Primeiro encontro entre candidatos ao Palácio do Planalto está marcado para domingo, dia 23 de agosto, às 20h
Por Kátia Flávia
O Grupo Bandeirantes e o Estadão firmaram nessa quinta-feira (13) uma parceria para a realização dos debates presidenciais das eleições 2026. O primeiro encontro entre os candidatos ao Palácio do Planalto está marcado para domingo, 23 de agosto, às 20h (horário de Brasília), com transmissão também pelas emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) são os convidados para o evento. “Ter o Estadão e a Band juntos nos debates eleitorais deste ano significa muito para nós. É a união de forças em torno de princípios sólidos: a defesa intransigente da democracia e a reafirmação do jornalismo de qualidade, feito com apego aos fatos em um ambiente de credibilidade e confiança”, enfatiza Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Estadão.
A iniciativa reforça a importância da informação precisa e estimula um diálogo abrangente e expressivo. “O Grupo Bandeirantes completa, no ano que vem, 20 anos de uma trajetória marcada pela confiabilidade e pela independência editorial, sempre ao lado do povo, valores que temos em comum com o Estadão. Vamos ampliar ainda mais o alcance do confronto do dia 23, levando aos cidadãos os projetos, as propostas e as discussões que estão em pauta no país, contribuindo para que cada um possa fazer sua escolha de forma consciente”, destaca Rodolfo Schneider, diretor-geral de Jornalismo e Esporte do conglomerado de mídia.
Caso haja segundo turno, o embate com os postulantes ocorrerá entre 7 e 18 de outubro.
A Band começou a cobertura da corrida às urnas em janeiro, durante uma reunião estratégica com representantes das siglas. A antecipação do calendário consolidou o compromisso de proporcionar aos espectadores uma análise profunda e equilibrada da conjuntura nacional.
Existem momentos na vida em que as palavras parecem pequenas diante daquilo que o coração sente. Hoje, depois de enfrentar mais um grande desafio, quero olhar para cada um de vocês e dizer, do fundo do meu coração: MEU MUITO OBRIGADO!
Nos últimos dias, recebi uma das maiores demonstrações de carinho, amizade, fé e solidariedade que alguém poderia receber. Foram inúmeras mensagens, ligações, palavras de incentivo, orações, cultos, missas e ações de graças. Pessoas que, de perto ou de longe, colocaram meu nome diante de Deus e pediram pela minha saúde, pela minha recuperação e pelo sucesso da cirurgia.
E eu quero que vocês saibam que eu senti cada uma dessas manifestações. Cada ligação foi uma injeção de ânimo. Cada mensagem de fortaleceu meu espírito.
Cada oração foi combustível para que eu encontrasse forças para enfrentar mais este obstáculo, e as palavras de esperança me lembravam que eu não estou sozinho.
Foi justamente essa corrente de amor, fé e solidariedade que me ajudou a seguir em frente com coragem e confiança.
Enfrentar a retirada de um tumor cancerígeno não é uma experiência simples. Há momentos de apreensão, medo, silêncio e muitas perguntas. Mas também existem momentos em que Deus nos mostra, que somos cercados por pessoas que verdadeiramente nos amam.
E foi isso que eu vivi. Deus esteve comigo. E Deus colocou vocês ao meu lado.
A cirurgia foi realizada com sucesso, e agora começa uma nova etapa: a recuperação, o acompanhamento médico e a esperança de dias cada vez melhores.
Por orientação médica, permanecerei por mais 10 dias em Goiânia, seguindo todos os cuidados necessários e as recomendações da equipe médica. Continuarei enfrentando essa etapa com fé, serenidade e confiança em Deus.
Quero agradecer especialmente àqueles que, durante todo esse período, não mediram esforços para que nada me faltasse. Aos que cuidaram, acompanharam, organizaram, estiveram presentes, telefonaram, perguntaram por mim e fizeram tudo o que estava ao alcance para que eu pudesse chegar até aqui.
São gestos que não se apagam. São atitudes que ficam guardadas para sempre na memória e, principalmente, no coração.
Talvez eu nunca consiga agradecer individualmente a cada pessoa que orou por mim, que mandou uma mensagem, que fez uma ligação ou que simplesmente, em silêncio, pediu a Deus pela minha recuperação. Mas saibam que cada gesto chegou até mim e teve um significado enorme.
Que Deus retribua em bênçãos tudo aquilo que vocês fizeram por mim.
Que Ele abençoe cada família, cada casa, cada pessoa que colocou meu nome em suas orações.
Que a fé que vocês me deram neste momento também esteja presente quando cada um de vocês precisar de força para superar seus próprios desafios.
Sigo em frente. Com fé, esperança, gratidão e acima de tudo, com Deus.
Que ele abençoe cada um de vocês hoje e sempre.
Com meu abraço fraterno, meu carinho e minha eterna gratidão,
EDSON RODRIGUES E FAMÍLIA
Candidaturas poderão fazer campanha nas ruas, na internet e na imprensa, seguindo regras
Da Assessoria
É hora de apresentar propostas, ocupar as ruas e ampliar o diálogo com o eleitorado. A partir do próximo domingo, 16, a Justiça Eleitoral do Tocantins passa a acompanhar uma nova fase das Eleições Gerais de 2026, com o início oficial da propaganda eleitoral em todo o país.
A data marca a liberação da propaganda nas ruas, na imprensa e na internet. Candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações poderão divulgar suas campanhas, desde que respeitem as regras previstas na legislação eleitoral.
Campanha online
Na internet, a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral será permitida de 16 de agosto a 1º de outubro. O período também marca o início de regras específicas para as transmissões ao vivo. Lives realizadas por candidatas ou candidatos para promoção pessoal ou de atos relacionados ao exercício do mandato serão consideradas atos de campanha, mesmo sem referência direta às eleições.
Também a partir deste domingo, ficam proibidas as enquetes relacionadas ao processo eleitoral. A divulgação desse tipo de levantamento poderá ser alvo da atuação da Justiça Eleitoral.
Campanha também nas ruas
Nas ruas, alto-falantes e amplificadores de som poderão ser utilizados das 8h às 22h, de 16 de agosto a 3 de outubro. Os equipamentos deverão respeitar a distância mínima de 200 metros de locais como hospitais, escolas, igrejas, quartéis, tribunais e sedes dos Poderes Executivo e Legislativo.
Comícios e aparelhagem de sonorização fixa poderão ocorrer das 8h às 24h até 1º de outubro. No encerramento da campanha, o horário poderá ser estendido por mais duas horas.
Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico poderão ocorrer até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
Propaganda nos jornais
A propaganda eleitoral paga na imprensa escrita será permitida de 16 de agosto a 2 de outubro. A reprodução, na internet, do conteúdo do jornal impresso também estará autorizada no período.
Cada veículo poderá publicar até dez anúncios de propaganda eleitoral, em datas diferentes, para cada candidata ou candidato, respeitando os limites de espaço estabelecidos pela legislação.
As regras estão previstas no Calendário Eleitoral das Eleições 2026 e na legislação eleitoral. O objetivo é garantir que a disputa ocorra dentro dos parâmetros estabelecidos pela Justiça Eleitoral e que candidaturas e eleitorado tenham clareza sobre o que é permitido durante a campanha.
Levantamento começa nesta sexta-feira, 14, e busca reunir informações para subsidiar políticas públicas voltadas a essas comunidades na Capital
Texto: Tácio Pimenta
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), lança nesta sexta-feira, 14, o Censo Participativo dos Povos de Terreiro e Matriz Africana de Palmas. A partir desta data, pessoas iniciadas, membros de comunidades tradicionais, filhos e filhas de santo, praticantes e demais pessoas que se reconheçam como pertencentes ou vinculadas às tradições de matriz africana poderão participar do levantamento por meio de formulário disponível online clicando aqui.
A iniciativa é realizada em parceria com a Casa de Candomblé Ilê Àláketú Àsé Odé Inlé, Ilê Odé Oya, Associação das Casas de Culto de Matriz Afro-Brasileira do Tocantins (Afeccamto) e Instituto de Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins. O objetivo é conhecer o perfil, as vivências, as necessidades e as principais demandas dessa população no município. As informações reunidas deverão contribuir para a elaboração de um diagnóstico sobre esse segmento e subsidiar o planejamento de ações nas áreas de igualdade racial, direitos humanos, cultura, saúde, educação, reparação e justiça social, além da proteção dos territórios e do enfrentamento à intolerância e ao racismo religioso.
O levantamento também integra o processo de construção do Plano Municipal de Igualdade Racial de Palmas, em consonância com as deliberações da 4ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial (IV Compir), realizada em 2025. A elaboração do Censo foi precedida por diálogo com representantes das próprias comunidades, que contribuíram para a discussão da iniciativa e de sua metodologia.
Confidencialidade
O formulário pode ser preenchido por pessoas que se reconheçam como pertencentes ou vinculadas aos povos de terreiro e matriz africana de Palmas. A Seirdh ressalta que todas as informações serão tratadas com sigilo e responsabilidade, respeitando a privacidade das pessoas participantes. Nenhum dado individual será divulgado e os resultados serão analisados de forma consolidada, exclusivamente para fins de planejamento e formulação de políticas públicas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Envolvimento das comunidades
A Seirdh reforça que o engajamento dos integrantes dos povos de terreiro e matriz africana é fundamental para que o diagnóstico represente a realidade vivenciada em Palmas. A iniciativa segue uma estratégia adotada pela gestão municipal em outras ações direcionadas a públicos específicos, como o Censo Participativo dos Povos Ciganos e o Mapeamento da População Trans. “Esse levantamento também é uma forma de reconhecer institucionalmente comunidades que historicamente tiveram pouca visibilidade nas políticas públicas. Queremos que suas próprias vozes ajudem a orientar as decisões do Município. Além disso, com informações em mãos e articulações em andamento, pretendemos pleitear mais recursos e participações em projetos em outros âmbitos do poder público, a fim de contemplar as necessidades desses povos”, afirmou o titular da Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joelson Soares.
Ao mesmo tempo, tem dado entrevistas a comunicadores digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis para o petista
Com Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado entrevistas à mídia tradicional e sinalizou que não participará dos debates presidenciais no primeiro turno. Ao mesmo tempo, tem dado entrevistas a comunicadores digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis para o petista.
Antes da pré-campanha, a estratégia de comunicação do presidente nos últimos meses vinha sendo conciliar as viagens de Lula aos Estados com entrevistas exclusivas a canais de TV e rádios locais. Entrevistas a veículos de mídia tradicional que estão diariamente na cobertura nacional do Palácio do Planalto rarearam nos últimos tempos. A última entrevista de Lula foi à TV Record, em julho de 2025, logo após o anúncio do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.
Com a proximidade da campanha eleitoral, o presidente também deixou de falar com os veículos regionais e passou a apostar em entrevistas informais para a mídia digital – podcasts, videocasts etc. Esse tipo de ambiente permite uma conversa mais descontraída e menos focada nos temas mais tensos. Em geral, o ambiente é menos hostil.
Lula dará uma entrevista nesta sexta-feira, 14, às comunicadoras do Não Inviabilize, Deia Freitas, e do As Cunhãs, Inês Aparecida e Hébely Rebouças. O Não Inviabilize é o podcast brasileiro mais ouvido no Spotify e referência no segmento. O produto não é jornalístico. Os temas são relatos cotidianos, conflitos de relacionamentos, situações familiares incomuns etc.
Nas últimas semanas, Lula concedeu entrevistas ao podcast Inteligência Ltda. e aos canais Meteoro Brasil e Os Três Elementos. Nos dois casos, pouco (ou nada) se falou sobre temas incômodos ao petista: a ligação de aliados seus, como o senador Jaques Wagner (PT-BA), com o escândalo do Banco Master; as investigações contra seu filho Fábio Luís, o Lulinha; e os pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger a seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Em vez disso, a entrevista ao Inteligência Ltda. foi focada na história de vida do presidente, enquanto as concedidas ao Meteoro Brasil e ao Os Três Elementos tiveram um tom ainda mais simpático – com direito a elogios explícitos ao presidente durante a conversa.
Ao mesmo tempo em que tem privilegiado essas conversas com veículos que não são propriamente jornalísticos (ao menos no conceito mais tradicional), Lula não participou da sabatina feita pela GloboNews com os candidatos à Presidência da República – seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também não foi. Lula também indicou que não deve participar dos debates no primeiro turno. O primeiro, promovido em parceria do Estadão com a Band, seria neste domingo, 16, mas foi alterado para o dia 23. Lula marcou para domingo, 16, o lançamento de sua campanha, em São Bernardo do Campo (SP).
Esse “gelo” a veículos da mídia tradicional ocorre enquanto sua campanha enfrenta desgastes em sequência. Os principais da vez são os casos contra Fábio Luís e Marcola.
Fábio é alvo de três investigações no STF, as três sobre suspeitas de tráfico de influência. Uma delas apura se ele atuou para tentar abrir portas no Ministério da Saúde em favor do lobista Antônio Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS. Outro é no âmbito do Dataprev. Na terceira, a suspeita é de benefício a uma empresa de tecnologia em contratos com o governo federal.
No caso de Marcola, o Poder360 revelou que ele recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista ligada ao Careca do INSS. Em nota, Marcola confirmou o recebimento, mas disse que se tratou de um empréstimo pessoal e que pagou Luchsinger de volta. O caso foi revelado no dia 3 de agosto. Até agora, o presidente não falou publicamente sobre o assunto (a entrevista ao Meteoro Brasil e ao Os Três Elementos, por exemplo, foi no dia 5, mas o assunto não foi abordado).
Até aqui, Lula lidera as pesquisas de intenção de voto. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 10, por exemplo, mostrou o presidente com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) apareceu com 5%. Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo), com 3%.