Nesta sexta-feira, 11, equipes da Prefeitura de Palmas atuam na implantação de galerias no trecho entre as quadras ACSO 80 e 90
Texto: Alcione Luz
As obras de drenagem e infraestrutura da Avenida LO-21, em Palmas, chegaram à região sudoeste do Plano Diretor e já ultrapassaram a Avenida Siqueira Campos. Nesta sexta-feira, 11, as equipes atuam na implantação de galerias para o escoamento das águas pluviais no trecho entre as quadras ACSO 80 e 90 (801 e 901 Sul). No local, estão sendo instaladas aduelas de concreto pré-moldado, com dimensões de 2,5 por 2,5 metros, que formam a estrutura da galeria de macrodrenagem responsável por conduzir as águas das chuvas.
Na parte sudeste da avenida, outro trecho da obra já conta com as estruturas de drenagem implantadas. As bocas de lobo foram instaladas no trecho da LO-21 entre a Avenida NS-10 e a Avenida Siqueira Campos, permitindo o direcionamento e o escoamento das águas pluviais pela nova rede.
A obra contempla a implantação de infraestrutura no trecho entre a marginal da TO-050 e a Avenida NS-05. A intervenção busca solucionar problemas de acúmulo de água, que há décadas provocam transtornos aos moradores, especialmente durante o período chuvoso.
Frentes de trabalho
Nesta sexta-feira, as equipes atuam simultaneamente em outras frentes, com a construção de calçadas com acessibilidade no cruzamento com a Avenida Siqueira Campos e escavações para instalação da rede de drenagem no acesso à Avenida NS-05.
“Essa obra de macrodrenagem representa um importante investimento em infraestrutura urbana para Palmas, principalmente porque estamos enfrentando um problema antigo de escoamento das águas das chuvas. A implantação dessa rede vai permitir dar uma solução estruturante para uma região que há décadas convive com pontos de acúmulo de água”, enfatizou o secretário municipal de Infraestrutura e Habitação de Palmas, Paulo Cezar Monteiro.
Por Igor Gielow
A primeira pesquisa do Datafolha realizada sob o impacto pleno da crise do Supremo Tribunal Federal mostra uma situação de estabilidade na corrida ao Planalto, com o presidente Lula (PT) marcando 39% e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 35% no primeiro turno.
Augusto Cury (Avante) tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barao (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1%. Dizem votar voto branco ou nulo 6%, e 4% se dizem indecisos.
Há uma semana, Lula marcava 38%, ante 33% de Flávio. Já Cury havia subido seis pontos, chegando a 8%.
O resultado é estável para a dupla à frente, mas a distância numérica entre eles é a menor desde maio, tendo passado de 10 para 4 pontos percentuais —o que sugere empate no limite máximo da margem de erro de dois pontos para mais ou menos, com maior probabilidade de Lula estar à frente.
À esquerda, homem de cabelos brancos e barba, vestido com terno azul e faixa presidencial verde e amarela, faz gesto de positivo com as duas mãos. À direita, homem de cabelos curtos e escuros, veste camiseta amarela com verde e jaqueta preta, com a mão direita sobre o peito, em ambiente externo.
Na votação espontânea, quando o eleitor não vê a list de candidatos, Lula segue sendo o mais lembrado, passando de 31% para 33% ante a rodada anterior. Flávio foi de 22% para 25% e Cury oscilou de 5% para 3%. Os indecisos estão em 23%, nível mais baixo até aqui.
Já na simulação de segundo turno, o petista teria 46% e o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, 44%. Na rodada anterior, os números eram os mesmo, indicando um empate técnico.
Lula também empata tecnicamente com Augusto Cury, que não havia sido testado ainda num segundo turno. Segundo o Datafolha, o presidente marca 45% e o escritor, 43%. Já o petista triunfa sobre Caiado (46% a 41%), Zema (48% a 39%) e Renan (48% a 37%).
Em termos de herança potencial, o Datafolha aferiu que 39% dos eleitores de Cury votariam em Flávio num segundo turno e 37%, em Lula. Entre aqueles que não se dizem nem petistas, nem bolsonaristas, nova divisão: 34% para o presidente, 38% para o senador.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores de terça-feira (8) a quinta (10) em 125 municípios. O levantamento foi encomendado pela Folha e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026.
Não houve alterações significativas em termos de perfil de eleitorado, embora Flávio tenha novamente invertido o sinal com Lula no Sudeste, região mais populosa com 42% da amostra do Datafolha. Nela, o senador marca 37%, ante 35% do petista; há uma semana, o bolsonarista tinha 34% e o presidente, 36%.
Nos grandes estratos, Lula segue com boa vantagem entre os 28% menos instruídos (52% a 24%), os 49% mais pobres (47% a 27%), os 27% de nordestinos (53% a 25%) e os 50% de católicos (46% a 29%).
Flávio, por sua vez, lidera com mais vantagens entre os 47% com ensino médio (40% a 35%) e os 25% com diploma superior (37% a 30%). Na classe média que ganha de 2 a 5 salários mínimos, 33% da população, bate Lula por 42% a 31%, taxa que sobe acompanhando a renda. Vence entre os 15% de sulistas (40% a 29%), nos 18% moradores do Norte/Centro-Oeste (40% a 32%) e nos 28% de evangélicos (50% a 22%).
A pesquisa foi realizada sob o impacto da crise do STF. Ela foi encerrada, contudo, antes da revelação nesta sexta (11) de que Flávio é investigado no inquérito do caso "Dark Horse" e a determinação do fim do sigilo sobre os dados da apuração.
A crise começou com a revelação, pelo ministro André Mendonça, de relatório sigiloso a que Alexandre de Moraes teve acesso no qual são reveladas relações próximas do colega com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master preso sob acusação de comandar a maior fraude financeira da história brasileira.
Moraes revidou questionando os atos do colega formalmente. Mendonça, por sua vez, reagiu determinando o afastamento do chefe da Polícia Federal e do diretor de inteligência do órgão. O presidente da corte, Edson Fachin, buscou ganhar tempo e acalmar ânimos suspendendo todas as medidas.
Ele também marcou para a terça que vem (15) uma sessão para debater a abertura ou não de investigação sobre Moraes, a quem removeu do polêmico inquérito das fake news, que desde 2019 era conduzido pelo ministro.
Flávio adotou já no evento do 7 de Setembro a estratégia de associar Lula a Moraes, que comandou o julgamento que condenou seu pai a 27 anos e três meses de cadeia por tentativa de golpe de Estado e manteve aliança tática com o petista ao longo do terceiro mandato do presidente.
Lula, por sua vez, viu seu ex-ministro da Justiça Flávio Dino, hoje no Supremo, recolocar em foco as relações do senador fluminense com Vorcaro.
Flávio Bolsonaro foi gravado pedindo dinheiro ao então banqueiro já em apuros, o chamando de "meu irmão" e prometendo lealdade.
A verba, quase R$ 70 milhões, se destinaria, segundo o senador, para bancar o filme "Dark Horse" (azarão, em inglês), sobre a carreira de seu pai. Só que Flávio não apresentou as contas e disse se tratar de uma empreitada privada, quando houve dinheiro da prefeitura paulistana envolvido.
Dino abriu o capítulo ao autorizar ação da PF para verificar o uso de verbas parlamentares no financiamento, atingindo o deputado bolsonarista Mário Frias (PL-SP). O eventual impacto desse evento na pesquisa está prejudicado, dado que o trabalho dos entrevistadores já estava avançado.
Por fim, o fim do sigilo sobre o caso no Supremo mostrou que Flávio é investigado, mas a pesquisa já havia sido encerrada.
Moraes e Zanin cobraram acesso a documentos e dados do celular de Vorcaro; Mendonça respondeu e Gilmar sugeriu adiar
Por: Redação Terra
Nos últimos dias, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) publicaram decisões, ofícios e manifestações envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master e a sessão extraordinária marcada para terça-feira, 15. Entre os principais pontos estão o acesso a documentos sob sigilo, os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e pedidos relacionados aos processos que serão analisados pela Corte. Veja o que cada ministro publicou.
André Mendonça
Após um pedido do presidente do STF, Edson Fachin, André Mendonça determinou o levantamento do sigilo de documentos relacionados a investigações que envolvem o chamado caso do filme Dark Horse, além de outras apurações envolvendo o ex-governador do Rio Cláudio Castro, o senador Jaques Wagner e o senador Ciro Nogueira.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além dos 18 casos indicados pela PGR, Mendonça incluiu outros 21 inquéritos no levantamento do sigilo.
No caso relacionado ao Banco Master, Mendonça também determinou o fim parcial do sigilo de documentos de uma investigação sobre supostas fraudes atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e de outras 14 apurações relacionadas ao banco.
Entre os documentos tornados públicos está um relatório da Polícia Federal que aponta que Vorcaro tinha conhecimento de que a Operação Compliance Zero seria deflagrada e teria planejado deixar o país um dia antes de sua prisão. Segundo a PF, seria improvável que a viagem ao exterior na noite anterior à expedição dos mandados fosse por coincidência.
Outro trecho do relatório cita o ministro Dias Toffoli. A PF levantou a suspeita de que ele seria o "beneficiário final" ou "proprietário de fato" do fundo de investimentos Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro. O documento, que permaneceu sob sigilo durante sete meses, também apontou que o dinheiro teria sido enviado para as Ilhas Virgens Britânicas por meio da empresa Egide I.
Toffoli negou ser amigo de Vorcaro e ter recebido dinheiro do banqueiro. Procurado pelo Estadão na manhã desta sexta-feira, 11, ele ainda não havia se manifestado sobre os recursos enviados ao exterior.
Alexandre de Moraes

Depois da decisão de Mendonça, Alexandre de Moraes pediu a Fachin o levantamento integral do sigilo dos documentos relacionados ao caso.
Moraes criticou o que classificou como uma "escolha seletiva" de Mendonça na divulgação do material. Segundo ele, o ministro teria cumprido apenas parcialmente a determinação de Fachin e escolhido quais documentos deveriam ser tornados públicos.
O ministro também pediu que sua manifestação fosse julgada conjuntamente com a de Mendonça no plenário do STF na sessão de terça-feira, 15.
Cristiano Zanin
Zanin entrou na discussão sobre os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O ministro pediu a Fachin acesso aos dados brutos do aparelho apreendido pela Polícia Federal para que pudesse fazer uma "apreciação necessária e completa" do pedido de investigação apresentado por Mendonça contra Moraes.
Mendonça havia informado que o celular original permanecia com a Polícia Federal e que seu gabinete recebeu voluntariamente uma cópia dos dados armazenada em um HD, "lacrado e intocado".
Em resposta, Zanin afirmou que o fato de a cópia estar lacrada não elimina a necessidade de compartilhamento do material. Para o ministro, a cadeia de custódia deve ser preservada em relação ao aparelho original, enquanto os dados copiados podem ser analisados pelos integrantes da Corte.
Zanin também argumentou que cabe a cada ministro determinar quais elementos são necessários para a análise de um processo e que todos os integrantes do STF devem ter a mesma possibilidade de examinar as provas. O ministro destacou ainda que os advogados de defesa tiveram acesso à íntegra dos dados.
Para Zanin, impedir que os ministros tenham acesso ao material produziria uma "evidente incongruência" e dificultaria a análise do caso. Por isso, reiterou o pedido para que o conteúdo integral do celular ou a cópia mantida pela PF seja disponibilizada aos ministros.
André Mendonça responde

Mendonça nega ter divulgado documentos de forma seletiva no caso Master:
Mendonça respondeu às manifestações de Moraes e Zanin. Em relação à acusação de que teria feito uma divulgação seletiva, afirmou que a diferença entre o número de documentos disponibilizados e a quantidade indicada no sistema eDigital do STF pode ter diferentes explicações.
Segundo Mendonça, a existência de números diferentes não significa que tenha ocorrido um levantamento parcial do sigilo. O ministro também ressaltou que a decisão de Fachin previa exceções relacionadas ao sigilo necessário para investigações em andamento ou para futuras operações policiais.
Sobre os dados do celular de Vorcaro, Mendonça reiterou que a Polícia Federal mantém o aparelho original sob sua guarda e que seu gabinete recebeu uma cópia em HD, entregue de forma voluntária e mantida lacrada.
Gilmar Mendes
O decano do STF, Gilmar Mendes, também se manifestou sobre a sessão extraordinária prevista para terça-feira, 15. Em um ofício de seis páginas, sugeriu que o julgamento seja adiado.
Gilmar propôs que Fachin passe a ser o único relator dos pedidos relacionados aos processos 16.662 e 16.704. A ideia, segundo ele, é que as questões sejam "instruídas e delimitadas antes de ir a julgamento".
Caso a sessão seja mantida, Gilmar sugeriu que Fachin faça o relatório no plenário e que o julgamento comece pela análise de questões preliminares, especialmente o argumento da PGR de que determinados atos poderiam ser considerados nulos.
O ministro também pediu que Fachin seja responsável por analisar a solicitação de investigação apresentada contra Mendonça por suposto abuso de autoridade em um processo relacionado ao Banco Master e o pedido apresentado por Moraes.
A sessão extraordinária está prevista para terça-feira, 15, e deverá analisar os pedidos e questões relacionados às investigações envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos no STF.
Plano prevê convocação do cadastro reserva, tecnologia, valorização da carreira e maior presença policial nos municípios
Da Assessoria
A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), apresentou nesta sexta-feira, 11, propostas para fortalecer a segurança pública em reunião com representantes da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiros do Estado do Tocantins (ASSPMETO). Participaram da reunião o candidato a senador, Carlos Gaguim (União Brasil), o candidato a deputado federal Coronel Barbosa (Republicanos), os candidatos a deputado estadual Cláudia Lélis (PV) e Subtenente Caetano.
Entre as medidas estão a realização regular de concursos públicos e a convocação dos aprovados no cadastro reserva. “Temos uma lacuna de pessoal provocada por tantos anos sem concurso público. Vamos chamar quem está no cadastro reserva e garantir regularidade nos concursos”, afirmou.
Dorinha também propôs ampliar o uso de tecnologia e aumentar a presença policial nos municípios. Segundo ela, quase 80 cidades tocantinenses não possuem efetivo permanente.
O plano prevê ainda maior integração entre as forças de segurança, ampliação da Patrulha Maria da Penha e fortalecimento do PROERD nas escolas. “A segurança pública será uma área central no nosso governo. Ela protege as famílias, dá tranquilidade ao comércio e cria condições para o desenvolvimento do nosso estado, desde o turismo, agronegócio e indústria”, destacou.
A candidata também recebeu das mãos do presidente da ASSPMETO, Subtenente Alan Oliveira presidente, as reivindicações da categoria voltadas ao seu fortalecimento e valorização. Dorinha afirmou que as propostas serão avaliadas na consolidação do plano de governo.
O representante de Araguaína, Elton Negreiros, destacou a trajetória de Dorinha e afirmou que tentativas de vinculá-la a extremos ideológicos não correspondem à sua atuação política. “Dorinha prioriza o Tocantins e não entra em disputas ideológicas que não interessam ao Estado. Como mulher, professora e educadora, ela conhece a importância da nossa categoria e já mostrou que sabe enfrentar preconceitos e superar barreiras”, afirmou.
Recursos para a segurança
Ao longo do mandato parlamentar, ela destinou quase R$ 120 milhões à segurança pública para aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos e estruturação da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.