Taxa real brasileira passou de 9,30% ao ano, no levantamento de agosto, para 8,45% ao ano

 

 

COM FOLHAPRESS

 

 

Apesar do corte na taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano, o Brasil manteve a primeira posição no ranking mundial de juros reais (descontada a inflação).

 

A taxa real brasileira passou de 9,30% ao ano, no levantamento de agosto, para 8,45% ao ano, segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence.

 

Nesta quarta (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou a taxa básica de 14% para 13,75% ao ano.

 

O Brasil possui juros reais mais elevados do que Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%), Turquia (6,25%), México (3,08%), África do Sul (2,93%) e Argentina (2,69%), para citar os países de destaque no levantamento, que reúne 40 economias que possuem uma taxa média de 1,62% ao ano.

 

A taxa real é calculada pela combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses (4,71%, via relatório Focus do Banco Central) e da taxa de juros a mercado no vencimento 12 meses à frente.

 

Em termos nominais, a taxa brasileira (13,75%) ocupa a quarta posição no ranking mundial, ficando abaixo de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14%), mas acima de Colômbia (12%), África do Sul (7%) e México (6,50%) –a média dos 40 países é de 5,47% ao ano.

 

Considerando uma amostra mais ampla, entre 164 países, 72,56% mantiveram os juros, 21,34% elevaram e 6,10% cortaram na última reunião dos seus bancos centrais.

 

A consultoria destaca que as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima pelo mercado nos países do ranking, criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio.

 

 

 

Posted On Quinta, 17 Setembro 2026 07:12 Escrito por

Candidata ao Governo defendeu a valorização de efetivos, contratados e comissionados e disse que pretende discutir plano de saúde e direitos dos profissionais com contratos temporários

 

 

Da Assessoria

 

O candidato a deputado federal Fábio Vaz (REP) participou, na noite desta terça-feira, 15, de um encontro que reuniu professores e outros profissionais da educação em apoio à candidatura da Professora Dorinha (UB) ao Governo do Tocantins. Durante o evento, Dorinha relacionou a execução de suas propostas para o setor à eleição de representantes comprometidos com a pauta e pediu votos para Fábio, ex-secretário de Estado da Educação.

 

Em seu discurso, Fábio afirmou que considera educadores todos os profissionais que trabalham no ambiente escolar e destacou sua ligação pessoal e profissional com a educação pública. Filho de professora e egresso da rede pública, o candidato disse que pretende levar ao Congresso Nacional um olhar voltado à realidade das escolas.

 

“É com muito orgulho e felicidade que faço parte dessa família de educadores. Para mim, todo mundo que está do muro para dentro da escola é educador. Temos os professores, que conduzem o trabalho pedagógico, e toda uma equipe que trabalha por uma educação melhor”, declarou.

 

Fábio também defendeu a eleição de representantes que conheçam as necessidades da comunidade escolar. “Aqui está um filho de professora, alguém que acredita na educação pública e que é fruto da educação pública. Precisamos ter representantes no Congresso Nacional com um olhar para dentro das escolas”, afirmou.

 

 

Na mesma fala, o candidato defendeu uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para reduzir de 200 para 180 o número de dias letivos.

 

Em sua fala, Dorinha disse que pretende ampliar a valorização dos trabalhadores da área, independentemente do vínculo com o Estado. A candidata citou servidores efetivos, contratados e comissionados e afirmou que, no cotidiano das unidades de ensino, todos exercem funções essenciais para garantir a educação pública.

 

“No espaço da escola, não faz diferença se você é nomeado, contratado ou efetivo. O seu trabalho é tão importante para a garantia da educação”, declarou.

 

Dorinha também lembrou que assinou, ao lado de Fábio Vaz, uma carta de compromissos com a categoria e afirmou que pretende tratar do acesso ao plano de saúde e de outros direitos dos profissionais contratados.

 

A candidata reconheceu medidas adotadas pela atual gestão estadual, como a realização de concurso público após mais de uma década, e disse que pretende dar continuidade aos programas já em andamento. Entre as propostas mencionadas estão a retomada e ampliação do Salão do Livro e a criação de uma política estadual voltada à educação infantil, com apoio aos municípios para a construção de creches destinadas a crianças de zero a três anos.

 

Ao falar sobre a composição política necessária para executar as propostas, Dorinha pediu a eleição de Fábio Vaz para a Câmara dos Deputados e citou outros candidatos alinhados ao seu projeto.

 

Segundo ela, o apoio de representantes no Congresso Nacional será decisivo para viabilizar projetos e buscar recursos para a educação. “Seu Fábio, faça o favor de ganhar a eleição, porque eu preciso de ajuda e de recursos. Nós, da educação, sabemos fazer, sabemos cuidar e vamos trabalhar por todos os tocantinenses”, declarou.

 

Apoios à candidatura de Fábio Vaz

 

 

O candidato a vice-governador Atos Gomes (REP) destacou a passagem de Fábio Vaz pela Secretaria de Estado da Educação e declarou apoio à sua candidatura. “Fábio, você é meu amigo, meu irmão e meu deputado. Parabéns por todo o trabalho que você fez na educação. A educação tem a oportunidade de eleger esse grande homem, que foi prefeito, fez muito pela área e vai ajudar a professora Dorinha”, afirmou.

 

O candidato ao Senado Eli Borges (REP) também defendeu o nome de Fábio para a Câmara Federal. Ao citar a convivência entre os dois durante a campanha, classificou o candidato como um parceiro presente e afirmou que, em sua avaliação, Fábio foi “o melhor secretário da Educação”.

 

O governador Wanderlei Barbosa (REP) pediu votos para Fábio Vaz, número 1020, e atribuiu à gestão do ex-secretário parte dos resultados alcançados pelo Estado na alfabetização. Segundo Wanderlei, o percentual de crianças alfabetizadas na idade certa saiu de 14% e superou 60% no ano passado.

 

“Na educação, eu tenho muito trabalho que fiz, e um secretário me deu tranquilidade para trabalhar. Por isso, peço à educação do nosso estado o voto no professor Fábio Vaz, número 1020. Esse é o meu candidato”, declarou o governador.

 

O encontro foi encerrado com Dorinha agradecendo a mobilização dos profissionais. A candidata afirmou que aquela foi uma das noites mais marcantes de sua campanha e disse assumir a responsabilidade de corresponder à confiança recebida.

 

 

Posted On Quinta, 17 Setembro 2026 06:53 Escrito por

Casa Branca não colocou Brasil nas listas formais, mas disse que país virou 'centro para fluxos globais de cocaína'

 

 

Por Caroline Vale

 

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo brasileiro não tem feito o suficiente para combater o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. A declaração consta de uma determinação presidencial enviada ao Congresso americano na terça-feira (15) e divulgada nesta quarta-feira (16).

 

No documento, Trump afirma que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental adotam medidas para reduzir o tráfico de drogas e combater cartéis, o Brasil não estaria enfrentando as duas organizações.

 

“Enquanto muitos governos do Hemisfério Ocidental estão tomando medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o Governo do Brasil não conseguiu enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína”, diz o texto.

Trump também afirma que as duas organizações brasileiras representam uma ameaça que ultrapassa as fronteiras do país.

 

“Essas organizações terroristas brasileiras são uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo do Brasil deve urgentemente tomar medidas agressivas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, afirma o documento.

 

 

Em maio deste ano, os Estados Unidos já haviam classificado o PCC e o CV como organizações terroristas. A decisão do Departamento de Estado entrou em vigor em 5 de junho, inicialmente com a inclusão das facções na categoria de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT) e, posteriormente, como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).

 

No texto, perto do Brasil, Trump ainda colocou a Nicarágua: "Não surpreendentemente, para uma ditadura socialista, o regime ilegítimo de Ortego-Murillo na Nicarágua falhou em tomar medidas suficientes contra o narcotráfico e a cumplicidade de agentes do regime no tráfico de drogas."

 

Países como principais países de trânsito de drogas, segundo os EUA

A declaração aparece em uma determinação sobre países considerados pelos Estados Unidos como grandes pontos de trânsito ou produtores de drogas ilícitas. A lista inclui 23 países, entre eles Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia e China. O Brasil não aparece nessa lista.

 

"Nos termos da seção 706(2)(A) da FRAA, designo o Afeganistão, a Bolívia, a Birmânia e a Colômbia como tendo demonstrado, durante os 12 meses anteriores, falhas substanciais em cumprir suas obrigações nos termos dos acordos internacionais de combate ao narcotráfico e em adotar as medidas de combate ao narcotráfico exigidas pelo artigo 22 USC § 2291h(a)(1)."
A presença de um país nessa relação, segundo o próprio documento, não significa necessariamente que seu governo não esteja adotando medidas de combate às drogas.

 

O texto explica que os países são incluídos na lista por uma combinação de fatores geográficos, comerciais e econômicos que permitem o trânsito ou a produção de drogas ou de substâncias precursoras, mesmo quando os governos adotam medidas de repressão ao tráfico.

 

O presidente também destacou a Venezuela e citou Argentina e Equador como aliados dos Estados Unidos na América do Sul. Sobre a Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro, Trump afirmou ter determinado que o país não fosse mais considerada como tendo “falhado comprovadamente” no cumprimento de seus compromissos de controle de drogas.

 

Com relação a Argentina, Equador e El Salvador, disse que são os maiores aliados dos EUA no hemisfério: "Aplaudo também três dos maiores aliados dos Estados Unidos em nosso hemisfério – Argentina, Equador e El Salvador – por sua liderança, determinação e sucesso na luta contra o narcoterrorismo."

 

No restante do documento, Trump destaca ações de seu governo contra o tráfico de drogas nos Estados Unidos e afirma que houve redução de mais da metade nas apreensões de fentanil e outras drogas contrabandeadas para o país. Ele também cita ações contra organizações classificadas pelo governo americano como narcoterroristas.

 

 

 

Posted On Quinta, 17 Setembro 2026 06:52 Escrito por

Ação começa na segunda-feira, 21, e vai identificar as moradias que ainda não possuem título de propriedade para viabilizar a regularização dos imóveis

 

 

Texto: Alcione Luz

 

 

Os moradores do conjunto habitacional do Setor Lago Sul, na região sul de Palmas, que ainda não receberam o título de propriedade de seus imóveis serão contemplados com uma ação de regularização promovida pela Prefeitura de Palmas. A partir da próxima segunda-feira, 21, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seihab) estarão no setor para realizar um levantamento das moradias que ainda não possuem a documentação definitiva. A Seihab estima que cerca de 300 imóveis do conjunto habitacional ainda estão sem titulação.

 

Durante a ação, as equipes da área de Habitação visitarão as moradias para realizar um diagnóstico individual das propriedades e reunir as informações necessárias para a atualização cadastral e a legalização dos imóveis.

 

O levantamento será a primeira etapa para identificar a situação de cada propriedade e orientar os procedimentos necessários à regularização. A partir do diagnóstico, a Prefeitura poderá atualizar os dados dos imóveis e dar encaminhamento à documentação para que as famílias tenham acesso à titulação definitiva.

 

Segurança jurídica

 

O secretário-executivo de Habitação, Hebert Veras, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a segurança jurídica do patrimônio das famílias. “Com esse trabalho, vamos identificar a situação de cada imóvel e buscar os caminhos necessários para que os moradores tenham a posse definitiva e a documentação regularizada. Além de garantir tranquilidade para as famílias, o título permite que elas tenham mais possibilidades de utilizar seu imóvel, seja para vender, alugar ou buscar financiamento para fazer melhorias na própria casa. É uma ação que transforma a moradia em um patrimônio plenamente reconhecido e assegurado juridicamente”, pontuou.

 

 

 

 

Posted On Quinta, 17 Setembro 2026 06:50 Escrito por

Da Assessoria

 

 

A pandemia da Covid-19 colocou o Brasil diante de uma crise sanitária e econômica sem precedentes. No Tocantins, somente até agosto de 2020 já haviam sido registrados 41.848 casos confirmados e 556 mortes. Ao longo da pandemia, o Estado chegaria a contabilizar 3.939 óbitos, segundo documentos oficiais do Governo do Tocantins.

 

Foi justamente nesse período que o senador Eduardo Gomes ocupava uma posição importante em Brasília: era líder do Governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, responsável pela interlocução política do Executivo com deputados e senadores.

 

Um dos exemplos dessa atuação foi o Pronampe, criado a partir de projeto do então senador Jorginho Mello para socorrer micro e pequenas empresas atingidas pela crise. Jorginho teve a iniciativa; Eduardo Gomes participou, como líder do governo, das articulações políticas em torno do programa. Em agosto de 2020, durante sessão do Congresso, o próprio Eduardo relatou uma negociação de mais de três horas envolvendo líderes da Câmara e do Senado sobre o Pronampe.

 

Anos depois, Jorginho Mello reconheceu essa participação de Eduardo: “quando nós fizemos o Pronampe para salvar 10 milhões de empregos na pandemia, ele ajudou na articulação”, afirmou no depoimento. Registros do Senado daquele período também mostram Eduardo elogiando Jorginho e a então senadora Kátia Abreu pela atuação na construção do programa.

 

UM PROGRAMA QUE CHEGOU À PONTA

 

 

Clique em cima da imagem pra assistir ao vídeo

 

O Pronampe rapidamente ganhou dimensão nacional. Na primeira etapa, foram colocados R$ 15,9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações, viabilizando aproximadamente R$ 18,7 bilhões em crédito para cerca de 211 mil empresas. Os recursos se esgotaram em pouco mais de 30 dias. Em setembro de 2020, uma segunda etapa recebeu aporte adicional de R$ 14 bilhões.

 

A demanda mostrava o tamanho da emergência.

 

O próprio Senado registraria posteriormente que o Pronampe se tornou uma das iniciativas legislativas mais significativas surgidas durante a pandemia. O que começou como uma resposta emergencial acabou avançando para se transformar em política pública permanente. Para Eduardo Gomes, o episódio mostrou justamente a utilidade política da posição que ocupava naquele momento. Liderança não era apenas cargo. Era capacidade de interlocução.

 

E O TOCANTINS?

 

Enquanto participava das grandes negociações nacionais, Eduardo Gomes também atuava para levar equipamentos e recursos ao Tocantins. Existem registros concretos dessa atuação.

 

Em Palmas, por exemplo, a Secretaria Municipal da Saúde recebeu em setembro de 2020 30 ventiladores mecânicos enviados pelo Ministério da Saúde, sendo 20 equipamentos de UTI e dez de transporte. A própria Prefeitura registrou oficialmente que os equipamentos chegaram à Capital “por meio do apoio do senador Eduardo Gomes”, após solicitação do município.

 

Em Araguaína, outro exemplo.

 

O Hospital Municipal de Campanha recebeu respiradores destinados à cidade por articulação de Eduardo Gomes. Quatro equipamentos começaram a ser utilizados ainda em maio de 2020, e a Prefeitura registrou que faziam parte de um conjunto de dez respiradores destinados ao município.

 

Posteriormente, a estrutura foi ampliada e a administração municipal voltou a registrar a participação do senador na articulação de equipamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19.

 

Foi nesse cenário que a articulação política deixou de ser apenas uma expressão dos corredores de Brasília. Significava conseguir crédito para manter uma pequena empresa funcionando, buscar respiradores, ampliar a estrutura hospitalar e abrir portas no Governo Federal quando Estados e municípios disputavam recursos para enfrentar a emergência.

 

 

 

Jorginho Mello criou o Pronampe. O Congresso aprovou. E Eduardo Gomes, como líder do Governo Bolsonaro no Congresso, participou da articulação política em torno de uma das principais respostas econômicas destinadas às pequenas empresas durante a pandemia. Ao mesmo tempo, trabalhou para que equipamentos e recursos chegassem ao Tocantins.

 

Em momentos de normalidade, experiência e capacidade de articulação podem parecer apenas atributos políticos. Na pandemia, elas foram colocadas à prova justamente quando o Tocantins mais precisava de Brasília.

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 15:36 Escrito por
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