Presidente da Câmara dos Deputados não estava presente, mas foi mencionado por apresentador
Por Site Terra
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi vaiado durante um evento de pré-carnaval em João Pessoa (PA), na última sexta-feira, 6. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o público gritando “Fora Hugo Motta”.
O caso ocorreu durante a festa chamada Folia de Rua, quando Motta foi citado pelo apresentador do evento. Ao mencionar o presidente da Câmara, a população passou a gritar e vaiar por quase 30 segundos.
Ao Metrópoles, a assessoria do parlamentar teria informado que ele não estava presente no evento. Apesar disso, ele teria destinado R$ 1 milhão em emendas para patrocinar a festa de pré-carnaval.
Hugo Mota investiu 1 milhão e tomou um sacode da população ??? pic.twitter.com/1Zec1SJn9Z
— ?? ENFIA O L NO SEU KÚ ?? (@Gardenalpequen3) February 8, 2026
Motta tem uma reunião com o colégio de líderes para a segunda-feira, 9, às 11h. No radar, está o projeto de incentivos fiscais para investimentos em serviços de data center, além de um projeto de marco regulatório do transporte urbano público, defendido pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), conforme o Estadão.
Além disso, ainda nesta semana, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul deve realizar a votação do Acordo do Mercosul com a União Europeia. O presidente da Câmara deve pautar a votação no plenário depois do carnaval.
Presidente também afirmou que EUA agem para restringir acesso da China a minerais críticos
Com Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado os governos de Cuba e Venezuela e criticou o que classificou como ameaças do governo dos Estados Unidos contra os dois países. Também disse ao embaixador da China no Brasil que os EUA agem para limitar o acesso chinês a minerais críticos. As declarações foram feitas durante o evento que comemora os 46 anos do PT, realizado em Salvador.
— Nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles e nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar. Temos de dizer, em alto e bom som, que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump — disse Lula.
O presidente fazia referência à deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que em 3 de janeiro foi capturado junto da esposa, Cilia Flores, em uma operação militar americana em Caracas. O casal agora está preso em Nova York, onde responde à Justiça dos Estados Unidos por suposto envolvimento com o narcotráfico. Desde então, os EUA apoiam o governo da vice de Maduro, Delcy Rodríguez. Mais recentemente, no entanto, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Delcy Rodríguez “pode ter o mesmo destino” de Maduro se não colaborar com os EUA.
A Venezuela enviou seu embaixador no Brasil ao evento do PT em Salvador, assim como a China e a Bielorrússia.
No caso de Cuba, Trump tem aumentado a pressão sobre o regime que governa a ilha do Caribe desde a década de 1950. No fim de janeiro, por exemplo, o presidente americano assinou uma ordem executiva que ameaça impor tarifas adicionais às exportações de países que fornecem petróleo a Cuba, medida que objetiva piorar a escassez do combustível no país. A ilha tem sofrido crise econômica, apagões e escassez.
Lula voltou a dizer, também, que defende a soberania do Brasil, em referência à negociação do país com os Estados Unidos para suspender o tarifaço de 50% imposto a exportações brasileiras, bem como as sanções diplomáticas dos EUA a autoridades brasileiras.
— Temos que dizer, em alto e bom som, para quem quiser ouvir: nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo o mundo, mas a gente não quer voltar a ser colonizado — afirmou o presidente.
Nos últimos meses, desde que Trump e Lula iniciaram as negociações, o lado americano ampliou isenções ao tarifaço e suspendeu os efeitos da Lei Magnitsky (que bloqueia ativos) sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e de sua esposa. Ainda há, no entanto, tarifas elevadas às exportações industriais do Brasil, bem como vistos americanos cassados de autoridades do governo.
Lula também agradeceu a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, no evento do PT, e disse a ele que há um movimento dos EUA para restringir o acesso chinês a terras raras e minerais críticos.
— Agora, embaixador, toda conversa e toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meia (sic) escondida, mas tudo é contra a China e eu quero dizer que sou muito grato à parceria que a gente tem com a China porque é uma parceria respeitosa e exitosa — afirmou.
Da Assessoria
O vice-presidente do Senado Federal e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, participou nesta quinta-feira, 6, da cerimônia de posse da nova diretoria do Sistema FAET/Senar, realizada em Palmas, dentro da programação que reuniu o 2º Congresso do Senar Tocantins e o ato oficial de início do novo ciclo administrativo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET).
O evento marcou a posse da diretoria eleita para o quadriênio 2026–2029 e reuniu representantes do setor produtivo rural, federações da agricultura, administrações regionais do Senar, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema S, além de instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio no Tocantins.
Durante o encontro, Eduardo Gomes destacou o papel estratégico do produtor rural no desenvolvimento econômico e social do estado e do país, ressaltando sua trajetória de diálogo permanente com o setor. O senador enfatizou que sua atuação no Congresso Nacional sempre foi orientada pela defesa objetiva do agronegócio, com foco em respeito ao produtor, segurança jurídica e fortalecimento da produção em todos os níveis.

Ao saudar a nova diretoria, Eduardo Gomes lembrou investimentos viabilizados com apoio da bancada federal do Tocantins, citando ações estruturantes como obras em áreas de irrigação, retomada de projetos estratégicos, parcerias com a Codevasf, aquisição de máquinas e equipamentos para os municípios e repasses diretos ao Sistema FAET/Senar. Conforme o senador, apenas em transferências diretas para a realização de feiras agropecuárias, os recursos somam R$ 14,5 milhões.
O senador também ressaltou a importância da infraestrutura logística para o futuro do Tocantins, mencionando avanços como a navegação comercial, projetos ferroviários e o potencial do estado para se consolidar entre os principais polos de crescimento do Brasil. No campo institucional, reforçou o compromisso com a regularização fundiária, defendendo soluções definitivas que garantam segurança ao homem e à mulher do campo.
O presidente reeleito da FAET, Paulo Carneiro, destacou a atuação do senador em favor do setor produtivo. “Tem colaborado muito conosco, sem eu pedir nada, o nosso senador Eduardo Gomes. Muito obrigado. Na época da pandemia, você ajudou muito o produtor rural pequeno, e eles se reergueram. O governo da época ajudou muito quem estava em dificuldade”, afirmou.
A deputada estadual do PL Tocantins, Janad Valcari, também esteve presente no evento.
Levantamentos indicam vantagem inicial do petista, mas segundo turno apertado contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio; rejeição ao governo e polarização seguem como fator-chave
Por Caio César
O mês de janeiro terminou com a divulgação de quatro das principais pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2026: AtlasIntel, Quaest, Meio/Ideia e Paraná Pesquisas.
Com resultados semelhantes, os levantamentos apontam para uma liderança sólida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, mas indicam um cenário apertado e incerto no segundo turno contra possíveis candidatos da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também criticou o fato de Lula não utilizar celular e o posicionamento do presidente em relação à Inteligência Artificial (IA)
Para o cientista político e professor da UFRJ Jorge Chaloub, o desempenho de Lula na primeira rodada de pesquisas precisa ser analisado sob um prisma mais amplo, considerando tratar-se de um candidato presente nas cédulas eleitorais desde 1989.
“Lula é o principal candidato na cabeça do eleitor. Todo mundo o conhece — pode ser pela rejeição, mas todos o conhecem. Isso quer dizer que ele está eleito? Não. Mas me sugere que os números sejam lidos com muita moderação”, diz.
Chaloub destaca que o alto índice de rejeição ao governo reforça a percepção de que a eleição de 2026 pode repetir o padrão de 2022, com uma disputa acirrada entre Lula e a oposição à sua figura.

O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas, apontado pela Paraná Pesquisas, reforça a leitura de que a corrida presidencial tende a ser marcada novamente pela polarização entre lulismo e bolsonarismo, segundo o analista político Leopoldo Vieira.
O último levantamento do instituto, divulgado na quinta-feira (29), mostra que, em um eventual segundo turno, Lula tem 44,8% contra 42,2% de Flávio — empate técnico dentro da margem de erro. O cenário é semelhante com Tarcísio, que soma 42,5% ante 43,9% do petista.
Na avaliação de Vieira, o principal desafio de Lula para 2026 será reverter o quadro em que a desaprovação supera a aprovação — acima de 50% na maioria das pesquisas. Esse fator pode reforçar a expectativa de vitória da oposição, influenciar indecisos e atrair aliados políticos interessados em construir força no Congresso.
“Essa alta rejeição reflete a polarização e, por isso, pode alcançar também qualquer nome da oposição que se consolide como principal adversário de Lula. Esse opositor, por sua vez, tende a crescer até perto do empate técnico”, destaca.
Para o analista, o retorno da polarização sugere que, novamente, o eleitorado não se sente seguro em migrar para uma terceira via, por não enxergar alternativas mais fortes — o que pode frustrar candidaturas como as dos governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).
Oportunidade e queda
A despeito das previsões iniciais feitas a partir das pesquisas de dezembro, o avanço de Flávio Bolsonaro indica uma candidatura mais consolidada como representante do bolsonarismo. Ainda assim, o senador enfrenta o desafio de herdar a totalidade dos votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No levantamento de novembro, pouco tempo após anunciar a pré-candidatura, o filho do ex-presidente marcava 23,1% das intenções de voto. Em dezembro, ele já havia subido para 29,3%, sinalizando consolidação do seu nome para 2026.
Na última AtlasIntel, Lula registra 48,4% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece em segundo, com 28%, seguido por Tarcísio, com 11%. Em um cenário sem o governador, o filho de Bolsonaro sobe para 35% no primeiro turno.
“Quando pensamos no campo da direita, o cenário ainda é de incerteza. É claro que a candidatura de Flávio vingou, diferentemente do que muitos apostavam. Mas, isoladamente, o desempenho de Tarcísio não é tão distante do de Flávio”, diz Chaloub.
Para o professor, a transferência de votos de Bolsonaro para Flávio pode ter ocorrido mais rapidamente por conta do sobrenome, mas parte da classe política vê em Tarcísio potencial para ampliar a base eleitoral, o que tornaria sua candidatura mais competitiva para vencer.
Até a quinta-feira (29), Tarcísio havia evitado comentar diretamente seus planos para 2026. Após visitar Jair Bolsonaro, porém, o governador reiterou apoio à candidatura de Flávio e confirmou o interesse em disputar a reeleição em São Paulo.
“Tarcísio, para ganhar, sabe que precisa de um apoio explícito de Bolsonaro, pela popularidade na direita. Então, a justificativa para a desistência pode ser um pouco essa”, afirma Chaloub.
Vieira, no entanto, pondera que, apesar do recuo de Tarcísio, é provável que setores centristas da sociedade e do mercado ainda resistam ao nome de Flávio, diante de alternativas vistas como mais moderadas e palatáveis.
Para o analista, o verdadeiro desafio de Flávio para se manter viável até a eleição será mitigar os danos associados a movimentos antidemocráticos e extremistas atraídos pelo sobrenome.
O senador também precisará sustentar relevância em pautas caras à direita nas disputas anteriores. “Se não conseguir abrir uma ampla vantagem na agenda de segurança pública, isso também será um problema”, afirma.
Da Assessoria
A articulação política em torno do senador Eduardo Gomes foi intensificada nesta quarta-feira, 4, com a visita de uma comitiva de lideranças do Bico do Papagaio e do norte do Tocantins ao gabinete do vice-presidente do Senado Federal e presidente do PL Tocantins, em Brasília (DF). O encontro teve como foco a reafirmação de apoio à reeleição do senador e o alinhamento de demandas voltadas a investimentos nos municípios da região.
A comitiva foi liderada pelo deputado estadual Jair Farias e reuniu a prefeita de Sítio Novo, Dora Farias; a prefeita de Santa Fé do Araguaia, Vicença Lino, acompanhada do esposo e ex-prefeito Alexandre Farias; além de Mazinho, esposo da prefeita de Buriti, Lucilene Brito, e do assessor da gestora, Sidney Oliveira. A agenda reforça a construção de uma aliança estratégica voltada ao fortalecimento do municipalismo e à ampliação do acesso a recursos federais para obras de infraestrutura e serviços públicos.

“Receber o deputado Jair Farias e este grupo de prefeitos e lideranças reafirma nosso compromisso com o municipalismo. O Tocantins se fortalece quando o trabalho em Brasília chega na ponta, melhorando a vida da população em Sítio Novo, Santa Fé, Buriti e em cada cidade do nosso estado. O apoio dessas lideranças nos dá ainda mais fôlego para seguir defendendo as pautas do Tocantins e garantindo recursos para o desenvolvimento do Bico do Papagaio e de todo o estado”, afirmou o senador.