Por: Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O mapa eleitoral do Tocantins começa a revelar aquilo que muitos políticos ainda tentam não enxergar: a eleição de 2026 será atravessada por uma forte polarização nacional. Os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral referentes ao segundo turno de 2022, quando o eleitor tocantinense escolheu entre Lula e Jair Bolsonaro, mostram um Estado dividido, com diferentes regiões apresentando comportamentos eleitorais distintos.
No segundo turno de 2022, Lula obteve 51,36% dos votos válidos no Tocantins, contra 48,64% de Bolsonaro. Mais do que números históricos, esse mapa oferece aos estrategistas das candidaturas majoritárias um “mapa da mina” eleitoral, pois ele ajuda a compreender onde estão as forças políticas, quais regiões possuem maior aderência a determinado campo ideológico e, principalmente, onde cada candidatura poderá encontrar terreno fértil para crescer.
É preciso, portanto, olhar para 2026 com os pés no chão.
NÃO HÁ ESPAÇO PARA FICAR EM CIMA DO MURO
Na eleição deste ano, especialmente na disputa pelo Governo do Tocantins, não parece haver muito espaço para quem pretende acender uma vela para cada lado. O eleitor está mais atento. E, diante de uma eleição nacional novamente marcada pela disputa entre direita e esquerda, as candidaturas estaduais serão inevitavelmente chamadas a dizer quem são, de onde vêm e com quem caminham.
No cenário atual, duas candidaturas ao Governo já assumiram posições bastante claras no tabuleiro nacional. O candidato Vicentinho Júnior, identificado com o campo da direita, e Laurez Moreira, identificado com o campo de esquerda e alinhado ao presidente Lula. Entre os nomes que aparecem na disputa, a senadora Professora Dorinha Seabra ocupa uma posição particularmente delicada. Segundo as informações que chegam ao Observatório Político de O Paralelo13, Dorinha aparece tecnicamente empatada com Vicentinho em levantamentos que circulam no cenário estadual, enquanto Laurez Moreira vem logo atrás, com Ataídes Oliveira também buscando espaço.
Mas existe uma questão política que não pode ser ignorada.
DORINHA: ENTRE O CONGRESSO E O PALANQUE

A senadora Professora Dorinha Seabra exerce hoje uma posição de destaque na relação institucional com o governo do presidente Lula, inclusive como vice-líder no Senado. Ao mesmo tempo, sua candidatura ao Governo reúne importantes lideranças que possuem forte identificação com a direita tocantinense. Entre essas forças estão Eduardo Gomes, Wanderlei Barbosa, Eduardo Siqueira Campos, Carlos Gaguim, Eli Borges e Ronaldo Dimas, além de outras lideranças que transitam no campo político de centro-direita.
E aí está o dilema.
O União Brasil liberou seus integrantes para definirem apoio presidencial conforme as articulações regionais. A decisão nacional de neutralidade da legenda foi confirmada durante a convenção partidária, permitindo que os diretórios e candidatos mantenham seus próprios palanques estaduais.
Isso significa que Dorinha terá de administrar uma equação política extremamente delicada, com uma candidatura ao Governo apoiada por lideranças majoritariamente identificadas com a direita, enquanto ela própria ocupa uma posição institucional de proximidade com o governo Lula no Senado. O eleitor, mais cedo ou mais tarde, vai perguntar: qual será a posição de Dorinha na eleição presidencial?
E essa resposta poderá ter peso no segundo turno estadual e o eleitor certamente exigirá clareza.
O TRIO PARADA DURA DA DIREITA

Se existe uma característica que ninguém no Tocantins parece ter dificuldade de identificar, é a posição política de Vicentinho Júnior, Eduardo Gomes e Wanderlei Barbosa. O trio, cada um à sua maneira, construiu sua trajetória política distante do campo da esquerda e hoje está claramente associado ao espectro da direita ou centro-direita. Vicentinho Júnior não esconde sua posição. Eduardo Gomes também não, e Wanderlei Barbosa, embora não seja candidato a nenhum cargo eletivo em 2026, tornou-se uma das principais referências políticas da composição que se desenha para a sucessão estadual.
É justamente por isso que o mapa eleitoral de 2022 ganha importância. Ele mostra que o Tocantins não é eleitoralmente homogêneo. Há municípios e regiões onde a direita possui enorme capacidade de mobilização e outros onde o campo lulista demonstra força. Quem souber interpretar esse mapa poderá largar na frente. Quem ignorá-lo poderá descobrir tarde demais que eleição não se ganha apenas com discurso de gabinete.
EDUARDO GOMES: O HOMEM DO PALANQUE DE FLÁVIO BOLSONARO NO TOCANTINS

É neste ponto que entra uma das movimentações mais importantes do tabuleiro de 2026.
O senador Eduardo Gomes, presidente estadual do PL e vice-presidente do Senado, assumirá papel central na articulação da campanha de Flávio Bolsonaro no Tocantins, funcionando como uma das principais referências do projeto presidencial do PL no Estado. A aproximação não é circunstancial. Eduardo Gomes participou da convenção nacional do PL ao lado de Flávio Bolsonaro e reforçou publicamente sua ligação com o grupo político bolsonarista. Durante o governo Jair Bolsonaro, Gomes foi líder do governo no Congresso Nacional e tornou-se um dos principais articuladores da gestão no Parlamento.
E há outro detalhe que não pode ser ignorado. Eduardo Gomes chega à disputa presidencial com uma estrutura política que extrapola os limites do seu partido. Atualmente o senador conta com o apoio dos prefeitos dos cinco maiores colégios eleitorais do Tocantins: Eduardo Siqueira Campos, de Palmas; Wagner Rodrigues, de Araguaína; Josi Nunes, de Gurupi; Ronivon Maciel, de Porto Nacional; e Celso Morais, de Paraíso do Tocantins.
São cinco municípios que concentram uma parcela decisiva do eleitorado tocantinense. Não se trata, portanto, apenas de uma fotografia partidária. Trata-se de uma rede municipal com capacidade de comunicação direta com o eleitor.
Em Palmas, Eduardo Siqueira Campos já declarou apoio a Eduardo Gomes para o Senado, destacando a parceria institucional construída com o senador. Em Gurupi, a relação política entre Eduardo Gomes e Josi Nunes também vem sendo demonstrada publicamente, inclusive em agendas que reforçaram a parceria entre as duas lideranças. Em Araguaína, Wagner Rodrigues aparece no tabuleiro como apoiador de Eduardo Gomes para o Senado, embora enfrente uma disputa local particular pela presença de outros nomes ligados diretamente ao eleitorado da cidade. É essa capilaridade que pode transformar Eduardo Gomes em uma peça ainda mais importante na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no Tocantins.
Eduardo Gomes terá, portanto, uma eleição com duas frentes. De um lado, a disputa pela própria reeleição ao Senado. De outro, a responsabilidade de ajudar a organizar o palanque de Flávio Bolsonaro no Tocantins.
A CONTRADIÇÃO DO CENTRÃO

No plano nacional, entretanto, o cenário não é tão simples para Flávio Bolsonaro.
União Brasil, PP e Republicanos adotaram posições de neutralidade na disputa presidencial, liberando suas lideranças estaduais para construírem seus próprios palanques. O movimento representa uma dificuldade para o PL reproduzir, nacionalmente, a amplitude da aliança que Jair Bolsonaro conseguiu reunir em 2022. O Republicanos, por exemplo, registrou ampla maioria de diretórios pela neutralidade, enquanto apenas uma parcela declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
]Mas aqui está justamente a peculiaridade do Tocantins.
]
A neutralidade nacional não significa necessariamente neutralidade nos estados. O próprio desenho político tocantinense mostra que os interesses locais podem falar mais alto do que as decisões das direções nacionais. E Eduardo Gomes é uma demonstração clara disso.
KÁTIA ABREU E O PALANQUE DE LULA

Do outro lado do tabuleiro está a candidatura do presidente Lula à reeleição. No Tocantins, Lula possui um palanque que busca ganhar forma em torno da candidatura de Laurez Moreira ao Governo e de nomes alinhados ao campo progressista. Nesse processo, a ex-senadora Kátia Abreu assume papel político relevante como coordenadora da articulação da campanha de Lula no Estado. Kátia terá uma missão de apresentar ao eleitor tocantinense os resultados, investimentos e programas sociais realizados durante os governos Lula, demonstrando de que maneira essas políticas chegaram aos municípios e às famílias do Tocantins.
Não basta dizer que é Lula. Será necessário mostrar o que Lula fez pelo Tocantins. E os candidatos proporcionais e majoritários do campo da esquerda também precisarão decidir se vão carregar essa bandeira com a força necessária.
LAUREZ E O PALANQUE LULISTA

Dentro desse desenho, Laurez Moreira surge como o principal nome do campo lulista na disputa pelo Governo do Tocantins. Sua candidatura terá um desafio de transformar a identificação nacional com Lula em votos efetivos para uma eleição estadual. É uma tarefa que parece simples no discurso, mas que exige organização municipal, lideranças, prefeitos, vereadores, deputados e uma comunicação eleitoral capaz de traduzir a polarização nacional para os problemas concretos do Tocantins.
Porque o eleitor pode gostar de Lula e votar diferente para governador. Assim como pode votar em um candidato de direita para governador e escolher Lula para presidente. É justamente por isso que o mapa de 2022 precisa ser estudado município por município.
O MAPA DA MINA NÃO É UMA PROFECIA

Os dados do TSE não dizem quem vencerá 2026. Eles mostram, entretanto, como o eleitorado tocantinense se comportou diante da maior polarização presidencial recente. Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e os demais municípios apresentam comportamentos eleitorais diferentes.
Em Palmas, por exemplo, Bolsonaro alcançou 60,3% dos votos válidos no segundo turno de 2022. Em Araguaína, chegou a 58,2%. Gurupi registrou 59,3% para Bolsonaro. Já Porto Nacional teve vantagem de Lula, com 52,6%. Os números mostram que não existe uma única fórmula eleitoral para o Estado. É justamente aí que está o verdadeiro mapa da mina. A candidatura que compreender as particularidades de cada região poderá transformar tendência eleitoral em voto.
DEPOIS DO SENHOR DO BONFIM

A partir da próxima semana, encerrados os festejos religiosos do Senhor do Bonfim, a tendência é que o marketing político das candidaturas majoritárias comece a definir com maior clareza o tom de cada campanha.
Será a hora de escolher a música. Direita? Esquerda? Lula? Flávio? Existirá uma tentativa de manter-se no meio de caminho? Os veículos de comunicação deverão repercutir os movimentos, as alianças e as primeiras grandes pesquisas. E o eleitor fará suas escolhas.
O Tocantins ainda aguarda novas rodadas de pesquisas de intenção de votos que poderão ajudar a esclarecer o cenário. Estão previstas medições de institutos como Quaest e Datafolha, com levantamentos nacionais e estaduais, além da pesquisa da Paraná Pesquisas, contratada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), conforme as informações que circulam no cenário político
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Será especialmente importante observar as primeiras rodadas completas para governador e para as duas vagas ao Senado. Só então será possível comparar discurso político, estrutura partidária e intenção efetiva de voto. E talvez seja justamente aí que alguns políticos descubram que pesquisa interna e realidade eleitoral são duas coisas completamente diferentes.
A eleição de 2026 não será apenas uma disputa de nomes, mas uma disputa de identidade política. O eleitor poderá até rejeitar a polarização, mas não poderá ser tratado como alguém que não percebe os movimentos dos bastidores.
O Tocantins está olhando. As redes sociais estão olhando, os municípios estão olhando e o resultado certamente virá nas urnas. O mapa eleitoral do Tocantins está posto. Agora começam as escolhas. E, quando as campanhas forem para a televisão, para o rádio, e, principalmente, para as ruas, cada candidato terá de responder à pergunta mais simples e mais difícil de uma eleição: afinal, quem é você, com quem você está e o que pretende fazer pelo Tocantins?
O eleitor saberá responder. As urnas também
Hoje, 15 de agosto, é dia do Nosso Senhor do Bonfim, o santo das massas, protetor dos desvalidos e orientador dos que caminham para o bem. Certamente, um momento de reflexão e renovação de fé.
Por Edivaldo Rodrigues
É essa fé, renovada todos os dias, que move a nossa família e promove sustentação espiritual ao nosso amado e admirado irmão EDSON RODRIGUES, que, pelo seu histórico de resiliência, carrega na pele fragmentos das pedras cangas que sustentam a exuberância da Celestial da Catedral de Nossa Senhora das Mercês.
O nosso “NEM”, que já teve o rosto esmagado num acidente automobilístico, onde somente ele sobreviveu, e que, na reconstituição facial, passou por cirurgia sem anestesia, período em que foi paciente no centro cirúrgico de vários hospitais por mais de dez vezes, sempre encontrou um sorriso para aliviar as nossas dores, sofridas por ele.
Dois anos após uma intervenção cirúrgica na próstata, lá está ele novamente se recuperando de outra, desta feita para a remoção de um tumor em um de seus rins. No rosto, o sorriso de sempre; na alma, a grandiosidade de sua fé; e, do lado do seu leito, filhos e esposa, com dedicação singular, o acalentam para, daqui a pouco, festejar seu retorno ao mundo mágico da notícia.
Quem conhece o Edson Rodrigues sabe ou desconfia que ele foi moldado a ferro e a fogo, esculpido no tronco de um jequitibá que nunca tomba. Na verdade, ele foi medido pela régua da vida que pertence à nossa mãe, Ana Rodrigues, uma lavadeira de profissão e que não teve tempo de conhecer as letras. Mas, com o enxergar muito adiante dos letrados, nos guiou pelo universo do conhecimento.
Nessa viagem proposta por essa mulher de saber universal caminhou e caminha Edson Rodrigues, uma figura ímpar no que faz e, com certeza, uma referência no jornalismo tocantinense. Ele é um amigo que acolhe entre os braços, um pai que espelha exemplos, um esposo dedicado e, com toda a verdade do mundo, um irmão de amor infinito.
É com toda essa bagagem de vida, reforçada pelas amizades, pelo apoio familiar, que Edson Rodrigues, renovado na fé e na esperança, estará de volta brevemente, para continuar sua trajetória de um guerreiro abençoado pelo Nosso Santo Padre Luso.
Seja bem-vindo, nego!
A suspeita da PF é de que houve tentativa de interferência do senador nesse inquérito, que investiga se o homicídio está ligado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão, atual presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão.
POR JOSÉ MARQUES (FOLHAPRESS)
A Polícia Federal apontou a existência de comunicações reiteradas entre o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins durante o período em que o magistrado relatou uma investigação relacionada a um homicídio em São Luís.
A suspeita da PF é de que houve tentativa de interferência do senador nesse inquérito, que investiga se o homicídio está ligado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão, atual presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão. Ele é sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB).
Atualmente, o caso está sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), devido às suspeitas sobre Weverton. A menção aos telefonemas está em uma decisão de Dino sobre o caso tornada pública nesta sexta-feira (14).
Procurado, o senador não se manifestou. O ministro do STJ, que não é investigado formalmente, também foi procurado e não se posicionou.
As comunicações foram identificadas pela PF a partir de uma análise do celular de Weverton apreendido no ano passado na operação que investiga suspeitas de desvios relacionados ao INSS -Dino pediu que André Mendonça, relator do caso, compartilhasse os dados com a investigação do Maranhão.
A PF disse que os dados do celular revelam "a existência de comunicações diretas com o ministro do STJ Humberto Martins, mantidas de forma reiterada entre 25.jan.2023 e 04.out.2025".
"De acordo com a análise, esses contatos ocorreram por meio de diferentes canais, sendo identificadas mensagens de texto, áudios, ligações telefônicas e compartilhamento de mídias, a partir dos terminais vinculados a ambos", afirma o órgão.
"O conteúdo acessível evidencia diálogos que versam sobre encontros pessoais e processos sob relatoria do referido ministro. Inicialmente, evidenciou-se a existência de uma relação de proximidade pessoal entre os interlocutores, que ultrapassa os limites de uma interação meramente formal ou institucional."
A PF afirma o senador fazia pedidos ao ministro sobre ações que tramitavam sob sua relatoria e que houve um encontro pessoal no gabinete do magistrado em agosto do ano passado.
O órgão destaca um registro de 2 de junho do ano passado, em que houve trocas de mensagens e uma ligação atendida de cerca de cinco minutos, seguida de um áudio em que o senador menciona dificuldades de conexão. "Meu irmão, caiu aqui porque é ruim mesmo a internet no Maranhão", afirmou o senador.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), era o vice líder do governo no senado, ele também é investigado na fraude do INSS
Na mesma data, Martins determinou a transferência de Gilbson Cesar Soares Cutrim Júnior (condenado por ser o executor do assassinato em São Luís) do presídio de Pedrinhas, na capital maranhense, para Brasília.
O assassinato do empresário João Bosco Sobrinho ocorreu em 2022. Antes de a ação chegar ao STF, Gilbson Cutrim foi considerado executor do crime pela Justiça maranhense e condenado a 13 anos de prisão.
O caso que estava aberto no STJ apurava se o assassinato de Bosco Sobrinho está ligado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão, que atualmente está no TCE. Em novembro de 2025, devido às suspeitas relacionadas a Weverton, o caso foi para o Supremo.
Como a Folha mostrou, o episódio virou ponto central nas discussões da corrida pré-eleitoral pelo Governo do Maranhão e tem provocado trocas de acusações entre os grupos que eram ligados a Dino, dissidentes desses núcleos e opositores.
A PF também apura se o assassinato teria relação com suspeitas de desvios de emendas parlamentares de contratos firmados no Maranhão.
Procurados por meio da assessoria, Carlos e Daniel Brandão não se manifestaram. Eles têm negado irregularidadades.
Anteriormente, Carlos Brandão disse em nota que os processos que enfrenta desde 2024 decorrem de narrativas manipuladas e surgiram após ele se distanciar de um grupo que tentava permanecer no poder.
"Fui deputado federal, vice-governador, secretário de Estado e nunca tive nenhum processo contra qualquer atuação. Agora, neste contexto atual, a partir de 2024, surgem todos esses processos, dentro de narrativas manipuladas, que não condizem com a realidade, depois de um distanciamento político de um grupo que persistia em se manter permanentemente nos espaços públicos de poder, de maneira impositiva e sem diálogo", afirmou o governador.
Daniel Brandão disse, também anteriormente, que repudia as "reiteradas tentativas de associar seu nome a fatos criminosos sem qualquer prova" e que o condenado já afirmou em um dos vídeos que circulam sobre o crime que ele, Daniel, "não possui qualquer relação com os fatos".
O presidente do TCE-MA acrescentou que as alegações "decorrem exclusivamente de narrativas" e que tentam vincular o nome dele ao episódio "em períodos de disputa eleitoral que envolvem o grupo político do atual governador".
Deneis disputou a Prefeitura do município em 2024; Rogerinho exerceu quatro mandatos de vereador e foi superintendente de Segurança Pública do Estado.
Da Assessoria
A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), recebeu nesta sexta-feira, 14, o apoio do ex-vereador de Silvanópolis Rogerinho e do odontólogo Deneis Borges. Os dois declararam que passam a caminhar ao lado da candidata na disputa pelo Governo do Estado.
Rogerinho foi vereador de Silvanópolis por quatro mandatos, presidiu a Câmara Municipal e também exerceu o cargo de Superintendente de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional do Tocantins. Deneis Borges concorreu à Prefeitura de Silvanópolis pelo Republicanos nas eleições de 2024 e terminou a disputa na segunda colocação. Natural de Porto Nacional, ele atua como odontólogo.
Ao anunciar a decisão, Deneis relacionou o apoio à atuação de Dorinha no município e aos recursos destinados ao longo dos mandatos da parlamentar. “Estamos aqui para declarar nosso apoio à senhora. Sempre digo que temos que apoiar quem tem serviço prestado ao Estado e ao nosso município. A senhora sempre ajudou Silvanópolis e tenho certeza de que vai continuar ajudando. Estamos juntos”, afirmou.
Dorinha agradeceu as manifestações e lembrou investimentos destinados ao município em áreas como infraestrutura, educação e saúde. “Silvanópolis conhece o meu trabalho. Temos recursos destinados para asfalto, escola e saúde. Recebo com muita alegria o apoio do Rogério e do Deneis e sou muito grata pela confiança de vocês. Vamos trabalhar juntos”, afirmou a Professora Dorinha.
Investimentos para o município
A atuação de Dorinha em Silvanópolis soma R$ 13,95 milhões em recursos ao município. Os investimentos alcançam saúde, educação, infraestrutura, assistência social e apoio à produção rural, com recursos para construção de escolas, pavimentação, praça, máquinas e equipamentos agrícolas, além de custeio e equipamentos para a saúde. Entre as ações mais recentes estão recursos para uma ponte na zona rural e novos investimentos em pavimentação.
Denúncia do Gaeco aponta organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 20 milhões com jogos de azar, fraudes eletrônicas e ocultação de patrimônio
Da Assessoria
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou nove pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal de jogos de azar e loterias, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema teria movimentado mais de R$20,4 milhões e era liderado por uma manicure e influenciadora digital de Palmas.
A denúncia é resultado das investigações que deram origem à Operação Tigre de Areia, deflagrada em maio deste ano pela 1a Delegacia Especializada em Investigações Criminais da Polícia Civil do Estado do Tocantins, que constatou que o grupo atuava, pelo menos, desde meados de 2023, principalmente em Palmas, mas também com ramificações em outros estados, e possuía divisão de tarefas para captar vítimas, movimentar recursos e ocultar a origem do dinheiro.
De acordo com a investigação, a influenciadora utilizava as redes sociais para divulgar plataformas clandestinas de jogos de azar, entre elas o chamado “Jogo do Tigrinho”, além de promover sorteios sem autorização. O Ministério da Fazenda confirmou durante as investigações que ela não possuía autorização para realizar promoções comerciais, rifas ou captar apostas.
Além da exploração dos jogos, o MPTO aponta a prática de estelionato mediante fraude eletrônica pela influenciadora digital, por divulgar anúncios com promessas de lucros e renda extra através de apostas e jogos online. Em um dos casos descritos na denúncia, uma vítima teria sido ludibriada pelas promessas de ganhos financeiros após receber mensagens frequentes com links para plataformas de apostas, o que teria resultado em um prejuízo de R$68 mil, bem como graves danos a sua saúde mental.
Movimentação milionária
A análise financeira identificou movimentação global de mais de R$20 milhões nas contas investigadas. Segundo a denúncia, somente nas contas da denunciada foram movimentados aproximadamente R$13,5 milhões em créditos entre junho de 2023 e maio de 2024.
Para o MPTO, o dinheiro proveniente das atividades ilícitas era distribuído por diferentes contas bancárias e movimentado por meio de transferências fracionadas, empresas intermediadoras de pagamentos e contas de familiares e pessoas ligadas ao grupo.
As investigações também identificaram a aquisição de imóveis e veículos de alto valor e a utilização de uma empresa que, segundo a denúncia, teria servido para dar aparência de legalidade aos recursos. Em uma das operações descritas, a empresa transferiu R$985 mil para a conta pessoal da influenciadora em 28 transações.
O MPTO sustenta que a estrutura funcionava de forma coordenada. A influenciadora digital é apontada como responsável pela liderança, captação de vítimas, divulgação dos jogos e definição das rotas de movimentação do dinheiro. Familiares e outras pessoas denunciadas teriam atuado na movimentação, dispersão e ocultação dos recursos.
Denúncia
A influenciadora foi denunciada por organização criminosa, com agravante pela condição de liderança, lavagem de dinheiro, estelionato mediante fraude eletrônica, exploração de jogos de azar e promoção de loterias sem autorização.
Outras oito pessoas também foram denunciadas, entre familiares, uma funcionária e integrantes apontados como responsáveis por dar suporte à movimentação financeira do grupo. A eles, o MPTO atribui os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Na Ação, o Ministério Público requer à Justiça a manutenção das medidas patrimoniais já determinadas durante a investigação e, em caso de condenação, a perda dos bens considerados produto dos crimes. Também pede que a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda sejam comunicadas para apuração administrativa e tributária das condutas.