Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O processo sucessório para o governo do Tocantins segue em ritmo acelerado. As três principais pré-candidaturas ainda dominam o cenário: a senadora professora Dorinha Seabra, que continua na liderança das pesquisas de intenção de votos; o deputado federal Vicentinho Júnior, que se aproxima de Dorinha; e o vice-governador Laurez Moreira, que articula um possível alinhamento com o PT tocantinense.
Entretanto, há outras vertentes que podem alterar o tabuleiro político. A grande incógnita é: a ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu será mesmo candidata ao governo? E, paralelamente, o nome de Paulo Mourão surge como possível candidato ao Senado?
IRAJÁ X KÁTIA

Os movimentos do senador Irajá Abreu chamam atenção. Ele tem buscado aproximar o PT tocantinense do PSD, partido de Laurez Moreira. Na semana passada, Irajá levou o vice-governador a Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional do PT. A articulação, sob coordenação de Irajá, sinaliza para um possível “casamento político” entre PT e PSD.

Nesse cenário, desenha-se um palanque que poderia reunir Laurez, Irajá e Paulo Mourão.
O “X” DA QUESTÃO
Apesar das articulações, apenas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, terá a palavra final sobre o palanque em Tocantins. Persistem ainda resquícios de divergências políticas entre Kátia Abreu e Irajá, mãe e filho que mantêm carreiras independentes.

Nos bastidores, cresce a especulação sobre a entrada de Kátia na corrida sucessória. Embora não tenha confirmado nada, sua eventual candidatura poderia reconfigurar completamente o cenário político estadual, especialmente se viesse acompanhada de apoio direto do presidente Lula.
Atualmente, a ex-senadora encontra-se no exterior e deve retornar na próxima semana. Só então poderá responder à pergunta que não quer calar: Kátia Abreu será candidata ao governo do Tocantins?
GOVERNADOR NO COMANDO

O governador Wanderley Barbosa, em viagem oficial, deve se reunir com prefeitos e lideranças assim que retornar do exterior. A expectativa é que ele assuma o comando da sucessão estadual, fortalecendo o nome de Dorinha para o governo e de Eduardo Gomes e Carlos Gaguim para o Senado.
A expectativa é que o grupo palaciano consiga, ao mesmo tempo em que cria musculatura, vá enfraquecendo as oposições que ainda estão sem infraestrutura de porte para enfrentar a máquina governista.
INDEFINIÇÃO TEMPORÁRIA
A sucessão estadual permanece indefinida. Não há, até o momento, candidatura vitoriosa nem derrotada. Surpresas não podem ser descartadas até as convenções partidárias, que definirão oficialmente os nomes na disputa.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O processo sucessório para o governo do Tocantins segue em ritmo acelerado. As três principais pré-candidaturas ainda dominam o cenário: a senadora professora Dorinha Seabra, que continua na liderança das pesquisas de intenção de votos; o deputado federal Vicentinho Júnior, que se aproxima de Dorinha; e o vice-governador Laurez Moreira, que articula um possível alinhamento com o PT tocantinense.
Entretanto, há outras vertentes que podem alterar o tabuleiro político. A grande incógnita é: a ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu será mesmo candidata ao governo? E, paralelamente, o nome de Paulo Mourão surge como possível candidato ao Senado?
IRAJÁ X KÁTIA

Os movimentos do senador Irajá Abreu chamam atenção. Ele tem buscado aproximar o PT tocantinense do PSD, partido de Laurez Moreira. Na semana passada, Irajá levou o vice-governador a Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional do PT. A articulação, sob coordenação de Irajá, sinaliza para um possível “casamento político” entre PT e PSD.
Nesse cenário, desenha-se um palanque que poderia reunir Laurez, Irajá e Mourão.
O “X” DA QUESTÃO

Apesar das articulações, apenas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, terá a palavra final sobre o palanque em Tocantins. Persistem ainda resquícios de divergências políticas entre Kátia Abreu e Irajá, mãe e filho que mantêm carreiras independentes.
Nos bastidores, cresce a especulação sobre a entrada de Kátia na corrida sucessória. Embora não tenha confirmado nada, sua eventual candidatura poderia reconfigurar completamente o cenário político estadual, especialmente se viesse acompanhada de apoio direto do presidente Lula.
Atualmente, a ex-senadora encontra-se no exterior e deve retornar na próxima semana. Só então poderá responder à pergunta que não quer calar: Kátia Abreu será candidata ao governo do Tocantins?
GOVERNADOR NO COMANDO

O governador Wanderley Barbosa, em viagem oficial, deve se reunir com prefeitos e lideranças assim que retornar do exterior. A expectativa é que ele assuma o comando da sucessão estadual, fortalecendo o nome de Dorinha para o governo e de Eduardo Gomes e Carlos Gaguim para o Senado.
A expectativa é que o grupo palaciano consiga, ao mesmo tempo em que cria musculatura, vá enfraquecendo as oposições que ainda estão sem infraestrutura de porte para enfrentar a máquina governista.
INDEFINIÇÃO TEMPORÁRIA
A sucessão estadual permanece indefinida. Não há, até o momento, candidatura vitoriosa nem derrotada. Surpresas não podem ser descartadas até as convenções partidárias, que definirão oficialmente os nomes na disputa.
A investigação do governo americano concluiu pelo novo tarifaço como resposta ao que vê como práticas comerciais injustas do Brasil
POR ARTUR BÚRIGO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu “expressamente” para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não aplicasse uma tarifa sobre as empresas brasileiras.
Para o presidenciável do PL, a medida anunciada pelo governo americano nesta terça, que propôs um aumento de 25% nas alíquotas de importação de produtos do Brasil, foi uma retaliação ao presidente Lula (PT).
“[Eu pedi] por favor não taxa as empresas brasileiras, só que nós temos sentado hoje na cadeira de presidente alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula porque ele sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas”, disse Flávio em entrevista à rádio Itatiaia.
A investigação do governo americano concluiu pelo novo tarifaço como resposta ao que vê como práticas comerciais injustas do Brasil. A decisão sobre aplicação ou não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.
Para Flávio, que se reuniu com o presidente americano na última semana, Lula se tornou “inconfiável” na visão de Trump por também se mobilizar para encontrar uma alternativa ao dólar como moeda padrão internacional.
Nesse encontro, porém, o mandatário americano teria elogiado o petista, segundo relato confirmado pelo empresário bolsonarista Paulo Figueiredo, que participou da reunião.
Na última vez em que se encontraram, no início de maio, Trump publicou em sua rede social que a reunião com “o presidente muito dinâmico do Brasil” correu “muito bem”.
A sugestão do governo americano desta terça prevê 25% de tarifas sobre os produtos brasileiros, mas exclui uma ampla lista de bens considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou cuja oferta doméstica é insuficiente. Entre eles estão diversos alimentos e produtos agropecuários, como carne bovina, castanha-do-pará, castanha de caju, coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais.
Entre os resultados da investigação, a Casa Branca acusa o Brasil de impor restrições a empresas americanas de tecnologia por meio de decisões judiciais que ordenam a remoção de conteúdos, a suspensão de perfis e o sigilo dessas determinações. Também criticam multas e outras punições aplicadas às plataformas que não cumprem essas ordens. Além disso, alegam que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes americanas.
O caso de Toffoli é uma das justificativas do USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, para propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
JOSÉ MARQUES E RICARDO DELLA COLETTA - (FOLHAPRESS)
A decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que anulou todas as provas oriundas do acordo de leniência da Odebrecht, de setembro de 2023, foi citada pelo governo Donald Trump como exemplo de que o Brasil falha no combate à corrupção.
O caso de Toffoli é uma das justificativas do USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, para propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Além da corrupção, o governo Trump cita queixas sobre o Pix, tarifas consideradas injustas e desmatamento, entre outros.
O documento do governo Trump aponta ainda para uma decisão posterior de Toffoli, que suspendeu o pagamento de multas da empreiteira, e critica a falta de transparência na renegociação do acordo.
O texto afirma que o Brasil “falhou e continua falhando em tomar medidas de aplicação da lei para combater o suborno e a corrupção”, e usa como referência um relatório da OCDE que manifesta preocupação com as decisões de Toffoli.
Procurado por meio da assessoria de imprensa do STF, o ministro ainda não se manifestou sobre as afirmações do governo americano.
“Essa decisão, proferida em setembro de 2023 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, tratou do maior esquema de corrupção transnacional da história e levou à anulação de mais de uma centena de casos no Brasil”, diz o documento.
“Em 2024, penalidades impostas pela Operação Lava Jato a empresas que haviam confessado corrupção em larga escala foram suspensas e autorizadas a serem renegociadas. A renegociação desses acordos de leniência tem sido criticada por avançar sem transparência e em meio a graves conflitos de interesse.”
A renegociação dos acordos com a União foi concluída em 2025 e validada pelo ministro do STF André Mendonça, mas ainda não foi pautada para apreciação do plenário da corte.
“Sobre essas renegociações, a Organização dos Estados Americanos concluiu que as ações do Brasil ‘correm o risco de minar a confiança pública no uso desses acordos e podem contribuir para uma sensação de insegurança jurídica para as pessoas jurídicas’, além de levantar questionamentos sobre a equidade desses acordos”, afirma o texto dos Estados Unidos.
“Em 2025, a Transparência Internacional caracterizou a anulação desses casos como a mais grave violação do Brasil à Convenção Antissuborno da OCDE.”
De acordo com o escritório comercial de Trump, os atos “irrazoáveis” e “insuficientes” do Brasil na área de anticocorrupção “oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos porque permitem que empresas corruptas operem no Brasil com impunidade, enquanto empresas americanas, sujeitas a exigências significativas e à possibilidade de responsabilização por práticas corruptas no exterior, ficam em desvantagem”.
A tarifa de 25% é apontada como uma medida corretiva para diversas práticas comerciais brasileiras. A investigação comercial conduzida com base na Seção 301 abrange temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas “injustas ou preferenciais”, leis anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Os alvos da investigação vão desde antigas reclamações de Washington, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até o Pix. Empresas americanas de cartão de crédito alegam que o Banco Central concede tratamento preferencial ao sistema de pagamento instantâneo, o que o governo Lula nega.
A decisão de Toffoli de 2023 determinava que as provas oriundas tanto do acordo quanto dos sistemas Drousys e MyWebDay respectivamente de comunicação interna e de contabilidade e controle de pagamentos de vantagens indevidas são imprestáveis em qualquer âmbito ou grau de jurisdição.
Na decisão, o ministro disse que a Lava Jato foi “uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais, mas com métodos e ações contra legem [a lei]”.
“Digo sem medo de errar, foi o verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia e às instituições que já se prenunciavam em ações e vozes desses agentes contra as instituições e ao próprio STF. Ovo esse chocado por autoridades que fizeram desvio de função, agindo em conluio para atingir instituições, autoridades, empresas e alvos específicos”, disse o ministro na ocasião.
Em fevereiro de 2024, o ministro suspendeu os pagamentos da multa da Odebrecht referentes ao acordo feito com o Ministério Público Federal.
Em uma série de decisões, o ministro também vem anulando nos últimos anos os atos de integrantes da Lava Jato contra alvos da operação, como o doleiro Alberto Youssef, o ex-ministro Antonio Palocci e o executivo Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira.
As decisões têm acontecido sob a justificativa de que houve conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e a acusação.
Presidente dos EUA Donald Trump assina ordens executivas no Salão Oval em Washington, DC. Trump toma posse para seu segundo mandato como 47º presidente dos Estados Unidos
Por Thays Martins - Metrópoles
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs taxar as importações brasileiras em 25% para punir práticas “irrazoáveis”. A proposta consta na conclusão da investigação aberta sobre o Pix pelo governo norte-americano e divulgada nesta segunda-feira (1°/6). Agora, ela será levada a audiências públicas para discutir o assunto.
A decisão final sobre aplicar ou não o novo tarifaço cabe ao presidente Donald Trump.
A investigação concluiu que certos atos, políticas e práticas do Brasil são “irrazoáveis ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”. Por isso, eles seriam passíveis de ação judicial. Para chegar à conclusão, os EUA se baseiam na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. As práticas citadas são:
Comércio Digital e Serviços de Pagamento Eletrônico: tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas americanas de mídia social removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes nos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis. Os tribunais brasileiros também responsabilizaram financeiramente as empresas americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo. O Brasil também tem prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem sua principal concorrente.
Tarifas preferenciais injustas: em virtude de acordos comerciais preferenciais de escopo parcial com o México e a Índia — que abrangem setores nos quais o México e a Índia são produtores avançados e globalmente competitivos —, o Brasil concede tratamento tarifário preferencial mais baixo a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores.
Combate à corrupção: o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.
Proteção da Propriedade Intelectual: o Brasil não aplica suficientemente suas leis penais e regulamentações aduaneiras para combater a falsificação de produtos; não resolve o problema do tempo excessivo que suas autoridades levam para examinar pedidos de patentes, particularmente patentes biofarmacêuticas; e não implementa medidas antipirataria consistentes e contínuas.
Acesso ao mercado de etanol: em 2017, o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que anteriormente aplicava ao etanol e, desde então, não tem oferecido tratamento tarifário recíproco às exportações de etanol dos EUA.
Desmatamento ilegal: apesar de possuir um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o Brasil historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, e o desmatamento ilegal persiste.
Veja quais práticas comerciais brasileiras os EUA consideraram "injustas"
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação sobre práticas comerciais do Brasil e concluiu que algumas delas são “injustas” com os norte-americanos. Por isso, o escritório propôs um novo tarifaço de 25% sobre importações brasileiras. A decisão final sobre aplicar a medida cabe ao presidente Donald Trump.
No documento, divulgado nesta segunda-feira (1°/6), os Estados Unidos listam as práticas que seriam “irrazoáveis ou discriminatórias e oneram ou restringem o comércio dos EUA”.

Entre eles estão determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) de remoção de conteúdos das redes sociais e aplicação de multas quando as ordens não foram cumpridas; tratamento tarifário diferenciado que o Brasil concede ao México e à Índia; falhas no combate à corrupção; falsificação de produtos; tratamento tarifário para o etanol e persistência do desmatamento ilegal.
Nas justificativas, o governo norte-americano também cita o Pix. Segundo a investigação, o sistema de pagamento brasileiro tem prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico.
Veja as principais justificativas
Comércio Digital e Serviços de Pagamento Eletrônico: tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas americanas de mídia social removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes nos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis. Os tribunais brasileiros também responsabilizaram financeiramente as empresas americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo. O Brasil também tem prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem sua principal concorrente.
Tarifas preferenciais injustas: em virtude de acordos comerciais preferenciais de escopo parcial com o México e a Índia — que abrangem setores nos quais o México e a Índia são produtores avançados e globalmente competitivos — o Brasil concede tratamento tarifário preferencial mais baixo a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores.

Combate à corrupção: o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.
Proteção da Propriedade Intelectual: o Brasil não aplica suficientemente suas leis penais e regulamentações aduaneiras para combater a falsificação de produtos; não resolve o problema do tempo excessivo que suas autoridades levam para examinar pedidos de patentes, particularmente patentes biofarmacêuticas; e não implementa medidas antipirataria consistentes e contínuas.
Acesso ao mercado de etanol: em 2017, o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que anteriormente aplicava ao etanol e, desde então, não tem oferecido tratamento tarifário recíproco às exportações de etanol dos EUA.
Desmatamento ilegal: apesar de possuir um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o Brasil historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, e o desmatamento ilegal persiste.
A investigação começou em 15 de julho do ano passado por determinação do presidente Donald Trump. A medida ocorreu logo após os Estados Unidos taxarem os produtos brasileiros em 50%, citando práticas “desleais” brasileiras.
Ao longo do último ano, a discussão sobre as tarifas, com a reversão de boa parte delas, foi assunto de várias conversas entre Trump e o presidente Lula. A última delas foi em maio, na Casa Branca.
O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse nesta segunda-feira que as conversas com Lula foram “construtivas” e se intensificaram nas últimas semanas.
“Iniciei esta investigação ao abrigo da Seção 301 a pedido do Presidente Trump para abordar preocupações antigas e generalizadas dos EUA relativamente a certas políticas e práticas comerciais do Brasil. Ao longo do último ano, o presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas”, afirmou Jamieson Greer.