Anúncio foi feito após aprovação unânime do Conselho Estadual de Educação e amplia a oferta de ensino superior público nas áreas da saúde
Por Ana Luiza Dias
Nesta sexta-feira, 09, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, anunciou a aprovação da implantação do curso de Psicologia na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), no câmpus de Palmas, e do curso de Medicina na Universidade de Gurupi (Unirg), no câmpus de Colinas do Tocantins, um importante avanço no fortalecimento do ensino superior e da formação em saúde no Estado.
A aprovação dos cursos ocorreu durante a plenária do Conselho Estadual de Educação (CEE/TO), consolidando mais um investimento do Governo do Tocantins na interiorização do ensino superior e na formação de profissionais para atender às demandas da população tocantinense.
O chefe do Executivo estadual destaca a importância da expansão do ensino público e gratuito para o desenvolvimento regional e a qualificação de profissionais em áreas estratégicas. A iniciativa atende demandas históricas da população e fortalece o sistema estadual de educação superior.
“Levar o curso de Medicina para Colinas e implantar o curso de Psicologia em Palmas representa um avanço significativo para o Tocantins. São oportunidades que ampliam o acesso ao ensino superior gratuito e contribuem diretamente para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da nossa população”, afirma Wanderlei Barbosa.
O curso de Psicologia da Unitins, totalmente gratuito, inicia suas atividades ainda neste semestre e contará com infraestrutura adequada e corpo docente qualificado. Ao todo, serão ofertadas 40 vagas, sendo 50% destinadas a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, conforme a legislação estadual. A graduação será o primeiro curso público de Psicologia implantado em Palmas.

O reitor da Unitins, Augusto Rezende, ressalta o impacto social e educacional da implantação do curso. “O ensino superior é uma pauta estratégica para o desenvolvimento do estado. A criação do curso de Psicologia na Unitins representa esperança, oportunidade e investimento direto na juventude tocantinense. Trata-se do primeiro curso público de Psicologia em Palmas, o que demonstra o compromisso do Governo do Estado com a ampliação do acesso e com a formação integral dos nossos estudantes”, destaca.
Já o curso de Medicina da Unirg, em Colinas, disponibilizará 60 vagas, com início das aulas previsto para fevereiro. O edital do vestibular será divulgado nos próximos dias.
O presidente da Fundação Unirg, Thiago Miranda, enfatiza a importância da aprovação e o cronograma para início das atividades. “A aprovação do curso de Medicina em Colinas é um marco para a educação superior no Tocantins. Já estamos trabalhando para divulgar o vestibular nos próximos dias, com a previsão de início das aulas em fevereiro. É uma conquista que vai atrair estudantes de várias regiões e contribuir para a formação de profissionais comprometidos com a saúde pública”, evidencia Thiago Miranda.
Edição extraordinária do Diário Oficial deste sábado, 10, traz a publicação de dois decretos para agiliar o atendimento à população e atuar na recuperação das áreas atingidas
Da Assessoria
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, determinou, em edição extraordinária do Diário Oficial deste sábado, 10, a publicação de dois decretos para enfrentar os danos causados pelo forte vendaval que atingiu a Capital, especialmente a região do Jardim Taquari, nos dias 8 e 9 de janeiro.
O Decreto nº 2.840/2026 declara situação de emergência nas áreas afetadas pelo desastre, classificado como vendaval. A medida tem validade inicial de 180 dias e permite que o Município atue de forma mais ágil e integrada para garantir o atendimento à população, a recuperação das áreas atingidas e a reconstrução dos danos.

Com o decreto, todos os órgãos municipais ficam autorizados a trabalhar em conjunto com a Defesa Civil, utilizando recursos humanos, materiais e logísticos disponíveis. Também fica permitida, em caráter emergencial, a contratação direta de serviços e a compra de materiais essenciais, sem necessidade de licitação, conforme prevê a legislação. Em situações de risco, as equipes podem entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação, sempre com o objetivo de preservar vidas.
Já o Decreto nº 2.841/2026 regulamenta, de forma excepcional, a concessão de benefícios eventuais às famílias e pessoas diretamente atingidas pelo vendaval. O objetivo é garantir proteção social imediata e reduzir os impactos causados pelo desastre.
Entre os benefícios previstos estão:
auxílio financeiro temporário, que poderá chegar a até 170 Unidades Fiscais do Município de Palmas (UFIPs), concedido em até três parcelas mensais;
entrega de cestas básicas, água, kits de higiene, colchões e outros itens essenciais;
fornecimento de materiais de construção para reparos emergenciais;
aluguel social para famílias que tiveram as casas interditadas ou destruídas, no valor de 174 UFIPs, pelo período de até três meses, com possibilidade de prorrogação por mais três meses, mediante nova avaliação técnica;
acolhimento provisório em abrigos, quando necessário.
Atendimentos
Os atendimentos serão realizados pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e por postos emergenciais montados nas áreas mais afetadas, com prioridade para famílias em situação de maior vulnerabilidade, como aquelas com crianças, idosos, gestantes ou pessoas com deficiência.
Ministro afirma que Conselho não tem competência para fiscalizar o caso e fixa prazo de 10 dias para depoimento
Com SBT
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira 7 que a Polícia Federal (PF) colha depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) após a divulgação de uma nota da entidade que questiona a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na mesma decisão, Moraes considerou nula a determinação do CFM que ordenava ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração de uma sindicância imediata sobre o atendimento médico prestado a Bolsonaro. Segundo o ministro, a ação do Conselho é ilegal e a entidade não tem competência de fiscalização neste caso. O depoimento do presidente do CFM deverá ser colhido pela PF no prazo de 10 dias.
De acordo com Moraes, a medida do CFM demonstra “claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”. O ministro lembrou que, em decisão de 22 de novembro do ano passado, já havia autorizado atendimento médico em tempo integral ao ex-presidente.
Ao tratar da queda sofrida por Bolsonaro, Moraes afirmou que a equipe médica da Polícia Federal não constatou necessidade de deslocamento imediato do ex-presidente ao hospital. “Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentamente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior”, afirmou o ministro.
A decisão também determina que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, no prazo de até 24 horas, todos os exames médicos e laudos referentes aos procedimentos realizados em Bolsonaro.
Andrei Rodrigues vai pedir apuração sobre o que Marco Aurélio de Carvalho chama de ‘vazamentos seletivos’
Por Vera Rosa
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse ao advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, que vai pedir uma apuração interna sobre o vazamento de informações referentes a um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Andrei e Marco Aurélio se encontraram nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, pouco antes da cerimônia para marcar os três anos dos atos golpistas do 8 de Janeiro. Diante do painel com a inscrição “Defesa da Democracia”, os dois conversaram sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Como mostrou a Coluna do Estadão, Marco Aurélio pediu a Andrei a abertura de inquérito para apurar o que chamou de “vazamentos seletivos” de investigações.
Na quarta-feira, 7, o Estadão revelou que a PF enviou relatório ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça informando ter encontrado citações a Lulinha na investigação sobre o desvio de aposentadorias do INSS. A PF apura se o filho mais velho do presidente é sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O coordenador do Prerrogativas, grupo de advogados simpatizantes do PT, já representou Lulinha e disse estranhar vazamentos de diligências com métodos que, na sua avaliação, reproduzem “o pior” da Lava Jato.
“A Polícia Federal faz um trabalho digno de elogios e não pode ser palco para ilegalidades”, afirmou Marco Aurélio à Coluna do Estadão. “É preciso averiguar as circunstâncias desses vazamentos com fins políticos, uma vez que o Fábio não é sequer alvo da investigação”.
Em conversas reservadas, ministros avaliam que há uma guerra de grupos na Polícia Federal, que se acirra em um ano eleitoral como este.
Na volta do recesso parlamentar, em fevereiro, a oposição já promete insistir na convocação de Lulinha para depor na CPI do INSS.
Por Edson Rodrigues / Edivaldo Rodrigues
O ano de 2026 se impõe ao Tocantins como um período de rearranjos delicados e decisões que começam a moldar a sucessão estadual. No centro desse tabuleiro está o Palácio Araguaia, que chega ao novo ciclo eleitoral com força política preservada, mas pressionado por desafios internos que exigem habilidade, diálogo e unidade. Do outro lado, uma oposição dispersa, muitas vezes errática, mas ainda viva e atenta a qualquer sinal de fragilidade do bloco governista.
WANDERLEI BARBOSA E O EIXO DA SUCESSÃO

No campo governista, as leituras internas indicam que o prestígio político e popular do governador Wanderlei Barbosa permanece sólido. Pesquisas de intenção de voto realizadas para consumo interno apontam que, mesmo após episódios de forte tensão institucional, o governador saiu politicamente fortalecido. A expectativa é de que, antes mesmo de o calendário eleitoral ganhar velocidade, o governo lance um amplo pacote de obras em parceria com os 139 municípios, envolvendo pavimentação asfáltica, recapeamento de rodovias e a conclusão de intervenções nas áreas da saúde e da educação — agenda com peso político relevante, sobretudo no interior.
Paralelamente, Wanderlei tem ampliado sua base ao integrar à gestão aliados com qualificação técnica e densidade política em cargos estratégicos, reforçando a governabilidade em um momento decisivo.
Nos bastidores, uma pergunta segue em circulação: o governador pode disputar uma vaga no Senado em 2026? E, em caso afirmativo, sua esposa, Karine Sotero, poderia concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados? As movimentações no entorno do Palácio Araguaia mantêm essas hipóteses em aberto e alimentam especulações naturais no meio político.
WANDERLEI BARBOSA: CREDIBILIDADE E LIDERANÇA PARA UNIR A BASE

Nos bastidores da Assembleia Legislativa, é consenso entre aliados — e até adversários — que Wanderlei Barbosa se consolidou como a principal liderança política do Tocantins neste momento. Sua estratégia tem sido marcada por paciência, escuta e construção gradual de consensos, evitando rupturas prematuras e disputas internas desnecessárias.
O Palácio Araguaia trabalha com a convicção de que, até o fechamento das convenções, todas as forças da base governista estarão alinhadas em um mesmo projeto. A articulação inclui o Republicanos na chapa majoritária e reflete um esforço real de consolidação do arco de alianças. Prefeitos, deputados e lideranças regionais reconhecem no governador previsibilidade política, capacidade de diálogo e respeito aos compromissos firmados — fatores que o colocam como fiador da estabilidade do grupo governista na sucessão de 2026.
LAUREZ MOREIRA E OS LIMITES DA ALTERNATIVA

Caso Wanderlei opte pelo Senado, o vice-governador Laurez Moreira assumiria o comando do Estado e estaria, em tese, apto a disputar o governo. No entanto, sua passagem interina deixou marcas difíceis de apagar. A decretação de calamidade financeira na saúde, o discurso sobre risco de atraso salarial, críticas públicas à gestão titular e uma condução considerada desarticulada da máquina administrativa geraram desgaste político.
Somam-se a isso questionamentos sobre o uso de aeronaves alugadas e dúvidas quanto ao cumprimento dos percentuais constitucionais de investimentos em saúde e educação. Mesmo em eventual candidatura, Laurez enfrentaria o fato de que os dividendos políticos das obras em curso tendem a permanecer associados ao nome de Wanderlei Barbosa.
AMÉLIO CAYRES

Outro personagem central no campo governista é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres. Em um dos momentos mais delicados da crise institucional recente, foi ele quem segurou por cerca de 90 dias os pedidos de impeachment contra o governador, optando por preservar a institucionalidade enquanto a Justiça se manifestava.
Amélio costuma resumir seu perfil político em uma frase reveladora: “Posso ser tudo, até nada. Posso até carregar pastas.” A declaração expressa desapego e senso institucional. Nenhuma decisão relevante sobre a chapa majoritária passará sem sua participação direta. Ele tem assento garantido na mesa e influência real no desfecho.
A base aliada vive um momento que exige coordenação e maturidade política. Coalizões sem comando claro costumam fracassar e base rachada é combustível para uma oposição que, embora fragilizada, segue atenta.
OPOSIÇÃO FRAGMENTADA, MAS AINDA NO JOGO

Na oposição, o cenário permanece marcado por dispersão e disputas internas. O PSD, liderado por Laurez Moreira e Irajá Abreu, aparece como a sigla mais adiantada na tentativa de estruturar uma chapa majoritária, ainda que enfrente dificuldades na formação das nominatas, especialmente para a segunda vaga ao Senado.
PSDB, MDB, PT e PCdoB mantêm quadros experientes. Vicentinho Júnior, Alexandre Guimarães, Irajá Abreu e a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro continuam como peças relevantes, embora ainda distantes de um projeto coletivo consistente.
CINTHIA RIBEIRO E O COMANDO TUCANO

No PSDB, rumores sobre mudanças no comando estadual não se sustentam. Cinthia Ribeiro mantém liderança consolidada e trânsito nacional. Qualquer reorganização da oposição passa, necessariamente, por sua capacidade de articulação.
DORINHA E O JOGO SILENCIOSO

Lider nas pesquisas de intenção de votos, a senadora Professora Dorinha Seabra, pré-candidata ao governo, tem adotado postura cautelosa. Evita confrontos, observa o cenário e mantém alinhamento institucional com o governador. Seu silêncio estratégico contrasta com o barulho de outras lideranças e pode se transformar em ativo político.
2026 NÃO SERÁ PARA AMADORES

A eleição de 2026 tende a ser dura e sem espaço para improvisos. Dinheiro não garante vitória. Arrogância e desconexão com o eleitor costumam ser punidas. Cresce entre os tocantinenses o desejo de separar lideranças comprometidas com o interesse público de falsos profetas envolvidos em investigações e escândalos.
A sucessão estadual segue aberta. Quem quiser vencer precisará mais do que estrutura: precisará de credibilidade, diálogo, humildade política e respeito ao eleitor. Até a próxima semana, quando novos capítulos começarão a ser escritos.