Próximo de Goiânia, empreendimento realizou o primeiro pouso de teste em sua pista principal homologada pelo Decea
Por Marcel Cardoso
Primeiro pouso de teste marca avanço da implantação do AeroParque, empreendimento voltado à aviação de negócios e ao modelo de condomínio aeronáutico - Divulgação
O futuro Aeroparque de Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, realizou, na última semana, o primeiro pouso de teste em sua pista principal, marcando uma nova fase da implantação do empreendimento voltado à aviação de negócios no estado.
O projeto está localizado às margens da rodovia estadual GO-020 e é apresentado pelos responsáveis como o maior aeroporto privado em construção no Brasil e detentor da maior pista executiva em operação no Centro-Oeste.
A pista principal possui aproximadamente dois quilômetros de extensão e 30 metros de largura. Segundo os responsáveis pelo empreendimento, a estrutura já recebeu homologação operacional do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), permitindo a realização de testes e o início das operações previstas para a fase de implantação.
Condomínio aeronáutico
O Aeroparque adota o modelo de condomínio aeronáutico. O formato integra hangares, manutenção aeronáutica, suporte operacional, prestadores de serviços especializados e áreas dedicadas à operação de aeronaves privadas em um único complexo.
Além da infraestrutura aeroportuária, a expectativa dos responsáveis é que o empreendimento contribua para a atração de investimentos privados, geração de empregos e fortalecimento da atividade econômica ao longo da GO-020, corredor que concentra projetos imobiliários, industriais e logísticos em expansão.
Início da proibição ocorre em setembro, caso governo não consiga reverter decisão
Por Victoria Abel
A União Europeia formalizou o veto à importação da carne brasileira, que terá início a partir do dia 3 de setembro. A proibição ainda atinge aves, peixes e mel. A decisão foi publicada no diário oficial do bloco nesta sexta-feira (5).
O texto afirma que o Brasil não apresentou provas de que a produção pecuária esteja livre de determinados microbianos, proibidos na criação de animais pelo bloco europeu.
“A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3.o do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias. A menção relativamente a bovinos, equídeos, aves de capoeira, aquicultura, mel e tripas deverá, por conseguinte, ser suprimida no anexo do presente regulamento”, afirma trecho do documento publicado.
Segundo as normas da UE, não é permitido o uso de antimicrobianos em animais de criação para estimular o crescimento ou aumentar a produção. Também é proibido o tratamento de animais com antimicrobianos reservados exclusivamente para infecções humanas.
A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública da atualidade. Segundo a UE, ao garantir o uso prudente desses medicamentos em animais, o bloco busca proteger a saúde da população europeia.
Especialista em agronegócio, Miguel Daoud diz acreditar que o problema é somente de burocracias e vê responsabilidade do governo brasileiro.
"Quem acompanha o agronegócio brasileiro sabe que o produtor faz o regramento de todas essas exigências. Portanto, essa decisão da comunidade europeia vem em linha com o aviso que já foi dado há algum tempo para o Brasil de que ele precisaria se enquadrar. Infelizmente, até agora o ministério da Agricultura não conseguiu mandar os documentos", explica.
Em maio, o governo informou que adotará todas as medidas necessárias para reverter a decisão, retomar a habilitação e garantir o fluxo de vendas ao mercado europeu. O SBT News questionou novamente o Ministério da Agricultura e Pecuária, mas ainda não obteve resposta.
Estrutura recém inaugurada custou R$ 36 milhões e havia sido bloqueada por risco de queda
Com SBT
Ao menos duas pessoas morreram e sete ficaram feridas após o desabamento de um trecho da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre. A estrutura, localizada às margens do rio Iaco, caiu no início da noite desta sexta-feira (5).
A estrutura havia sido interditada na quinta-feira (4) por risco de desabamento. A obra foi inaugurada recentemente pelo governo estadual e custou aproximadamente R$ 36 milhões.
Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e das polícias foram acionadas para atuar no resgate das vítimas. Moradores registraram imagens da movimentação no local após a queda da estrutura.
A ponte Frei Paolino Baldassari tem 232 metros de extensão, duas faixas para veículos e calçadas para pedestres nos dois lados. Segundo os bombeiros, o trecho que caiu corresponde a cerca de 60% da estrutura.
Antes do desabamento, o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) havia informado que a ponte passaria por avaliação após a identificação de uma fenda.
O município de Sena Madureira, a cerca de 140 quilômetros da capital Rio Branco, é o terceiro mais populoso do Acre, com pouco mais de 44 mil habitantes.
Medida pode abrir espaço para sanções econômicas contra o Brasil, mas especialistas acreditam que retaliações não serão imediatas
Por Bruna Pauxis, do R7
A partir desta sexta-feira (5), os Estados Unidos passam a incluir formalmente as duas maiores facções criminosas do Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), em sua lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.
Com o novo status jurídico, o crime organizado brasileiro passa a receber o mesmo tratamento legal que a Casa Branca confere a grupos transnacionais como a Al-Qaeda e o Hamas.
A medida representa uma virada de chave na estratégia de Washington: o problema, antes tratado sob a ótica do combate ao narcotráfico tradicional, agora ganha contornos de ameaça à segurança nacional global. A decisão, no entanto, não foi bem recebida em Brasília.
O governo brasileiro reagiu com forte desconforto político e disse que a classificação abre precedentes perigosos, podendo configurar uma potencial ameaça à soberania nacional e à autonomia jurídica do país.
Diante do ineditismo da medida, o R7 entrevistou especialistas para entender as consequências práticas da decisão tanto para os cidadãos quanto para o Estado brasileiro.
Com a classificação, os EUA podem invadir o Brasil?
Para o especialista em direito internacional Frederico Afonso, a designação, por si só, não concede nenhum tipo de aval para que agências de inteligência ou forças militares dos Estados Unidos atuem fisicamente em território nacional, em águas territoriais brasileiras ou contra alvos situados no país sem o aval explícito de Brasília.
“Tem que ter uma autorização do Brasil, uma cooperação formal, ou a criação de um tratado específico de atuação conjunta com as autoridades brasileiras”, explica Afonso.
“A jurisdição americana pode alcançar pessoas e ativos no Brasil, desde que envolvam transações com vínculo com o sistema financeiro dos Estados Unidos. A soberania brasileira, porém, prevalece de forma absoluta quando se trata da execução de atos coercitivos dentro do nosso território ou em áreas submetidas à nossa jurisdição”, completa.
Como a população brasileira pode ser afetada?
O especialista esclarece que, embora a classificação não gere riscos de intervenção física, cidadãos e empresas que fornecem insumos ou mantêm negócios que se cruzam com o mercado americano podem, sim, sofrer os reflexos da medida.
Isso ocorre porque a legislação de Washington penaliza severamente indivíduos que estabelecem qualquer vínculo de “apoio material” a uma organização considerada terrorista, o que engloba facilitar, ocultar, processar ou se beneficiar de recursos financeiros ligados às facções.
Afonso pontua, contudo, que não há necessidade de pânico generalizado na sociedade e que é altamente improvável que alguém venha a ser responsabilizado criminalmente por acidente.
“Há uma regra jurídica necessária: tem que ter algum tipo de conhecimento ou uma deliberada indiferença diante de sinais claros de risco de que aquele capital provém do crime organizado”, atenta. “O problema maior estará concentrado nos casos em que empresas, instituições financeiras ou prestadores de serviço ignorarem alertas de risco, deixarem de fazer as devidas diligências mínimas, mantiverem relações comerciais com intermediários suspeitos ou processarem valores de empresas de fachada.”
Quais os riscos para quem movimenta dólar e usa fintechs?
O especialista comenta que o cidadão comum não é o alvo da medida, e pequenos comércios regulares não devem ser tratados como suspeitos apenas por estarem situados em regiões com forte presença territorial das facções. O impacto real será sentido na engrenagem financeira, especialmente por empresas com operações internacionais e transações indexadas ao dólar.
Fintechs, plataformas de pagamento eletrônico, casas de câmbio, empresas de remessa internacional, instituições de crédito e operadoras de cartões devem sentir os efeitos por meio de uma exigência muito mais rigorosa de compliance e comprovação sobre a origem de seus recursos.
“Indivíduos com relações com os bancos americanos, com o comércio exterior e com criptoativos, principalmente, serão mais alcançados pela medida. Essas remessas frequentes de dinheiro, movimentação elevada em espécie ou atuação de setores considerados mais vulneráveis a lavar recursos estarão sob um olhar mais rigoroso”, alerta Afonso.
Para o “cidadão comum”, que utiliza sua conta regularmente e movimenta recursos totalmente compatíveis com sua renda declarada, a mudança prática deverá se resumir apenas a um natural aumento nas barreiras burocráticas bancárias do dia a dia.
Economia em xeque: como o país pode ser afetada a longo prazo?

Se o impacto individual imediato é burocrático, as consequências para o Estado brasileiro como um todo exigem atenção de longo prazo.
A advogada criminalista Izabela Jamar, especialista em criminologia, direitos humanos e política, explica que a medida abre espaço para possíveis sanções econômicas contra o país. No entanto, ela pondera que essa retaliação não seria imediata ou simples.
“Os Estados Unidos costumam adotar medidas de pressão econômica ou regulatória quando entendem que há insuficiência de um Estado estrangeiro no combate a determinadas ameaças, especialmente se houver impacto em seu próprio sistema financeiro”, explica Jamar.
A advogada ressalta que o peso geopolítico do Brasil funciona como um amortecedor inicial.
“A aplicação de sanções diretas contra um país como o Brasil envolveria considerações políticas, econômicas e diplomáticas muito amplas. O cenário mais provável no curto e médio prazo é a intensificação de exigências regulatórias, restrições a operações específicas ou um escrutínio muito maior sobre instituições financeiras brasileiras que possuem atuação internacional”, avalia.
Contra-ataque diplomático: há como o Brasil recorrer da decisão?
Apesar do desconforto por parte do Planalto gerado pela medida, o Brasil não está de mãos atadas. Segundo Jamar, o país dispõe de instrumentos diplomáticos e jurídicos robustos para mitigar os efeitos da decisão e proteger seus interesses econômicos e soberanos.
“No campo diplomático, o governo brasileiro pode recorrer a canais bilaterais para exigir esclarecimentos, negociar entendimentos e alinhar procedimentos de segurança para que não haja abusos”, aponta a especialista.
Já na esfera legal, o Brasil pode agir para frear as garras jurídicas americanas dentro de suas fronteiras.
“No âmbito jurídico, o país pode buscar limitar efeitos extraterritoriais por meio de notas técnicas, acordos de cooperação que definam parâmetros claros e até questionamentos em fóruns internacionais, caso entenda haver violação de princípios como soberania e não intervenção. Além disso, há espaço para atuação coordenada entre o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Justiça e órgãos de controle financeiro”, finaliza Jamar.
Flavio afirmou que estava ali “para orar pelo país”, não para falar de política
POR ANA LUIZA ALBUQUERQUE E ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “o mal vai ser expulso do governo do Brasil” e que o país vive uma “guerra espiritual”.
A declaração foi feita na Marcha para Jesus, que acontece em São Paulo.
“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, declarou.
“Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, disse antes de subir ao trio. O pré-candidato à Presidência participa do evento neste eleitoral 2026. A presença não se repetiu nos anos anteriores.
O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se esquivou, minutos antes de falar no trio, de duas perguntas feitas a ele pela reportagem.
A primeira: se acreditava que as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos têm potencial para prejudicar sua candidatura. O senador se reuniu com Donald Trump dias antes do anúncio e, como vacina para essa ideia já explorada por Lula (PT), seu maior adversário, disse que pediu ao presidente americano que vete a taxação.
Flávio disse que o momento não era para falar de política.
Também não quis responder sobre a preferência de líderes evangélicos por uma chapa que unisse Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. O governador não pode mais concorrer a um cargo que não seja o que já ocupa, por restrições da legislação eleitoral, e Michelle seria uma opção de cabeça de chapa por ora descartada.
Flavio afirmou que estava ali “para orar pelo país”, não para falar de política.
Ele está no trio elétrico principal do evento com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB); o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça; o advogado-geral da União, Jorge Messias; os pré-candidatos ao Senado por São Paulo, deputados André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP); e o deputado estadual Lucas Bove (PL).
“A gente não pode se conformar em seguir padrões, a gente precisa transformar nossa vida e pensamento. Quem veio aqui buscar uma graça? São Paulo é do senhor Jesus. Coisas sobrenaturais acontecerão”, disse Tarcísio.