Além de disputar cerca de 9,3 milhões de votos dos candidatos derrotados, os dois terão de buscar eleitores que não foram às urnas
Por Mariana Saraiva
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terão o desafio de conquistar parte dos 9,3 milhões de votos dados aos candidatos que ficaram fora do segundo turno da disputa presidencial. Além desse eleitorado, as campanhas buscam atrair um universo de mais de 39 milhões de pessoas que votaram em branco, nulo ou não compareceram às urnas.
Com 99,99% das seções totalizadas, os candidatos que não avançaram para o segundo turno somavam 9.316.510 votos. Já as abstenções chegaram a 33.467.247, enquanto 2.300.710 eleitores votaram em branco e 3.673.899 anularam o voto.
Somados, os votos dos candidatos derrotados, os brancos, os nulos e as abstenções chegam a 48.758.366. O número representa o universo de eleitores que, no primeiro turno, não deram um voto válido a Lula ou Flávio.
A conta, porém, não significa que os dois candidatos estejam disputando diretamente 48,7 milhões de votos. Os cerca de 9,3 milhões de votos nos candidatos derrotados formam o principal contingente potencialmente sujeito à migração, enquanto brancos, nulos e abstenções dependerão de uma nova decisão dos eleitores no segundo turno.
Confira a votação dos candidatos no primeiro turno:
Flávio Bolsonaro (PL): 56.103.526 votos — 47,03%
Lula (PT): 53.874.247 votos — 45,16%
Augusto Cury (Avante): 3.448.565 votos — 2,89%
Renan Santos (Missão): 2.675.883 votos — 2,24%
Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.142 votos — 2,18%
Romeu Zema (Novo): 326.486 votos — 0,27%
Demais candidatos: cerca de 260 mil votos
Outros números do primeiro turno:
Votos dos candidatos que ficaram fora do 2º turno: 9.316.510
Abstenções: 33.467.247
Votos brancos: 2.300.710
Votos nulos: 3.673.899
Total: 48.758.366
Ampliação das bases
A partir de agora, Lula e Flávio terão de ampliar suas respectivas bases eleitorais. A estratégia das campanhas deverá incluir a busca por eleitores que apoiaram os candidatos derrotados, além da tentativa de mobilizar quem não compareceu às urnas e aqueles que optaram pelo voto em branco ou nulo.
De acordo com o cientista político Gabriel Amaral, o primeiro desafio para os dois candidatos será compreender por que esses eleitores escolheram não votar em nenhum deles quando tinham outras alternativas.
“Flávio Bolsonaro parte de uma posição favorável para atrair candidaturas que estavam à direita e ao centro-direita, mas precisa convencer justamente o eleitor antipetista que, mesmo diante de Lula, preferiu outro nome. Lula enfrenta uma dificuldade distinta: precisa oferecer ao eleitor moderado e insatisfeito com o governo uma razão para escolhê-lo que vá além da rejeição ao bolsonarismo”, afirmou.
Segundo Amaral, as duas campanhas também precisarão mudar a linguagem adotada no primeiro turno.
“No primeiro turno, mobilizar as próprias bases era suficiente para garantir presença na etapa seguinte; agora, será necessário falar com quem não estava originalmente convencido. O candidato que simplesmente repetir o discurso utilizado até aqui corre o risco de confirmar justamente as razões pelas quais esses eleitores procuraram uma terceira alternativa”, avaliou.
Para o cientista político, o apoio dos candidatos derrotados pode influenciar a decisão de seus eleitores, mas não representa uma transferência automática de votos.
“O apoio de um candidato derrotado oferece estrutura partidária, palanques regionais e sinalização política. Ele também pode funcionar como uma espécie de autorização para que seu eleitor considere votar em alguém que não era sua primeira escolha. Esse efeito tende a ser maior quando existe proximidade política e ideológica entre as candidaturas”, afirmou.
Para Murilo Borsio Bataglia, doutor em Direito Constitucional, o segundo turno exige uma mudança de estratégia por parte dos dois candidatos.
“Lula e Flávio precisam buscar convergências com os eleitores das candidaturas eliminadas, especialmente aqueles que votaram em alternativas de centro, direita ou terceira via, sem presumir que os votos serão transferidos automaticamente”, argumentou.
Segundo Borsio, o desafio também envolve ampliar a legitimidade para governar um país com pluralidade de pensamentos. “Politicamente, o desafio é ampliar a legitimidade para governar um país plural, mediante alianças, compromissos programáticos e capacidade de diálogo, e não apenas acordos entre dirigentes partidários”, ressaltou.
Na avaliação do professor, temas como economia, emprego, segurança pública, terras raras, interferência estrangeira no Brasil, soberania digital, poder das big techs, petróleo, inteligência artificial, educação, saúde, políticas sociais e estabilidade institucional devem ocupar o centro da disputa.
“O eleitor tende a avaliar tanto o desempenho do governo quanto as expectativas sobre o próximo mandato. Lula precisa defender os resultados de sua gestão e apresentar perspectivas para o futuro; Flávio Bolsonaro precisa demonstrar capacidade de governabilidade, consistência programática e articulação política”, ponderou.
Borsio também destacou que a Constituição estabelece princípios que devem nortear o debate eleitoral.
“A Constituição oferece o marco dessa disputa: o artigo 1º estabelece a cidadania, a dignidade humana e o pluralismo político como fundamentos da República, enquanto o artigo 3º estabelece objetivos como desenvolvimento nacional e redução das desigualdades. Minha análise é que o segundo turno será decidido pela combinação entre avaliação econômica, confiança, rejeição e capacidade de apresentar um projeto de país que ultrapasse a polarização”, concluiu.
Brasileiros votam para eleger presidente, governador, senadores, deputado federal e deputado estadual
Com Estadão
Mais de 158 milhões de brasileiros devem ir às urnas neste domingo, 4, para votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Pela terceira vez, o horário de votação será unificado em todas as regiões. As seções eleitorais vão abrir às 8h e fechar às 17h (horário de Brasília).
Cidades em fusos diferentes vão se adequar ao horário da capital federal. No Acre, por exemplo, as votações ocorrerão das 6h às 15h (horário local). A mudança também impactará os horários de funcionamento das seções em outros 4 Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. (Veja na tabela abaixo)
Qual é a ordem de votação?

Imprima a sua colinha eleitoral para levar no dia da votação. Lembre: não é permitido usar celular
Nesta eleição, cinco cargos estarão em disputa: dois no poder Executivo --presidente e governador-- e quatro no âmbito do poder Legislativo --senadores, deputado federal e deputado estadual, sendo que cada Estado vai eleger dois representantes no Senado. É importante, portanto, ficar atento à ordem de votação para evitar qualquer equívoco no momento de registrar os seus votos.
O primeiro cargo a ser votado é o de deputado federal e os candidatos para esse cargo são representados por números de 4 dígitos. Na sequência, será a vez de escolher o deputado estadual, com um número de 5 dígitos. O terceiro voto é para senador, que tem os candidatos representados em número de 3 dígitos. Neste ano, cada eleitor vai precisar votar em dois nomes. Com isso, o quarto voto também será para um representante ao Senado, novamente em número de 3 dígitos. Logo depois, será a vez de escolher o representante para o governo do Estado, em número de dois dígitos, e, finalmente, o último voto será para presidente, também em número de dois dígitos.
Horário de votação nas eleições 2026

Como faço para votar?
Quem tem a biometria coletada poderá utilizar apenas as digitais como forma de identificação. Quem ainda não realizou o cadastro biométrico deverá apresentar um documento oficial com foto. São válidos: carteira de identidade (Registro Geral ou RG) ou a identidade social (no caso de pessoas trans e travestis); passaporte; certificado de reservista (para homens que prestaram serviços militares na reserva); carteira de trabalho ou de categoria profissional reconhecida por lei; e carteira Nacional de Habilitação (CNH). O e-Título também poderá ser utilizado, mas o prazo para baixá-lo se encerrou ontem.
Antes de sair de casa, é importante consultar o portal do Tribunal Superior Eleitoral ou o aplicativo e-Título para conferir o local de votação e checar se não houve mudança na zona ou na seção eleitoral.
É permitir entrar na cabine de votação com uma cola (papel com a numeração dos seus candidatos), mas, por uma recente regra do TSE, não será permitido entrar com celular.
Também é permitido o uso de bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos, porém a distribuição de material eleitoral --o que inclui os chamados santinhos-- é crime e proibido no dia das eleições.
Divulgação dos resultados começará às 17h
Com a unificação do horário de votação, a apuração dos resultados para todos os cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão previstas para começar a partir das 17h (horário de Brasília). E você pode acompanhar a apuração dos resultados em tempo real no Terra, com um placar com informações diretamente do TSE.
Assim que as urnas fecharem, o Terra irá transmitir uma live com todos os detalhes da votação e também da apuração, além de análises sobre as disputas municipais.
Perfil do eleitorado de 2026
Ao todo, 158.745.463 pessoas estão aptas a votar nessas eleições, segundo o TSE. O número é 1,82% maior do que o das eleições de 2024, que somou 155.912.680 cidadãos em condições de voto.
O eleitorado está distribuído em 5.571 cidades. Ao todo, serão 517.206 seções eleitorais, em 2.641 zonas espalhadas pelo Brasil. A maioria do eleitorado é formada por mulheres (52,84%), enquanto o público masculino representa 47,15%. Há 23.336 votantes sem informação sobre o gênero (0,01%).
Pela quinta eleição consecutiva, a Justiça Eleitoral garante que pessoas transgênero, transexuais e travestis tenham o nome social --aquele pelo qual o eleitor prefere ser designado-- impresso no título de eleitor e no caderno de votação. Neste ano, 38.472 eleitores farão uso do nome social. O número é menor do que o registrado em 2024, quando 41.537 eleitoras e eleitores realizaram a mesma opção.
O maior colégio eleitoral brasileiro é o de São Paulo, que representa 21,48% do eleitorado --isso quer dizer que a cada cinco pessoas aptas a votar no País, pelo menos uma mora em São Paulo. Minas Gerais concentra 10,32% do eleitorado, enquanto o Rio de Janeiro conta com 8,1%.
Voto no exterior
Brasileiros residentes fora do País votam exclusivamente para presidente e vice-presidente. Ao todo, 918.876 mil brasileiras e brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar. O número corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado total.
Em 2022, cerca de 697 mil brasileiros estavam habilitados a votar fora do País. Esse número praticamente dobrou na última decada: em 2014, eram pouco mais de 354 mil.
Entre os eleitores registrados, aproximadamente 528 mil são mulheres (57%) e 391 mil são homens (43%). Quanto ao estado civil, os solteiros representam 52%; os casados, 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%. O cadastro registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% do eleitorado no exterior.
Neste ano, o eleitorado está distribuído em 134 países por 186 cidades no exterior, onde serão instaladas as seções eleitorais.
Jovens e idosos
No Brasil, o voto é facultativo para quem tem entre 16 e 17 anos, para as pessoas acima dos 70 e para os analfabetos. Neste ano, estão cadastrados 1,6 milhão de jovens entre 16 e 17 anos.
Entre os maiores de 70 anos, o total chega a quase 17 milhões, mais de um em cada dez eleitores aptos a votar. Na comparação com 2022, esse grupo cresceu 15,75%.
Decisões proibiram exibição de púlpito vazio e formulação de perguntas que seriam a Lula, bem como impuseram participação de Renan Santos
Com O Globo
As principais associações de imprensa do país se manifestaram na noite desta quinta-feira após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) externaram “profunda indignação” com a "intervenção judicial nas regras previamente definidas" que levou ao cancelamento do evento.
As entidades se referem à decisões da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não iria ao debate, bem como a formulação de perguntas que seriam feitas ao petista. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no encontro.
As entidades afirmam que as decisões representam uma "agressão à liberdade de imprensa" por "forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos".
As entidades também dizem que os "excessos judiciais" prejudicaram o direito dos eleitores de conhecer as propostas dos candidatos que já haviam sido convidados e haviam confirmado participação no debate.
Veja a nota completa
NOTA OFICIAL
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)
Emissora diz que mudanças determinadas poucas horas antes do programa criaram insegurança jurídica sobre as regras do confronto
Com SBT
O último debate presidencial antes do primeiro turno não será realizado. A Globo anunciou o cancelamento do programa previsto para a noite desta quinta-feira (1º) depois que duas decisões judiciais alteraram, poucas horas antes do confronto, regras consideradas centrais para a organização do evento. A emissora alegou que já não havia segurança jurídica para manter o formato acertado.
Uma das determinações partiu da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, após pedido da coligação de Lula (PT). A decisão invalidou a regra que previa manter no cenário o púlpito identificado de um candidato ausente e permitir que os participantes formulassem perguntas a ele. Com isso, a Globo ficou impedida de exibir o púlpito com o nome de Lula e de reservar perguntas destinadas ao presidente.
A segunda mudança veio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate após pedido do Solidariedade. Pelas regras eleitorais aplicadas inicialmente pela emissora, a participação obrigatória alcançava candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso. O Missão possui apenas um.
O cenário já havia sofrido outra alteração na terça-feira (29), quando Kassio Nunes Marques decidiu que Romeu Zema (Novo) também teria direito de participar. Inicialmente, a Globo havia convidado Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT), seguindo o critério de representação parlamentar.
Ao anunciar o cancelamento, a Globo classificou as intervenções judiciais de última hora como uma interferência indevida na liberdade das empresas jornalísticas para organizar debates eleitorais. A emissora afirmou que sua intenção era permitir a comparação de propostas entre os candidatos, mas concluiu que as mudanças sucessivas inviabilizaram a realização do programa nos termos planejados.
Por Luíza Altoé
O Partido Liberal (PL) — do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) — pode conquistar o maior número de cadeiras ao Senado Federal nestas eleições. Segundo levantamento feito pelo Correio, o partido pode eleger cerca de 14 senadores.
Neste ano, o Senado renova 2/3 dos seus parlamentares, cerca de 54 senadores. Com isso, a outra parte — 27 senadores — segue em mandato até 2031. Em agosto, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estimou que o partido elegeria 28 senadores.
Neste caso, os nove senadores do PL que permanecem na Casa se somam aos cerca de 14 novos do PL, totalizando uma bancada com 23 parlamentares. O número seria maior que o atual — de 15 senadores — e o maior comparado com os outros partidos, que podem alcançar menos de 10 eleitos.
Tal cenário facilita os planos do partido, que busca a maioria no Senado para dar andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Principalmente diante da crise que a Corte enfrenta, senadores de outros partidos de direita também apostam na pauta para mobilizar o eleitorado.
Em um processo de impeachment, além do presidente receber a denúncia, a acusação precisa receber o voto favorável de, no mínimo, 54 senadores. Com isso, um número de 23 senadores ainda se distancia do quórum mínimo, mas pode ser alcançado ao se levar em conta o apoio de membros de outros partidos no tema do impeachment.
Para além do PL, segundo um levantamento feito pelo partido Novo em 2025, o União Brasil, o Podemos, o Progressistas (PP) e o Republicanos têm grande parte da bancada do Senado favorável ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Vale destacar que o levantamento considerou os dois candidatos que lideram as pesquisas Quaest mais recentes de cada estado. No caso do Piauí, em particular, por ausência desse levantamento, foi considerada a pesquisa AtlasIntel mais recente.
No caso do PL, as regiões que mais devem eleger senadores do partido são o Norte, por volta de 6, e o Centro-Oeste, com 4. No Nordeste, o partido pode não eleger nenhum senador. A região é historicamente reconhecida como reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
O Partido dos Trabalhadores pode conquistar a segunda maior bancada do Senado Federal. O partido deve eleger por volta de seis senadores, que se juntariam aos três que permanecem até 2031, totalizando nove senadores, mesmo número de parlamentares que tem atualmente na Casa Alta.
Enquanto o partido pode não eleger senadores no Centro-Oeste e no Sul, o PT pode conquistar três senadores no Nordeste e dois no Sudeste.
MDB, que já conta com um senador, e PP, com três, até 2031, podem alcançar uma bancada com oito parlamentares na Casa Alta, tendo em vista que podem eleger, nestas eleições, cerca de sete e cinco parlamentares, respectivame.
PSD e União Brasil podem alcançar uma bancada de seis parlamentares no Senado cada, tendo em vista que podem eleger três e quatro senadores respectivamente. Republicanos e o PSB podem alcançar uma bancada de cinco senadores cada.
Partidos como o Podemos, Novo e PDT podem eleger dois senadores cada. PSDB, Republicanos e PSol, apenas um cada.
Mulheres são 26%
Do total de 54 senadores que serão eleitos em outubro, o levantamento apontou que apenas 14 são mulheres, o que equivale a cerca de 25,93% do total. Nesse cenário, o Distrito Federal (DF) pode ser o único estado que elegerá duas senadoras.
Segundo a pesquisa Quaest divulgada ontem (29), todas as candidatas mais bem colocadas ao Senado são mulheres. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera com 26%. Depois, vem Leila do Vôlei (PDT) com 20%; Bia Kicis (PL) com 18%; e Erika Kokay (PT) com 16%
ImlIndecisão ainda é alta
No entanto, o cenário ainda pode passar por mudanças até dia 4 de outubro. Há estados, como Minas Gerais, onde 76% estão indecisos sobre os dois votos para o Senado, segundo a Quaest.
Na pesquisa espontânea de Mato Grosso, são 69%. Isso porque o eleitor tende a escolher os seus candidatos ao Senado às vésperas do pleito. Além disso, as pesquisas atuais também não captam variáveis como a abstenção, mudanças de última hora e a ocorrência do voto útil.