Realizado em uma casa de eventos da Capital, o ato reuniu também os pré-candidatos ao Senado Eli Borges, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim, além de pré-candidatos à reeleição, como o deputado federal Ricardo Ayres
Com Assessoria
Em uma demonstração de unidade do grupo político liderado pelo Republicanos no Tocantins, o governador e presidente do partido no estado, Wanderlei Barbosa, convocou, na noite desta segunda-feira, 27, um grande encontro político em apoio à pré-candidatura da senadora Professora Dorinha ao Governo do Tocantins. Realizado em uma casa de eventos de Palmas, o ato reuniu secretários de Estado, prefeitos, deputados, candidatos e lideranças políticas de diversas regiões e teve o espaço completamente lotado.
Também participaram do evento os pré-candidatos ao Senado, o vice-presidente do Senado Federal, Eduardo Gomes, e os deputados federais Carlos Gaguim e Eli Borges.
Em seu discurso, Wanderlei Barbosa afirmou que seu apoio à senadora Professora Dorinha é baseado no conhecimento que tem da realidade do Tocantins e na convicção de que ela reúne as condições para dar continuidade ao trabalho desenvolvido atualmente no Estado.
"Nós queremos eleger a pessoa que realmente conhece a realidade desse estado, não apenas no oba a oba. Em todo o estado, onde vocês tiverem um amigo, um colega de trabalho, lá no Bico do Papagaio, lá na região Sudeste, no Vale do Araguaia, em Araguaína, em Gurupi, conversem com ele. Falem da importância de um governo e de um estado com estabilidade. Nós queremos a senadora Dorinha governadora”, enfatizou.
Ao agradecer a manifestação de apoio, a senadora Professora Dorinha afirmou que a demonstração de unidade amplia sua responsabilidade, defendeu que sua candidatura representa um projeto para o Tocantins e destacou que está preparada para governar o Estado. "Aumenta a minha responsabilidade. Aqui tem projeto e aqui tem preparo, e o voto é conquistado. Vou ser governadora não por ser mulher, mas porque estou preparada”, expressou.
Em seguida, a senadora ressaltou a importância de eleger uma base aliada para dar continuidade às ações do atual governo e fortalecer a representação do Tocantins. "É por isso que neste palco nós precisamos muito eleger os deputados estaduais, porque são eles que vão nos ajudar na Assembleia a dar continuidade e avançar no trabalho iniciado por todos vocês e pelo nosso governador. É preciso de gente comprometida com o nosso Estado. Por isso, também devemos nos preocupar com quem são os senadores que estarão conosco, porque vão trazer recursos”, completou.
Republicanos deve indicar o candidato a vice
Questionado sobre a definição do candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Dorinha, Wanderlei Barbosa afirmou que a indicação deverá partir do Republicanos, destacando a força política da legenda e sua representatividade no Tocantins.
"Olha, nós temos discutido isso. Claro, eu tenho falado não de mim, mas do Republicanos. O Republicanos é um partido que hoje tem uma grande chapa para deputado estadual, elegeu o maior número de deputados estaduais na eleição passada, elegeu o maior número de deputados federais, vai eleger de novo um bom percentual de deputados federais. Então eu creio que o partido soma muito em qualquer chapa. A chapa que eu estou, que eu apoio, que eu vou ajudar é a chapa da senadora Professora Dorinha. Nós vamos lutar muito por isso. E qualquer nome do Republicanos, nós temos diversos nomes, qualquer nome do Republicanos vem com um peso grande. Ele vem com o peso de todos esses companheiros, de mais de 50 prefeitos. Então, vamos indicar um nome do partido que seja importante para a gente e que some de maneira positiva."
O evento reuniu ainda dezenas de pré-candidatos a deputado estadual e deputado federal de diversas regiões do Tocantins, reforçando a estratégia do Republicanos de ampliar sua representação nas eleições de 2026. A legenda projeta eleger sete deputados estaduais e quatro deputados federais, consolidando-se como uma das principais forças políticas do Estado.
EUA aplicaram tarifas de 25% e 12,5% em produtos brasileiros
Da Agência Brasil
O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (27) um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando duas medidas tarifárias adotadas pelo país norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil considera que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e das regras que disciplinam o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
Uma das medidas questionadas decorre de uma investigação específica sobre o Brasil e impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.
A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.
O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.
De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.
Tarifaço
As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos vão atingir US$ 6,6 bilhões em produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo a pasta, a sobretaxa acumulada de 37,5% alcança 16,5% das exportações brasileiras para os EUA.
Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
Segundo o MDB, a prioridade das cúpulas nos estados será formar alianças locais para ajudar a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais emedebistas.
POR ISADORA ALBERNAZ
Sem lançar um nome próprio, o MDB anunciou nesta segunda-feira (27), durante a convenção nacional do partido, que ficará neutro e não apoiará nenhum candidato à Presidência em 2026. A sigla definiu que os diretórios estaduais poderão decidir a quem se aliarão de acordo com a disputa local.
Segundo o MDB, a prioridade das cúpulas nos estados será formar alianças locais para ajudar a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais emedebistas.
“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, disse o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP). Ele é candidato à reeleição na Casa.
A decisão pela neutralidade se dá diante da fragmentação do apoio do partido já existente nos estados. No Nordeste e no Norte, uma parcela da sigla deve endossar a reeleição de Lula (PT), enquanto outra deve se alinhar ao pré-candidato do PL ao cargo, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), principalmente no Sul e Centro-Oeste.
Em comunicado, o MDB disse que é preciso “compreender a realidade e o histórico eleitoral de cada estado” e que a neutralidade foi adotada mirando o “fortalecimento das bases estaduais para garantir resultados positivos em todo o país”.
“O MDB é um partido cujo estatuto respeita a força dos diretórios estaduais obtida no último pleito, sobretudo refletindo o resultado da última eleição para a chapa majoritária. Em suma, quem tem mais votos do eleitor comum tem mais força interna”, afirma a nota à imprensa.
Durante a convenção nacional, realizada de forma online, também foram oficializados candidatos do MDB em 24 estados.
Em Alagoas, o ex-ministro dos Transportes e aliado de Lula, Renan Filho, vai disputar o governo. Já em São Paulo Felício Ramuth vai tentar a reeleição na vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais herdeiros do bolsonarismo.
Há ainda casos de indefinição. No Distrito Federal, onde elegeu Ibaneis Rocha por dois mandatos ao Palácio do Buriti, o MDB foi rifado da chapa majoritária da governadora Celina Leão (PP) e está dividido se apoia a atual chefe do Executivo local ou lança um nome próprio.
No último pleito presidencial, o MDB lançou a ex-ministra e ex-senadora Simone Tebet, hoje no PSB. Ela não chegou ao segundo turno, mas foi a terceira mais votada, com cerca de 5 milhões de votos (4,16%), e decidiu apoiar o presidente Lula no embate direto com Jair Bolsonaro (PL).
Tebet deixou o partido e se filiou ao PSB no fim de março para disputar o Senado por São Paulo na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, que vai reeditar a disputa de 2022 com Tarcísio.
No início deste ano, a Folha mostrou que Lula chegou a procurar partidos do centrão e queria que o vice de sua chapa fosse do MDB para isolar Flávio Bolsonaro, conseguir mais tempo de campanha na TV e reforçar a mensagem de frente ampla propagada por ele na eleição de 2022. No entanto, a pré-campanha petista decidiu repetir a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB).
SAIBA QUEM SÃO OS CANDIDATOS DO MDB:
Acre: Jéssica Sales (vice-governadora)
Alagoas: Renan Filho (governador); Renan Calheiros e Dr. Vanderlei (senador)
Amapá: Acácio Favacho (senador)
Amazonas: Eduardo Braga (reeleição ao Senado)
Bahia: Geraldo Júnior (reeleição como vice-governador)
Ceará: Eunício Oliveira (senador)
Espírito Santo: Ricardo Ferraço (reeleição ao governo); Rose de Freitas (senadora)
Goiás: Daniel Vilela (reeleição ao Governo); Zacarias (senador)
Maranhão: Orleans Brandão (governador); Roseana Sarney (senador)
Mato Grosso: Janaína Riva (senadora)
Minas Gerais: Gabriel Azevedo (governador)
Pará: Hana Ghasan (reeleição ao Governo); Helder Barbalho (senador)
Paraíba: Cícero Lucena (governador); Veneziano Vital do Rêgo (reeleição ao Senado) e André Gadelha (senador)
Paraná: Rafael Greca (Governador); Alvaro Dias (senador)
Piauí: Marcelo Castro (reeleição ao Senado)
Rio de Janeiro: Jane Reis (vice-governadora)
Rio Grande do Sul: Gabriel Souza (governador); Germano Rigotto (senador)
Rio Grande do Norte: Hermano Morais (vice-governador)
Roraima: Teresa Surita (senador)
Rondônia: Pedro Abib (governador); Confúcio Moura (reeleição ao Senado)
Santa Catarina: Carlos Chiodini (vice-governador); Antídio Lunelli (senador)
Sergipe: Alessandro Vieira (reeleição ao Senado)
São Paulo: Felício Ramuth (vice-governador)
Tocantins: Amélio Cayres (vice-governador); Alexandre Guimarães (senador)
A estrutura foi considerada adequada para atender às necessidades da rede municipal, permitindo a implantação de uma nova unidade de ensino em uma região estratégica da Capital
Texto: Milena Botelho
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), publicou no Diário Oficial do Município nº 3.998 o Ato de Contratação Direta nº 07/2026. O documento formaliza a locação do imóvel do Instituto Presbiteriano Mackenzie para a instalação e o funcionamento de uma nova unidade educacional da rede municipal de ensino. A publicação ocorreu na edição da última sexta-feira, 24.
O imóvel está localizado na Arne 13 (108 Norte), Alameda 16, Lote 10-A, em Palmas, e possui área total construída de 3.493,23 metros quadrados. O espaço é distribuído em salas de aula, bloco administrativo, refeitório, sanitários adaptados e quadra poliesportiva coberta. A estrutura foi considerada adequada para atender às necessidades da rede municipal, o que permitirá a implantação de uma nova unidade de ensino em uma região estratégica da Capital. A previsão é que as atividades na unidade educacional iniciem em setembro deste ano.
A contratação prevê a locação do imóvel pelo período de 12 meses, com valor mensal de R$ 87.330,75 e investimento total de R$ 1.047.969,00. Conforme o processo administrativo, a escola terá capacidade para atender aproximadamente 890 estudantes. O corpo discente será distribuído em 30 turmas, contemplando a Pré-escola I e II e os anos iniciais do Ensino Fundamental, do primeiro ao quinto ano.
De acordo com a secretária municipal da Educação, Anice de Souza Moura, a locação deste prédio ajudará de forma imediata a ampliar a oferta de vagas na região central da Capital, que atualmente possui déficit em algumas séries ofertadas pela rede. “Após estudos técnicos e análise das alternativas disponíveis, optamos pela locação de um imóvel já estruturado para uso educacional, levando em consideração que a construção de uma nova unidade exigiria um prazo maior. O prédio possui características adequadas e receberá adaptações antes do início das atividades”, descreveu a gestora.
Conforme o ato publicado, a contratação foi realizada em favor do Instituto Presbiteriano Mackenzie, proprietário do imóvel, após a constatação da inviabilidade de competição para a locação do espaço, conforme previsto na legislação vigente.
Partido, que realizou sua convenção nacional nessa segunda-feira, quer eleger 46 deputados federais e 10 senadores
Por Amanda Garcia
Baleia Rossi afirmou que o MDB chega fortalecido após os resultados das últimas eleições
O MDB entra na disputa eleitoral de 2026 com a expectativa de expandir a presença no Congresso e nos governos estaduais. A direção nacional do partido quer eleger 46 deputados federais, mais de 110 deputados estaduais, 10 senadores e ao menos cinco governadores.
A meta foi confirmada ao R7 pelo presidente nacional da legenda, Baleia Rossi. Nas eleições de 2022, o MDB elegeu 42 deputados federais — cinco a mais do que em 2018 —, além de três governadores: Helder Barbalho (Pará), Ibaneis Rocha (DF) e Paulo Dantas (Alagoas).
Na disputa para o Senado — em que apenas um terço das cadeiras estava em jogo há quatro anos —, o partido conquistou uma vaga, com Renan Filho, em Alagoas.
Durante a Convenção Nacional da sigla, realizada na segunda-feira (27), Baleia afirmou que o MDB chega fortalecido após os resultados das últimas eleições.
“Nós já tivemos, em 2022, um crescimento significativo. Em 2024, da mesma forma, na eleição municipal. Tenho absoluta convicção de que sairemos com mais governadores , mais vice-governadores, mais senadores, mais deputados federais e mais deputados estaduais eleitos”, disse.
Para alcançar esse objetivo, o MDB aposta em candidaturas consideradas competitivas em diferentes estados.
Entre os principais nomes estão o do ex-ministro dos Transportes, Renan Filho, em Alagoas; o prefeito de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, em Minas Gerais; o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, no Paraná; o vice-governador Gabriel Souza, no Rio Grande do Sul; Orleans Brandão, no Maranhão; Ricardo Ferraço, no Espírito Santo; e Daniel Vilela, em Goiás.
Na disputa pelo Senado, o partido também pretende lançar nomes de peso, como Eduardo Braga (Amazonas) e Renan Calheiros (Alagoas).
Diferentemente do último pleito, quando lançou Simone Tebet candidata à Presidência da República, o MDB não terá nome próprio ao Planalto em 2026. Por isso, liberou os diretórios estaduais para definirem seus próprios palanques e alianças.
“A liberação nacional acaba unindo o partido, pacificando o partido e deixando o partido mais forte para que, nos estados, tenha um resultado bastante positivo”, argumentou o presidente da legenda.