias de ter destinado ao menos R$ 2 milhões à organização não governamental (ONG) Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama.
Karina também está à frente de outras entidades e empresas, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, responsável por produzir o filme biográfico sobre Bolsonaro, previsto para estrear nos cinemas brasileiros em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições.
Segundo os autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, a oficial de Justiça Federal encarregada de intimar Frias esteve no gabinete do deputado, na Câmara dos Deputados, em Brasília, em ao menos três ocasiões entre março e abril. Em todas as vezes, foi atendida por assessores parlamentares que informaram que Frias estaria em São Paulo, em compromissos de campanha, e que não demonstraram “interesse em informar a agenda do parlamentar”.
Emendas
A denúncia apresentada por Tabata Amaral foi motivada por uma reportagem de dezembro de 2025, do site The Intercept Brasil. Segundo a publicação, a Academia Nacional de Cultura foi contemplada com R$ 2,6 milhões oriundos de emendas parlamentares destinadas por deputados federais filiados ao Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Bolsonaro. Além de Frias, são citados os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon.
A partir da reportagem, Tabata sugere a formação de um grupo econômico composto por diferentes empresas e entidades atuando sob um comando único. Ela defende que isso poderia dificultar a rastreabilidade da execução da verba pública e estar indiretamente financiando produções cinematográficas de cunho ideológico.
Também intimados por Dino, Bia e Pollon entregaram ao ministro seus esclarecimentos dentro do prazo estipulado. O deputado admitiu ter destinado R$ 1 milhão para a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo viabilizar, por intermédio da Go Up Entertainment, “a produção da série documental intitulada Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”.
Contudo, segundo o deputado, devido à “incapacidade da entidade beneficiária de cumprir requisito técnico essencial”, o projeto não avançou e ele redirecionou os recursos para a área da saúde,
“especificamente em favor do Hospital de Amor de Barretos” (SP).
“A inexistência de execução afasta, por completo, qualquer hipótese de desvio de finalidade ou irregularidade material na aplicação de recursos públicos”, sustenta Pollon.
Decisão política
Bia Kicis também admitiu ter destinado R$ 150 mil em recursos públicos para a realização da série Heróis Nacionais, citada por Pollon. E, assim como o deputado, pondera que a indicação não foi executada
A deputada classifica a petição de Tabata Amaral como “maldosa” por, “indevidamente”, associar sua emenda “a supostas irregularidades e desvios de finalidade”, não havendo “qualquer conexão entre a emenda [parlamentar] e a obra cinematográfica Dark Horse”.
“A tentativa de realizar uma amálgama entre projetos distintos, apenas por envolverem a mesma produtora ou temas de espectro conservador, constitui um erro metodológico e jurídico grave”, argumenta a deputada.
Bia Kicis refuta a "leviana alegação” de que ajudou a custear, com dinheiro público, um filme sobre Jair Bolsonaro.
“A despeito da tentativa de criminalizar a indicação orçamentária realizada por esta parlamentar, é fundamental que este Supremo Tribunal Federal analise o mérito social e econômico do projeto beneficiado, o qual reflete o compromisso deste mandato com a promoção da cultura e da história nacional brasileira”, alega a deputada, reconhecendo que, com sua emenda, além de fomentar o setor audiovisual, tomou “uma decisão política pautada pela potencialidade de geração de valor para a sociedade, especialmente no campo da educação e da economia criativa”.
Provocada pelo ministro Flávio Dino, a Advocacia da Câmara dos Deputados atestou que, do ponto de vista processual, não identificou irregularidades nas duas emendas de Mario Frias – as únicas que Tabata Amaral elencou em sua representação.
Master
Nesta quarta-feira (13), reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil revelou que o senador Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro que destinasse cerca de R$ 134 milhões para custear o filme Dark Horse. Deste total, Vorcaro teria liberado ao menos R$ 61 milhões.
Áudios divulgados revelam que o senador e o banqueiro trocaram mensagens sobre a necessidade de aporte financeiro para o filme às vésperas de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero. Deflagrada em novembro de 2025, a operação aprofunda as investigações de supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes nas negociações entre os bancos Master e de Brasília (BRB).
Em um dos áudios, Flávio menciona a importância do filme e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.
“Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, diz o senador, em áudio.
Superprodução
Roteirista e produtor executivo do filme, o deputado Mário Frias afirmou, nesta quarta-feira (13), que o senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer participação societária no filme ou na produtora Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama. Segundo Frias, a obra não recebeu “nem um único centavo” do Banco Master ou de Vorcaro.
“E ainda que houvesse [recebido], não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco”, sustentou Frias.
Ele foi secretário especial de cultura (2020/2022) da gestão de Jair Bolsonaro.
Na mesma nota, Frias tenta justificar os custos da produção – superiores, por exemplo, aos valores do filme Ainda Estou Aqui, ganhador do Oscar de Melhor Filme Internacional, em 2025, que totalizaram R$ 45 milhões.
“Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido”, acrescentou Frias.
A posição no ranking demonstra uma evolução consistente na agenda ambiental e reforça a importância da atuação integrada entre planejamento, gestão, fiscalização, licenciamento, monitoramento e conservação dos recursos naturais
Da Assessoria da Semarh
O Tocantins alcançou a 1ª posição entre os estados brasileiros que mais evoluíram na dimensão de Sustentabilidade Ambiental nos últimos três anos. O resultado foi divulgado em recorte do Ranking de Competitividade dos Estados – Especial Eleições, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), no dia 06 de maio, considerando o período de 2023 a 2025 e oito indicadores vinculados ao pilar ambiental.
O desempenho coloca o Estado em destaque nacional e evidencia o avanço das políticas públicas ambientais desenvolvidas pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e de demais órgãos.
A posição no ranking demonstra uma evolução consistente na agenda ambiental e reforça a importância da atuação integrada entre planejamento, gestão, fiscalização, licenciamento, monitoramento e conservação dos recursos naturais.
O Ranking de Competitividade dos Estados é uma ferramenta de avaliação da gestão pública estadual. Segundo o relatório, o estudo foi concebido pelo CLP, em sua estrutura atual, permite identificar pontos fortes e desafios das unidades da federação em dez pilares temáticos, entre eles Sustentabilidade Ambiental, Infraestrutura, Educação, Segurança Pública, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Potencial de Mercado e Inovação.

No pilar ambiental, o ranking considera indicadores associados a temas como emissões, desmatamento, saneamento, resíduos sólidos, recursos hídricos e gestão ambiental. Esses dados ajudam a medir a capacidade dos estados de avançar em políticas públicas que conciliem desenvolvimento econômico, proteção ambiental e qualidade de vida para a população.
No Tocantins, o resultado dialoga com ações voltadas ao fortalecimento da gestão ambiental, à proteção dos recursos hídricos, ao combate a ilícitos ambientais, à regularização de atividades produtivas e ao uso de informações técnicas para orientar decisões públicas.
A atuação conjunta da Semarh e do Naturatins contribui para ampliar a eficiência das políticas ambientais e fortalecer a segurança jurídica para o desenvolvimento sustentável.
O destaque nacional também ganha relevância diante da vocação produtiva do Tocantins. Em um estado com forte presença do setor agropecuário, a evolução em sustentabilidade ambiental reforça a importância de políticas que aproximem produção, conservação e responsabilidade no uso dos recursos naturais.
A agenda ambiental, nesse contexto, contribui para um ambiente mais favorável ao crescimento econômico com equilíbrio ambiental.
Segundo o secretário Marcello Lelis, este resultado, reforça o compromisso do Governo do Tocantins em seguir avançando em políticas públicas ambientais baseadas em dados, integração institucional e resultados verificáveis.
“A liderança da posição entre os estados brasileiros que mais evoluíram na dimensão de Sustentabilidade Ambiental, sinaliza que o Estado vem ampliando sua capacidade de gestão e consolidando uma agenda que busca unir desenvolvimento, preservação ambiental e benefícios concretos para a sociedade tocantinense, avaliou Marcello Lelis.
Programa prevê incentivo fiscal para empresas do setor, mudanças no Banco do Povo e investimentos em feiras e comércio popular
Por Jéssica Sá
Com a proximidade do aniversário de 37 anos da Capital, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, anunciou, nesta quinta-feira, 14, durante a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) 2026, pacote de medidas voltado ao agronegócio, ao empreendedorismo e ao comércio popular da Capital. Entre os principais atos está o lançamento do Programa Palmas para o Agro, que prevê redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para 2% em serviços ligados ao setor agropecuário e incentivos para atrair empresas e ampliar operações já instaladas no Município.
A proposta busca fortalecer Palmas como polo regional de serviços, logística e suporte ao agro, além de reduzir a migração fiscal de empresas para municípios vizinhos. “Palmas precisa dar um passo para se tornar mais competitiva e acolhedora para quem produz, investe e gera emprego. Estamos reduzindo a carga tributária porque entendemos que crescimento econômico se constrói com incentivo, atração de empresas e fortalecimento da cadeia de serviços ligada ao agro”, afirmou o prefeito Eduardo Siqueira Campos.
Banco do Povo
A agenda incluiu ainda o decreto de desburocratização do Banco do Povo, com flexibilização de exigências para acesso ao microcrédito, especialmente para pequenos empreendedores, trabalhadores autônomos, Microempreendedor Individual (MEI) e empresas recém-abertas.
Comércio popular

Durante a programação, também foram assinadas as ordens de serviço para revitalização das Feiras da Arno 33 (307 Norte) e Arno 61 (503 Norte) e para reforma completa do Centro de Comércio Popular (Cecop), conhecido como camelódromo. As intervenções preveem melhorias estruturais, reorganização dos espaços e adequações voltadas ao uso comercial e comunitário. Cerca de 200 feirantes serão beneficiados.
“Estamos atuando em várias frentes ao mesmo tempo: reduzindo burocracia, facilitando acesso ao crédito, melhorando a estrutura das feiras e do comércio popular e criando incentivos para atrair e manter empresas ligadas ao agro em Palmas”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello.
Polo Agroindustrial
Outro ato foi a assinatura da ordem de serviço para construção do Polo Agroindustrial Sustentável de Palmas, próximo ao distrito de Buritirana. A estrutura será executada em sistema modular com painéis isotérmicos e integra a estratégia da gestão de fortalecimento da produção, industrialização e logística do setor agropecuário na Capital.
O secretário municipal de Agricultura e Região Metropolitana, Jaime Café, destacou que as medidas anunciadas reforçam o papel de Palmas no desenvolvimento do agro no Tocantins. “Esse é um movimento pensado para fortalecer toda a cadeia produtiva, da agricultura familiar às empresas que prestam serviço para o agro. Palmas tem localização estratégica e capacidade de crescer ainda mais como referência regional no setor”, afirmou.
Nas escolas
A programação incluiu ainda a assinatura do contrato da agricultura familiar para abastecimento da alimentação escolar da rede municipal. O investimento previsto é de R$ 3,8 milhões e deve beneficiar cerca de 240 famílias de pequenos produtores rurais.
Bloqueio e controle vetorial seguem concentrados em regiões prioritárias, com foco no Jardim Taquari, que registra o maior número de notificações
Por Rodrigo Marques
A Secretaria Municipal da Saúde (Semus) dará continuidade, na segunda e terça-feira, 18 e 19, às ações de bloqueio de transmissão das arboviroses urbanas em Palmas, com aplicação espacial de inseticida utilizando equipamentos costais motorizados em áreas prioritárias da Capital. A medida integra o conjunto de estratégias adotadas diante do aumento de casos notificados no município, especialmente no Jardim Taquari, que atualmente concentra o maior número de casos suspeitos registrados.
A técnica utilizada consiste na dispersão de inseticidas em concentrações muito baixas, por meio de gotas finas, com o objetivo de combater mosquitos adultos, especialmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações seguem concentradas, principalmente, nas quadras consideradas prioritárias devido à maior concentração de casos suspeitos.
Como parte da resposta imediata ao cenário epidemiológico, equipes da Coordenação Técnica de Vigilância e Controle Vetorial realizaram mutirões de visitas domiciliares entre os dias 27 e 30 de abril de 2026, abrangendo todo o território do setor. Durante as ações, foram executadas atividades de eliminação mecânica de criadouros do mosquito, tratamento focal em depósitos com potencial de proliferação do vetor e orientações educativas junto à população sobre medidas preventivas e participação comunitária no enfrentamento às arboviroses.
Além disso, entre segunda e quarta-feira, 11 e 13, também foram realizadas ações de bloqueio de transmissão com aplicação espacial de inseticida em áreas estratégicas da região.
Segundo a bióloga da Vigilância e Controle Vetorial, Renata Braga, o trabalho integrado entre poder público e comunidade é fundamental para conter o avanço das arboviroses. “Mesmo com a intensificação das ações pelas equipes de saúde, é essencial que a população também faça sua parte, eliminando recipientes que possam acumular água parada dentro das residências e quintais. O combate ao mosquito depende diretamente dessa atuação conjunta”, destacou.
ALguns minutos podem ajudar no combate ao mosquito
Renata ainda ressalta que medidas simples realizadas dentro de casa podem contribuir significativamente para a prevenção das arboviroses urbanas. “Com apenas alguns minutos por semana, a população pode eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti”.
Entre as principais orientações estão manter caixas d’água tampadas, evitar o acúmulo de água em recipientes, limpar calhas, descartar corretamente materiais inservíveis e realizar inspeções frequentes em quintais e áreas externas das residências. “O combate ao mosquito depende da atuação conjunta entre poder público e comunidade, já que a maior parte dos focos do vetor é encontrada dentro dos próprios imóveis residenciais”, ressaltou.