A pílula única também foi eficaz em prevenir eventos cardiovasculares por um período de até sete anos durante o acompanhamento do estudo
POR ANA BOTTALLO
FOLHAPRESS
Um estudo inédito com centros em 12 países, incluindo o Brasil, mostrou que uma pílula única contendo três medicamentos antihipertensivos em doses baixas reduziu em 39% o risco de um AVC (acidente vascular cerebral) recorrente e em 60% o risco de hemorragia cerebral em pacientes que já haviam sofrido um acidente hemorrágico.
A pílula única também foi eficaz em prevenir eventos cardiovasculares por um período de até sete anos durante o acompanhamento do estudo. Não houve diferença significativa entre os efeitos colaterais adversos no grupo medicado em comparação ao grupo placebo.
Os achados foram publicados na última quinta-feira (23) na revista médica NEJM (The New England Journal of Medicine), uma das mais respeitadas da área.
O ensaio clínico, que teve início em 2017 e acompanhou pacientes até 2024, foi liderado pelo do Instituto George para Saúde Global, na Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália) e parcialmente financiado pelo Ministério da Saúde brasileiro. No Brasil, dez centros participaram da pesquisa, em cidades como Botucatu, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio Preto, Salvador e São Paulo.
Para avaliar a combinação das drogas -batizada de GMRx2 e composta por telmisartan 20 mg, amlodipina 2,5 mg e indapamida 1,25 mg –, os participantes tinham histórico de hemorragia cerebral e pressão arterial sistólica de 130 mm/Hg a 160 mm/Hg.
Ao todo, 1.670 pacientes em 61 centros distribuídos em 12 países -Austrália, Brasil, Geórgia, Holanda, Malásia, Nigéria, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Suíça, Taiwan e Vietnã- foram incluídos na pesquisa. A idade média dos pacientes era de 58 anos.
Os pacientes receberam, por duas semanas, a pílula combinada em baixa dosagem. Em seguida, foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um continuou com o tratamento e o outro recebeu um placebo visualmente idêntico.
No grupo tratado, foram registrados 38 casos de AVC, ou 4,6% dos participantes, contra 62 casos, ou 7,4%, no grupo placebo -uma redução de risco relativa de 39%. O efeito foi ainda mais expressivo para o AVC hemorrágico recorrente, com redução de risco de 60%.
O tratamento com a pílula única também mostrou queda nos eventos cardiovasculares maiores –como infarto e morte de causa cardiovascular– de 9,8% para 6,6%.
Embora seja o menos frequente, o AVC hemorrágico é mais letal e tem menos opções de tratamento.
Cerca de 80% dos casos de AVC são isquêmicos, causados por entupimentos de veias.
Segundo Craig Anderson, primeiro autor do estudo, a proposta surgiu de uma lacuna importante na evidência clínica. “Nosso estudo parte de uma ideia de mostrar diretamente que pacientes cujo prognóstico, após um AVC, é ruim porque eles têm uma pressão elevada possuem propostas terapêuticas limitadas -e todas são antihipertensivos”, diz.
Os resultados surpreenderam até mesmo o pesquisador, que teve um processo de mais de uma década de acompanhamento. “É difícil manter estudos clínicos por tanto tempo, os pacientes ficam cansados, os centros médicos acabam saindo, os fundos acabam. Então ficamos bem contentes com os resultados após esse longo período.”
Além de avaliar a pressão, o estudo trouxe uma nova abordagem terapêutica. A combinação das três drogas em uma única pílula é fabricada e comercializada pela startup George Medicines, do Instituto George para Saúde Global, e teve aprovação do FDA, agência reguladora americana, em maio do ano passado. Os três medicamentos, no entanto, já existem e são amplamente disponíveis no mercado separadamente.
“É uma forma mais simples e potencialmente mais eficiente de tratar”, afirma Anderson. Para ele, a combinação em dose baixa oferece o benefício terapêutico das três classes com menor risco de eventos colaterais, além da melhor adesão dos pacientes.
Para Sheila Martins, neurologista fundadora da Rede Brasil AVC e chefe de neurologia no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, que coordenou a participação brasileira, a nova combinação terapêutica pode ser uma opção para o SUS (Sistema Único de Saúde).
“A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC hemorrágico, mas ainda é muito mal controlada. O Ministério da Saúde entendeu a importância de fazer esse estudo e nos ajudou com financiamento. Por isso, acreditamos que pode mudar diretrizes de tratamento no país”, diz.
A médica afirma que a única estratégia que existe atualmente para prevenção de AVC hemorrágico é controlar rigorosamente a pressão arterial. “Se conseguirmos fazer isso de forma mais simples e eficaz, o impacto em saúde pública será enorme”, conclui.
Ministro do STF envia ofícios ao TSE e PGR para apurar fraudes no direcionamento de recursos públicos para campanhas eleitorais.
Com Assessoira / STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiguem possíveis fraudes no direcionamento de emendas parlamentares com fins eleitorais.
A medida foi tomada na ação sob responsabilidade de Dino para supervisionar se a liberação e execução das emendas estão em conformidade com a Constituição e decisões anteriores do Supremo. O despacho atende a pedido das organizações Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional, que alertaram sobre esquemas em que empresas recebem recursos de emendas indicadas por parlamentares e, subsequentemente, são contratadas pelas campanhas desses mesmos políticos.
De acordo com as entidades, esse mecanismo envolve subfaturamento, utilizando indiretamente dinheiro público como verba de campanha. Dino instruiu o TSE e a PGR a analisarem a possibilidade e adotarem as providências cabíveis.
No mesmo despacho, o ministro requisitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) informações sobre a disponibilização ao público de um painel para acompanhamento de execução de emendas, já utilizado internamente. Além disso, determinou que os presidentes das Assembleias Legislativas estaduais e distrital informem sobre a adequação dos processos orçamentários locais ao modelo federal. Por fim, a Controladoria-Geral da União (CGU) deve explicar a falta de estrutura, especialmente de servidores, para supervisionar a execução de emendas.
Em 2024, após assumir o cargo no Supremo, Flávio Dino passou a conduzir os processos relacionados à transparência no repasse de emendas. Em fevereiro do ano passado, ele homologou o plano de trabalho em que o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses, liberando recursos que haviam sido suspensos por falta de transparência.
Polícia Federal investiga esquema em contratos de R$ 200 milhões ligados a programa de castração e esterilização de animais
Por Anita Prado
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), uma operação para investigar um suposto esquema de fraude em contratos de castração e esterilização de animais ligados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA). Entre os alvos da ação está o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), conhecido no estado pela atuação em defesa da causa animal.
Agentes da PF cumprem mandados relacionados ao parlamentar em endereços no Rio de Janeiro. Queiroz foi abordado por agentes no Aeroporto Santos Dumont, quando tentava embarcar para Brasília, e teve o celular apreendido.
Ao todo, a operação realiza 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. As diligências ocorrem nos municípios de Itaocara, Macaé, Niterói e na capital fluminense, além de São Roque e Mairinque, em São Paulo.
De acordo com as investigações, há indícios de direcionamento de licitação, superfaturamento e fraudes em contratos firmados entre o governo estadual e uma empresa privada responsável por serviços de castração animal. Queiroz era secretário da SEAPA à época. A soma dos contratos sob suspeita chega a R$ 200 milhões.
A PF informou que o grupo investigado também pode responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e frustração do caráter competitivo de licitação. Novos crimes ainda podem ser identificados no decorrer da investigação.
Marcelo Queiroz foi nomeado secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro em agosto de 2025. Antes disso, foi no governo de Cláudio Castro.
Em nota, a defesa do deputado disse que "a tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro.
A defesa do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reitera o total respeito às instituições e ao processo legal, e ressalta que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos."
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O Tocantins começa a entrar definitivamente no clima da sucessão estadual de 2026. À medida que se aproximam as convenções partidárias que irão oficializar as candidaturas majoritárias e proporcionais, o cenário político vai deixando para trás as especulações e entrando em uma fase de consolidação dos grupos, alianças e estratégias eleitorais.
Nos bastidores, lideranças políticas já admitem que a eleição de 2026 poderá ser uma das mais imprevisíveis da história recente do Estado. Enquanto os grupos se movimentam, prefeitos articulam, deputados buscam espaço e partidos negociam alianças, o eleitor tocantinense acompanha tudo em silêncio.
Diariamente, os veículos de comunicação divulgam denúncias, escândalos, crises políticas e disputas internas. A corrupção, infelizmente, passou a fazer parte do cotidiano do debate político brasileiro e tocantinense. Porém, existe um sentimento silencioso crescendo entre os eleitores e eleitoras. Um sentimento que dificilmente aparece nas pesquisas tradicionais. E é exatamente esse sentimento que poderá decidir a eleição.
O eleitor observa, escuta, analisa e guarda suas impressões. E provavelmente dará sua resposta sozinho, diante da urna eletrônica, no silêncio da cabine de votação. Não será voto em branco. Não será abstenção. Será um voto consciente, emocional e silencioso.
Mais do que estruturas partidárias, na avaliação de importantes observadores políticos do Estado, a sucessão de 2026 tende a ser definida principalmente pela capacidade de cada grupo evitar erros políticos no momento decisivo.
OS GOVERNISTAS E O DESAFIO DA UNIDADE

Dentro da base governista, cresce a percepção de que o principal desafio neste momento é unir o grupo político em torno da pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Governo do Estado.
Aliados avaliam que já passou da hora de aparar arestas internas e consolidar definitivamente a composição da chapa majoritária, especialmente a escolha do vice. Nos bastidores do Palácio Araguaia, o entendimento predominante é de que a vaga de vice-governador deverá passar diretamente pelas mãos do governador Wanderlei Barbosa, considerado hoje a principal força política da base governista.

Carlos Gaguim, Dorinha Seabra e Eduardo Gomes
A lógica política construída até aqui aponta uma chapa praticamente encaminhada, tendo Dorinha ao Governo e os senadores Eduardo Gomes e Carlos Gaguim disputando as duas vagas ao Senado. Automaticamente, a definição da vice passa a ter forte influência direta do governador.
E é exatamente nesse ponto que muitos aliados pedem cautela.
O Observatório Político de O Paralelo13 relembra um episódio emblemático da política tocantinense envolvendo a então prefeita de Palmas, Nilmar Ruiz. Na época, Nilmar possuía altos índices de aprovação popular e caminhava para disputar a reeleição.
O então nome escolhido para vice seria Rogério Ramos. A composição já estava praticamente pronta, inclusive com participação direta nas articulações políticas e nas tratativas de apoio. Mas, às vésperas da convenção, uma decisão da cúpula política alterou toda a composição, substituindo Rogério Ramos pelo pastor Amarildo.
A mudança gerou forte desgaste interno.
O clima entre aliados foi descrito, à época, como “velório político”. O descontentamento rapidamente chegou às bases eleitorais e acabou fortalecendo a candidatura de oposição liderada por Raul Filho, que cresceu eleitoralmente e derrotou Nilmar Ruiz. A lembrança desse episódio faz parte das análises internas de aliados do governo atual, que defendem máxima cautela nas decisões finais da composição majoritária.
WANDERLEI E OS 83% DE APROVAÇÃO

Mesmo diante das disputas internas da base, o governador Wanderlei Barbosa segue como a principal liderança política do Tocantins. Com 83% de aprovação popular, Wanderlei chega à reta decisiva da sucessão estadual fortalecido politicamente e mantendo influência direta sobre prefeitos, deputados estaduais, vereadores e lideranças municipais.
A força política do governador é reconhecida até mesmo por adversários. Aliados avaliam que a grande missão do chefe do Executivo será transformar sua alta popularidade em transferência de votos para sua candidata ao Governo. No entanto, integrantes da própria base reconhecem que ainda falta maior coordenação política.
Há reclamações internas sobre falta de unidade, excesso de disputas individuais e até exposição pública de conflitos entre aliados, inclusive na tribuna da Assembleia Legislativa e na imprensa local. Mesmo assim, o grupo governista possui ampla estrutura política. Conta com o apoio da maioria dos prefeitos do Estado, possui forte representação partidária e reúne cerca de 15 deputados estaduais aliados.
Outro nome considerado peça central da estratégia governista é o senador Eduardo Gomes, apontado como um dos parlamentares mais bem avaliados do Tocantins e virtual favorito à reeleição. Nos bastidores, aliados defendem que Eduardo amplie ainda mais o contato direto com as bases políticas e lideranças municipais neste período pré-eleitoral.
ELI BORGES E O CAMINHO DA REELEIÇÃO

Nos bastidores da base governista, cresce cada vez mais a avaliação de que existe hoje apenas um caminho politicamente seguro para o deputado federal Pastor Eli Borges que é desistir da pré-candidatura ao Senado e disputar a reeleição para a Câmara Federal. Apesar de ser reconhecido como uma liderança respeitada, com forte atuação junto ao segmento evangélico e serviços prestados ao Tocantins, aliados admitem reservadamente que sua candidatura ao Senado não conseguiu decolar politicamente. Falta estrutura partidária mais ampla, apoio consistente dentro da própria base governista e, principalmente, uma composição política capaz de sustentar competitividade diante de candidaturas já consolidadas ao Senado. Na avaliação de importantes observadores políticos, insistir na disputa majoritária poderá representar um risco desnecessário para um parlamentar que ainda possui forte capital eleitoral para garantir mais um mandato na Câmara dos Deputados.
LAUREZ MUDA O TOM E PARTE PARA O ENFRENTAMENTO

Na oposição, o vice-governador Laurez Moreira começa a demonstrar mudança clara de postura política. Após meses adotando um discurso moderado, Laurez passou a endurecer o tom contra a gestão estadual, especialmente na área de infraestrutura.
Durante visita a Lagoa da Confusão, o pré-candidato percorreu trechos da TO-255 e cobrou a conclusão do asfaltamento da rodovia, considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola da região. “A TO-255 é fundamental para o desenvolvimento econômico da região. Não estamos falando apenas de uma estrada, mas de uma rota estratégica para o escoamento da produção agrícola. A população espera essa obra há muitos anos”, afirmou Laurez.
O vice-governador também defendeu maior atenção às regiões produtoras do Estado e afirmou que pretende ampliar o diálogo com produtores rurais, empresários e lideranças municipais. Nos bastidores, aliados avaliam que o endurecimento do discurso marca uma nova fase da pré-campanha oposicionista.
VICENTINHO JÚNIOR PREPARA GRANDE ATO EM PORTO NACIONAL

Enquanto isso, o deputado federal Vicentinho Júnior prepara o que aliados classificam como um dos maiores eventos políticos deste início de pré-campanha. O parlamentar deve realizar em Porto Nacional o pré-lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. A expectativa é de presença de diversas autoridades nacionais, além de lideranças políticas de todas as regiões do Tocantins.
Nos bastidores, especula-se que haverão anúncios políticos importantes durante o evento, incluindo possíveis novas adesões partidárias e fortalecimento da composição política em torno da candidatura. Entre lideranças municipais e parte do eleitorado, cresce um sentimento positivo em relação ao nome de Vicentinho Júnior.
Aliados apostam na combinação entre juventude, experiência parlamentar e forte trânsito político em Brasília como fatores capazes de impulsionar sua candidatura nos próximos meses.
O jogo segue aberto. A eleição para o Governo do Tocantins em 2026 deverá ser decidida nos detalhes. Quem vencer a disputa majoritária será aquele que menos errar no percurso político, conseguir construir o sentimento positivo junto à população e manter maior capacidade de diálogo com as bases eleitorais.
A tendência observada hoje aponta para uma disputa extremamente equilibrada, com vantagem mínima entre os principais concorrentes. O segundo turno, neste momento, aparece como cenário cada vez mais provável, principalmente após a consolidação das candidaturas nas convenções partidárias.

As pré-candidaturas de Professora Dorinha Seabra, Laurez Moreira e Vicentinho Júnior tendem a ganhar musculatura política no pós-convenções. Porém, nos bastidores da política tocantinense, ainda não se descarta uma possível “pedra no tabuleiro” da sucessão estadual. O nome da ex-senadora Kátia Abreu continua cercado de especulações, principalmente por sua forte articulação nacional e proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é considerada uma das principais aliadas políticas no Tocantins. Há um suspense no ar.
E, no Tocantins de 2026, quem errar menos poderá fazer a diferença entre a vitória e a derrota.
Investimentos em alfabetização, infraestrutura escolar e expansão da Unitins impulsionam indicadores educacionais do estado
Por Leydiane Lima
O Governo do Tocantins consolida avanços na educação pública em diferentes níveis de ensino e fortalece resultados em todo o estado. Reflexo desse cenário, o Tocantins está entre os três estados da Região Norte com maior média de anos de escolaridade da população ocupada, conforme levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Com cerca de 11,2 anos de estudo, o Tocantins supera a média nacional de escolaridade estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 10,1 anos, e alcança a segunda melhor posição entre todos os estados da Região Norte em indicadores ligados à formação educacional e ao capital humano, ficando atrás apenas de Roraima.

O governador Wanderlei Barbosa destaca que os avanços refletem o fortalecimento contínuo das políticas públicas voltadas à educação e à formação profissional da população.
“Trabalhamos para ampliar oportunidades, fortalecer a educação pública e garantir investimentos que permitam aos tocantinenses avançarem por meio do conhecimento. A educação é uma das bases do desenvolvimento do nosso estado, desde o ensino médio até a formação superior. Todo o trabalho realizado pela equipe educacional do Estado tem refletido diretamente nos bons resultados alcançados pelo Tocantins nos indicadores nacionais”, pontua.
Esse avanço na média de escolaridade é fruto de uma estratégia que começa ainda na base. Para garantir que o jovem conclua o ensino médio e chegue à universidade, o Estado ampliou investimentos em infraestrutura escolar, climatização de unidades, modernização tecnológica, valorização dos profissionais da educação e expansão da rede pública de ensino.
Em 2025, o Governo do Tocantins lançou o projeto Obra Toda Semana – Transformando Escolas, Construindo Futuros, com ampliações, reformas e construção de unidades escolares em diversas regiões do estado. Também foram assegurados investimentos destinados à melhoria da infraestrutura das escolas estaduais e dos câmpus da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

"Os resultados demonstram o compromisso do Governo do Tocantins com uma educação pública de qualidade, com investimentos que começam na alfabetização, passam pela melhoria da estrutura das escolas e avançam até a formação profissional e superior”, ressalta a secretária de Estado da Educação, Celestina Maria.
O avanço educacional tocantinense também foi reconhecido nacionalmente com a conquista, pelo segundo ano consecutivo, do Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). O Tocantins foi o único estado da Região Norte a alcançar a certificação em 2026, resultado das ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da alfabetização e da aprendizagem na idade certa.
Ensino superior
Os resultados também acompanham os investimentos realizados pelo Governo do Tocantins na ampliação do acesso ao ensino superior público, por meio da Unitins, que vem expandindo sua estrutura física e acadêmica em diferentes regiões tocantinenses.

Reitor da Unitins, Augusto Rezende, evidencia a expansão da Unitins, que possui cinco câmpus presenciais, 15 polos de educação a distância e mais de seis mil matrículas de graduação no Tocantins - Esequias Araújo/Governo do Tocantins
Entre os investimentos recentes está a autorização para construção do novo câmpus da Unitins em Augustinópolis, na região do Bico do Papagaio, assinada pelo governador Wanderlei Barbosa em abril deste ano. A obra contará com investimento superior a R$ 25 milhões e prevê estrutura moderna com salas de aula, laboratórios, biblioteca, auditório e espaços de convivência.
Atualmente, a Unitins possui cinco câmpus presenciais e 15 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), ampliando o acesso ao ensino superior no estado. A instituição contabiliza mais de 6 mil matrículas de graduação e acima de 92 mil profissionais formados.
O reitor da Unitins, Augusto Rezende, enfatiza que a expansão da universidade acompanha o crescimento do estado e estende o acesso da população à formação superior. “A Unitins vive um momento importante de expansão institucional, amplia sua presença regional e contribui diretamente para o desenvolvimento social e econômico do Tocantins”, evidencia.

Resultados posicionam o Tocantins entre os estados que mais avançam na educação pública da Região Norte - Márcio Vieira/Governo do Tocantins
Além da expansão universitária, o Tocantins também se destaca em resultados nacionais relacionados à frequência escolar e à permanência dos estudantes na rede de ensino. Dados do Ranking de Competitividade dos Estados apontam o estado entre os melhores desempenhos da Região Norte em frequência escolar no ensino médio e avaliação da educação.
Os resultados consolidam o Tocantins entre os estados que mais avançam na educação pública da Região Norte, refletindo investimentos contínuos em infraestrutura, ampliação do acesso ao ensino e valorização da formação educacional em todas as regiões do estado.