Documento reúne prioridades para ampliar direitos, fortalecer a participação feminina e combater a violência contra mulheres e meninas.

 

 

Com Assessoira

 

 

“Educação de qualidade para as mulheres é a chave para a ocupação de espaços de liderança nos setores público e privado. É o que permite ampliar a presença feminina na política, na ciência, na gestão pública e nos negócios”. Assim a senadora Professora Dorinha (União) abriu a Sessão Solene do Congresso Nacional destinada ao lançamento da Agenda Legislativa Mulheres do Brasil 2026, nesta quarta-feira (10). O documento elaborado pelo Grupo Mulheres do Brasil que reúne propostas para ampliar direitos, fortalecer a participação feminina e enfrentar diferentes formas de violência contra mulheres e meninas.

 

A parlamentar destacou que a construção da agenda reflete os avanços conquistados pelas mulheres brasileiras, mas também evidencia os desafios que ainda impedem a plena igualdade de oportunidades no país.

 

O documento está estruturado em sete eixos prioritários: enfrentamento à violência contra a mulher; participação política e representatividade; autonomia econômica e trabalho; saúde da mulher; orçamento sensível ao gênero; educação e formação; e violência digital, inteligência artificial e ambiente online.

 

 

Dorinha ainda deu ênfase especial aos temas da educação, da representatividade feminina e do orçamento público com perspectiva de gênero. Segundo ela, essas áreas têm potencial para impulsionar avanços em todas as demais políticas voltadas às mulheres. Também chamou atenção para barreiras que ainda afastam meninas e mulheres do pleno acesso à educação, como a pobreza menstrual, o assédio presencial e virtual e o desestímulo à participação feminina em áreas como ciência, tecnologia e matemática. A senadora ressaltou ainda a necessidade de enfrentar a misoginia nos ambientes educacionais e digitais.

 

Ao abordar o eixo dedicado à violência online, ela defendeu medidas de proteção contra crimes como deepfakes, perseguição digital e cyberbullying, mas ressaltou que o enfrentamento do problema exige ações educativas permanentes. “Se desejamos reduzir os índices de violência contra a população feminina, é indispensável educar, desde o berço, os homens para respeitar meninas e mulheres. Punir é necessário, responsabilizar também, mas sem educação continuaremos combatendo apenas as consequências de um problema que precisa ser enfrentado na sua origem”, destacou.

 

Mulheres do Brasil

O Grupo Mulheres do Brasil reúne mais de 140 mil participantes no Brasil e no exterior e atua de forma suprapartidária na promoção de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, ao fortalecimento da cidadania e à ampliação da participação feminina nos espaços de decisão. A Agenda Legislativa 2026 será apresentada ao Congresso Nacional como contribuição para os debates e votações dos próximos meses.

 

Posted On Quinta, 11 Junho 2026 04:51 Escrito por

Na simulação de segundo turno, o levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, de maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%.

 

 

 

Com Estadão Conteúdo 

 

 

 

Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vitorioso na disputa de narrativas sobre a ameaça de um novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Com apoio relevante dos chamados eleitores independentes – aqueles que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo -, Lula, que será candidato à reeleição, ampliou a vantagem sobre o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).

 

Na simulação de segundo turno, o levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, de maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%. Antes, o presidente e o senador estavam em empate técnico dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais. Agora, Lula lidera por seis pontos porcentuais de vantagem.

Entre o eleitorado que se posiciona como independente, em um cenário de segundo turno, Lula registrou 37%, ante 24% de Flávio Foram 30% os que disseram que não vão votar e 9% de indecisos. Em maio, neste segmento, o presidente tinha 29% e o senador, 31% Eram 35% os que não iriam votar e 5% de indecisos.

PRIMEIRO TURNO

Lula segue liderando o cenário estimulado de primeiro turno, com 39%, seguido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 29%. O terceiro lugar é compartilhado por sete pré-candidatos a presidente.

 

Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), 2% cada; Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registraram 1% cada. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Esta foi a primeira pesquisa do instituto a incluir os nomes de Barbosa e Aécio.

No caso da ameaça de tarifaço, os entrevistados disseram concordar mais com as versões de Lula do que com as explicações de Flávio. Segundo a pesquisa, 47% acham, assim como o petista, que o senador pediu novo tarifaço contra o Brasil. Por outro lado, 35% acreditam que Flávio tentou demover o presidente americano, Donald Trump, da imposição de novas tarifas. São 18% os que não responderam.

 

Para 46%, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix, como diz Lula, enquanto 36% acham que o tarifaço é uma represália do governo dos EUA a declarações do petista contra os EUA, como defende Flávio. São 8% os que não responderam. Para 47%, é Lula quem melhor representa a defesa de interesses do Brasil, enquanto 37% veem Flávio nessa posição. Os que não responderam foram 10%.

 

REATIVA

Integrantes do bolsonarismo avaliam que a campanha de Flávio precisa reagir e fazer ajustes imediatos, o que incluiria apresentar o senador mais alinhado ao estilo do pai, com forte defesa de pautas caras à direita, como segurança pública, e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Mesmo reconhecendo o prejuízo causado pela revelação do seu áudio pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o pai, bolsonaristas acham que a campanha precisa impor sua agenda, e não se tornar apenas reativa ao caso. Existe também uma cobrança por “sangue-frio” para evitar que um clima de derrota contamine a campanha.

 

Conforme o levantamento divulgado ontem, 65% disseram que Flávio deveria ter evitado negociar com Vorcaro. Enquanto isso, 17% afirmaram não ver nada demais no episódio. Outros 18% não responderam.

 

FACÇÕES

Questionados sobre a designação, pelo governo Trump, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, 47% disseram que Flávio teve influência na decisão, enquanto 37% avaliaram que não. São 16% os que não responderam.

 

Apesar de Trump ter anunciado a nova designação logo após um encontro com Flávio, no fim de maio, o governo dos EUA vinha estudando a questão havia meses.

 

A pesquisa apontou ainda que Flávio tem sido visto como menos moderado do que integrantes de sua família. São 50% os que têm essa percepção do senador; em maio, eram 47%. O porcentual dos que o avaliam como mais moderado caiu de 39% no mês passado para 33% agora.

 

 

 

Posted On Quinta, 11 Junho 2026 04:49 Escrito por

Proposta reduz idade de responsabilização criminal de 18 para 16 anos e segue para comissão especial; placar foi de 44 votos favoráveis contra 18

 

Por Warley Júnior

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O placar foi de 44 votos favoráveis contra 18.

 

O parecer favorável foi apresentado pelo relator da matéria, deputado Coronel Assis (PL-MT). Segundo o parlamentar, a proposta não viola cláusulas pétreas da Constituição nem compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

 

A análise na CCJ representa apenas a primeira etapa da tramitação da proposta na Câmara. Com a aprovação, o texto segue para uma comissão especial, que ficará responsável por discutir o mérito da medida e poderá propor alterações.

 

Depois dessa fase, a PEC ainda precisará ser votada pelo Plenário da Câmara em dois turnos. Para ser aprovada, são necessários os votos favoráveis de pelo menos três quintos dos deputados, o equivalente a 308 parlamentares em cada votação.

 

A proposta foi debatida pelos integrantes da comissão na terça-feira (9), mas a votação acabou adiada devido ao início das deliberações no Plenário da Câmara.

 

 

Posted On Quarta, 10 Junho 2026 14:06 Escrito por O Paralelo 13

Por Gabriel Hirabahasi e Daniel Tozzi

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança numericamente nas intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10.

Este é o segundo mês seguido em que Lula pontuou numericamente acima de Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário. O petista tem 44% das intenções de voto contra 38% do senador na simulação de segundo turno.

Lula passou por um período de queda na vantagem contra Flávio de agosto do ano passado a abril deste ano. Chegou a figurar numericamente atrás do senador em abril, quando Flávio teve 42% contra 40% de Lula. Depois da divulgação de conversas do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio perdeu força na corrida presidencial.

 

No primeiro turno, segundo a pesquisa, Lula tem 39% das intenções de voto. Flávio tem 29%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 3% e continua com dificuldades para alavancar sua candidatura em um cenário de alta polarização. O mesmo se aplica ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 2%. Renan Santos (Missão), do MBL, figura com 3% .

 

Esta é a primeira pesquisa Genial/Quaest divulgada com os nomes de Joaquim Barbosa (DC) e Aécio Neves (PSDB) nos cenários estimulados de primeiro e segundo turnos. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) teve 1% das intenções de voto. O presidente do PSDB, 2%.

 

O cenário projetado pela pesquisa é o seguinte:

 

– Lula (PT): 39%;

 

– Flávio Bolsonaro (PL): 29%;

 

– Renan Santos (Missão): 3%

 

– Ronaldo Caiado (PSD): 3%;

 

– Aécio Neves (PSDB): 2%;

 

– Romeu Zema (Novo): 2%;

 

– Augusto Cury (Avante): 1%;

 

– Joaquim Barbosa (DC): 1%;

 

– Samara Martins (UP): 1%;

 

– Cabo Daciolo (Mobiliza): 0%;

 

– Edmilson Costa (PCB): 0%;

 

– Heró Bezerra (PRTB): 0%.

 

A pesquisa mediu o quão certos de seus votos os eleitores estão. Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados disseram que suas escolhas são definitivas, enquanto 36% avaliaram que ainda podem mudar. Entre os que dizem votar em Lula, 71% estão certos da escolha, enquanto 29% podem mudar. Entre os que dizem votar em Flávio, 70% dizem ser definitiva, enquanto 30% podem mudar.

 

No caso de Caiado, 52% afirmaram que podem mudar de ideia quanto ao voto no ex-governador de Goiás, enquanto 44% estão certos de suas escolhas. Nos que dizem votar em Zema, 74% afirmaram que podem mudar e apenas 26% estão certos do voto. Os números indicam a possibilidade dos eleitores nos dois ex-governadores migrarem para outro candidato.

 

Segundo turno

 

Nas simulações de segundo turno, Lula tem seis pontos porcentuais de vantagem contra Flávio e continua à frente dos demais adversários. A seguir, os cenários:

 

– Lula 44% x 38% Flávio;

 

– Lula 45% x 35% Zema;

 

– Lula 45% x 35% Caiado;

 

– Lula 45% x 31% Renan Santos;

 

No cenário espontâneo, quando os entrevistados são perguntados sobre em quem votariam, sem que nenhum nome seja apresentado, 23% disseram que votariam em Lula. É um ponto porcentual a mais que em maio. O nome de Flávio foi citado por 17%, três pontos porcentuais abaixo do registrado em maio. 56% dos entrevistados se disseram indecisos (eram 57% em maio).

 

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 10 Junho 2026 14:04 Escrito por

A CAE do Senado questionou a falta de dados sobre a situação financeira do banco e os efeitos do acordo homologado pelo STF

 

 

Com Estadão

 

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado cobraram nesta terça-feira (9) explicações sobre a situação financeira do Banco de Brasília (BRB) e a falta de transparência em torno do socorro bilionário ao banco. A principal crítica dos senadores foi a demora na divulgação do balanço de 2025, que deveria ter sido apresentado até 31 de março, além das dúvidas sobre os prejuízos relacionados às operações com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Durante audiência pública, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que a instituição precisa de R$ 8,8 bilhões em empréstimo e disse que a atual gestão trabalha para manter o banco funcionando. O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), criticou a homologação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um acordo firmado entre União, Distrito Federal, Banco Central e BRB antes da divulgação do balanço de 2025.

 

O entendimento homologado pelo STF no fim de maio prevê que o Governo do Distrito Federal (GDF) faça um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com garantia de fiança de um sindicato de bancos e contragarantia vinculada a verbas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União. O acordo também estabelece que o GDF adote medidas legais de controle de despesas públicas, incluindo a não realização de novos concursos e a não concessão de reajustes salariais para servidores, entre outras ações de ajuste fiscal.

 

Segundo o STF, eventuais recursos que o Distrito Federal receber por via judicial ou por acordos relacionados a prejuízos sofridos pelo BRB deverão ser destinados prioritariamente ao pagamento do empréstimo. Mesmo homologado, o acordo ainda depende de aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal para entrar em execução prática.

 

De acordo com o presidente do BRB, os outros R$ 2,2 bilhões necessários viriam da securitização da dívida do GDF, por meio de uma operação financeira estruturada com participação do BTG Pactual. Na primeira etapa, em 25 de maio, essa operação captou R$ 1,17 bilhão para o banco estatal.

 

Senadores do Distrito Federal afirmaram que os termos do acordo comprometem a governabilidade local. Izalci Lucas (PL-DF) disse que um empréstimo a ser pago em 15 anos compromete a gestão de próximos governadores e voltou a cobrar auditorias e o balanço financeiro do banco. Já Damares Alves (Republicanos-DF), autora do pedido de audiência, disse que ainda há muitas dúvidas sobre quanto a crise vai custar ao Distrito Federal, aos cidadãos e ao país.

 

Damares também afirmou que a preocupação ultrapassa o âmbito distrital, citando a ameaça aos cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais recolhidos junto ao BRB por determinação de tribunais de justiça de quatro estados e do Distrito Federal. Segundo ela, o banco responde por cerca de 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal e controla uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

 

 

Posted On Quarta, 10 Junho 2026 05:33 Escrito por
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