Medida fortalece o controle sanitário do rebanho tocantinense e marca avanço na implantação do sistema de identificação individual dos animais no Estado

 

 

Por Dinalva Martins

 

 

O Governo do Tocantins deu mais um passo rumo à modernização da pecuária estadual ao realizar, na quinta-feira, 14, a primeira brincagem simbólica de identificação individual de um bovino durante a 26ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2026), no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas.

 

A ação foi conduzida pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e pela Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagro), e marca o início simbólico da implantação da rastreabilidade individual do rebanho bovino no Estado, medida considerada estratégica para ampliar a segurança sanitária, fortalecer o controle pecuário e abrir novos mercados nacionais e internacionais para a carne tocantinense.

 

Com um rebanho estimado em 11,7 milhões de animais distribuídos em cerca de 70 mil propriedades rurais e nove frigoríficos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), o Tocantins busca consolidar um modelo de produção alinhado às exigências do mercado global.

 

O ato marca o início simbólico da implantação da rastreabilidade individual do rebanho bovino no Estado

 

Durante o ato, o presidente da Adapec, Rodrigo Guerra, destacou que a rastreabilidade vem sendo construída de forma gradual e integrada entre instituições públicas e privadas. Segundo ele, o processo inclui capacitações técnicas, palestras, adequações nos sistemas e orientações aos produtores rurais. “Estamos dando um grande passo para conquistar novos mercados e fortalecer ainda mais a credibilidade dos produtos de origem animal produzidos no Tocantins”, afirmou.

 

O secretário da Seagro, Fred Sodré, ressaltou que a escolha da rastreabilidade como tema central da Agrotins 2026 reforça o compromisso do Governo do Estado com a evolução da pecuária. “Fizemos questão de trazer esse debate para a feira para que o produtor rural compreenda a importância de estarmos inseridos nesse processo, que amplia oportunidades comerciais no Brasil e no exterior. É um trabalho construído a várias mãos”, pontuou.

 

Rastreia-TO

 

A iniciativa ocorre após o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa instituir oficialmente o Programa Rastreia Tocantins (Rastreia-TO), na quarta-feira, 13, por meio do Decreto 7.164, voltado à implantação da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos no Estado, em consonância com o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

 

A medida deve fortalecer o monitoramento sanitário do rebanho, ampliar a transparência da cadeia produtiva e garantir maior confiabilidade aos mercados consumidores, em um cenário em que a rastreabilidade animal se torna cada vez mais exigida no comércio internacional.

 

Agrotins 2026

 

A feira é realizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e da Tocantins Parcerias, em parceria com empresas do agro, órgãos públicos e instituições de pesquisa e ensino.

 

 

Posted On Sexta, 15 Mai 2026 14:26 Escrito por O Paralelo 13

PF descreve ‘cooptação’ de estruturas do estado do Rio de Janeiro para beneficiar grupo econômico

 

 

Por Gabriela Coelho

 

 

A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que determinou busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, detalha uma investigação complexa.

 

A Polícia Federal descreve como “cooptação” de estruturas do Estado do Rio de Janeiro para beneficiar o grupo econômico liderado por Ricardo Magro (Refit/Manguinhos).

Segundo Moraes, “as medidas de busca e apreensão são imprescindíveis para as investigações, pois necessárias para evitar o desaparecimento das provas dos supostos crimes e possibilitar o esclarecimento dos fatos”.

 

“É patente a necessidade da decretação da prisão em face da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, bem como a ordem pública, em razão da probabilidade concreta de reiteração delituosa”, disse o ministro.

A Polícia Federal apura crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, sonegação fiscal e evasão de divisas.

 

O esquema central envolveria o uso de “contas de passagem” e fundos de investimento para ocultar a origem de recursos ilícitos e reinjetá-los no mercado.

O ex-governador foi alvo de busca e apreensão devido a indícios de que sua gestão teria atuado para favorecer a Refit. O documento cita:

 

A “Lei Ricardo Magro”: Refere-se à Lei Complementar nº 225/2025, que teria sido elaborada com dispositivos específicos para beneficiar a refinaria logo após uma interdição da unidade.

 

Influência Política: Suspeitas de que a cúpula do governo estadual facilitava as operações do grupo em troca de vantagens indevidas.

 

Apontado como o “controlador de fato” da Refit, Magro teve a prisão preventiva decretada. Como ele se encontra fora do país, o ministro determinou sua inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.

O grupo possui uma dívida ativa estimada em R$ 52 bilhões, e a investigação sugere que ele utilizava sua influência para evitar o pagamento desses débitos e prejudicar concorrentes.

 

O documento fundamenta o afastamento de funções públicas de figuras chave:

 

Judiciário: O desembargador Guaraci de Campos Vianna foi afastado por proferir decisões consideradas “teratológicas” (absurdas) que beneficiavam a refinaria, incluindo a liberação de valores vultosos sem o devido processo.

 

Fazenda (SEFAZ/RJ): A investigação aponta que a Secretaria de Fazenda teria se tornado um “apêndice” da empresa. Foram afastados o ex-secretário Juliano Pasqual e o subsecretário Adilson Zegur, sob suspeita de manipular fiscalizações e normas para proteger o grupo.

 

Além das prisões e buscas, o ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, bloqueio de bens e valores para garantir o ressarcimento aos cofres públicos e oitivas imediatas de todos os alvos das buscas para esclarecer a interação entre o setor público e o grupo empresarial.

 

 

 

Posted On Sexta, 15 Mai 2026 14:24 Escrito por O Paralelo 13

Vistoria do projeto TCE de Olho encontrou 37 irregularidades na unidade, incluindo precariedade na higiene e problemas estruturais

 

 

Da Assessoria

 

 

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) determinou que a Prefeitura de Natividade e a gestão municipal da saúde apresentem, em até cinco dias úteis, um plano de ação detalhado para corrigir uma série de graves problemas encontrados no Hospital Municipal de Pequeno Porte da cidade. Entre os achados mais preocupantes da vistoria realizada pelo projeto TCE de Olho estão a realização de cirurgias eletivas sem gerador de energia elétrica e fragilidades severas nas condições de higienização da unidade.

 

A fiscalização, conduzida pela Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) nos dias 5 e 6 de maio, resultou em despacho do conselheiro Severiano Costandrade, relator responsável, apontando 37 inconformidades que comprometem a segurança assistencial, a qualidade dos serviços e a estrutura hospitalar oferecida à população.

 

Um dos pontos mais sensíveis identificados foi o fato de o hospital realizar procedimentos cirúrgicos eletivos mesmo sem possuir sistema de alimentação elétrica de emergência, condição considerada de alto risco para pacientes e equipes médicas em caso de interrupção no fornecimento de energia. Diante da situação, a área técnica recomendou a suspensão dessas cirurgias até a regularização completa da situação.

 

Além disso, a vistoria constatou condições precárias de limpeza, com necessidade de restauração de pisos, superfícies, substituição de mobiliário oxidado, desinfestação, limpeza de caixa d’água e melhorias estruturais em lavanderia e cozinha, setores essenciais para o controle sanitário hospitalar. Também foi identificada ausência de Plano de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (PCIRAS).

 

A fiscalização identificou demais problemas de governança da gestão da unidade de saúde: Plantões médicos de até 48 horas consecutivas; Escalas não divulgadas ao público; Falhas no controle de frequência de profissionais; Irregularidades na assistência farmacêutica; Falta de transparência sobre estoques de medicamentos; Medicamentos vencidos e falhas no armazenamento; Deficiências em exames laboratoriais, eletrocardiogramas e radiologia; Ausência de protocolos clínicos; Falta de regimento interno; Inexistência de plano de contingência para demandas extraordinárias.

 

Outro ponto crítico envolve a frota de ambulâncias da unidade. Três veículos apresentaram problemas operacionais, além da ausência de vistorias obrigatórias junto ao Detran, comprometendo a segurança no transporte de pacientes.

 

Na área estrutural, o hospital também opera sem alvarás atualizados do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, possui deficiência no sistema de combate a incêndios, ausência ou insuficiência de extintores e necessidade de reformas prediais significativas.

 

Usuários

 

Apesar dos inúmeros problemas, a pesquisa de percepção com usuários apontou satisfação razoável com o atendimento humano prestado pelos profissionais, embora parte dos entrevistados tenha reclamado da infraestrutura, necessidade de exames e até da construção de uma nova unidade hospitalar.

 

Diante do cenário, o conselheiro Severiano Costandrade optou inicialmente por uma atuação preventiva e consensual, determinando a apresentação imediata de um plano corretivo por parte do prefeito e do gestor do Fundo Municipal de Saúde. O não cumprimento poderá resultar em multa aos responsáveis e demais sanções. Após os prazos estabelecidos, a equipe técnica retornará para nova vistoria e verificação das correções.

 

 

Posted On Sexta, 15 Mai 2026 14:22 Escrito por O Paralelo 13

 

Nova equipe foi apresentada ao ministro André Mendonça; oposição cobra explicações da PF se mudança está atrelada a Lulinha

 

 

Por Isabel Mega

 

 

A PF (Polícia Federal) decidiu mudar a coordenação responsável pelos inquéritos sobre as fraudes bilionárias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), saindo do setor de fraudes previdenciárias para a Cinq, que é a coordenação de inquéritos que tramitam nos tribunais superiores.

 

Os inquéritos do INSS começaram na Justiça Federal dos estados, mas subiram ao STF (Supremo Tribunal Federal) por conexões com políticos com foro privilegiado e estão sob relatoria do ministro André Mendonça.

Na manhã desta sexta-feira (15), a PF se reuniu com o relator do caso, no STF, e apresentou a nova coordenação.

 

Em meio a essa mudança, um dos delegados responsáveis pelo caso na coordenação previdenciária, Guilherme Figueiredo Silva, saiu do caso. Procurada, a PF não respondeu se determinou a troca ou se foi a pedido do investigador. Fontes dizem à reportagem que o delegado foi quem pediu a mudança e remoção para Minas Gerais, seu estado natal.

 

Os demais delegados do caso continuam, sob comando da Dicor, a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.

 

Com base nessas mudanças, o ex-presidente da CPMI do INSS no Congresso Nacional, senador Carlos Viana (PSD-MG), oficiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitando esclarecimentos formais sobre a saída do delegado.

 

A oposição atrela a mudança às investigações contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Essa coordenação foi a responsável por pedir a quebra de sigilos do filho mais velho do presidente.

Foi essa coordenação também que fez a negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas teve que retornar para ser refeita do zero, com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

"Trocas dessa natureza, em momentos delicados da investigação, exigem explicações claras e imediatas à sociedade brasileira", afirma o senador Carlos Viana.

 

 

Posted On Sexta, 15 Mai 2026 14:15 Escrito por O Paralelo 13

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O governador Wanderlei Barbosa, em diversas ocasiões, afirmou que trabalharia pela construção da candidatura de seu sucessor ou sucessora. Contudo, o distanciamento político com o vice-governador Laurez Moreira abriu espaço para que este se lançasse como pré-candidato ao governo estadual em 2024, percorrendo o interior, dialogando com lideranças e conquistando visibilidade na mídia local.
Nesse ambiente, a senadora professora Dorinha Seabra também colocou “os pés na estrada”, recebendo apoio do deputado federal Carlos Gaguim e do senador Eduardo Gomes. Sua pré-candidatura ganhou ainda mais força com o respaldo do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, e a formação do chamado G5 — grupo composto pelos prefeitos dos cinco maiores colégios eleitorais do Tocantins: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins.

 

Paralelamente, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, foi incentivado pelo governador a trabalhar sua pré-candidatura com apoio direto do Palácio Araguaia, ganhando musculatura política ao lado de Barbosa em inaugurações e ordens de serviço.

 

PACTO E AFASTAMENTO

 

A conjuntura sofreu uma reviravolta com o afastamento de Wanderlei Barbosa por decisão monocrática de um ministro do STJ. Durante os 90 dias em que esteve fora do cargo, Laurez Moreira assumiu o governo, promoveu mudanças profundas na equipe e fortaleceu sua musculatura política.

Para retornar, Barbosa firmou um pacto político em Brasília, comprometendo-se a não disputar vaga ao Senado e apoiar as candidaturas de Eduardo Gomes, Carlos Gaguim e Dorinha Seabra. Esse acordo implodiu a pré-candidatura de Amélio Cayres, até então o nome da base palaciana.

 

A recusa de Dorinha em aceitar Cayres como vice aprofundou o distanciamento entre ambos. Dorinha consolidou-se como candidata da base, enquanto em uma manobra rápida, Cayres vem como candidato a vice-governador de Vicentinho Júnior, numa chapa forte e que vem ganhando corpo dia após dia, que tem como candidato a senador o deputado federal e presidente estadual do MDB, Alexandre Guimarães. Da mesma forma está Laurez Moreira que formou seu próprio grupo político, engrossado com deputados estaduais que aderiram ao seu governo durante o afastamento de Wanderlei Barbosa, e que vem percorrendo o Estado em busca de ganhar corpo e competitividade.

 

A CHAPA MAJORITÁRIA E O PAPEL DE WANDERLEI

 

A chapa majoritária precisa fazer um gesto ao maior líder do grupo político, governador Wanderlei Barbosa, para que ele e seus principais auxiliares assumam o comando da campanha. Em consenso, é urgente a definição de quem será o vice.

 

Enquanto governistas trocam marqueteiros sem conhecimento dos costumes tocantinenses, a oposição cresce e ocupa o vácuo deixado. Nesse contexto, surgiu o nome do deputado federal Eli Borges como pré-candidato, mas sem simpatia dos deputados estaduais, prefeitos da base e apoio popular. Borges aparece como candidato “avulso”, indicado para o Senado pelo Republicanos de Wanderlei Barbosa, mas sem fazer parte da chapa majoritária apoiada pelo Palácio Araguaia, sem respaldo efetivo nos 139 municípios.

 

JUSTIÇA: O FATOR EXTERNO

 

Se a disputa já se mostra acirrada entre Dorinha Seabra, Laurez Moreira e Vicentinho Júnior, há um elemento capaz de alterar completamente o tabuleiro: a atuação da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral. Investigações em curso podem resultar em prisões, condenações e até confisco de bens, criando um “terceiro turno” em que o Judiciário se torna protagonista.
O uso de recursos financeiros fora das regras eleitorais está sob vigilância. A Justiça Eleitoral monitora movimentações suspeitas e pode impugnar candidaturas por abuso de poder econômico. Isso significa que mesmo candidatos vitoriosos nas urnas podem ser impedidos de assumir.

 

PESQUISAS BLOQUEADAS

Outro fator de tensão é o bloqueio de pesquisas eleitorais consideradas irregulares. Mais de nove levantamentos já foram suspensos, com multas pesadas aplicadas. Essa prática fragiliza candidaturas que tentam se beneficiar de números artificiais.

 

DORINHA SEABRA: A FORÇA DA BASE

 

A pré-candidata Dorinha Seabra reúne atributos para chegar ao segundo turno em primeiro lugar: número expressivo de prefeitos e vereadores, apoio do governador Wanderlei Barbosa, da maioria dos deputados estaduais, maior fundo eleitoral, maior tempo de rádio e TV e várias nominatas de deputados federais e estaduais.

 

O desafio, porém, é a coordenação da campanha. Falta ao grupo uma liderança que organize a estratégia, busque nas ruas o sentimento do eleitor e ofereça um motivo claro para votar em Dorinha. Sem isso, o risco é alto. Ainda há tempo para corrigir, desde que o G5 e demais líderes assumam essa prioridade.

 

JULHO: O MÊS DAS TRAIÇÕES

Nos bastidores, julho é apontado como o mês das traições políticas. Sinais de alerta já piscam, indicando que movimentações inesperadas podem ocorrer, algumas delas consideradas inacreditáveis.
A sucessão no Tocantins não depende apenas da força política dos grupos locais, mas também da capacidade de resistir às investigações e às decisões judiciais. Em um ambiente onde “ninguém é tão forte que não possa perder, nem tão fraco que não possa vencer”, o fator jurídico pode ser decisivo.

Com três pré-candidaturas — Dorinha Seabra, Laurez Moreira e Vicentinho Júnior —, o cenário segue aberto. O jogo será jogado oficialmente apenas após as convenções e registros das candidaturas.

 

 

 

Posted On Sexta, 15 Mai 2026 06:15 Escrito por O Paralelo 13
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