Manifestações contra a grave crise econômica do país continuam sob contínuas interrupções de internet
Por Gabriela Vieira
O número de mortos nos protestos do Irã chegou a mais de 500 neste domingo (12). A informação foi divulgada pelo grupo de direitos humanos Hrana. As manifestações continuam sob contínuas interrupções de internet e restrições de comunicação. O levantamento mais recente indica que são 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança mortos, além de 10.000 prisões.
Segundo a organização Iran Human Rights que monitora a situação no país, mais de 2.000 pessoas podem ter sido mortas, com base no relato de algumas fontes. Mas, com a falta da internet no país, "a verificação independente continua sendo um sério desafio nas circunstâncias atuais".
Os protestos ocorrem desde o final de dezembro de 2025 pela grave crise econômica da região, com inflação elevada, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais.
As manifestações não são vistas de uma forma positiva. O aiatolá Ali Khamenei, por exemplo, afirmou que os responsáveis são "sabotadores". Enquanto o Procurador-Geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, descreveu todos os manifestantes como mohareb (inimigos de Deus), uma acusação punível com pena de morte pela lei iraniana.
O governo também respondeu aos atos com uma forte repressão, com disparos de armas de fogo, uso de gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, de acordo com a Human Rights Activists News Agency (Hrana).
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de "terroristas e badernistas" e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. O líder também acusou os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no país.
Neste domingo (11), o Irã ameaçou retaliar contra Israel e bases dos Estados Unidos caso haja ataques norte-americanos ao país. Donald Trump havia alertado que poderá atacar o país “muito duramente” caso as autoridades do país “comecem a matar pessoas” em meio aos protestos que assolam a nação do Oriente Médio.
Também neste domingo, 11, voluntários foram treinados para fazer busca ativa as famílias; gabinete de crise instalado no bairro segue em atividade
Da Assessoria
A s famílias que tiveram suas residências atingidas por um forte vendaval no Jardim Taquari, na quinta-feira, 8, seguem sendo assistidas pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Ação Social e da Mulher, em conjunto com a Defesa Civil de Palmas e outros órgãos do Município. Na tarde deste domingo, 11, foram disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação cerca de três mil telhas.
O prefeito Eduardo Siqueira Campos reafirmou o compromisso do município em dar todo o suporte necessário às famílias. “Estive nas casas atingidas pelo vendaval e o sentimento é de responsabilidade social com todas essas pessoas, por isso nossas equipes estão de prontidão para dar todo o suporte para que seja preservada a dignidade humana de todos”.

A primeira-dama e secretária municipal de Ação Social e da Mulher, Polyanna Siqueira Campos, destacou como funciona a força-tarefa. “Estamos com uma força-tarefa que conta com a atuação de todas as secretarias municipais e paralelo às ações emergenciais, estamos indo in loco realizar um diagnóstico da situação das famílias para assegurar a elas proteção social e dignidade”, pontuou a secretária, acrescentando que além do atendimento estrutural as equipes têm levado acolhimento às pessoas atingidas.
Voluntários
Na tarde deste domingo,11, um grupo de cerca de 100 voluntários, composto principalmente por servidores públicos municipais, receberam orientação da equipe da Defesa Civil para a busca ativa de famílias afetadas pelo vendaval.
Gabinete de crise
Segundo a secretária Polyanna Siqueira Campos, o gabinete de crise instalado no Jardim Taquari seguirá ativo durante toda a semana até que todos os moradores afetados sejam assistidos com a concessão de benefícios socioassistenciais.
Entre as ações prioritárias coordenadas pelo gabinete de crise estão a identificação e o cadastramento das famílias atingidas, a avaliação dos danos sociais, habitacionais e de subsistência, além da viabilização do acesso a benefícios eventuais.
Anúncio foi feito após aprovação unânime do Conselho Estadual de Educação e amplia a oferta de ensino superior público nas áreas da saúde
Por Ana Luiza Dias
Nesta sexta-feira, 09, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, anunciou a aprovação da implantação do curso de Psicologia na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), no câmpus de Palmas, e do curso de Medicina na Universidade de Gurupi (Unirg), no câmpus de Colinas do Tocantins, um importante avanço no fortalecimento do ensino superior e da formação em saúde no Estado.
A aprovação dos cursos ocorreu durante a plenária do Conselho Estadual de Educação (CEE/TO), consolidando mais um investimento do Governo do Tocantins na interiorização do ensino superior e na formação de profissionais para atender às demandas da população tocantinense.
O chefe do Executivo estadual destaca a importância da expansão do ensino público e gratuito para o desenvolvimento regional e a qualificação de profissionais em áreas estratégicas. A iniciativa atende demandas históricas da população e fortalece o sistema estadual de educação superior.
“Levar o curso de Medicina para Colinas e implantar o curso de Psicologia em Palmas representa um avanço significativo para o Tocantins. São oportunidades que ampliam o acesso ao ensino superior gratuito e contribuem diretamente para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da nossa população”, afirma Wanderlei Barbosa.
O curso de Psicologia da Unitins, totalmente gratuito, inicia suas atividades ainda neste semestre e contará com infraestrutura adequada e corpo docente qualificado. Ao todo, serão ofertadas 40 vagas, sendo 50% destinadas a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, conforme a legislação estadual. A graduação será o primeiro curso público de Psicologia implantado em Palmas.

O reitor da Unitins, Augusto Rezende, ressalta o impacto social e educacional da implantação do curso. “O ensino superior é uma pauta estratégica para o desenvolvimento do estado. A criação do curso de Psicologia na Unitins representa esperança, oportunidade e investimento direto na juventude tocantinense. Trata-se do primeiro curso público de Psicologia em Palmas, o que demonstra o compromisso do Governo do Estado com a ampliação do acesso e com a formação integral dos nossos estudantes”, destaca.
Já o curso de Medicina da Unirg, em Colinas, disponibilizará 60 vagas, com início das aulas previsto para fevereiro. O edital do vestibular será divulgado nos próximos dias.
O presidente da Fundação Unirg, Thiago Miranda, enfatiza a importância da aprovação e o cronograma para início das atividades. “A aprovação do curso de Medicina em Colinas é um marco para a educação superior no Tocantins. Já estamos trabalhando para divulgar o vestibular nos próximos dias, com a previsão de início das aulas em fevereiro. É uma conquista que vai atrair estudantes de várias regiões e contribuir para a formação de profissionais comprometidos com a saúde pública”, evidencia Thiago Miranda.
Edição extraordinária do Diário Oficial deste sábado, 10, traz a publicação de dois decretos para agiliar o atendimento à população e atuar na recuperação das áreas atingidas
Da Assessoria
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, determinou, em edição extraordinária do Diário Oficial deste sábado, 10, a publicação de dois decretos para enfrentar os danos causados pelo forte vendaval que atingiu a Capital, especialmente a região do Jardim Taquari, nos dias 8 e 9 de janeiro.
O Decreto nº 2.840/2026 declara situação de emergência nas áreas afetadas pelo desastre, classificado como vendaval. A medida tem validade inicial de 180 dias e permite que o Município atue de forma mais ágil e integrada para garantir o atendimento à população, a recuperação das áreas atingidas e a reconstrução dos danos.

Com o decreto, todos os órgãos municipais ficam autorizados a trabalhar em conjunto com a Defesa Civil, utilizando recursos humanos, materiais e logísticos disponíveis. Também fica permitida, em caráter emergencial, a contratação direta de serviços e a compra de materiais essenciais, sem necessidade de licitação, conforme prevê a legislação. Em situações de risco, as equipes podem entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação, sempre com o objetivo de preservar vidas.
Já o Decreto nº 2.841/2026 regulamenta, de forma excepcional, a concessão de benefícios eventuais às famílias e pessoas diretamente atingidas pelo vendaval. O objetivo é garantir proteção social imediata e reduzir os impactos causados pelo desastre.
Entre os benefícios previstos estão:
auxílio financeiro temporário, que poderá chegar a até 170 Unidades Fiscais do Município de Palmas (UFIPs), concedido em até três parcelas mensais;
entrega de cestas básicas, água, kits de higiene, colchões e outros itens essenciais;
fornecimento de materiais de construção para reparos emergenciais;
aluguel social para famílias que tiveram as casas interditadas ou destruídas, no valor de 174 UFIPs, pelo período de até três meses, com possibilidade de prorrogação por mais três meses, mediante nova avaliação técnica;
acolhimento provisório em abrigos, quando necessário.
Atendimentos
Os atendimentos serão realizados pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e por postos emergenciais montados nas áreas mais afetadas, com prioridade para famílias em situação de maior vulnerabilidade, como aquelas com crianças, idosos, gestantes ou pessoas com deficiência.
Ministro afirma que Conselho não tem competência para fiscalizar o caso e fixa prazo de 10 dias para depoimento
Com SBT
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira 7 que a Polícia Federal (PF) colha depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) após a divulgação de uma nota da entidade que questiona a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na mesma decisão, Moraes considerou nula a determinação do CFM que ordenava ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração de uma sindicância imediata sobre o atendimento médico prestado a Bolsonaro. Segundo o ministro, a ação do Conselho é ilegal e a entidade não tem competência de fiscalização neste caso. O depoimento do presidente do CFM deverá ser colhido pela PF no prazo de 10 dias.
De acordo com Moraes, a medida do CFM demonstra “claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”. O ministro lembrou que, em decisão de 22 de novembro do ano passado, já havia autorizado atendimento médico em tempo integral ao ex-presidente.
Ao tratar da queda sofrida por Bolsonaro, Moraes afirmou que a equipe médica da Polícia Federal não constatou necessidade de deslocamento imediato do ex-presidente ao hospital. “Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentamente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior”, afirmou o ministro.
A decisão também determina que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, no prazo de até 24 horas, todos os exames médicos e laudos referentes aos procedimentos realizados em Bolsonaro.