Medida foi encaminhada à Assembleia Legislativa para apreciação e garante direitos e valorização aos servidores

 

 

Por Rafael de Oliveira

 

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, anunciou nesta segunda-feira, 15, o pagamento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Educação, com efeitos financeiros retroativos a 1º de outubro, a serem creditados na folha de dezembro, além da concessão de mais de 1,3 mil progressões para a categoria. O anúncio ocorreu durante vistoria às obras da Escola de Tempo Integral de Luzimangues, em Porto Nacional, que marcou a retomada das obras educacionais no estado.

 

A alteração está assegurada no Projeto de Lei nº 24, de 12 de dezembro, que altera a Lei nº 4.902, de 27 de novembro, responsável por instituir o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos profissionais da educação. A proposta será encaminhada à Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) para apreciação e, após aprovação, será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). A medida reforça a política da gestão estadual de valorização dos profissionais da educação, em conformidade com os limites legais e as diretrizes de equilíbrio fiscal.

 

Governador Wanderlei Barbosa vistoriou nesta segunda-feira, 15, as obras da Escola de Tempo Integral de Luzimangues, que está com 44,29% de execução;

 

Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa reforçou o compromisso com os profissionais e com a continuidade das obras da área da educação. “Os servidores e as obras que vão beneficiar a população e a comunidade escolar são a nossa propriedade. Trabalhamos para garantir que os profissionais recebam os valores retroativos a outubro, conforme previsto no PCCR. É prioridade assegurar essa valorização e garantir um direito aos profissionais da rede estadual. Já encaminhamos a solicitação de alteração à Assembleia. Vamos retomar essa e outras mais de 100 obras que ficaram paralisadas nos últimos 90 dias”, destacou.

 

O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, explicou que a gestão atuou para assegurar a aplicação do PCCR dentro do menor prazo possível, respeitando os estudos técnicos e os limites legais. “Após a aprovação do PCCR em novembro, o pagamento ficou previsto para a folha de dezembro. Os estudos de impacto orçamentário e financeiro, realizados pelo Igeprev [Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins], indicaram viabilidade para efeitos financeiros a partir de outubro. Estamos garantindo ao servidor um direito previsto no orçamento, que passou por todas as instâncias de controle, inclusive pela Assembleia Legislativa. Com isso, fazemos justiça e entregamos ao professor o que é de direito dele”, afirmou o titular da Seduc.

 

Progressões

 

O chefe do Executivo também anunciou o pagamento de mais de 1,3 mil progressões referentes a 2025, medida que reforça a política de valorização dos profissionais da educação. O passivo financeiro soma R$ 4.754.000,00 e a relação nominal dos servidores aptos à progressão será publicada no DOE. A implementação em folha será realizada a partir do mês de dezembro, e representa um investimento recorrente de mais de R$ 1 milhão por mês.

 

 

“Estamos concedendo progressão a mais de 1,3 mil servidores da educação e dando celeridade às ações que garantem a valorização dos profissionais. Seguimos avançando com boas notícias, tanto na área educacional quanto em outras frentes do nosso governo”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

 

Vistoria

 

A Escola de Tempo Integral de Luzimangues está com 44,29% das obras executadas e foi vistoriada pelo governador durante agenda no distrito. Com investimento de R$ 11.564.663,14, a unidade vai ampliar a oferta de vagas em uma região que dispõe atualmente de apenas uma escola estadual, atendendo à demanda educacional gerada pelo crescimento populacional.

 

Nos últimos três meses, a obra apresentou avanço inferior a 8%, quando o cronograma inicial previa um progresso superior a 20% no período. O baixo ritmo comprometeu o planejamento e inviabilizou a entrega da unidade a tempo do início do próximo ano letivo.

 

Durante a vistoria, o chefe do Executivo anunciou o pagamento de 1,3 mil progressões para os profissionais da área;

 

O projeto seguirá os padrões estruturais e pedagógicos da rede estadual de ensino e terá capacidade para atender até 1,5 mil alunos, além de prever ações para reduzir a evasão escolar, ampliar o tempo de permanência dos estudantes e oferecer atividades complementares.

 

A estrutura escolar contará com 18 salas de aula, com até 42 alunos por sala, o que permite atender 756 estudantes por turno. A estrutura física inclui guaritas para controle de acesso, bloco administrativo e educacional com laboratórios, biblioteca, salas administrativas, sala dos professores, banheiros e pátio coberto. O projeto contém ainda cozinha e refeitório com capacidade para 200 alunos simultaneamente, bloco de esportes com salas para atividades extracurriculares, quadra poliesportiva coberta com arquibancada, campo society gramado, pista de salto em distância e auditório com capacidade para 500 pessoas.

 

 

 

Posted On Segunda, 15 Dezembro 2025 15:32 Escrito por O Paralelo 13

Um pedido de vista do ministro Dias Toffoli interrompeu, na sexta-feira (12/12), o julgamento em que o Plenário do Supremo Tribunal Federal discute a possibilidade de adoção do piso salarial nacional como base para o vencimento inicial de professores da educação básica da rede pública estadual, com reflexos nos demais níveis, faixas e classes da carreira

 

 

 

Por Tânia Rego

 

 

 

Com isso, a análise do caso foi suspensa. O fim da sessão virtual estava previsto para a próxima sexta-feira (19/12).

 

O caso concreto é o de uma professora da educação básica que acionou a Fazenda Pública de São Paulo para receber vencimentos com base no piso salarial nacional.

 

Ao analisar a ação, a 2ª Turma Cível e Criminal do Colégio Recursal de Votuporanga (SP) entendeu pela necessidade do recálculo do vencimento básico inicial e ordenou o reajuste das diferenças salariais no pagamento das demais vantagens.

 

Por extensão, o colegiado reconheceu também os reflexos do piso nacional em toda a estrutura remuneratória da carreira do magistério estadual.

 

O estado de São Paulo, porém, questionou a decisão. Em recurso extraordinário, apontou violação da sua autonomia em relação à União.

 

O ente federativo argumentou ainda que a remuneração dos servidores públicos estaduais só pode ser fixada ou alterada por lei estadual específica. Por fim, sustentou que é proibida a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias no serviço público.

 

Visão do relator

Antes do pedido de vista, apenas o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, havia votado. Em sua manifestação, o magistrado concordou com o argumento apresentado pelo estado de São Paulo de que o Poder Judiciário não pode reajustar os vencimentos das classes e padrões dos planos de carreira do magistério público da educação básica.

 

“Entendo que o Poder Judiciário não pode determinar diretamente a correção da tabela de vencimentos da carreira, fixando um percentual de reajuste”, disse Zanin. Segundo ele, ao determinar tal medida, a Justiça afronta a Súmula Vinculante 37 e a Constituição.

 

Por outro lado, Zanin observou que é dever dos estados, do Distrito Federal e dos municípios elaborar os planos de carreira e remuneração do magistério considerando, como critério básico, o valor do piso salarial nacional para os profissionais da educação básica.

 

Nesse sentido, ele propôs que os entes adéquem tal remuneração em até 24 meses, contados da data de publicação do acórdão com a decisão sobre o recurso.

 

“Ante o dever jurídico de dar efetividade integral às normas constitucionais, o Poder Executivo não pode permanecer inerte e não elaborar ou adequar o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério ao parâmetro mínimo fixado pela lei que estabelece o piso nacional para a carreira”, anotou o relator em seu voto.

 

 

Posted On Segunda, 15 Dezembro 2025 14:42 Escrito por O Paralelo 13

Especialistas argumentam que Reforma Administrativa deve ser aprovada antes da entrada desses agentes, já que as regras só vão valer para novos funcionários

 

 

Por Bernardo Lima

 

 

O governo Luiz Inácio Lula da Silva prevê contratar um total de 22,8 mil servidores da administração federal, no acumulado de sua gestão, até 2026. O número equivale a mais do que o dobro dos 10 mil provimentos registrados na administração anterior, de Jair Bolsonaro. Ainda são esperadas para esse período outras 24 mil contratações temporárias (que têm menos direitos e menor custo), a maior parte de recenseadores do IBGE. Especialistas argumentam que a Reforma Administrativa deve ser aprovada antes do ingresso desses servidores, já que as regras só vão valer para novos funcionários.

Até este ano, foram 19,1 mil provimentos autorizados. Para 2026, a estimativa é preencher 3.652 vagas, sendo 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário. Serão 2.480 vagas imediatas e 1.172 para entrada no curto prazo após a homologação dos resultados.

 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirma que o aumento das contratações desde 2023 é um processo de recomposição da máquina pública, diante de um grande número de aposentadorias após a Reforma da Previdência de 2019 — foram 38,5 mil servidores. Na gestão de Jair Bolsonaro ainda houve o congelamento dos concursos públicos, com a primeira autorização do certame apenas em 2021.

 

Modernização da gestão

 

Para a professora de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alketa Peci, é necessário haver uma atualização nas regras do funcionalismo, para que os novos servidores estejam alinhados à modernização da gestão pública.

 

— Eu entendo a demanda de contratação. Essa é uma demanda real. Você precisa realmente redimensionar a força de trabalho, uma vez que tem saídas e vários anos sem contratação. Mas você precisa contratar a partir de novas premissas, com melhor mobilidade e reposicionamento da força de trabalho — afirma Peci.

 

O governo sustenta que, mesmo com o aumento das contratações, haverá uma saída líquida de servidores. A estimativa é que a gestão Lula pode terminar o mandato com um “déficit” de até 47 mil funcionários públicos federais entre 2023 e 2026. Segundo dados da pasta, o Executivo deve criar até 22 mil vagas ao fim da gestão, enquanto projeta a aposentadoria de até 69 mil servidores no período.

 

De acordo com o MGI, 12 mil servidores se aposentaram da administração pública federal em 2023, no primeiro ano do governo Lula. Enquanto isso, a pasta indica que aproximadamente 57 mil servidores do Executivo federal podem se aposentar entre 2024 e 2026.

 

O secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr., ressalta que o déficit de servidores é ainda maior se considerado o horizonte passado:

 

— Vai haver uma saída expressiva no horizonte do curto prazo. Se você soma isso aos quase 70 mil servidores que já se aposentaram e já saíram efetivamente no período anterior, de 2016 até o final de 2022, você tem aí mais de 200 mil servidores que podem sair num intervalo muito curto de tempo. E a gente conseguiu repor, em termos efetivos, apenas 22 mil.

 

No horizonte mais longo, o MGI calcula que 456.410 servidores poderão se aposentar entre 2024 e 2074. A presidente do Conselho da ONG República.org, Renata Vilhena, diz que a necessidade de reposição de servidores nos próximos anos é uma boa oportunidade para avançar com medidas de modernização do serviço público, centradas em três eixos: maior regularidade de concursos, transformação das carreiras e aprimoramento do dimensionamento da força de trabalho.

 

— A reposição é necessária, mas precisa olhar para o quantitativo de fato, para cada uma das áreas, para o perfil desses novos servidores e para um modelo de carreira que seja mais moderno, porque cada um que entrar agora fica 60 anos na folha de pagamento. Não dá para repetir práticas que já vêm sendo adotadas há décadas — afirma Vilhena.

 

O grande número de servidores federais saindo do serviço público aquece o debate em torno de uma Reforma Administrativa, que tramita no Congresso Nacional sob relatoria do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).

 

A reforma, no entanto, não está na lista de projetos que devem ser votados ainda neste ano e é criticada por integrantes do governo.

 

Pedro Paulo diz que existem opiniões divididas na Esplanada dos Ministérios. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já elogiou partes do texto, como a limitação dos supersalários e regras de desempenho.

 

— Eu acho que falta ao governo uma decisão ali do núcleo central, principalmente do presidente Lula, se vão tentar obstruir o texto, ou tentar agregar à proposta. A partir daí é fácil, eu sento no dia seguinte com a Esther (Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), eu sei quais são os pontos que incomodam a Esther — afirma o deputado federal.

 

Revisão anual de gastos

 

A reforma estabelece medidas como uma tabela única de remuneração para todos os entes da Federação, a criação de metas obrigatórias de desempenho para servidores, o fim de privilégios como férias acima de 30 dias e licença-prêmio, além de limitar a 10% os auxílios de alimentação, saúde e transporte para quem recebe acima de 90% do teto constitucional.

 

Também prevê a revisão anual dos gastos do Executivo e o fim da aposentadoria compulsória para juízes como punição, além de constitucionalizar a inclusão digital como direito social e criar uma estratégia nacional de governo digital.

O secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr., por sua vez, argumenta que a proposta é muito ampla:

 

— Veio uma proposta muito abrangente. É uma hiperconstitucionalização de temas de gestão. Vários temas que estão ali, embora eles sejam meritórios, não precisam estar na Constituição, são temas de gestão cotidiana.

 

Para a professora de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alketa Peci, é essencial que o serviço público avance com uma proposta que estabeleça uma avaliação de desempenho mais estruturada e a limitação de penduricalhos e supersalários.

 

— A discussão está crescendo, e um dia vai se impor. Isso pode acontecer da forma mais perigosa possível, com respostas mais radicais, como aconteceu no governo anterior e está acontecendo agora no governo (Donald) Trump. Eu acho que hoje estamos em um bom momento para avançar nisso e resgatar alguma nacionalidade administrativa, sem correr riscos — afirma a especialista.

 

‘Salto qualitativo’

Na avaliação do professor de Administração Pública da Unicamp Oswaldo Gonçalves Junior, a “disputa de narrativas” sobre o papel do Estado nos últimos anos tem interditado o debate sobre uma reforma administrativa.

 

— Que caminhos existem para fortalecer carreiras estratégicas e, ao mesmo tempo, permitir arranjos mais flexíveis? Penso que essas preocupações qualitativas, para além das quantidades que envolvem o montante de reposições, sem dúvida necessário, são o outro lado da moeda e permitiriam dar um salto qualitativo na administração pública — argumenta o professor.

 

Desde a campanha, o governo Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a postura de valorização dos servidores públicos diante do congelamento de salários na gestão Jair Bolsonaro. O presidente Lula deve enviar nos próximos dias ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a reestruturação de carreiras federais. As mudanças atingem 200 mil servidores, entre ativos e aposentados, e terão impacto anual estimado de R$ 4,2 bilhões.

 

O texto cria 8,6 mil cargos efetivos para universidades federais e 225 para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), funções que serão preenchidas após concursos públicos. O projeto prevê ainda a criação de uma nova carreira de analista técnico no Executivo, que poderá atuar em diferentes ministérios substituindo funções que atualmente são ocupadas por arquivistas, bibliotecários, contadores, entre outros.

 

 

Posted On Segunda, 15 Dezembro 2025 14:40 Escrito por O Paralelo 13

 

Governador trabalha por eleição de dois senadores e maioria na Câmara e na Assembleia

 

 

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

 

O governador Wanderlei Barbosa relembra, todos os dias,  aqueles 90 dias  em que esteve afastado do cargo que lhe foi outorgado pela maioria dos eleitores tocantinenses. Durante esse período, mesmo tratando-se de uma investigação, alguns veículos de comunicação do estado e de nível nacional não pouparam o governador nem seus familiares, impondo um verdadeiro massacre público. A cobertura, em muitos casos, deixou de lado o jornalismo para assumir o papel de julgamento e condenação antes mesmo que a Justiça se pronunciasse.

 

O Observatório Político de O Paralelo13 ressalta que não se trata da cobertura jornalística das investigações em si — que naturalmente precisavam citar nomes e suspeitas levantadas pela Polícia Federal — mas da forma como parte da imprensa optou por explorar a audiência, oferecendo um desserviço à população. Já a imprensa em geral seguiu noticiando com base em informações vazadas de um processo que corria em segredo de Justiça.

 

Cada um no seu quadrado

 

 

De volta ao comando, Wanderlei Barbosa faz uma retrospectiva e, de forma cirúrgica, monta um governo com foco em 2026. O plano é entregar rodovias recapeadas, hospitais construídos e ampliados, além de parcerias com os 139 municípios tocantinenses. O governador também reforça o prestígio a aliados na Assembleia Legislativa, com apoio irrestrito ao presidente da Casa, deputado Amélio Cayres, a quem chama de irmão leal.

 

 

No Congresso Nacional, Wanderlei se apoia em nomes como o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, considerado porto seguro durante os dias de afastamento, e a senadora professora Dorinha Seabra. Deputados federais como Felipe Martins, Ely Borges, Carlos Gaguim e Alexandre Guimarães também integram esse círculo de confiança.

 

Um por todos e todos por um

 

 Deputado Amélio Cayres, presidente da ALETO e o governador Wanderlei Barbosa 

 

O governador transforma em questão de honra a eleição e reeleição de seus aliados na Assembleia Legislativa, especialmente aqueles que resistiram às pressões para assinar o pedido de impeachment.

 

Possíveis pré-candidatos a governador em 2026

 

Laurez, Irajá Abreu, Vicentinho Júnior e Ronaldo Dimas

 

Entre os nomes que despontam para a disputa o vice-governador Laurez Moreira, que ocupou interinamente o governo por 90 dias era, disparado, o mais animado com seu futuro político, com sua condição de governador. Durante esse período, Laurez mudou de partido e ingressou no PSD do senador Irajá Silvestre, atendendo convite do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.

 

O PSD nacional chegou a lançar Laurez como candidato à reeleição, e a chapa inclui Irajá Silvestre e o deputado federal Vicentinho Júnior como candidatos ao Senado. Nos próximos dias, Laurez e o PSD devem se pronunciar sobre a continuidade da candidatura ou a possibilidade de uma nova composição que represente a oposição unida.

 

Dorinha com candidatura turbinada

 

Senadora Dorinha Seabra, Eduardo Gomes, governador Wanderlei e deputado carlos Gaguim 

 

Sempre humilde, cautelosa e muito cirúrgica, a senadora professora Dorinha Seabra conseguiu construir um alicerce sólido para sua candidatura ao governo em 2026. Pela federação União Brasil/PP, Dorinha conta com o apoio do vice-presidente do Senado e presidente do PL no Tocantins, Eduardo Gomes, do governador Wanderlei  Barbosa e de dezenas de prefeitos. Entre eles, os cinco gestores dos principais colégios eleitorais do estado: Eduardo Siqueira Campos (Palmas), Wagner Rodrigues (Araguaína), Josi Nunes (Gurupi), Ronivon Maciel (Porto Nacional) e Celso Morais (Paraíso do Tocantins).

 

Prefeitos com a senadora Dorinha 

 

A partir de janeiro de 2026, Dorinha precisará manter uma campanha profissional, com agenda organizada e comunicação afinada. Discursos, entrevistas e aparições públicas devem reforçar sua condição de candidata governista apoiada pelo Palácio Araguaia. O cuidado com a imprensa e o marketing será essencial, evitando deslizes que possam comprometer sua candidatura. Mesmo em cenário favorável, Dorinha não pode subestimar a oposição, que se articula em Brasília e observa cada passo. O jogo político será decidido por quem menos errar.

 

Aos traidores

 

No campo político, Wanderlei Barbosa sabe exatamente quem lhe negou apoio no momento mais delicado, quando enfrentava pressões na Assembleia Legislativa. A expectativa é que, no Tocantins, aqueles que mudaram de lado assumam civilizadamente seus atos, sem que seja necessário apontar dedos. Wanderlei, por sua vez, segue firme em sua estratégia de reconstrução política e fortalecimento de alianças para o futuro.

 

O eleitor

 

 

No fim das contas, será o eleitor o julgador coletivo dos candidatos nas eleições estaduais. O Observatório Político de O.Paralelo13 já possui uma lista contendo nomes e currículos de políticos investigados por atos não republicanos, muitos deles detentores de mandato que se apresentam como cordeiros, mas são lobos.

 

As redes sociais terão papel devastador contra candidatos com ficha suja. O Observatório  Político de O Paralelo 13 promete ser respeitoso e ético como sempre foi, mas não será omisso nem conivente com candidaturas que carreguem manchas. Caberá aos eleitores tocantinenses avaliar com rigor antes de decidir em quem votar, conscientes de que o futuro político do estado depende de escolhas responsáveis.

 

 

Posted On Segunda, 15 Dezembro 2025 13:15 Escrito por O Paralelo 13

Por Edivaldo Rodrigues (Interino)

 

 

ALÍVIO COM AS OPERAÇÕES DA PF NO TOCANTINS

 


A cinco dias do início do recesso do Judiciário brasileiro, que começa em 20 de dezembro e se estende até 6 de fevereiro de 2026, o clima entre políticos tocantinenses investigados pela Polícia Federal é de evidente alívio.

Com a chamada “fluência lenta” da Justiça durante o período de férias, investigados por suspeitas de atos não republicanos, incluindo corrupção, respiram mais tranquilos. Pelo menos até fevereiro, diminui o risco de visitas indesejadas da PF nas primeiras horas da manhã.

Isso não significa, no entanto, que as investigações estejam paralisadas. Os inquéritos seguem em andamento no âmbito da Polícia Federal e, posteriormente, deverão ser encaminhados ao Judiciário para análise e eventuais desdobramentos.

O Natal e o Ano Novo podem até ser celebrados em família, mas 2026 promete ser um ano de ajustes de contas.

 

O RITUAL JURÍDICO

 


Nos bastidores do meio jurídico, o entendimento é de que as investigações envolvendo políticos detentores de mandato devem estar concluídas até 4 de abril de 2026, prazo estratégico dentro do calendário eleitoral.

A data não é aleatória. Trata-se de um marco sensível para o jogo político, especialmente para quem pretende disputar as eleições do próximo ano ou influenciar diretamente o tabuleiro sucessório no Tocantins. Até lá, silêncio, cautela e muitas articulações fora dos holofotes.

 

2026 PROMETE

O próximo ano já nasce quente. O ambiente político do Tocantins entra em 2026 com investigações em curso, articulações aceleradas e alianças sendo testadas diariamente. Quem sobreviver ao primeiro semestre chega mais forte, ou mais exposto, ao período eleitoral.

 

VICENTINHO JÚNIOR REBATE INVESTIGAÇÃO DA PF

 

O deputado federal Vicentinho Júnior (PP) divulgou um vídeo para rebater reportagem da imprensa nacional que o cita em investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean, que apura um esquema bilionário de corrupção envolvendo recursos públicos e emendas parlamentares.
Entenda o caso
De acordo com apuração jornalística, a PF identificou indícios de que uma empresa registrada no nome da esposa do parlamentar teria recebido repasses mensais de uma empresa de fachada ligada a uma organização criminosa investigada. As transferências teriam ocorrido entre 2023 e 2024 e somariam cerca de R$ 420 mil, conforme planilhas apreendidas pelos investigadores, nas quais os valores aparecem associados ao codinome “VIC”.

A Polícia Federal apura se os recursos teriam sido destinados ao deputado por intermédio da empresa. Vicentinho Júnior nega qualquer irregularidade. Não há indiciamento até o momento, e as investigações seguem em andamento.

 

PALMAS: EDUARDO SIQUEIRA SEM RODEIOS

 

De forma serena, porém firme, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, tem sido taxativo ao declarar apoio à candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao Governo do Tocantins.

À frente do maior colégio eleitoral do estado, Eduardo foi o primeiro grande líder político a se posicionar publicamente em favor da senadora, ainda em 2024. Nos bastidores, não deixa margem para dúvidas: Dorinha lidera com folga as intenções de voto e representa, segundo ele, o nome mais competitivo para a sucessão estadual em 2026.

A sinalização antecipada fortalece o palanque da senadora e reposiciona o prefeito de Palmas como peça-chave no xadrez eleitoral que se desenha.

 

WANDERLEI GARANTE TERCEIRO MANDATO POR UNANIMIDADE NO STF

 

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, obteve na última semana uma vitória decisiva no Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, a Segunda Turma da Corte confirmou a legalidade de seu terceiro mandato à frente do Palácio Araguaia.
O resultado foi recebido com surpresa por analistas políticos em Brasília, sobretudo por aliados do então governador interino Laurez Moreira, que acreditavam na impossibilidade do retorno de Wanderlei ao cargo. Nos bastidores, Laurez chegou a apostar que a decisão não avançaria no Supremo.

Entre os principais fiadores políticos de Wanderlei durante o processo esteve o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL). Considerado um dos pilares de sustentação do governador em Brasília, o senador atuou como verdadeiro porto seguro na articulação política e jurídica que resultou na decisão favorável do STF.

Com o desfecho, Wanderlei Barbosa sai fortalecido institucionalmente e reposiciona seu grupo no tabuleiro político estadual, mirando com mais segurança os desdobramentos de 2026.

 

IRAJÁ PRECISA FALAR

 

O presidente do PSD no Tocantins, senador Irajá Abreu, precisa vir a público para confirmar ou negar a continuidade do projeto sucessório do partido no estado. A principal dúvida nos bastidores é se o vice-governador Laurez Moreira segue, de fato, como pré-candidato ao Governo do Tocantins pela legenda.

O silêncio do comando estadual do PSD tem alimentado especulações e provocado ruídos dentro da própria base aliada. Com o tabuleiro de 2026 em constante rearranjo, a definição, ou ao menos uma sinalização clara tornou-se necessária para evitar desgastes e manter a coesão interna do partido.
Em política, o vácuo raramente fica vazio. E, neste caso, falar é tão estratégico quanto agir.

 

PARALELO 13 ENTRA EM RECESSO

 

Após um ano marcado por intensos desafios no cenário político e institucional, o Paralelo 13 entra em período de recesso. Foi um ciclo que exigiu do nosso jornalismo profissional, independente e equilibrado, sempre fiel à linha editorial do veículo.

Ao longo de 2025, a equipe do Paralelo 13 dedicou-se a entregar aos leitores e colaboradores uma cobertura jornalística sem rodeios, acompanhando de perto os bastidores da política tocantinense, muitas vezes avançando noites adentro para levar a informação em tempo real, com responsabilidade e compromisso público.

O recesso ocorre de 22 de dezembro a 5 de janeiro de 2026. Retornaremos com ainda mais dedicação para seguir informando com seriedade, transparência e respeito ao leitor.
A todos que nos acompanharam ao longo do ano, nosso agradecimento.

 

 

Posted On Segunda, 15 Dezembro 2025 11:16 Escrito por O Paralelo 13
Página 37 de 3612