Instituto reforçou ações de prevenção e combate ao fogo nas UCs para reduzir danos à biodiversidade e às comunidades locais
Por Vinicius Venâncio
Em 2025, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) registrou uma redução de 30,98% nas áreas atingidas por incêndios nas Unidades de Conservação (UCs) estaduais em comparação ao ano anterior. Responsável pela gestão das nove UCs em operação no Tocantins, que somam 2,3 milhões de hectares, o órgão intensificou as ações de prevenção e combate ao fogo, resultando na diminuição dos danos à biodiversidade e às comunidades locais.
Em 2024, as queimadas atingiram 174.544 hectares, o equivalente a 7,45% da área total. No ano atual, houve uma queda de 54.068 hectares na extensão afetada, reduzindo o percentual para 5,14%. Entre as UCs, destacam-se o Parque Estadual do Cantão (PEC), com redução de 96,13% na área queimada; a Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, com diminuição de 51,12%; o Parque Estadual do Jalapão (PEJ), com queda de 33,87%; e a APA Lago de Palmas, com 32,75%. Os dados foram obtidos por meio da plataforma de monitoramento Programa Brasil Mais, da Polícia Federal (PF).
Os avanços registrados em 2025 são resultado da execução de um plano de ação desenvolvido pelo Governo do Estado, que orientou de forma integrada as estratégias de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais no Tocantins e nas Unidades de Conservação. O planejamento antecipado contribuiu para maior eficiência operacional e respostas mais rápidas durante o período de estiagem. “O Estado contou com um plano elaborado previamente, por determinação do governador Wanderlei Barbosa, que abrangeu desde ações preventivas até o enfrentamento direto das queimadas. Esse direcionamento permitiu ao Naturatins atuar de forma mais coordenada e eficaz nas UCs, com a preparação das equipes, investimentos em capacitação e a disponibilização de equipamentos e infraestrutura adequados”, destacou o presidente do instituto, Cledson Lima.
Ações de Prevenção

Um quadriciclo foi destinado ao Parque Estadual do Cantão - Naturatins/Governo do Tocantins
Uma das principais iniciativas é o Manejo Integrado do Fogo (MIF), abordagem que alia conhecimentos ecológicos, diretrizes de gestão territorial e soluções tecnológicas, contribuindo para a redução de incêndios. Entre as ações do MIF, as queimas prescritas se destacam como ação preventiva relevante.
Entre os meses de maio, junho e julho de 2025, período que antecede o auge da estiagem, foram realizadas 286 queimas prescritas em áreas estratégicas das Unidades de Conservação, com o objetivo de diminuir a carga de material combustível, criar aceiros, proteger nascentes, veredas e áreas de transição de vegetação, e evitar incêndios de grandes proporções durante os meses mais secos do ano.
Outras medidas incluem campanhas de conscientização da população e o fortalecimento das brigadas, com a entrega de veículos e capacitação. Em julho, foram capacitados 75 brigadistas. Desse total, 40 foram recém-contratados para compor um efetivo de aproximadamente 112 profissionais distribuídos nas UCs. Em setembro, houve a entrega de veículos para os Parques Estaduais do Jalapão e do Cantão.
“Neste ano conseguimos ampliar o contingente da brigada e fortalecer nossa rede de parceiros no Manejo Integrado do Fogo. Esse reforço foi fundamental para executar as queimas prescritas previstas e nos deu mais fôlego durante os combates. Com mais brigadistas, tornou-se mais viável que equipes de uma Unidade de Conservação apoiassem outras quando necessário”, disse o coordenador do Núcleo de Manejo Integrado do Fogo do Naturatins, Lyon Cardoso.

Brigadistas realizaram queimas prescritas na região do Parque Estadual do Cantão - Walker Ribeiro/Governo do Tocantins
O monitoramento por satélite, aliado ao uso de drones, foi fundamental tanto nas ações preventivas quanto nas operações de combate aos incêndios florestais. Essas ferramentas permitem a identificação de áreas de calor em tempo real, fornecendo dados precisos sobre a localização e a intensidade dos focos, o que viabiliza uma mobilização mais rápida e eficiente das equipes.
Em regiões de difícil acesso, os drones tornam-se indispensáveis. Equipados com câmeras de alta definição, esses dispositivos sobrevoam grandes extensões territoriais e identificam focos ainda em estágio inicial, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a eficácia no controle das chamas, com impactos diretos na preservação das Unidades de Conservação.
Ações de Combate
As ações de combate direto a incêndios florestais realizadas pela Brigada Gavião Fumaça do Naturatins iniciaram-se no final de julho de 2025, quando as condições climáticas no Tocantins começaram a se agravar, com redução de chuvas e aumento das temperaturas. Diante desse cenário de estiagem, as equipes passaram a atuar de forma intensiva nas Unidades de Conservação estaduais, concentrando esforços na contenção de focos ativos.
O chefe da Brigada do Parque Estadual do Jalapão, Alessandro Machado, ressalta a complexidade e responsabilidade do combate direto à incêndios, pois envolve não apenas o enfrentamento às chamas, mas também a consideração de variantes como as condições do vento e do clima. “Trata-se de um trabalho que exige grande esforço físico e mental, mas a brigada conta com uma equipe preparada e experiente, o que facilita a atuação. A prática do contrafogo, por sua vez, requer extrema responsabilidade, pois qualquer perda do controle pode agravar o incêndio e resultar em desastres com danos à população e ao meio ambiente”.
Entre agosto e outubro, período de maior incidência de queimadas no estado, as brigadas mantiveram operações contínuas, com mobilização de pessoal, veículos e equipamentos. As atividades envolveram técnicas de combate direto e indireto, construção de aceiros, emprego de contrafogo, monitoramento aéreo e cooperação interinstitucional, especialmente com o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), a Defesa Civil Estadual, a Brigada Restaura Cantão e brigadas municipais. Ao todo, foram registradas 299 ocorrências de combate a incêndios nas Unidades de Conservação.
Unidades de Conservação
Denomina-se Unidade de Conservação (UC) a área natural que, por suas características especiais, é passível de proteção conforme definido pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC), pela Lei n° 1.560, de 5 de abril de 2005. No Tocantins, o Naturatins é o órgão responsável pela administração das 13 UCs estaduais, que somam cerca de 2,88 milhões de hectares. Desse total, nove unidades estão em operação e contam com equipes técnicas locais; as outras recebem apoio técnico e operacional da sede do instituto.
Atualmente, integram o sistema as seguintes Unidades de Conservação estaduais as APAs Nascentes de Araguaína, Jalapão, Serra do Lajeado, Ilha do Bananal/Cantão, Lago de Palmas, Foz do Rio Santa Tereza, Lago de Peixe/Angical, Lago de São Salvador e Lago de Santa Isabel. Além dos Parques Estaduais do Cantão, Jalapão e Lajeado e do Monumento Natural Estadual das Árvores Fossilizadas do Tocantins (Monaf).
Iniciativa da moderniza a unidade e garante conectividade e agilidade aos serviços digitais
Por Gláucia Mendes
A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) implantou rede de Wi-Fi gratuita no Hospital Regional de Araguaína (HRA), como parte do processo de modernização da unidade e para garantir acesso rápido à internet aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os pontos de acesso estão disponíveis nas alas do hospital. Para se conectar, os usuários podem utilizar um QR Code e senha, expostos em locais acessíveis.
Segundo o coordenador de Tecnologia da Informação do HRA, Lucas Sampaio, “a iniciativa faz parte do projeto da SES-TO voltado tanto para pacientes quanto para servidores. O intuito é viabilizar alguns serviços administrativos internos e, principalmente, oferecer mais conforto tecnológico aos pacientes, seja para distração nas redes sociais ou para comunicação com familiares. Recentemente, o HRA passou por uma reestruturação completa da rede, finalizada no início de dezembro, o que possibilitou a disponibilização do serviço”, explicou.

O coordenador acrescentou que, “atualmente, o hospital conta com sete unidades de Access Points (APs) da Fortinet, equipamentos de alta qualidade, capazes de suportar um grande volume de dispositivos conectados simultaneamente, com alta velocidade, garantindo cobertura Wi-Fi em todas as alas da unidade”.
“Nos últimos dois anos temos trabalhado para ampliar a digitalização do SUS e promover a conectividade da população atendida faz parte deste processo. Trocamos todos os computadores das nossas unidade e agora com internet de alta qualidade, permitimos que os servidores tenham agilidade nos processos de trabalho e isso impacta diretamente na assistência da população. Esta saúde pública cada dia mais eficiente é o que nos determina o governador Wanderlei Barbosa”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.
Para a diretora-geral do HRA, Cristiane Uchoa, “a implantação da rede torna o ambiente hospitalar mais conectado e funcional. Com o uso da internet, os usuários conseguem acessar serviços de forma mais rápida, como a consulta digital de resultados de exames, por exemplo. Além disso, facilita também o acesso a pesquisas e informações por parte dos colaboradores”, destacou.
A iniciativa já é bem avaliada por quem circula pelo hospital. Roneres Ferreira da Silva, que acompanhava a mãe em tratamento na sala verde, aprovou a novidade. “Usei para dar notícias em casa, fazer Pix e também para me distrair enquanto passa o tempo. Hoje em dia, Wi-Fi é tudo”, afirmou.
A acompanhante Maria Luísa disse que, “eu acho ótima ideia. Porque nos ajuda a se comunicar com os outros parentes, dar notícias do que tá acontecendo aqui".
Processo procura verificar documentos do processo que determinou liquidação extrajudicial do banco
Por Gabriela Vieira
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a realização de uma inspeção imediata no Banco Central (BC), com "máxima urgência", para investigar possíveis falhas e omissões na supervisão do Banco Master, em meio ao processo que envolve a liquidação extrajudicial da instituição.
"A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade dos atos de gestão pública, sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central", disse o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU.
Segundo o magistrado, a atuação do órgão regulador pode ter carecido de uma "reação tempestiva" diante de sinais claros de degradação financeira da instituição nos anos anteriores. Em despacho obtido pelo SBT News, o ministro não descarta dar uma decisão cautelar para evitar a dilapidação do patrimônio da instituição e a inviabilização do pagamento de credores.
"É inerente ao regime de liquidação extrajudicial a prática de atos com potencial de difícil reversão, notadamente os relacionados a alienação, oneração, transferência ou desmobilização de ativos relevantes no processo decisório ou no tratamento de alternativas", disse o ministro.
A auditoria procura reconstruir todo o fluxo de supervisão entre 2019 e 2025. O TCU investigará se o Banco Central ignorou alertas sobre a estratégia de captação agressiva do Master, que oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remunerações significativamente superiores às praticadas pelo mercado.
No documento, o ministro deixou claro que o BC defende que o processo de liquidação do Banco Master não foi um "ato precipitado". "Mas desfecho de processo de supervisão, reputando-se inevitável diante de crise de liquidez, descumprimentos normativos relevantes e achados de irregularidades em operações, com remissão às bases legais correspondentes", acrescentou.
Em 2 de dezembro, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho já havia instaurado uma inspeção no BC para avaliar o processo de liquidação do Master.
A principal linha de investigação na PF apura uma suposta fraude nos balanços do Master, liquidado pelo BC por não conseguir cumprir suas obrigações financeiras. Nessa fraude, a venda para o BRB seria para mascarar o rombo, de acordo com os investigadores, mas a transação foi vetada pela autoridade monetária.
Análise no BC
A inspeção foi solicitada pelos próprios técnicos, interessados em ter acesso aos documentos que embasaram o relatório encaminhado ao TCU sobre todo o histórico do Master. O material abrange desde o início da fiscalização dos problemas econômicos, a identificação de fraudes, as negociações para uma possível venda e, por fim, a liquidação.
Como os documentos não foram anexados ao relatório e estão protegidos por sigilo, eles não podem sair do Banco Central. Por isso, os técnicos do TCU irão até o BC para analisar a documentação no local.
O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em 18 de novembro de 2025. No entanto, o TCU descobriu que, no dia anterior, houve uma reunião em que outras empresas (como o Grupo Fictor) podem ter oferecido propostas para salvar a instituição sem precisar fechá-lo. Agora, o tribunal procura saber se o BC analisou essas propostas com calma ou se tomou uma decisão rápido demais.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O ano sucessório de 2026 já é uma realidade concreta no Tocantins. E não será um processo simples. Trata-se de um jogo político cheio de armadilhas, capaz de colocar em risco qualquer candidatura a cargos eletivos, sobretudo aquelas construídas de forma artificial, sustentadas apenas por redes sociais, discursos ensaiados e narrativas vazias, com “sabor de chuchu e cheiro de creolina”, que o eleitor já não escuta e muito menos lê.
O cenário exige preparo, trajetória, coerência e, acima de tudo, compromisso real com a população tocantinense.
O eleitor não é omisso e decide muito antes da urna

Os eleitores e eleitoras do Tocantins que irão às urnas em outubro de 2026 não são omissos ao processo político. Pelo contrário. A grande maioria busca chegar à cabine de votação com uma reflexão amadurecida sobre em quem votar, seja para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
Essa decisão não acontece no último momento. Ela é construída ao longo do tempo, no cotidiano: nas conversas de família, no ambiente de trabalho, no comércio, no buteco, nas igrejas, nas rodas de amigos. A política está presente no dia a dia, mesmo para aqueles que dizem não gostar de política partidária.
Redes sociais não decidem eleição sozinhas

Pesquisas de intenção de voto já indicam que o eleitor tocantinense não define seu voto exclusivamente pelas redes sociais. Ali, todos se apresentam como perfeitos, honestos, inteligentes e detentores das soluções para todos os problemas. Muitos atacam adversários sem olhar para o próprio histórico, esquecendo que já passaram pelo poder, se beneficiaram dele e, em vários casos, enriqueceram de forma incompatível com a vida pública.
As redes sociais contam histórias editadas. A realidade, porém, é registrada no tempo e é justamente aí que entra o papel da imprensa tradicional.
O papel da imprensa profissional

Cabe aos veículos de comunicação com história, credibilidade e compromisso público registrar os fatos, contextualizar os acontecimentos e informar a sociedade com responsabilidade.
O Jornal O Paralelo 13, com quase 40 anos de atuação, acompanha e registra a história política do Tocantins desde sua criação, cobrindo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nas esferas municipal, estadual e federal. Não fazemos jornalismo de ocasião. Fazemos jornalismo de memória, contexto e responsabilidade.
Prestação de contas é obrigação

Detentores de mandato e candidatos à reeleição no Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa precisam prestar contas à sociedade. O mandato pertence ao povo e não aos interesses pessoais, familiares ou de grupos econômicos.
A Polícia Federal no centro do cenário sucessório
O Tocantins vive um momento delicado. Com raríssimas exceções, parte expressiva da classe política está envolvida, direta ou indiretamente em investigações por corrupção, desvios de recursos públicos, fraudes em licitações e uso irregular de emendas parlamentares.
Com o fim do recesso do Judiciário, a partir de 06 de janeiro de 2026, as operações da Polícia Federal ganham novo ritmo e devem avançar até o período das convenções partidárias.
PRINCIPAIS OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL NO TOCANTINS (2024–2025)

2024
▪ Fames-19 (março/2024)
Investigou desvios de recursos destinados à compra de cestas básicas.
Resultados: bloqueio de bens, apreensão de documentos e valores.
▪ Máximus (junho/2024)
Apurou suposto esquema de compra e venda de sentenças judiciais.
Alvos: governador Wanderlei Barbosa, ex-governador Mauro Carlesse e o desembargador Helvécio de Brito Maia Neto.
Resultados: buscas, afastamentos cautelares, apreensão de celulares e computadores e bloqueio de valores.
▪ Timóteo 6:9 (agosto/2024)
Investigou fraude em licitações e corrupção ativa envolvendo empresários e agentes públicos.
Resultados: prisões temporárias, apreensão de veículos e documentos e bloqueio de contas bancárias.
2025
▪ Operação contra vazamento de decisões judiciais (março/2025)
Desdobramento da Operação Sisamnes.
Resultados: prisão preventiva de advogado assessor do MPTO e buscas na sede do Ministério Público em Palmas.
▪ Atos 5:1-11 (outubro/2025)
Investigou candidatos tocantinenses das eleições de 2022 por falsidade ideológica eleitoral.
Resultados: oito mandados de busca, apreensão de documentos de campanha e bloqueio de valores.
▪ Nêmesis (novembro/2025)
Desdobramento da Fames-19, focada na obstrução de investigações da pandemia.
Resultados: 24 mandados de busca, apreensão de documentos e bens ligados a emendas parlamentares.
▪ Serras Gerais (novembro/2025)
Desarticulou organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, com indícios de conexões financeiras com agentes públicos.
Resultados: prisões, apreensão de veículos de luxo, armas e bloqueio de contas.
Wanderlei Barbosa: o maior cabo eleitoral de 2026

Mesmo após uma decisão considerada injusta por aliados quando foi afastado do cargo sem ser réu ou condenado o governador Wanderlei Barbosa retornou ao Palácio Araguaia por decisão do ministro do STF Kassio Nunes Marques, corrigindo o que foi visto como um erro jurídico.
O afastamento, ainda que breve, fortaleceu politicamente o governador. Wanderlei teve a oportunidade de separar aliados verdadeiros de oportunistas, identificar traições e iniciar uma reestruturação interna em sua gestão, promovendo uma verdadeira “faxina” política.
Hoje, Wanderlei Barbosa se consolida como o maior líder político do Tocantins e o principal cabo eleitoral das eleições estaduais de 2026, com forte poder de transferência de votos, não para si, mas para projetos políticos consistentes ao governo e ao Senado.
Eduardo Gomes e Dorinha: apoio nos momentos decisivos

Durante o período de afastamento, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, e a senadora Professora Dorinha Seabra foram pilares importantes no apoio político e institucional à volta de Wanderlei Barbosa ao cargo.

Esse alinhamento fortalece o grupo governista, mas não garante vitória automática. Apoio político não substitui propostas, capacidade de gestão e convencimento do eleitor.
A oposição está viva

A oposição no Tocantins não está morta. Pelo contrário. Está atenta, organizada e disposta a disputar o jogo até o fim. O cenário de 2026 será de enfrentamento político duro, com risco real para aventureiros despreparados e candidatos fabricados artificialmente.
O compromisso editorial de O Paralelo 13
A família O Paralelo 13 não faz pré-julgamentos. Mas, a partir do momento em que qualquer agente público se tornar réu por decisão judicial, o jornal cumprirá seu papel: informar, contextualizar e analisar, com independência e responsabilidade.
Mostraremos os lobos vestidos de cordeiros, os falsos profetas que tentam ludibriar o eleitor pelas redes sociais. O momento é de prestação de contas e o eleitor tem o direito de saber quem são, de fato, seus representantes.
Não será uma eleição para amadores
O jogo sucessório de 2026 não será para amadores, aventureiros ou oportunistas. Exigirá preparo, história, compromisso público e respeito à inteligência do eleitor tocantinense.
O Jornal O Paralelo 13 seguirá em vigília permanente, 24 horas por dia, acompanhando cada movimento do processo eleitoral estadual e presidencial.
Sucessor de Cármen Lúcia na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques irá comandar as eleições de 2026 em uma corte ocupada por uma parcela de ministros com quem tem boa relação e que podem reforçar os seus poderes durante o mandato.
Por José Marques - Folha de São Paulo
Kassio deve ser empossado à frente do tribunal no fim de maio ou início de junho deste ano, antes das convenções eleitorais, que se iniciam em julho.
Ele tem afirmado internamente que deseja que sua presidência seja de mínima intervenção do Judiciário em disputas políticas e que sua gestão atuará para distensionar o acirramento político no país.
Nesse aspecto, o estilo deve ser o oposto ao de Alexandre de Moraes nas eleições de 2022. Kassio, porém, também afirma que sua intenção é de que o TSE mantenha vigilância sobre eventuais excessos.
O TSE sempre é presidido por um dos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que compõem o seu quadro de titulares. Além disso, há dois integrantes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois da chamada classe de juristas, composta por membros da advocacia. As vagas são rotativas.
Kassio assume o lugar de Cármen e terá como vice-presidente o ministro André Mendonça. Ambos foram indicados ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e costumam votar de forma similar em processos de interesse dos bolsonaristas na corte constitucional.
Até as vésperas do primeiro turno das eleições, o TSE terá como corregedor-geral o ministro Antonio Carlos Ferreira, do STJ, que também se aproximou de Kassio nos últimos anos e com quem mantém boa interlocução.

Os outros membros tribunal durante a campanha serão o ministro Dias Toffoli, do STF, o ministro do STJ Ricardo Villas Bôas Cueva e os advogados Floriano de Azevedo Marques (próximo a Alexandre de Moraes) e Estela Aranha (próxima a Cármen Lúcia e Flávio Dino).
A prova de fogo deste ano será a condução de uma eleição que pode colocar o presidente Lula (PT) frente a frente com um membro da família Bolsonaro.
O ex-presidente, que está preso após ser condenado por uma tentativa de golpe depois da derrota de 2022, deu aval para que um dos seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se lance candidato.
Embora tenha sido indicado por Bolsonaro, Kassio também se aproximou do governo Lula nos últimos anos e tem sido um ministro influente em escolhas do governo para ministros de outros tribunais, como o STJ e o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).
Ele é um dos padrinhos de Carlos Pires Brandão, juiz piauiense nomeado por Lula em maio do ano passado para o STJ. Além de Kassio, que também é do Piauí, Brandão tinha o apoio do governador Rafael Fonteles (PT).
Kassio também é um dos ministros que têm atuado para quebrar resistências no Senado à indicação para o Supremo de Jorge Messias, o advogado-geral da União do governo Lula.
Nos últimos anos, Kassio tem transmitido tanto em discursos públicos como a pessoas próximas que durante a sua gestão no TSE deve prevalecer uma postura de pouca interferência.
Ele tem dito que isso vale tanto para decisões tomadas durante a disputa quanto no período posterior à votação, com intenção de evitar "terceiros turnos" no Judiciário após as eleições.
Em junho de 2023, no julgamento que tornou Bolsonaro inelegível devido à reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, Kassio fez um voto no qual defendia o sistema eletrônico de votação, mas disse que não viu gravidade suficiente na ação que merecesse a condenação do ex-presidente.
Pela ordem de sucessão, Kassio chegará à chefia do TSE no primeiro semestre de 2026, antes do início da campanha, e ficará no posto até maio de 2027. Seu sucessor na presidência, pela tradição do tribunal, será André Mendonça.
Quando se tornou vice-presidente do TSE, em junho de 2024, ele afirmou que o papel da Justiça Eleitoral é preservar a vontade popular e fazer com que ela seja "sempre a última voz", e que esse sempre foi o seu posicionamento.
Também disse querer que a sociedade fique tranquila ao colocar nos postos de agentes públicos as pessoas que elegeu.
Antes das eleições deste ano, o tribunal tem pendentes julgamentos importantes que podem ser colocados em pauta ainda na gestão de Cármen Lúcia, no primeiro semestre, relacionados às eleições de 2022.
Como a Folha mostrou, há ações abertas contra dois governadores e ao menos dois parlamentares, além de consultas sobre regras eleitorais ainda não analisadas, o que pode ter efeitos sobre as estratégias dos candidatos e sobre a formação de palanques nos estados envolvidos.
Entre os que enfrentam processos de cassação na corte eleitoral, estão os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Antônio Denarium (PP), de Roraima, o senador Jorge Seif (PL-SC) e o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS).
Os políticos permanecem nos cargos enquanto aguardam a análise da última instância da Justiça Eleitoral.