Uberização do trabalho, Lei da Dosimetria e mudanças na Lei de Improbidade devem ficar para depois de julho
Por Gabriela Coelho
Os principais julgamentos aguardados no STF (Supremo Tribunal Federal) para o ano devem ser empurrados para o segundo semestre em razão do recesso do Judiciário, que começa em julho.
Entre os processos que devem voltar à pauta da Corte só em agosto estão a ação sobre o vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos, conhecida como “uberização” do trabalho, as ações que questionam a chamada Lei da Dosimetria e a conclusão do julgamento sobre as mudanças na Lei de Improbidade Administrativa.
Outro processo é o que vai definir como será escolhido o governador-tampão do Rio de Janeiro até o fim de 2026.
Além do Supremo, o segundo semestre também reserva decisões importantes no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O STJ deve julgar em agosto o processo administrativo contra o ministro afastado Marco Buzzi, investigado por assédio e importunação sexual. Já a Justiça Eleitoral concentrará esforços na organização das eleições de outubro.
Durante o recesso do STF, as sessões de julgamento são suspensas e os prazos processuais ficam interrompidos. A Corte permanece em funcionamento apenas em regime de plantão para analisar habeas corpus, liminares e outros pedidos considerados urgentes.
Uberização
Entre os processos de maior impacto está a discussão sobre o vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais. O julgamento foi retirado da pauta em junho e deverá ser retomado apenas no segundo semestre.
Como o processo tem repercussão geral, a tese que vier a ser fixada pelo STF servirá de orientação obrigatória para todas as instâncias do Judiciário em ações semelhantes.
O adiamento ocorreu após pedidos do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da DPU (Defensoria Pública da União).
Os órgãos solicitaram mais prazo para apresentar aos ministros um fato novo: a aprovação, em 12 de junho, de uma convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que estabelece parâmetros globais para o trabalho mediado por plataformas digitais.
Lei da Dosimetria
Outro tema previsto para voltar à pauta em agosto é a análise das ações que questionam a chamada Lei da Dosimetria, norma que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado.
A legislação foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, mas acabou integralmente vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Posteriormente, o Congresso Nacional derrubou o veto e promulgou a lei.
No início de maio, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da lei até que o Supremo analise se ela é compatível com a Constituição.
Lei de Improbidade
Os ministros também devem retomar o julgamento sobre a nova Lei de Improbidade Administrativa, que estabelece regras para a responsabilização de agentes públicos por atos de corrupção e má gestão.
Embora o Supremo já tenha definido pontos importantes da legislação, como o de que atos de improbidade ocorrem somente na forma dolosa, ou seja, quando o agente público tem a intenção de cometer o delito, a análise foi interrompida novamente e ainda não há uma decisão definitiva sobre todos os temas discutidos no processo.
Governador-tampão no RJ
A análise pelo STF de como será a escolha de um governador-tampão para o RJ está paralisada desde abril, quando o ministro Flávio Dino pediu vista (mais tempo para examinar o caso).
A Corte precisa decidir se o mandato-tampão será definido diretamente pela população ou escolhido de forma indireta pelos deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Antes da interrupção do julgamento pelo pedido de vista de Dino, o placar no plenário do STF estava em 4 a 1 a favor da realização de eleições indiretas.
Cristiano Zanin foi o único a se colocar a favor do voto popular, enquanto Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia defenderam que os deputados estaduais escolham o governador-tampão.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Araguaína vive um momento singular de sua história política, econômica e social. Em poucos dias, a cidade testemunhou anúncios de grandes obras, investimentos em infraestrutura, inaugurações na educação, movimentações eleitorais e decisões políticas que podem influenciar diretamente a sucessão estadual de 2026.
Não se trata apenas de fatos isolados.
O Observatório Político de O Paralelo 13 avalia que Araguaína, segunda maior cidade do Tocantins, consolidou-se definitivamente como o principal polo econômico do Norte do Estado e como um dos principais centros de decisão política do processo sucessório.
Com aproximadamente 124 mil eleitores e uma população estimada em cerca de 190 mil habitantes, o município tornou-se um dos maiores colégios eleitorais da Região Norte e peça estratégica para qualquer projeto político estadual.
UMA CIDADE QUE NÃO PARA DE CRESCER

Nos últimos anos, Araguaína consolidou indicadores econômicos e sociais que a colocam em posição de destaque no Tocantins. O agronegócio, o comércio, os serviços, a construção civil e o setor educacional impulsionam o desenvolvimento do município.
A cidade atrai investimentos privados, amplia sua malha urbana e fortalece sua posição como polo regional, recebendo diariamente milhares de pessoas vindas do Bico do Papagaio, sul do Pará e Maranhão.
Não por acaso, Araguaína se tornou um dos principais destinos de investimentos públicos estaduais e federais.
LUZ DO TOCANTINS: UM SONHO QUE VIRA REALIDADE

Talvez nenhuma obra represente tão bem o caráter social da atual gestão municipal quanto o Centro de Educação Infantil de Tempo Integral e Noturno Luz do Tocantins.
A unidade, que será inaugurada em julho, nasce de uma demanda antiga das famílias araguainenses, especialmente das mães solo que precisam trabalhar ou estudar no período noturno.
A creche atenderá cerca de mil crianças e será a primeira do Tocantins a funcionar em período integral e noturno, oferecendo também suporte nas áreas de assistência social e saúde.
O projeto recebeu forte apoio da primeira-dama Ana Paula Rodrigues, que abraçou pessoalmente a proposta após ouvir os relatos de diversas mães da cidade.
Mais do que uma obra física, a creche representa uma política pública voltada à inclusão social, à proteção da infância e ao fortalecimento da autonomia das mulheres.
ANA PAULA RODRIGUES E A FACE SOCIAL DA GESTÃO
Se Wagner Rodrigues se consolidou como um gestor reconhecido pelas obras e investimentos, a primeira-dama Ana Paula Rodrigues tornou-se uma das principais referências das ações sociais desenvolvidas em Araguaína.
Discreta no ambiente político-partidário, mas extremamente presente nas pautas sociais do município, Ana Paula construiu uma relação de proximidade com famílias em situação de vulnerabilidade, mães, crianças e entidades assistenciais.
Sua atuação vai além do papel institucional. A primeira-dama, de forma voluntária, acompanha projetos sociais, participa das ações de assistência e mantém diálogo permanente com os setores mais sensíveis da sociedade araguainense.
A Creche Luz do Tocantins talvez seja o maior símbolo desse trabalho. O projeto nasceu da escuta de mães solo que precisavam trabalhar ou estudar à noite e não tinham onde deixar seus filhos.
Em Araguaína, Ana Paula passou a representar o olhar humano da gestão municipal, tornando-se um elo entre a administração pública e a população que mais necessita da presença do poder público.
WAGNER RODRIGUES E A GESTÃO DAS ENTREGAS

Com índices de aprovação que, segundo levantamentos internos e pesquisas de consumo político, ultrapassam os 80%, o prefeito Wagner Rodrigues chega ao segundo mandato em posição privilegiada.
A administração municipal acumulou obras de infraestrutura, investimentos em saúde, educação e mobilidade urbana.
Mas o diferencial da gestão parece estar na capacidade de estabelecer parcerias.
Ao longo dos últimos anos, Wagner construiu pontes políticas com a bancada federal e, principalmente, com os três senadores do Tocantins: Professora Dorinha, Eduardo Gomes e Irajá.
Essa articulação permitiu a chegada de recursos que ajudaram a financiar importantes investimentos no município.
O resultado aparece nas ruas.
Araguaína vive um dos períodos de maior volume de obras públicas de sua história recente.
WANDERLEI ASSINA ORDEM DE SERVIÇO HISTÓRICA
Na última sexta-feira, o governador Wanderlei Barbosa assinou a ordem de serviço para a duplicação da TO-222.
O investimento de R$ 62,8 milhões atende a uma das mais antigas reivindicações da população araguainense.
A rodovia liga Araguaína ao Distrito Novo Horizonte e registra intenso fluxo diário de veículos.
A obra contempla 13 quilômetros de duplicação, restauração e pavimentação.
A importância econômica da TO-222 vai além da mobilidade urbana.
Ela atende produtores rurais, transportadores, trabalhadores e estudantes, além de fortalecer o escoamento da produção agropecuária da região norte.
Ao entregar essa obra, Wanderlei Barbosa reforça sua presença política em Araguaína e amplia sua participação no processo sucessório estadual.
WANDERLEI PENSA NA SUCESSÃO
Poucos governadores chegaram ao último ano de mandato com índices de aprovação semelhantes aos de Wanderlei Barbosa.
Politicamente, o governador possuía condições de disputar o Senado com grande competitividade.
Pesquisas de intenção de votos mostraram que Wanderlei liderava diversos cenários caso optasse por uma candidatura senatorial.
Entretanto, a decisão foi outra.
Wanderlei optou por permanecer no governo até o último dia do mandato.
A escolha possui significado político.
Seu objetivo é concluir as obras, entregar investimentos e transferir seu legado administrativo para uma aliada política.
Nesse contexto, a senadora Professora Dorinha Seabra surge como a principal herdeira política do atual governo.
Com experiência legislativa, trânsito em Brasília e forte articulação institucional, Dorinha representa a continuidade administrativa defendida pelo Palácio Araguaia.
A CORRIDA PELO SENADO PASSA POR ARAGUAÍNA

Araguaína será decisiva na disputa pelas duas vagas ao Senado. O município reúne candidaturas locais e candidatos apoiados pela gestão municipal. O ex-prefeito Ronaldo Dimas, uma das maiores lideranças políticas da cidade, pode ser um dos candidatos ao Senado mais votados da região norte.
Seu histórico administrativo, sua atuação técnica e o legado de suas gestões mantêm sua influência no eleitorado araguainense.
Do outro lado, o deputado federal Alexandre Guimarães também entra na disputa com forte base política na cidade e na região.
É importante destacar que o irmão do parlamentar, Israel Guimarães, ocupa a vice-prefeitura de Araguaína, demonstrando a capilaridade política do grupo no município.
Tanto Dimas quanto Alexandre possuem raízes profundas em Araguaína. Ambos conhecem o eleitorado local. Ambos disputarão espaço em um dos colégios eleitorais mais estratégicos do Tocantins.
ELI BORGES ENTRA DEFINITIVAMENTE NA DISPUTA
O lançamento da pré-candidatura do deputado federal Eli Borges ao Senado, realizado em Araguaína, demonstrou que o projeto do Republicanos para 2026 começa a ganhar musculatura política. O evento reuniu lideranças de diversas regiões do Estado e contou com as presenças do governador Wanderlei Barbosa e da senadora Professora Dorinha Seabra, evidenciando a sintonia entre as principais lideranças da base governista. Durante o encontro, Wanderlei fez questão de afirmar que a candidatura de Eli Borges representa um projeto prioritário do Republicanos e integra a construção política liderada pelo partido no Tocantins. Já a senadora Dorinha destacou a parceria construída ao longo dos mandatos na Câmara dos Deputados e ressaltou a importância de ampliar a representação tocantinense em Brasília. A presença conjunta do governador e da pré-candidata ao governo conferiu densidade política ao ato e sinalizou que Eli Borges passa a ocupar posição relevante na disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026.
O APOIO DE WAGNER VALE OURO

Senador Iraja

Senadores Dorina e Eduardo Gomes , são apoiados pelo prefeito Wagner
No atual cenário político, a capacidade de transferência de votos tornou-se um ativo raro. E poucos gestores municipais possuem hoje o capital político do prefeito Wagner Rodrigues.
Com aprovação elevada, forte presença popular e ampla rede de alianças, Wagner poderá desempenhar papel decisivo na disputa estadual.
O prefeito já sinalizou apoio à candidatura da senadora Professora Dorinha ao Governo do Estado e às candidaturas de Eduardo Gomes e Irajá ao Senado.
Após as convenções partidárias, a expectativa é que Wagner reúna empresários, lideranças do agronegócio, representantes da sociedade civil e aliados políticos para apresentar oficialmente seu projeto eleitoral.
Sua influência política poderá ser determinante para a consolidação dessas candidaturas em Araguaína.
ARAGUAÍNA COMO CENTRO DAS DECISÕES
O processo sucessório de 2026 passa necessariamente por Araguaína. A cidade reúne força econômica, liderança política, grande eleitorado e capacidade de influência regional. As entregas da gestão municipal. Os investimentos do governo estadual. As articulações da bancada federal. As disputas ao Senado. As alianças para o Governo. Tudo converge para o município.
Araguaína deixou de ser apenas um importante colégio eleitoral. Transformou-se em um dos principais centros de gravidade da política tocantinense. E, como costuma dizer o Observatório Político de O Paralelo 13, quem quiser compreender a sucessão estadual de 2026 precisa, obrigatoriamente, olhar para Araguaína.
URGENTE

O Observatório Político de O Paralelo 13, analisando o atual quadro sucessório e o universo de aproximadamente 1,2 milhão de eleitores tocantinenses, arrisca uma avaliação que poderá se confirmar nas urnas de outubro.
Com a possibilidade de nove a onze candidaturas competitivas disputando as duas vagas ao Senado, o cenário aponta para uma das eleições mais pulverizadas da história política do Tocantins.
Diante desse quadro, o candidato ou candidata que alcançar entre 160 mil e 180 mil votos poderá conquistar uma das vagas ao Senado da República para um mandato de oito anos.
A matemática eleitoral mostra que a fragmentação dos votos tende a reduzir o número necessário para a vitória. Em outras palavras, a disputa não será vencida apenas pelo maior volume de estrutura política, mas pela capacidade de consolidar bases regionais, manter alianças e evitar dispersão eleitoral.
A partir do dia 6 de julho até o período das convenções partidárias, muita coisa ainda poderá acontecer.
Alianças poderão ser refeitas. Candidaturas poderão surgir, outras poderão desaparecer. Prefeitos, vereadores, lideranças religiosas, empresariais e políticas ainda deverão reposicionar seus apoios.
No Tocantins, o jogo sucessório está apenas começando.
E, como ensina a experiência política do Estado, eleição não se ganha em junho, nem se perde em julho.
As urnas continuam abertas.
E nós continuamos de olho.
Encontro acontece em meio às comemorações de 30 anos da Associação Cultural Nipo-Brasileira do Tocantins
Por Hugo Gross
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, recebeu, neste sábado, 27, o embaixador do Japão no Brasil, Noguchi Yasushi. A agenda institucional reforça o diálogo diplomático entre o município e o governo japonês. A visita ocorre no marco das comemorações de 30 anos da Associação Cultural Nipo-Brasileira do Tocantins (ACNBT), evento que reúne autoridades, lideranças do setor produtivo e membros da comunidade japonesa na Capital.
O encontro tem como objetivo principal a apresentação das competências estratégicas de Palmas, além de confirmar a influência e propósito da gestão em consolidar parcerias que estimulem o desenvolvimento socioeconômico local.
“A visita do embaixador fortalece ainda mais os laços históricos de amizade entre os povos japoneses e tocantinenses, além de oportunizar parcerias em áreas estratégicas com infraestrutura, inovação, sustentabilidade, bioeconomia, cidades inteligentes, agricultura de baixo carbono e preservação ambiental. Juntos, podemos avançar no desenvolvimento científico, econômico e cultural em benefício dos nossos povos e das futuras gerações”, declarou Eduardo Siqueira.
À noite, Yasushi encerra a agenda no Festival Gastronômico da ACNBT. Aberta à comunidade, a celebração reconhece a trajetória da cultura japonesa e sua contribuição histórica no desenvolvimento do Estado.
Decreto publicado no Diário Oficial oficializa o uso de dois lotes de 1.800 m² pela SSP; estrutura deve reunir unidades da Polícia Civil que atendem 17 municípios do sul do estado
Por Rozeane Feitosa
O Governo do Tocantins oficializou mais uma etapa para a implantação do Complexo de Delegacias da Polícia Civil de Gurupi. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, 26, por meio de decreto que destina ao uso especial da Secretaria da Segurança Pública (SSP/TO) os imóveis onde será construída a nova estrutura da Polícia Civil no município.
A área é composta por dois lotes localizados no Setor União V, em Gurupi, totalizando 1.800 metros quadrados. Os imóveis haviam sido doados pela Prefeitura de Gurupi em 2024 e passam, agora, a integrar oficialmente o patrimônio destinado à SSP para execução do projeto da Cidade da Polícia Civil.
A oficialização da destinação representa a conclusão de um processo de regularização fundiária. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, foram cumpridas todas as etapas administrativas e jurídicas necessárias, incluindo análises da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Casa Civil e os procedimentos cartorários, para que os imóveis fossem registrados em nome da Secretaria da Segurança Pública no Cartório de Registro de Imóveis de Gurupi. Somente após essa regularização tornou-se possível avançar para a elaboração e execução dos projetos de construção da nova estrutura.
O futuro complexo atenderá às demandas da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil (7ª DRPC), responsável pelo atendimento de 17 municípios da região sul do Estado. A proposta é reunir, em uma única estrutura, delegacias e serviços especializados da Polícia Civil, promovendo maior integração operacional, fortalecimento das atividades investigativas e otimização dos recursos públicos.
Além da área destinada à construção do Complexo de Delegacias, a Secretaria da Segurança Pública também recebeu a doação do prédio onde funcionava o antigo Fórum de Gurupi. Os dois imóveis terão finalidades distintas dentro do projeto de reestruturação da Polícia Civil no município.
No terreno localizado no Setor União V será construída a Central de Flagrantes, além das divisões especializadas, como a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), setores de apoio da Polícia Civil e um espaço destinado à Academia de Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública também estuda implantar no local o Centro Integrado de Comando e Controle (CIC), ampliando a capacidade de monitoramento e coordenação das ações de segurança pública na região.
Já o prédio do antigo Fórum será adaptado para abrigar a 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil (7ª DRPC), as delegacias distritais, auditório, salas administrativas e demais setores de apoio, além da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), concentrando serviços atualmente distribuídos em diferentes endereços.
De acordo com a SSP/TO, já há recursos reservados para a execução das primeiras intervenções no terreno destinado ao complexo, entre elas a construção do muro da área, etapa que antecede o início das demais obras.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Luciano Cruz, a destinação oficial da área representa uma etapa necessária para viabilizar a implantação do complexo e encerra um longo processo burocrático de regularização dos imóveis. "Desde a doação dos lotes, trabalhamos por mais de dois anos exclusivamente na regularização fundiária da área, cumprindo todas as etapas legais junto à Procuradoria-Geral do Estado, Casa Civil e demais órgãos competentes.
Com a conclusão desse processo e o registro dos imóveis em nome da Secretaria da Segurança Pública, passamos a ter segurança jurídica para desenvolver os projetos e iniciar a implantação da nova estrutura. Agora avançamos para a concretização de um complexo que permitirá concentrar os serviços da Polícia Civil em um único local, oferecendo melhores condições de trabalho às equipes e ampliando a capacidade de atendimento à população", afirmou.
O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, ressaltou que a conclusão da regularização representa um marco para o andamento do projeto. "Esse é um passo importante para que Gurupi tenha uma sede planejada para atender às demandas da Polícia Civil.
Durante os últimos anos foi necessário vencer todas as etapas de regularização fundiária para que a área fosse oficialmente incorporada ao patrimônio da Secretaria da Segurança Pública. Com essa etapa concluída, temos as condições necessárias para dar sequência ao projeto, reunindo em uma estrutura moderna as unidades atualmente dispersas e proporcionando melhores condições de trabalho aos policiais e de atendimento aos cidadãos", declarou.
Atualmente, as unidades da Polícia Civil em Gurupi funcionam em imóvel alugado. Com a implantação da nova sede, a instituição passará a contar com uma estrutura própria, moderna e adequada às necessidades operacionais e administrativas da corporação, proporcionando melhores condições de trabalho aos servidores e maior eficiência no atendimento prestado à população.
A oficialização da destinação da área representa mais um avanço da gestão estadual no fortalecimento da segurança pública e na ampliação da estrutura da Polícia Civil do Tocantins, consolidando investimentos voltados à modernização dos serviços e ao fortalecimento da atuação institucional em todas as regiões do Estado.
Cidade da Polícia Civil
A SSP/TO recebeu o projeto do complexo da Cidade da Polícia Civil no último dia 22 deste mês. A proposta, apresentada pelo secretário Luciano Cruz, prevê a criação de um complexo integrado de segurança pública em Gurupi, utilizando tanto o prédio do antigo Fórum quanto a nova área destinada pelo Governo do Estado.
No antigo Fórum funcionarão a Delegacia Regional de Gurupi, as delegacias distritais, auditório e setores administrativos. Já na nova área serão instaladas a Central de Flagrantes, as divisões especializadas, espaço para a Academia de Polícia Civil e, futuramente, poderá ser implantado o Centro Integrado de Comando e Controle (CIC), atualmente em fase de estudos pela Secretaria da Segurança Pública.
Entre as unidades previstas para compor a Cidade da Polícia Civil estão a Delegacia Regional de Gurupi, a 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (8ª DEIC), a 4ª Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Menor Potencial Ofensivo (4ª DEIMPO), a 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP), a 9ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (9ª DEAMV), além da 86ª, 87ª, 88ª e 89ª Delegacias de Polícia e a 12ª Central de Atendimento da Polícia Civil (CAPC).
No boletim anterior, divulgado na sexta (26), autoridades falaram em 920 mortos e 4.300 feridos
COM A FOLHAPRESS
O número de mortos devido aos terremotos que devastaram a Venezuela chegou a 1.430, afirmou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da líder interina Delcy Rodríguez. Segundo esse novo balanço, há pelo menos 3.248 feridos e 3.142 pessoas desabrigadas.
O ritmo das atualizações tem sido irregular, e os comunicados vêm de diferentes autoridades do regime.
No boletim anterior, divulgado na sexta (26), autoridades falaram em 920 mortos e 4.300 feridos este segundo número havia sido divulgado pelo ministro da Saúde venezuelano. À medida que socorristas trabalham nos prédios destruídos, espera-se que a quantidade de vítimas siga aumentando.
O regime restringiu na noite de sexta o acesso ao estado de La Guaira, região costeira que foi a mais atingida e ficou parecendo uma zona de guerra devido à extensão dos danos.
A notícia foi dada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que era um aliado próximo do ditador deposto Nicolás Maduro e supervisionava o aparato de repressão do chavismo. Ele disse que a decisão atende a pedidos de moradores de La Guaira e busca evitar que o fluxo de pessoas dificulte o trabalho das equipes de salvamento. Segundo ele, motociclistas voluntários receberão coletes de identificação e serão designados para funções específicas. Apenas pessoas com tarefas previamente definidas poderão entrar no estado.
A oposição venezuelana compartilhou sites criados para registrar desaparecidos o número seria de 56 mil pessoas com paradeiro desconhecido. Segundo estimativa do chefe de ajuda humanitária da ONU, há mais de 50 mil desaparecidos.
Socorristas têm trabalhado para resgatar pessoas presas em escombros. A agência de notícias Reuters ouviu moradores reclamarem que a ajuda oficial tarda a chegar nos lugares mais afetados. A população civil montou uma rede de ajuda para enviar suprimentos e auxiliar nas buscas.
O governo do Brasil confirmou dois cidadãos brasileiros entre os mortos, sem entrar em detalhes a respeito de suas identidades. A modelo Vanessa Zacarias da Silva, 44, é uma das duas vítimas, segundo informações compartilhadas por familiares.
O serviço geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou pelo menos 10 mil mortos após os tremores o número faz parte de uma escala técnica segundo a qual há 42% de chances de que o número total de óbitos fique entre 10 mil e 100 mil.
Equipes de Chile, México, El Salvador, Suíça e Brasil também já desembarcaram no país com socorristas e suprimentos. O regime informou neste sábado (27) que 1.600 integrantes de equipes de resgate estrangeiras chegaram para ajudar nas buscas ao menos outras 25 aeronaves com ajuda são esperadas nas próximas horas.
Os órgãos de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar sobreviventes. Esse tempo pode ser estendido caso as vítimas consigam ter acesso a alimentos e água.
“Cada pessoa salva é um milagre”, disse Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez. “Não vamos esconder absolutamente nada sobre a magnitude desta tragédia.”
Delcy afirmou em um pronunciamento na televisão estatal durante a noite de sexta que mais dez países ainda devem se juntar aos esforços de resgate e que 14 mil militares e policiais estão em La Guaira para patrulhar a área e adotar medidas sanitárias.
O regime venezuelano confirmou na sexta que ao menos 250 prédios foram danificados ou destruídos, incluindo oito hospitais e a embaixada da França em Caracas. A ONU estima que cerca de 7 milhões de pessoas, cerca de 25% da população da Venezuela, tenha sido afetada de alguma forma pelo desastre.
As Forças Armadas venezuelanas estão montando hospitais de campanha na região de La Guaira conforme anunciado em comunicado oficial e terão capacidade para realizar cirurgias de emergência.
Ainda na quinta, uma equipe da Reuters na cidade viu um comboio militar perto do estádio local realizando operações de ajuda humanitária.
O governo brasileiro, que já havia anunciado o envio de dois aviões da Força Aérea com equipes e materiais de ajuda humanitária, informou que enviará neste sábado uma terceira aeronave “com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha”. Segundo o comunicado, “ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela”.