Declarações ocorrem após a publicação de informações de que ele supostamente teria pressionado a autoridade monetária a aprovar uma solução para o banco

 

 

Com Estadão Conteúdo

 

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta terça-feira, 23, para esclarecer que seus encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ocorreram em virtude da aplicação da Lei Magnitsky sobre o magistrado pelo governo dos Estados Unidos.

 

As declarações de Moraes ocorrem após a publicação de informações de que ele supostamente teria pressionado Galípolo e a autoridade monetária a aprovarem uma solução para o Banco Master, que acabou sendo liquidado pelo BC em 18 de novembro.

 

 

A informação sobre a conversa entre Moraes e Galípolo foi publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

 

Moraes informa ainda que, no mesmo contexto da Magnitsky, falou com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, o presidente do BTG, Roberto Sallouti, além de vice-presidentes de Bradesco e Itaú.

 

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, completou Moraes.

 

 

Posted On Terça, 23 Dezembro 2025 15:28 Escrito por

Entrega da estrutura entre Aguiarnópolis/TO e Estreito/MA marca o recomeço para a população local com a retomada da mobilidade e do desenvolvimento regional

 

 

Por Débora Gomes

 

 

A população das Regiões Norte e Nordeste do país passa a contar novamente com uma ligação essencial para a mobilidade e o transporte de pessoas e de cargas. Nesta segunda-feira, 22, os governadores do Tocantins, Wanderlei Barbosa, do Maranhão, Carlos Brandão, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, inauguraram a nova ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, que conecta os municípios de Aguiarnópolis/TO e Estreito/MA pela rodovia BR-226. A entrega da obra foi simbolizada pelo descerramento da placa inaugural e pelo corte da fita, nas duas cabeceiras da estrutura, contando com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais e da comunidade em geral.

 

Governador Wanderlei Barbosa destacou que Tocantins e Maranhão mantêm uma relação histórica de proximidade - Crédito: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

 

Durante a cerimônia, Wanderlei Barbosa destacou que Tocantins e Maranhão mantêm uma relação histórica de proximidade. “O Tocantins é habitado, em boa parte, por maranhenses; somos muito unidos. A queda da ponte separou os dois estados por um ano, mas hoje [segunda-feira, 22] estamos restabelecendo essa união entre Aguiarnópolis e Estreito por meio da Ponte JK”, pontuou. O chefe do Executivo também relembrou as ações do Governo do Tocantins na região, enquanto a ponte era construída. “Nós disponibilizamos embarcações, trouxemos a Agência de Fomento e o próprio governo para dentro de Aguiarnópolis e de Palmeiras, para que pudéssemos atender a população”, acrescentou.

 

O ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a importância estratégica da ponte. “Imagine a importância dessa interligação. Essa ponte liga o Maranhão ao Brasil inteiro e também à América do Sul. As pessoas passam por aqui para seguir para a Argentina, o Uruguai, o Chile e para qualquer estado brasileiro. E, a partir de hoje [segunda-feira, 22], elas voltarão a passar por este trecho”, reforçou.

 

Ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a importância estratégica da ponte para a região - Crédito: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

 

“Vivemos uma tragédia quando a infraestrutura deixou de funcionar entre esses estados, as vítimas sofreram e as rodovias foram impactadas pelos desvios. Estivemos aqui desde o primeiro momento, assumimos um compromisso com os governos estaduais e, hoje [segunda-feira, 22], um ano depois, estamos entregando essa ponte de volta à sociedade”, reforçou o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício Galvão.

 

Integração e desenvolvimento

 

A obra da Ponte JK, de responsabilidade do governo federal, foi executada pelo Dnit e contou com um investimento de R$ 171,97 milhões. A estrutura possui 630 m de extensão, 19 m de largura, um vão livre de 154 m, duas faixas de rolamento de 3,6 m cada, dois acostamentos com 3 m de largura, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpos em ambas as extremidades do tabuleiro, garantindo segurança e funcionalidade à travessia.

 

Diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, enfatizou a reconexão entre os estados com a entrega da ponte - Crédito: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

 

A conexão é reestabelecida após um ano do desabamento da estrutura anterior, ocorrido em 22 de dezembro de 2024, e marca um recomeço para a comunidade local com a melhoria das atividades cotidianas de quem utiliza o trajeto, além de impulsionar a economia e o desenvolvimento de ambos os estados, que desempenham papel importante na produção agrícola e industrial do país.

 

O caminhoneiro Welismar Alves da Silva, morador de Estreito/MA, elencou as dificuldades enfrentadas após o desabamento da ponte. Antes do ocorrido, ele trafegava pela ponte transportando cargas cerca de três vezes por semana, mas passou a depender da travessia por balsa, o que tornava o deslocamento mais demorado. “Depois que a ponte caiu, eu precisava usar a balsa e o transtorno era grande por causa da demora. Com a nova ponte, a situação vai melhorar com certeza”, afirmou.

 

Governador do Maranhão, Carlos Brandão, celebrou a importância do momento - Crédito: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

 

Moradora de Estreito há quatro anos e técnica de enfermagem que trabalha em Aguiarnópolis, Auricilene Lima Silva Dias precisou mudar de cidade após o desabamento da ponte, já que realizava o deslocamento diariamente para cumprir sua jornada de trabalho. “A queda da ponte impactou diretamente a nossa vida, assim como a de muitas outras famílias. Para mim, em especial, a entrega dessa nova estrutura tem um significado muito grande. A população de Aguiarnópolis é grata, assim como a de Estreito, porque essa estrutura é fundamental”, salientou.

 

Presente na cerimônia, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, evidenciou a importância do momento. “Hoje, 22 de dezembro de 2025, estamos aqui inaugurando esta ponte. Aproveito também para cumprimentar e parabenizar os operários que construíram essa ponte em tempo recorde. Como foi dito aqui, temos agora mais de 100 anos pela frente com essa ponte em condições de servir à população”, afirmou.

 

Moradora de Estreito há quatro anos e técnica de enfermagem que trabalha em Aguiarnópolis, Auricilene Lima Silva Dias, teve que mudar de cidade - Crédito: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

 

O prefeito de Aguiarnópolis, Wanderly dos Santos Leite, manifestou solidariedade às famílias atingidas pelo acidente e agradeceu o apoio do Governo do Tocantins. “Neste momento, queremos expressar a solidariedade do povo de Aguiarnópolis a todos os familiares das vítimas do acidente ocorrido com o colapso da ponte, em 22 de dezembro. Mais uma vez, agradecemos ao governador Wanderlei Barbosa pelo empenho e pelos investimentos destinados ao nosso município, ações pelas quais as famílias de Aguiarnópolis sempre serão gratas”, expressou.

 

O prefeito de Estreito, Léo Cunha, relembrou o significado simbólico da entrega da obra para a população do município e reconheceu o compromisso do governo federal. “Em 22 de dezembro de 2024, vivemos um momento de profunda tristeza, mas agora celebramos a reconstrução", concluiu.

 

Ações emergenciais adotadas pelo Governo do Tocantins

 

Desde as primeiras horas após o desabamento da ponte, por determinação do governador Wanderlei Barbosa, foram adotadas medidas emergenciais e contínuas para reduzir os impactos à população da região. Entre as ações iniciais, destaca-se a força-tarefa com atuação integrada do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) e da Polícia Civil, que prestou apoio nas operações de busca, resgate e identificação das vítimas, além de garantir a ordem e a segurança local.

 

Nova ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, reconecta os municípios de Aguiarnópolis/TO e Estreito/MA, pela rodovia BR-226 - Crédito: Marcio Vieira/Governo do Tocantins

 

Outra medida adotada foi a destinação de recursos para a travessia gratuita de passageiros por meio de voadeiras, atendendo tanto os moradores de Aguiarnópolis como de Estreito, de janeiro até dezembro deste ano. Na área social, a Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) antecipou o repasse de benefícios eventuais ao município de Aguiarnópolis, com recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), para beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade.

 

A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) intensificou os serviços de manutenção nas rodovias estaduais utilizadas como rotas alternativas, incluindo as rodovias TO-126, que liga Tocantinópolis a Aguiarnópolis; a TO-134, entre Darcinópolis e Axixá do Tocantins; e a TO-201, conectando Axixá ao distrito de Bela Vista, em São Miguel do Tocantins.

 

Obra da Ponte JK, de responsabilidade do governo federal, foi executada pelo Dnit e contou com um investimento de R$ 171,97 milhões - Crédito: Lucas Gomes/Governo do Tocantins

 

Além disso, serviços públicos estaduais e federais foram disponibilizados à população durante a Feira da Colheita, realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), com o apoio do governo federal e da prefeitura de Aguiarnópolis. Por meio da Agência de Fomento do Estado, também foi liberada uma linha de crédito emergencial de R$ 6 milhões para comerciantes de Aguiarnópolis e Palmeiras do Tocantins.

 

Na área da saúde, quase R$ 1 milhão foi destinado para serviços em Aguiarnópolis, Filadélfia, Palmeiras do Tocantins e Tocantinópolis, municípios afetados pela queda da ponte. Ainda foram entregues medicamentos e insumos para a rede hospitalar nessas cidades, entre outras ações prioritárias.

 

 

Posted On Terça, 23 Dezembro 2025 05:20 Escrito por

 

A operação foi realizada em parceria com a Innospace, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB)

 

 

Paulo Sabbadin

 

 

Uma explosão marcou o lançamento do foguete Hanbit-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, na noite desta segunda-feira (22). Nas imagens, é possível ver o foguete subindo em direção ao céu e logo após um clarão. Segundos depois, é possível ver uma "bola de fogo" na área de lançamento.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), após a saída da plataforma, o foguete iniciou "sua trajetória vertical conforme previsto". No entanto, houve uma "anomalia que o fez colidir com o solo".

 

"Uma equipe da FAB e do Corpo de Bombeiros do CLA já foi enviada ao local para análise dos destroços e da área de colisão. Todas as ações sob responsabilidade da FAB para coordenação da operação, que envolvem segurança, rastreio e coleta de dados foram cumpridas exatamente conforme planejado, garantindo um lançamento controlado e dentro dos parâmetros internacionais do setor espacial. As equipes técnicas da Innospace seguem atuando na análise dos dados e na apuração das causas do ocorrido, em conjunto com a FAB e com os demais órgãos e instituições envolvidos na operação", informou a FAB por meio de nota.

O lançamento deveria ser o primeiro voo comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro. A operação foi realizada em parceria com a Innospace, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

 

O Hanbit-Nano tinha como missão transportar oito cargas úteis (basicamente satélites) - sete cargas brasileiras e uma estrangeira. Os experimentos foram desenvolvidos por universidades, institutos de pesquisa, startups e empresas nacionais. Muitas dessas iniciativas contam com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da AEB.

 

A ação é resultado de um edital de chamamento público lançado em 2020, que tem como objetivo fortalecer o modelo de parcerias público-privadas no setor espacial brasileiro.

 

Com dois estágios, o foguete foi projetado para colocar até 90 quilos de carga útil em órbita baixa, a cerca de 500 quilômetros de altitude. O veículo possui aproximadamente 21,7 metros de altura e 1,4 metro de diâmetro, integrando uma nova geração de lançadores de pequeno porte, voltados para missões mais rápidas, econômicas e confiáveis.

 

Localizado próximo à linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara é considerado estratégico para operações espaciais e pode ampliar a participação do Brasil no mercado global de lançamentos orbitais.

 

Leia a nota da FAB na íntegra:

A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que, nesta segunda-feira (22/12), no contexto da Operação Spaceward, o foguete HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, foi lançado às 22h13 (horário de Brasília) a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA).

 

Na ocasião, após a saída da plataforma, o veículo iniciou sua trajetória vertical conforme previsto. No entanto, houve uma anomalia no veículo que o fez colidir com o solo.

 

Uma equipe da FAB e do Corpo de Bombeiros do CLA já foi enviada ao local para análise dos destroços e da área de colisão. Todas as ações sob responsabilidade da FAB para coordenação da operação, que envolvem segurança, rastreio e coleta de dados foram cumpridas exatamente conforme planejado, garantindo um lançamento controlado e dentro dos parâmetros internacionais do setor espacial.

 

As equipes técnicas da Innospace seguem atuando na análise dos dados e na apuração das causas do ocorrido, em conjunto com a FAB e com os demais órgãos e instituições envolvidos na operação.

 

Demais informações serão divulgadas oportunamente, à medida que as avaliações avancem.

 

 

Posted On Terça, 23 Dezembro 2025 05:14 Escrito por

Em comentário na CBN, Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg falaram sobre as relações entre o ministro do STF e o Banco Master

 Tratativas diretas com o presidente do BC foi criticada pela grande imprensa

 

 

Com site 247 e Pleno.News

 

 

O comentarista Merval Pereira afirmou, ao vivo, na Rádio CBN, nesta segunda-feira (22), que o caso envolvendo o Banco Master é motivo suficiente para um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi feita durante análise de informações publicadas pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, sobre suposta atuação de Moraes junto ao Banco Central em favor da instituição financeira investigada.

 
– É gravíssimo, gravíssimo. É gravíssimo e isso tem que ter um limite, tem que ter um fim. Porque a cada revelação que aparece sobre interesses privados envolvendo decisões é de perder a credibilidade, né? O supremo vira um objeto de desconfiança do cidadão.

Merval afirmou que o ministro precisa se manifestar de forma oficial sobre as informações divulgadas e negá-las, caso não sejam verdadeiras.

 

– Então ele tem que se pronunciar, tem que provar que não é verdade, tem que recusar isso de maneira veemente, porque ele perde completamente a credibilidade com a divulgação de uma história dessa.

 

Segundo a reportagem, Moraes teria feito contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da situação do Banco Master, alvo de investigação por fraude bilionária.

 

De acordo com a colunista, o ministro e o presidente do BC foram procurados para comentar as informações, mas não responderam. Merval destacou o histórico profissional da jornalista.

– A Malu tem uma tradição de bem informar. Ela é uma jornalista muito bem informada, muito séria e ela não publica coisas negando. Foi com detalhe que não foi refutada por ninguém.

 

O Banco Master é alvo de investigação por uma fraude bilionária envolvendo a emissão de carteiras de crédito falsas e a venda de ativos inexistentes. Malu Gaspar apurou que Moraes teria procurado o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em ao menos quatro ocasiões para tratar da situação do banco, sendo três vezes por telefone e uma em reunião presencial.

 

Segundo a colunista, as informações foram repassadas por seis fontes diferentes nas últimas três semanas, sendo que uma delas teria ouvido do próprio ministro sobre o encontro.

 

 

 

Saiba mais

 

Mulher de Moraes manteve contrato de R$ 129 milhões com Master, diz jornal

Acordo previa que escritório de Viviane Barci recebesse R$ 3,6 milhões por mês durante três anos; pagamentos foram interrompidos após liquidação do banco

 

O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), assinou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes contra o sistema financeiro.

 

O acordo previa que o escritório recebesse uma remuneração mensal de R$ 3,6 milhões durante três anos, de 2024 a 2027. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, os pagamentos foram interrompidos.

O contrato, revelado pelo jornal O Globo, previa que o escritório da família atuasse na defesa do banco em casos envolvendo o Banco Central, a Receita Federal, Congresso e nas seguintes instâncias:

 

Ministério Público;

Polícia Judiciária;

Poder Judiciário (Polícia Federal);

Executivo (Banco Central, Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Conselho Administrativo de Defesa Econômica);

Legislativo, com o acompanhamento de projetos de interesse do banco.

Viviane teria atuado, por exemplo, em uma queixa-crime apresentada em abril de 2024 por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contra Vladimir Timmerman, investidor da Esh Capital.

Também assinam a queixa-crime dez outros advogados, incluindo os filhos do casal: Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

 

No processo, o Master acusa Timmerman de caluniar Vorcaro de participar de “operações fraudulentas entre GAFISA e o Fundo Brazil Realty”. Segundo o empresário, o banco seria cotista do fundo.

 

De acordo com os advogados, o objetivo de Timerman era “atingir de forma criminosa a honra” de Vorcaro e do Banco Master. O banco, no entanto, foi derrotado na primeira e na segunda instâncias do processo.

 

 

Posted On Terça, 23 Dezembro 2025 05:08 Escrito por

Fábio Luis, o Lulinha, solicitou alteração no começo do mês; advogado diz que foi medida meramente burocrática

 

 

Por Guilherme Seto

 

 

Filho do presidente Lula (PT), Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, passou a administração de três empresas para a esposa, Renata de Abreu Moreira, no começo de dezembro, período em que se tornaram conhecidas as citações ao seu nome nas investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

 

Ele não é investigado pela Polícia Federal no caso. O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou requerimento de convocação do filho do presidente na sexta-feira (19), na codição de testemunha.

 

Fábio, que é sócio único das empresas, solicitou a nomeação de Renata como administradora nos dias 1º e 10 de dezembro, e a Junta Comercial de São Paulo processou a alteração nos dias 10 e 11.

 

Foi no dia 4 do mesmo mês que o portal Poder360 revelou que integrantes da CPMI do INSS haviam tido acesso ao depoimento à PF de Edson Claro, ex-funcionário do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Claro afirmou que o filho de Lula recebia uma mesada de R$ 300 mil do lobista.

 

Segundo especialistas ouvidos pelo SBT News, a nomeação de administradores serve para atribuir responsabilidades e direitos administrativos para outras pessoas, de acordo com eventuais necessidades ou dificuldades gerenciais dos sócios.

 

Procurado pela reportagem, Fábio não se manifestou. O advogado Marco Aurélio Carvalho, que é próximo de Fábio e já o representou em outros casos, afirma que foi apenas uma mudança burocrática, para facilitar operacionalmente a atividade profissional. O filho do presidente não constituiu advogado para tratar do caso INSS.

 

A alteração das empresas

Como administradora, Renata se tornou representante das empresas e, com isso, ganhou autorização para movimentar contas bancárias, comprar e vender bens e responder por elas na Justiça. Os novos contratos sociais das empresas sublinham que ela está autorizada a representar individualmente as empresas.

 

Fábio manteve sua participação como único sócio das empresas G4 Entretenimento e Tecnologia Digital e BR4 Participações, criadas em 2004, e LLF Tech Participações, em fevereiro de 2022.

 

A G4 e a BR4 fizeram parte do caso Gamecorp, do qual Fábio foi o protagonista durante os primeiros mandatos de seu pai como presidente, de 2003 a 2010. A Gamecorp, empresa de Fábio e dos sócios Kalil e Fernando Bittar, teria recebido ao menos R$ 103 milhões da empresa Oi/Telemar para prestar serviços para os quais não tinha capacidade de entrega, segundo a PF e o Ministério Público Federal na época.

 

Era no nome de Bittar que estava registrado o sítio Santa Bárbara, que se tornaria conhecido como “sítio de Atibaia”, epicentro das investigações da Lava Jato após a revelação de que empreiteiras com contratos públicos haviam feito reformas na propriedade utilizada por Lula – que sempre negou qualquer irregularidade e teve sua condenação por corrupção anulada pelo STF em 2021.

 

A BR4 era a sócia majoritária da Gamecorp, e tinha a G4 e a Espaço Digital, que pertencia a Leonardo Badra Eid, como proprietárias. Em 2022, a investigação sobre o caso no âmbito da operação Lava Jato foi arquivada.

 

As empresas G4 e LLF Tech têm como áreas de atuação tecnologia da informação, marketing, produção cinematográfica, entre outras atividades. A BR4, por sua vez, é uma holding, ou seja, tem a participação em outras sociedades como seu objeto social.

 

No caso da última empresa, Fábio também renunciou formalmente à sua função de sócio, mas dado que a proprietária da BR4 é a G4, da qual ele é dono único, ele manteve a participação.

 

A esposa de Fábio seria muito próxima da empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal na quinta-feira (18), no âmbito da operação Sem Desconto.

 

Segundo a PF, Roberta teria recebido R$ 1,5 milhão de Antunes, o Careca do INSS, para participar da organização criminosa de desvio de recursos. Ela nega e diz que sua relação com Antunes restringiu-se à tentativa de parceria no mercado de canabis medicinal, que não prosperou.

 

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que também é coordenador do Grupo Prerrogativas, afirma que Fábio e suas empresas não têm qualquer relação com os fatos investigados, o que será comprovado ao final da investigação.

 

“Fábio está tranquilo, para ele não chega a ser surpresa a tentativa de envolvimento do seu nome no caso, como aconteceu diversas outras vezes, para atingir seu pai”, diz Carvalho, acrescentando que seu amigo buscará reparação na Justiça por crimes contra a honra.

 

 

Posted On Terça, 23 Dezembro 2025 05:05 Escrito por
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