No último sábado, 29, o evento “Diálogos Petistas” reuniu mais de 400 pessoas em Araguatins, consolidando apoio à candidatura de Nile William à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins
Da Assessoria
A mobilização contou com a presença de lideranças de mais de 15 assentamentos e representantes de todas as cidades da Região do Bico do Papagaio, entre eles Freitas do PT, Donizete Nogueira, Nonato Banana, João da Cruz e Edilson de Sítio Novo.
Nile William, professor e advogado, destacou a necessidade de renovação dentro do partido e criticou a falta de diálogo na atual gestão. “Hoje, ou você concorda com o diretório, ou se torna inimigo e é execrado. Precisamos de uma direção que una o partido, agregue forças e traga a felicidade de volta”, afirmou o candidato.
O empresário João da Cruz expressou seu apoio a Nile, ressaltando sua capacidade política. “A gente se conheceu há pouco tempo, mas vejo nele um homem de um perfil agradável e com um bom conhecimento na área política. Apoio ele pois o PT precisa passar por uma mudança no nosso estado e, dos que já conversaram comigo, nele encontrei mais capacidade”, declarou.
Juliana Helmer, dirigente nacional da Ação Nacional Unificada (A.N.U.) e membro do PT de Araguatins, também reforçou seu apoio. “Nile é jovem, comprometido e tem uma energia renovadora. Ele não representa apenas um nome novo na disputa—ele representa um novo tempo para o PT no Tocantins. Um tempo em que os filiados não serão mais esquecidos, em que as bases terão voz, em que o partido voltará a ser um instrumento real de transformação social”, afirmou.
O evento demonstrou a força da candidatura de Nile William e reforçou a demanda por mudanças no PT tocantinense.
Por Rebeca Borges, Emilly Behnke
O retorno do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao Brasil deve mobilizar a oposição, ao longo desta semana, para tentar avançar na tramitação do projeto de lei que anistia condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Hugo passou a última semana em viagem oficial ao Japão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e de outras autoridades, como ministros e parlamentares.
A bancada do PL e líderes que apoiam a proposta devem se reunir com Hugo na terça-feira (1º) para tentar convencer o presidente da Casa a pautar o requerimento de urgência do projeto. Se for aprovado, a matéria poderá ser analisada diretamente pelo plenário da Câmara, sem passar por uma comissão especial. A expectativa do líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), é de debater o tema com Hugo e com os demais líderes partidários ao longo desta semana.
O deputado quer votar a proposta no plenário a partir do dia 8 de abril. O tema ganhou força após o Supremo Tribunal Federal (STF) tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados réus no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após a derrota do político nas eleições de 2022.
Obstrução O PL tem ameaçado obstruir a pauta de votações da Câmara caso o projeto da anistia não seja pautado. A obstrução é um instrumento utilizado pelos parlamentares para atrasar ou evitar a votação de determinados projetos. O movimento pode ser realizado por meio de mecanismos como pronunciamentos longos, pedidos de adiamento de discussão e até a saída do plenário para evitar o quórum mínimo para votações. Na última quinta-feira (27), durante a ausência de Hugo Motta, o PL tentou obstruir a votação de acordos internacionais, sem sucesso.
Dos quatro itens da pauta, dois foram aprovados. Os demais foram retirados. A movimentação foi criticada pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). “Nós não vamos aceitar que tentem paralisar o Brasil e pautas importantes para o povo brasileiro para salvar Bolsonaro da cadeia! É #SemAnistia!”, publicou o parlamentar no X (antigo TwitteR) na última quinta-feira (27). Tramitação Considerada pauta prioritária para a oposição, a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro está travada na Câmara desde o ano passado.
No fim de outubro de 2024, o então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), deu novo despacho e retirou o projeto da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde estava prestes a ser votado. Desde então, está pendente a criação de comissão especial para analisar a proposta.
Para tal, é necessário o aval de Hugo Motta para os chefes de bancada indicarem os integrantes do colegiado. O projeto foi debatido na última reunião do colégio de líderes, mas não houve consenso para o seu avanço. O tema opõe governistas e integrantes da oposição, que têm pressionado Motta.
Marianópolis recebeu, nesta sexta-feira, 28, a Audiência Pública de Revisão do Plano de Manejo da Agricultura, evento que contou com a presença do presidente em exercício do Senado e presidente do Partido Liberal (PL) no Tocantins, Eduardo Gomes, do governador Wanderlei Barbosa e de diversas autoridades
Com Assessoria
Ao chegar à cidade, o senador foi recebido na casa do amigo Arnaldino dos Santos Gabriel (Dino), presidente da Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Tocantins (ADSTO), onde estavam presentes vários prefeitos da região, deputados e outras lideranças políticas.
O evento marca um momento importante para o desenvolvimento sustentável da região. Durante a audiência, foi assinado um convênio entre o Instituto de Atenção às Cidades da Universidade Federal do Tocantins (IAC/UFT) e o Governo do Tocantins para a revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Bananal/Cantão, unidade de conservação sob gestão do Estado. A medida atende a uma demanda antiga da comunidade local e será viabilizada por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
Durante seu discurso, Eduardo Gomes destacou o comprometimento do governador Wanderlei Barbosa com as grandes causas do estado, incluindo a regularização fundiária e o acordo firmado com a Universidade Federal do Tocantins, Ministério Público, Naturatins e Poder Judiciário para garantir o manejo adequado da APA.
“O estado do Tocantins cresce e vai crescer nos próximos anos a uma média de 10% ao ano, e isso é graças aos produtores rurais, desde o pequeno até o grande, que conseguiram produzir em uma área de produção restrita. Agora, se profissionalizarmos e dermos a essa área de preservação o manejo adequado, tenho certeza de que a produção triplicará e continuará respeitando o meio ambiente”, afirmou o senador.
Eduardo Gomes também ressaltou a importância dos grandes investimentos logísticos que estão por vir no estado, como a passagem de três ferrovias pelo Tocantins: a Transnordestina, em Aguiarnópolis; a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em Figueirópolis; e a Ferrovia Norte-Sul. Além disso, destacou o impacto positivo do Derrocamento do Pedral do Lourenço, que permitirá a implantação de uma das principais hidrovias do país.
“Com tantos projetos importantes para o futuro do Tocantins, é essencial que todos estejam focados no desenvolvimento do estado. Sei que as eleições se aproximam, mas é preciso perguntar aos políticos que só falam de eleição se eles estão realmente preocupados com as necessidades reais da população”, declarou o senador, que, como gesto de reconhecimento, recebeu uma cesta de produtos dos agricultores familiares da APA.
Também estiveram presentes no evento parlamentares da bancada federal e estadual, prefeitos da região, representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Naturatins, além de secretários de Estado e lideranças municipais.
Com Assessoria
O prefeito Robson do Zé Geraldo, acompanhado dos vereadores João da Sollum e Ronaldão Guerreiro, reafirmou seu total apoio ao projeto político do deputado Jair Farias para as eleições de 2026. Durante a reunião, foi destacado o compromisso contínuo com o desenvolvimento de Ananás e a busca por melhorias para a cidade, com ações que atendam às reais necessidades da população e fortaleçam o futuro da região.
Crítica ao programa de empréstimo consignado é quase 70% maior que aprovação nas redes sociais
POR TATIANA FARAH
A Secom está preocupada com o impacto negativo do programa de crédito consignado do FGTS. A equipe de Sidônio Palmeira estuda fazer uma campanha para valorizar essa modalidade de empréstimo, já que as pesquisas mostram que a repercussão negativa é bem superior à aprovação.
O monitoramento do governo é semelhante ao que apurou a Quaest nesta quinta-feira, 27, para a GloboNews. De acordo com o instituto de pesquisa, de 785 mil menções na internet feitas de 19 a 27 de março, 67% são críticas ao governo.
O governo enfrenta uma situação diferente da crise do Pix, quando as críticas estavam concentradas em perfis de direita e extrema-direita, com muitas postagens de desinformação e notícias falsas. Agora, além da oposição ao governo, Lula tem de lidar com as críticas da ala progressista do país, com influenciadores de grande poder de mobilização, como Nath Finanças e Gil do Vigor. A maior preocupação é com o endividamento dos trabalhadores e o comprometimento do FGTS.
Do ponto de vista político, a situação piorou com Gleisi Hoffmann, que chamou o programa de “empréstimo do Lula”. Enquanto o Novo procurou o TCU para que investigue essa personalização de um ato de governo, nas redes sociais a declaração da ministra — que apagou o vídeo, mas o print é eterno — incendiou o debate.
No dia da publicação do vídeo de Gleisi, o assunto teve um alcance de aproximadamente 75 milhões de impressões nas 4 plataformas monitoradas (X, Facebook, Instagram e TikTok), avaliou a Quaest, mas o tema perdeu tração nos dias seguintes. A ministra apagou o vídeo e voltou a falar sobre o programa, mas sem usar o termo “empréstimo do Lula”.
No início do ano, com a crise do Pix, o governo chegou a encomendar campanhas para defender o governo, mas acabou desistindo da ideia ao perceber que o tema estava esfriando. Agora, o monitoramento continua acompanhando os desdobramentos.