Da Assessoria

 

 

A pandemia da Covid-19 colocou o Brasil diante de uma crise sanitária e econômica sem precedentes. No Tocantins, somente até agosto de 2020 já haviam sido registrados 41.848 casos confirmados e 556 mortes. Ao longo da pandemia, o Estado chegaria a contabilizar 3.939 óbitos, segundo documentos oficiais do Governo do Tocantins.

 

Foi justamente nesse período que o senador Eduardo Gomes ocupava uma posição importante em Brasília: era líder do Governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, responsável pela interlocução política do Executivo com deputados e senadores.

 

Um dos exemplos dessa atuação foi o Pronampe, criado a partir de projeto do então senador Jorginho Mello para socorrer micro e pequenas empresas atingidas pela crise. Jorginho teve a iniciativa; Eduardo Gomes participou, como líder do governo, das articulações políticas em torno do programa. Em agosto de 2020, durante sessão do Congresso, o próprio Eduardo relatou uma negociação de mais de três horas envolvendo líderes da Câmara e do Senado sobre o Pronampe.

 

Anos depois, Jorginho Mello reconheceu essa participação de Eduardo: “quando nós fizemos o Pronampe para salvar 10 milhões de empregos na pandemia, ele ajudou na articulação”, afirmou no depoimento. Registros do Senado daquele período também mostram Eduardo elogiando Jorginho e a então senadora Kátia Abreu pela atuação na construção do programa.

 

UM PROGRAMA QUE CHEGOU À PONTA

 

 

Clique em cima da imagem pra assistir ao vídeo

 

O Pronampe rapidamente ganhou dimensão nacional. Na primeira etapa, foram colocados R$ 15,9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações, viabilizando aproximadamente R$ 18,7 bilhões em crédito para cerca de 211 mil empresas. Os recursos se esgotaram em pouco mais de 30 dias. Em setembro de 2020, uma segunda etapa recebeu aporte adicional de R$ 14 bilhões.

 

A demanda mostrava o tamanho da emergência.

 

O próprio Senado registraria posteriormente que o Pronampe se tornou uma das iniciativas legislativas mais significativas surgidas durante a pandemia. O que começou como uma resposta emergencial acabou avançando para se transformar em política pública permanente. Para Eduardo Gomes, o episódio mostrou justamente a utilidade política da posição que ocupava naquele momento. Liderança não era apenas cargo. Era capacidade de interlocução.

 

E O TOCANTINS?

 

Enquanto participava das grandes negociações nacionais, Eduardo Gomes também atuava para levar equipamentos e recursos ao Tocantins. Existem registros concretos dessa atuação.

 

Em Palmas, por exemplo, a Secretaria Municipal da Saúde recebeu em setembro de 2020 30 ventiladores mecânicos enviados pelo Ministério da Saúde, sendo 20 equipamentos de UTI e dez de transporte. A própria Prefeitura registrou oficialmente que os equipamentos chegaram à Capital “por meio do apoio do senador Eduardo Gomes”, após solicitação do município.

 

Em Araguaína, outro exemplo.

 

O Hospital Municipal de Campanha recebeu respiradores destinados à cidade por articulação de Eduardo Gomes. Quatro equipamentos começaram a ser utilizados ainda em maio de 2020, e a Prefeitura registrou que faziam parte de um conjunto de dez respiradores destinados ao município.

 

Posteriormente, a estrutura foi ampliada e a administração municipal voltou a registrar a participação do senador na articulação de equipamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19.

 

Foi nesse cenário que a articulação política deixou de ser apenas uma expressão dos corredores de Brasília. Significava conseguir crédito para manter uma pequena empresa funcionando, buscar respiradores, ampliar a estrutura hospitalar e abrir portas no Governo Federal quando Estados e municípios disputavam recursos para enfrentar a emergência.

 

 

 

Jorginho Mello criou o Pronampe. O Congresso aprovou. E Eduardo Gomes, como líder do Governo Bolsonaro no Congresso, participou da articulação política em torno de uma das principais respostas econômicas destinadas às pequenas empresas durante a pandemia. Ao mesmo tempo, trabalhou para que equipamentos e recursos chegassem ao Tocantins.

 

Em momentos de normalidade, experiência e capacidade de articulação podem parecer apenas atributos políticos. Na pandemia, elas foram colocadas à prova justamente quando o Tocantins mais precisava de Brasília.

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 15:36 Escrito por

Entre os compromissos citados estão a duplicação da TO-080, reforço na segurança pública, construção de creches e ações de qualificação e primeiro emprego.

 

 

Texto: Jéssica Sá

 

 

A candidata ao Governo do Tocantins,Professora Dorinha (União Brasil), cumpriu agendas na terça-feira, 15, em Paraíso do Tocantins e Palmas. Em Paraíso, tratou de infraestrutura, segurança pública e qualificação profissional. Na Capital, durante encontro com profissionais e estudantes da educação, afirmou que a área será eixo de uma eventual gestão.

 

Compromissos com Paraíso e segurança

 

 

Em Paraíso, Dorinha defendeu investimentos para o município e citou a duplicação da BR-153 e a federalização da TO-080, com a ligação entre as BRs 153 e 010. A candidata também apresentou compromissos para a segurança pública e a qualificação dos jovens.

 

Segundo Dorinha, cidades próximas às grandes rodovias precisam de reforço no monitoramento e no efetivo policial. Ela afirmou ainda que pretende convocar aprovados no cadastro de reserva e manter concursos para as forças de segurança.

“Segurança pública, saúde e educação são pilares do nosso governo”, afirmou.

 

O prefeito Celso Morais reafirmou apoio à candidatura. “Estamos juntos e vamos trabalhar. Paraíso quer te ver no Governo do Estado. Vamos bater de porta em porta para pedir voto”, disse.

 

Educação como eixo do governo

 

 

À noite, no Crystal Hall, em Palmas, Dorinha participou de uma reunião com profissionais e estudantes da educação. “Foi a educação que me deu todas as minhas oportunidades. Todas as áreas serão cuidadas com a mesma atenção, mas a educação é o eixo do meu governo”, afirmou.

 

A candidata citou entre os compromissos o apoio aos municípios na construção de creches, melhorias nas escolas e ações voltadas à qualificação profissional, ao primeiro emprego e às oportunidades para os jovens.

 

Representando os estudantes e o grêmio estudantil, Hiago Ribeiro relacionou a atuação de Dorinha no Fundeb às expectativas da juventude. “A senhora ajuda muito a nossa juventude e vai fazer muito mais pelos jovens tocantinenses. É isso que nós queremos: pessoas que realmente façam pela nossa gente”, disse.

 

A secretária municipal de Educação de Palmas, Anice Moura, também manifestou apoio à candidatura. O candidato a vice-governador, Atos Gomes, destacou a trajetória de Dorinha. “É um orgulho caminhar ao lado de uma professora competente. Junto com ela, faremos a melhor gestão”, afirmou.

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 13:33 Escrito por

Paralisação continua enquanto o banco marcou nova rodada de negociação após pressão das entidades sindicais

 

 

Por Caroline Vale

 

 

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chega ao sétimo dia nesta quarta-feira (16), quando o banco também retoma a mesa de negociação com as entidades que representam os trabalhadores. A paralisação segue sem prazo para acabar.

 

 

A nova rodada foi marcada após cobranças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e mobilizações da categoria.

 

A paralisação começou em 10 de setembro, depois que os empregados rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O acordo específico da Caixa ainda não foi fechado, embora a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários tenha sido assinada no dia 9 de setembro.

 

Segundo a Contraf-CUT, a entidade também pediu a retomada das negociações e a manutenção da chamada ultratividade, que garante a continuidade dos direitos previstos no ACT enquanto as negociações continuam. A Caixa concordou com o pedido e marcou a reunião para esta quarta, em São Paulo.

 

De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, no sexto dia de greve, nessa terça-feira (15), 292 das 299 agências da Caixa e os quatro prédios administrativos da instituição na base sindical estavam fechados. O sindicato também realizou um ato em frente à Gipes, no Ipiranga, que reuniu cerca de 250 pessoas, segundo a entidade.

 

Principais pontos da negociação

O plano de saúde é um dos principais pontos de divergência entre os empregados e o banco. A proposta da Caixa previa aumentar de 3,5% para 5,5% a contribuição dos empregados sobre o salário-base. O valor mensal cobrado por dependente passaria de R$ 480 para R$ 870. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor subiria de R$ 800 para R$ 1.050.

 

Em nota, a Caixa afirmou que mantém o diálogo com as entidades representativas e que reabriu a mesa de negociação para buscar uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade.

 

O banco informou ainda que já foram realizadas 54 reuniões de negociação coletiva desde o início da campanha salarial e que apresentou quatro propostas, com alterações ao longo das tratativas.

 

Atendimento durante a greve

A Caixa informou que os clientes podem utilizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre os serviços disponíveis estão o aplicativo CAIXA, o Internet Banking, o WhatsApp CAIXA, o CAIXA Tem e outros aplicativos do banco.

 

Também permanecem disponíveis o atendimento telefônico pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 104 0104, para as demais localidades.

 

A rede física inclui caixas eletrônicos, casas lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais Banco24Horas.

 

Veja o que diz a Caixa

“A CAIXA informa que, por acreditar que o diálogo é o melhor caminho para a construção de acordos, reabriu a mesa de negociação com as entidades representativas dos empregados. O banco segue imbuído na busca de uma solução que preservem os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira.

 

Desde o início das negociações da campanha salarial, a CAIXA manteve postura permanente de diálogo com as entidades representativas dos empregados, buscando a construção de uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes.

 

Foram realizadas, até o momento, 54 reuniões de negociação coletiva, nas quais o banco apresentou quatro propostas distintas, incorporando avanços sucessivos e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados.

 

Durante esse período, os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos do banco, com destaque para o App CAIXA, que reúne diversos serviços e transações bancárias. Também estão disponíveis o Internet Banking CAIXA, o WhatsApp CAIXA (0800 104 0104) e os aplicativos CAIXA Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

 

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades).

 

Além das agências, a rede física de atendimento da CAIXA disponibiliza caixas eletrônicos, unidades lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui (CCA) e terminais da rede Banco24Horas.

 

A localização das lotéricas e CCAs pode ser consultada na página de atendimento do banco.”

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 13:24 Escrito por

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

 

A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 4 de outubro, existe um número na mais recente pesquisa Paraná Pesquisas que merece tanta atenção quanto os percentuais alcançados por Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior.

 

É o número daqueles que, quando perguntados espontaneamente em quem pretendem votar para governador, ainda não apresentam um nome: 42,7% responderam que não sabem ou não opinaram.

É muita gente.

 

Principalmente para uma eleição que já atravessou meses de pré-campanha, convenções, lançamento de candidaturas, viagens pelos 139 municípios, reuniões políticas, propaganda eleitoral, programas gratuitos no rádio e na televisão, redes sociais, caminhadas e mobilização das estruturas partidárias.

 

A Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores entre 12 e 14 de setembro, em 75 municípios. A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-08578/2026.

 

E é justamente a diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada que o Observatório Político de O Paralelo 13 considera uma das informações mais importantes desta rodada.

 

42,7%: O QUE ESSE NÚMERO REALMENTE DIZ?

 

Na espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Professora Dorinha aparece com 25,3%, Vicentinho Júnior com 21,1%, Laurez Moreira com 2,4%, Siqueira Campos Júnior com 1,4%, Ataídes Oliveira com 1,1% e Du Pereira com 0,1%. Outros nomes somam 0,9%, enquanto 5,5% dizem ninguém, branco ou nulo.
E 42,7% não sabem ou não opinam. Mas é preciso fazer uma distinção importante. Isso não significa necessariamente que 42,7% estejam completamente indecisos. Quando os nomes dos candidatos são apresentados, no cenário estimulado, o percentual de “não sabe/não opinou” despenca para apenas 4,9%. Dorinha alcança 40,6%, Vicentinho 34,1%, Laurez 6,5%, Siqueira Campos Júnior 4,9%, Ataídes 2,8%, Du Pereira 0,5% e Witer Naves 0,3%. Brancos e nulos ficam em 5,5%.

 

Está aí a engrenagem que precisa ser observada. Existe uma parcela enorme do eleitorado que ainda não carrega espontaneamente na cabeça o nome de seu candidato, embora grande parte consiga fazer uma escolha quando recebe as opções.

 

Isso pode significar voto pouco cristalizado. E voto pouco cristalizado pode mudar.

 

DORINHA NA FRENTE, VICENTINHO NA PERSEGUIÇÃO

 

A fotografia de 12 a 14 de setembro mostra Professora Dorinha numericamente à frente. No cenário estimulado, Dorinha registra 40,6%, contra 34,1% de Vicentinho Júnior, diferença de 6,5 pontos percentuais. Considerados apenas os votos válidos, a pesquisa apresenta Dorinha com 45,3% e Vicentinho com 38,1%.

Mas isso é a fotografia daquele período.

Não é resultado de urna.

 

Considerando esses percentuais de votos válidos apresentados pelo levantamento, nenhum candidato aparece acima de 50%, patamar necessário para vencer a disputa pelo Governo já no primeiro turno. Portanto, os números publicados não permitem afirmar que haverá segundo turno, mas tampouco permitem descartá-lo. É justamente nesse espaço que entram os eleitores ainda pouco definidos.

 

NÃO CONFUNDAM PESQUISA ESTIMULADA COM VOTO CONSOLIDADO

 

O alerta do Observatório é simples. Quando o entrevistador apresenta uma lista e o eleitor escolhe um candidato, isso não significa automaticamente que aquele voto esteja definitivamente consolidado.

 

Existe o eleitor decidido, o eleitor inclinado. Aquele simpatiza com determinado candidato, mas ainda admite mudar. Existe aquele que somente começou a prestar atenção na eleição agora. E existe quem só tomará sua decisão final diante da urna. Por isso, talvez o número politicamente mais provocador desta pesquisa não seja 40,6% nem 34,1%.

 

Talvez seja 42,7%. É o tamanho do grupo que não apresentou espontaneamente um candidato a governador.

 

“EFEITO MANADA”? É PRECISO TER CUIDADO

O Observatório Político levanta uma pergunta: poderá existir uma movimentação coletiva de última hora capaz de alterar substancialmente a fotografia apresentada pelas pesquisas? Pode haver mudança. Mas seria precipitado afirmar hoje que haverá um “efeito manada” ou em qual direção ele ocorreria.

 

Eleição não funciona como uma fórmula matemática.

 

O eleitor pode decidir nas últimas semanas por avaliação do governo, identificação partidária, propostas, desempenho nos debates, influência familiar, situação econômica, rejeição a um candidato ou simplesmente pela impressão formada ao longo da campanha.

O voto é secreto. E, dentro da cabine, desaparecem prefeito, governador, senador, deputado, marqueteiro, cabo eleitoral e pesquisa. Ficam o eleitor e a urna.

 

1,18 MILHÃO DE ELEITORES

 

 

O Tocantins possui 1.182.307 pessoas aptas a votar em 2026, segundo dados oficiais do TRE-TO. Esse número ajuda a dimensionar o tamanho da disputa. Os grandes centros urbanos possuem peso decisivo, mas apresentam também um eleitorado mais numeroso, disperso e menos dependente das estruturas políticas tradicionais.

 

ABRAM A “CAÇAPA DO ZÓI”

Por isso, usando uma expressão bem tocantinense, o Observatório deixa um alerta às campanhas: abram a “caçapa do zói”. Não terceirizem suas candidaturas. Nesta reta final, os candidatos proporcionais também estão travando suas próprias batalhas pela sobrevivência eleitoral. Deputados estaduais e federais precisam primeiro garantir os votos necessários para seus próprios mandatos.
Quando chega esse momento, o instinto de sobrevivência política fala alto.

É o velho “salve-se quem puder” eleitoral.

Uma candidatura majoritária que acreditar que todos os deputados, prefeitos, vereadores e lideranças de sua coligação estarão dedicando a mesma energia à eleição para governador poderá encontrar uma realidade diferente nas ruas.

 

OS PROPORCIONAIS DE DORINHA E A ACUSAÇÃO DOS “JUDAS”

É justamente nesse ambiente que uma fonte ligada ao grupo governista fez uma avaliação dura, em conversa reservada com o Observatório Político de O Paralelo 13. Segundo esse interlocutor, existem candidatos proporcionais ligados à base que estariam concentrando esforços exclusivamente nas próprias campanhas e deixando de pedir votos com a mesma intensidade para Professora Dorinha.

 

A fonte utilizou uma comparação carregada de simbolismo religioso, classificando esses candidatos como “Judas” por, em sua avaliação, “negarem Dorinha” durante a campanha. Trata-se da avaliação política do interlocutor e não de uma constatação independente deste jornal.

 

Segundo a mesma fonte, alguns desses grupos teriam indicações políticas no Executivo estadual, incluindo cargos comissionados e contratos temporários em diferentes municípios. O interlocutor afirmou ainda que a atuação dessas lideranças estaria sendo acompanhada pela estrutura política governista e que o comportamento eleitoral poderá repercutir nas relações políticas após a eleição. O Observatório registra a declaração porque ela revela algo maior do que a insatisfação de uma liderança.

 

Revela a tensão natural da reta final entre eleição majoritária e proporcional. Cada candidato a deputado sabe que, no dia 4 de outubro, sua própria sobrevivência estará sendo decidida.

 

O ELEITOR LEVA A VIDA REAL PARA A URNA

 

Existe ainda outro erro que as campanhas não podem cometer: acreditar que eleição acontece apenas dentro da política.

O eleitor não chega à cabine carregando somente santinho, chega carregando a própria vida, depois de passar pelo supermercado, de pagar o aluguel, de olhar a fatura do cartão, pagar o combustível, conferir o salário, depois de administrar prestações e dívidas.

 

O servidor público pode chegar pensando também no consignado. O comerciante pensa nas vendas. O empresário pensa no caixa. O trabalhador pensa no emprego. A dona de casa conhece o preço dos alimentos melhor do que qualquer discurso eleitoral. São essas experiências concretas que podem entrar na decisão política.

 

Por isso, qualquer afirmação sobre o comportamento desses eleitores precisa ser feita com cautela. Sem uma pesquisa específica, não é possível dizer quantos votarão motivados principalmente pela economia nem em qual candidatura esse sentimento será convertido. Mas ignorar o cotidiano econômico do eleitor seria igualmente um erro.

 

O SENADO MOSTRA UMA INDECISÃO AINDA MAIOR

 

Se os 42,7% da espontânea para governador chamam atenção, a pesquisa para o Senado apresenta um número ainda mais expressivo. Na espontânea, 61,7% não sabem ou não opinam sobre seus votos para senador. Eduardo Gomes aparece com 11,6%, Alexandre Guimarães com 9%, Carlos Gaguim com 6,4%, Eli Borges com 4,7%, Paulo Mourão com 3,3%, Vanderlei Luxemburgo com 2,1% e Ronaldo Dimas com 1,9%.

 

Na estimulada, Eduardo Gomes aparece com 36%, Alexandre Guimarães com 24,5% e Gaguim com 22,7%, seguidos pelos demais candidatos. Como o eleitor escolherá dois senadores, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.

 

Isso mostra o tamanho do território ainda em disputa, principalmente pelo segundo voto.

 

PESQUISA NÃO É PROFECIA

O Observatório também faz uma ressalva necessária sobre as pesquisas. Todo levantamento eleitoral deve ser analisado por sua metodologia, tamanho e distribuição da amostra, período de campo, margem de erro, nível de confiança, contratante e registro na Justiça Eleitoral.

 

O que não se deve fazer, sem evidências, é afirmar que determinado instituto manipulou resultados para agradar quem contratou a pesquisa. Neste levantamento, há informações objetivas para o leitor avaliar: 1.504 entrevistas, 75 municípios, campo entre 12 e 14 de setembro, margem de erro de 2,6 pontos percentuais, confiança de 95% e registro TO-08578/2026. Pesquisa é instrumento de leitura do momento. Não possui fé pública sobre o futuro.

 

A ELEIÇÃO QUE COMEÇA AGORA

 

 

Talvez seja justamente esse o grande recado da nova Paraná Pesquisas. Existe uma parcela do eleitorado que, espontaneamente, ainda não apresenta um nome para governador. E isso acontece faltando menos de três semanas para a votação.

 

É nesse eleitor que as campanhas precisam prestar atenção. No dia 4 de outubro, quando entrar sozinho na cabine, ele não precisará explicar sua escolha a ninguém. A pesquisa mede o eleitor quando ele responde. A urna registra o eleitor quando ninguém está olhando.

 

E entre uma coisa e outra ainda existem quase três semanas de campanha. É justamente nesse espaço que a eleição do Tocantins ainda será disputada.

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 09:26 Escrito por

Aqui no Tocantins e, principalmente, em Porto Nacional, terra natal de Otoniel Andrade, a expressão “político com o cheiro e a cara de povo” costuma evocar a figura de um líder que emerge das classes populares, compartilhando de suas vivências, dores e aspirações. E é assim que se porta o “Baixinho”, que sempre colocou em primeiro lugar os anseios de sua gente.

 

 

 

Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

Otoniel Andrade tem uma trajetória marcada pelo fazer em prol das pessoas, pois foi moldado, no caráter e na grandiosidade da fraternidade, num berço honrado e alicerçado na fé e no acolhimento, o que permitiu uma vivência de aprendizados humanistas, levando-o a liderar as massas.

 

Nessa escola familiar, ele aprendeu a arte de reunir votos e, com eles, conquistou os postos de deputado estadual, por duas oportunidades, e de prefeito de sua amada Porto Nacional, por três mandatos.

 

Em todos esses cargos, atendeu às demandas de sua gente, atuando com responsabilidade e competência nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, lazer, moradias populares e viabilizando iniciativas para o empreendedorismo.

 

 

Otoniel Andrade é verdadeiramente um líder popular que utiliza o poder político para promover transformações estruturais na sociedade. Por ser assim, carrega na alma o brilho do fazer coletivo e, entre os braços, o abraço do acolhimento fraternal.

 

É por tudo isso e muito mais que Otoniel Andrade quer ser novamente deputado estadual e continuar persistindo na trajetória de construir melhores condições de vida para os tocantinenses, em especial para o povo portuense, o que agora tentam impedir, em sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa do Estado.

 

Qual o grave crime cometeu Otoniel Andrade para ter sua candidatura a deputado estadual impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral? A resposta — não vamos discutir o mérito — está na sua indestrutível capacidade de ajudar as pessoas.

 

Na sua última passagem pela Prefeitura de Porto Nacional, oportunidade em que fez entregas transformativas em todas as áreas, atendendo às demandas da coletividade local, inclusive com a construção de quiosques em alguns logradouros da cidade, proporcionando empreendedorismo e lazer aos portuenses, o Ministério Público viu nisso improbidade administrativa.

 

Um desses quiosques, erguido na Praça Dr. Osvaldo Ayres da Silva e que, em licitação e em regime de concessão, foi entregue ao cozinheiro “Djalma do Bifão”, o que gerou um processo contra Otoniel Andrade por improbidade administrativa e que, segundo apontam os autos, houve, nesse ato de exclusividade do Poder Executivo Municipal, enriquecimento ilícito de terceiros.

 

 

A defesa contesta os fundamentos que levaram a essa condenação, pois não há crime nessa ação administrativa do então prefeito Otoniel Andrade, que não se beneficiou por fazer a concessão, e o enriquecimento ilícito de terceiro é inexistente, isso porque o cozinheiro “Djalma do Bisão” continua morando de favor na casa do sogro e, até agora, trabalhando diuturnamente para o sustento da família, não conseguiu comprar uma bicicleta para o seu deslocamento de casa para o trabalho e de lá para o supermercado nos dias de compras.

 

Mesmo com todos esses desafios e provações jurídicas, a candidatura a deputado estadual de Otoniel Andrade continua firme, leve, alegre e propositiva, buscando levar aos quatro cantos do Tocantins propostas e mensagens de construção de cidadania plena para toda a gente tocantinense.

 

A defesa de Otoniel Andrade, que contesta veementemente a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que negou o seguimento de sua candidatura e, consequentemente, suspendeu seus direitos políticos, vai, no momento certo e oportuno, recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, com a convicção de que essa Corte Superior vai reformar essa decisão.

 

O advogado Juvenal Klayber, fará a defesa do TSE

 

E isso se faz necessário, pois Otoniel Andrade é um líder com forte apelo popular, que consegue canalizar as demandas de parcelas historicamente marginalizadas da população. Ao dar voz a esses grupos, ele altera a agenda política, priorizando ações de redistribuição de renda, acesso à educação, saúde, lazer, moradias e segurança pública, dentre outras áreas.

 

A força de Otoniel Andrade, um líder, um homem do povo, raramente vem apenas de sua atuação institucional, mas sim de sua capacidade de mobilizar as massas em busca de um Tocantins mais desenvolvido e mais igualitário. Sua candidatura é necessária e sua eleição fundamental para um Tocantins mais justo.

 

 

 

Posted On Quarta, 16 Setembro 2026 08:47 Escrito por
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