Candidato derrotado à Presidência foi notificado na manhã desta segunda depois de visitar o pai em prisão domiciliar

 

 

Por  Carla Araújo - SBT

 

 

O senador e candidato derrotado do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi intimado nesta segunda-feira (26) pela Polícia Federal a entregar seus passaportes comum e diplomático, o que o impediria de deixar o país.

 

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que a intimação foi realizada presencialmente pela manhã depois de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), na casa em que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, em Brasília.

 

Conforme Flávio, a decisão, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem como base uma declaração do irmão Eduardo Bolsonaro aconselhando o senador a deixar o Brasil caso perdesse as eleições.

 

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar", disse Flávio no vídeo.
A decisão de Moraes também impede Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz. O ministro é relator de processo no qual o senador e o advogado são investigados por lavagem de dinheiro. Investigação da PF aponta que ambos dividiam uma conta bancária, o que eles negam.

 

No vídeo, Flávio acusou a corporação de estar agindo politicamente depois do resultado que consagrou a quarta vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de virada. Flávio disse na noite de domingo que iria pedir a anulação das eleições, mas não repetiu o tema no vídeo e agora tentará a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico e político.

 

"Pensa comigo: se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia tá do mesmo jeito, me intimando no meio da rua? Isso é um sinal que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado da eleição, uma questão política. Não pode ser assim".

Acusações de fraude

Flávio voltou a levantar dúvidas sobre a idoneidade do pleito depois da decisão do ministro Cristiano Zanin de determinar a extensão do prazo de votação até 19h pela primeira vez na história do país. Como a decisão saiu perto de 17h, houve confusão em seções onde as urnas já haviam sido lacradas e não podiam mais ser abertas para o voto.

 

Porém, como mostrou o SBT News, a diferença foi irrelevante para o resultado, já que houve 35 mil votos depositados depois do horário tradicional, uma fração dos 4,4 milhões de vantagem de Lula na vitória.

 

"O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal, todo mundo viu. Pela primeira vez na história do Brasil, um ministro do STF, no caso ex-advogado do Lula, provocado pelo próprio PT, atropelou o TSE e tomou uma decisão que prorrogou as eleições até às sete horas da noite. O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso", criticou.

 

 

 

Posted On Terça, 27 Outubro 2026 05:58 Escrito por

Por Aguirre Talento

 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis e o sequestro de R$ 6 bilhões das contas do advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão do ministro foi proferida nesta sexta-feira, 23, dias após virem a público informações sobre movimentação financeira bilionária de Willer Tomaz em apostas esportivas. O Ministério da Fazenda identificou que o advogado foi a pessoa que mais fez aporte em bets no país em 2025, com depósito de R$ 258 milhões e apostas de R$ 5 bilhões. Além dos bloqueios de bens, Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do advogado, sob argumento de que ele viajou para o exterior após se tornar alvo de investigações da Polícia Federal.

 

As medidas foram proferidas no segundo inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal contra Flávio Bolsonaro, revelado pelo Estadão no último domingo, 18, que está sob relatoria de Moraes.

 

O ministro também determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Willer Tomaz e de suas empresas, incluindo a Alcazar Holding, e pediu para que as instituições bancárias informem todos os correntistas vinculados a essas contas.

Essas medidas foram determinadas para verificar se o senador Flávio Bolsonaro efetivamente era usuário de contas bancárias vinculadas ao advogado. A investigação da Polícia Federal teve acesso a e-mails nos quais uma funcionária de Willer pede a uma instituição bancária que Flávio fosse descredenciado do perfil de “usuário master” de uma dessas contas.

 

Uma das suspeitas da PF era que as contas do advogado serviam para ocultar patrimônio e lavar dinheiro para o senador, por isso as medidas foram determinadas.

 

As movimentações financeiras do advogado estão na mira tanto desse inquérito da PF como da investigação da Operação Sem Desconto, que cumpriu busca e apreensão contra Willer em agosto. Como revelou o Estadão, a PF encontrou uma sala secreta em um hangar da empresa de aviação de Willer que era usada para guardar dinheiro vivo.

 

Em nota, a defesa de Willer Tomaz classificou as medidas de “desproprocionais” e disse que Flávio nunca movimentou as contas dele.

 

“As determinações contra o advogado Willer Tomaz são desproporcionais e escancaram uma *fishing expedition* em pleno período eleitoral. A investigação nasceu da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, com as quais Willer não tem qualquer relação. Sem encontrar nada que o ligasse ao esquema, passou a vasculhar indiscriminadamente sua vida pessoal e profissional em busca de qualquer pretexto para a devassa. O bloqueio de até R$ 6 bilhões é uma cifra aleatória, sem correspondência com seu patrimônio. A suspensão de todas as suas empresas impõe punição antecipada, sem acusação, processo ou condenação. É falsa a informação de que Flávio Bolsonaro seria “usuário master” de conta da Alcazar. Os dois são amigos, e um nunca movimentou recursos do outro. Não por acaso, uma decisão sob sigilo chega à imprensa a menos de 48 horas do segundo turno. A defesa tenta ter acesso", afirmou a defesa.

 

 

 

Posted On Sábado, 24 Outubro 2026 06:04 Escrito por

Conversas apreendidas pela PF mostram Vorcaro autorizando a compra de uma garrafa de Macallan 1945 para presentear o petista

 

 

Com O Antagonista - revista Veja

 

 

Mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro mostram o ex-banqueiro ordenando a um funcionário que comprasse uma garrafa de uísque The Macallan, avaliada em cerca de R$ 500 mil, para presentear o presidente Lula (PT).

 

As conversas, datadas de 29 de outubro de 2024, foram divulgadas pela revista Veja.

“Pode ver se Aurel consegue uma garrafa Macallan 1945 naquela loja de Londres. Preciso dar pro Lula”, escreveu Vorcaro.

“Vejo. Você quer essa garrafa onde?”, respondeu o contato salvo como “Leo Serrano Giunchetti”.

Vorcaro disse ao funcionário que pagaria uma pessoa exclusivamente para trazer a encomenda ao Brasil. Em seguida, o interlocutor enviou ao ex-banqueiro uma foto de uma garrafa do raro uísque.

 

“Dani, achamos esse por enquanto. Rótulo não está 100%, o que acha? Está na casa dos 80 mil euros ou mais. Estamos atrás de outros com o rótulo mais inteiro. Te aviso em breve?”

 

Vorcaro autorizou a compra: “Tá ótimo”.

 

O funcionário respondeu: “Virá de Dubai num voo amanhã! Chega na quinta, ok?”

 

Leia também: “Se me deu, já bebi”, diz Lula sobre uísque presenteado por Vorcaro

 

Walfrido Warde e um “abraço de Lula”

No mesmo ano, o advogado Walfrido Warde transmitiu a Vorcaro um “abraço” do presidente Lula após um encontro com o petista.

 

 

Segundo Warde, Lula “agradeceu mais uma vez” o whisky.

 

“Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde para Vorcaro em 22 de janeiro.

Vorcaro respondeu com um emoji de coração.

 

Lula e Vorcaro

A conversa ocorreu 49 dias após a conhecida reunião entre Lula e Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. O encontro foi mediado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou com a presença de Gabriel Galípolo, à época indicado para assumir o Banco Central (BC), e do ministro Rui Costa (Casa Civil).

 

Em outro diálogo, de 30 de abril de 2024, Warde já havia tentado intermediar um encontro do então dono do Master com o presidente Lula. Ele diz ter sido procurado pelo então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

“Fala, Dani, tudo bem? Deixa eu te falar, acabei de receber uma ligação do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando o teu e-mail. Manda para mim o e-mail sobre os assuntos que você gosta de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail. Eu mesmo mando do meu endereço eletrônico, dizendo, ‘olha, na qualidade de advogado do doutor Daniel Vorcaro, eu gostaria de pedir uma reunião com o presidente da República sobre tais e quais assuntos’, tá? Porque ele tá esperando isso para poder marcar”, afirmou Warde.

De acordo com O Globo, Warde recebeu R$ 27 milhões do banco de Vorcaro em 2025.

 

O advogado deixou a defesa do ex-banqueiro após o executivo decidir negociar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, que não saiu do papel até hoje.

 

 

Posted On Sexta, 23 Outubro 2026 14:05 Escrito por

Ministério Público Eleitoral constatou novas publicações irregulares, mesmo após decisões judiciais, aplicação de multas e suspensão anterior; página deverá permanecer indisponível até o dia do segundo turno

 

 

Com Assessoria

 

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta quarta-feira (21), a ampliação da suspensão integral do perfil Direita Palmense (@direitapalmense), administrado por Thiago Marasca Moura, após reconhecer o reiterado descumprimento de decisões judiciais que proibiam a página de realizar propaganda eleitoral. A nova decisão, proferida pelo juiz Roniclay Alves de Morais, determina que a Meta suspenda o perfil no prazo de 12 horas após a notificação, mantendo-o indisponível até as 17h do próximo domingo (25), data do segundo turno das eleições.

 

A medida representa um novo capítulo de uma série de ações judiciais propostas pela Coligação União pelo Tocantins, da candidata ao Governo do Estado Professora Dorinha.

 

Desta vez, o próprio Ministério Público Eleitoral apresentou, no dia 20 de outubro, manifestação requerendo providências urgentes diante da continuidade das irregularidades.

 

O histórico de infrações e descumprimentos não é recente

 

Desde agosto, o Direita Palmense e seu administrador são alvo de decisões judiciais que proíbem expressamente a divulgação de propaganda eleitoral favorável ou contrária a candidatos. Em 24 de agosto, a desembargadora Silvana Maria Parfieniuk determinou a remoção de 422 postagens e fixou multa de R$ 5 mil por publicação irregular, além da majoração de penalidade eleitoral para R$ 30 mil.

 

Mesmo diante dessas determinações, novas representações foram apresentadas em outubro. No dia 8, duas decisões judiciais voltaram a atingir o perfil: uma determinou a retirada de publicações sob multa diária de R$ 5 mil, enquanto outra estabeleceu a suspensão integral da página por 72 horas e proibiu Thiago Marasca de divulgar ou impulsionar novos conteúdos eleitorais, sob pena de multa de R$ 10 mil por nova infração. A suspensão foi cumprida pela plataforma, mas, conforme constatou posteriormente o Ministério Público, o perfil retomou a divulgação de propaganda eleitoral após o encerramento do prazo.

 

A sucessão de multas e sanções financeiras não foi suficiente para impedir a continuidade das irregularidades.

 

Na fundamentação da nova decisão, o magistrado destacou que o representado demonstrou absorver as penalidades pecuniárias anteriores como “mero custo operacional de sua atividade”. Diante disso, considerou necessária a ampliação da suspensão, por entender que as medidas anteriormente adotadas não produziram o efeito necessário para assegurar o cumprimento das ordens judiciais.

 

Além da suspensão, a Justiça determinou a remoção de nove publicações no prazo de 24 horas e ordenou que Thiago Marasca desfaça as marcações indicadas na decisão, inclusive em seu perfil pessoal. O dispositivo também manteve multa de R$ 10 mil por novo descumprimento ou dia de atraso. Os valores eventualmente devidos pelas infrações já reconhecidas serão apurados na fase de julgamento do mérito, podendo ampliar as consequências financeiras do histórico de desobediência.

 

 

Posted On Quinta, 22 Outubro 2026 06:26 Escrito por

Procedimento administrativo vai verificar se estrutura sobre o Córrego Buritirama foi construída ou reformada de forma definitiva e segura

 

 

Com Assessoria

 

 

A situação de uma ponte sobre o Córrego Buritirama, na zona rural de Monte do Carmo, que há mais de dois anos preocupa moradores da região do Café da Zefa, voltou a ser objeto de atuação do Ministério Público do Tocantins (MPTO). A Instituição instaurou um procedimento administrativo para verificar o cumprimento de uma decisão judicial que determinou ao município a construção ou reforma definitiva da estrutura, com prazo de 90 dias para a execução da obra.

 

A decisão proferida no último dia 8 de outubro é resultado de uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pela 7ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional após sucessivas tentativas de solucionar o problema, extrajudicialmente, junto à Prefeitura. A ponte é utilizada pelos moradores para chegar à cidade e acessar serviços essenciais, incluindo transporte escolar.

 

O promotor de Justiça Luiz Antônio Francisco Pinto determinou à equipe da promotoria que seja feito contato com o representante dos moradores, Genivaldo Martins Cirilo, para verificar se a obra foi realizada e se a estrutura apresenta condições adequadas de segurança e tráfego.

 

As informações obtidas serão registradas no procedimento administrativo e poderão subsidiar novas medidas judiciais, caso seja constatado o descumprimento da decisão.

 

Reclamações começaram em 2024

 

O problema chegou ao conhecimento do MPTO em setembro de 2024, após moradores da região denunciarem as condições precárias da ponte, construída provisoriamente com madeira de baixa resistência e sem cabeceiras adequadas. Segundo os relatos, a estrutura apresentava sinais de deterioração e oferecia riscos à passagem de veículos e pedestres.

 

Na tentativa de resolver a situação sem recorrer à Justiça, o MPTO instaurou investigação e promoveu reuniões com representantes da comunidade e da Prefeitura, em novembro de 2024 e janeiro de 2025. Na última reunião, a administração municipal informou que realizaria a obra após o período chuvoso. Entretanto, mesmo após novas cobranças da Promotoria e reclamações dos moradores, a construção não foi iniciada. Em setembro de 2025, o município alegou limitações orçamentárias, sem apresentar um cronograma para a execução dos serviços.

 

Diante da ausência de uma solução, o MPTO ajuizou a Ação Civil Pública que resultou na decisão judicial de 8 de outubro. Agora, a Instituição acompanha o cumprimento da determinação para garantir que os moradores da região do Café da Zefa tenham uma travessia segura e permanente.

 

 

Posted On Quarta, 21 Outubro 2026 05:30 Escrito por
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