Conselho delibera por sete medidas que incluem investigações contra Moraes e Toffoli e o fim do inquérito das fake news
Com Estadão
O Conselho Pleno da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aprovou, por maioria, um posicionamento institucional que inclui o pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A deliberação ocorreu em uma reunião extraordinária entre a noite de terça-feira (8/9) e a madrugada desta quarta (9/9).
As propostas serão encaminhadas ao Conselho Federal da OAB. A decisão, segundo a entidade, reafirma o compromisso da advocacia do DF com a ordem constitucional e o Estado Democrático de Direito.
Entenda as propostas aprovadas
O conselho deliberou pelo encaminhamento de sete medidas principais. Entre elas está a propositura, perante o Senado Federal, de processos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, por indícios de crime de responsabilidade.
A OAB/DF também decidiu exigir das autoridades uma apuração profunda e transparente sobre o envolvimento de quaisquer autoridades nos fatos investigados, incluindo membros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido contempla o afastamento cautelar dos investigados, se necessário.
Outra medida é a solicitação de investigação dos ministros Moraes e Toffoli pela gravidade das condutas apuradas pela Polícia Federal. O mesmo pedido se estende ao ministro André Mendonça, pelo levantamento seletivo de sigilo das investigações do Inquérito do Banco Master.
A lista de propostas inclui ainda:
Levantamento do sigilo de investigações que envolvam autoridades, com exceção de procedimentos cautelares sigilosos.
Pedido para que o presidente do STF assuma investigações de pessoas sem foro privilegiado na Corte e as envie aos juízes competentes.
Solicitação de arquivamento do Inquérito das Fake News, com publicidade dos autos.
Elaboração de uma carta aberta à sociedade sobre as medidas tomadas e propostas para a Reforma do Poder Judiciário.
A OAB/DF afirma que as deliberações se orientam pela defesa da Constituição e da legalidade, sem viés político-partidário. A entidade confia que os órgãos competentes examinarão os pedidos com rigor e imparcialidade.
Além disso, na terça, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), Paulo Maurício Siqueira, Poli, determinou a abertura de procedimento ético-disciplinar contra os sócios titulares da sociedade Barci & Barci Advogados, inscrita no Distrito Federal, considerados os fatos recentemente tornados públicos e constantes de relatório da Polícia Federal decorrentes da Operação Compliance Zero. O escritório pertence à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A sucessão estadual no Tocantins entra em sua fase mais intensa. Depois de meses de articulações, reuniões, lançamentos, viagens e muitas andanças pelos 139 municípios, as candidaturas majoritárias chegam à reta final diante de um eleitorado que já conhece os principais nomes colocados na disputa e começa, de fato, a ser chamado para a decisão.
A fotografia política deste momento apresenta dois cenários diferentes. Na corrida pelo Governo, Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior protagonizam a principal disputa, com pesquisas recentes apontando uma corrida apertada. Para o Senado, Eduardo Gomes vem mantendo a liderança nos principais levantamentos recentes, enquanto a segunda das duas vagas permanece muito mais disputada.
A partir de agora, entretanto, pesquisa será apenas uma das peças do jogo.
Entram em campo a estrutura, militância, gestores, vereadores, candidatos proporcionais, tempo de rádio e TV e principalmente o trabalho corpo a corpo. Porque existem 139 municípios, mas não existem 139 municípios com o mesmo peso nas urnas.
1,18 MILHÃO DE ELEITORES

O Tocantins chega às eleições de 2026 com 1.182.307 eleitoras e eleitores aptos a votar. E a distribuição desses votos ajuda a compreender onde poderá estar parte decisiva da batalha. Palmas possui 218.504 eleitores e, sozinha, concentra aproximadamente 18,5% de todo o eleitorado tocantinense. Araguaína vem em seguida, com cerca de 124 mil. Gurupi possui 61.407, Porto Nacional, 47.207, e Paraíso do Tocantins, quinto maior colégio eleitoral do Estado, reúne 36.122 eleitores aptos a votar.
Somados, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 487.240 eleitores, o equivalente a aproximadamente 41,2% de todo o eleitorado tocantinense. Em outras palavras, mais de quatro em cada dez eleitores do Estado estão concentrados em apenas cinco dos 139 municípios.
PALMAS: A MAIOR BATALHA

Nenhum candidato ao Governo pode entrar nas últimas semanas sem olhar diariamente para Palmas. São 218.504 eleitores. Quase um em cada cinco tocantinenses aptos a votar está na Capital. Isso significa que uma diferença relativamente pequena em termos percentuais pode representar milhares de votos.
Palmas, portanto, não será apenas mais uma parada na agenda. Será um dos principais campos de batalha desta eleição. Quem vencer bem na Capital pode construir um colchão importante para o resultado estadual. Quem perder por uma margem elevada terá de buscar compensação no interior.
ARAGUAÍNA: A CAPITAL POLÍTICA DO NORTE
Depois vem Araguaína. Com aproximadamente 124 mil eleitores, é o segundo maior colégio eleitoral do Tocantins. Araguaína ainda possui uma característica que amplia seu peso: é referência política, econômica e social para uma extensa faixa do Norte do Estado. O resultado produzido ali não deve ser analisado isoladamente.
Os movimentos políticos de Araguaína irradiam para municípios vizinhos, para lideranças regionais e para boa parte do eleitorado do Norte. Por isso, quem pretende governar o Tocantins não pode apenas “passar” por Araguaína. Precisa disputar Araguaína.
Gurupi aparece como o terceiro maior colégio eleitoral, com 61.407 eleitores, e exerce forte influência sobre a região Sul. Porto Nacional vem logo depois, com 47.207 eleitores, mantendo importância histórica e política na região Central. Assim como Paraíso do Tocantins com pouco mais de 36 mil eleitores. Estes municípios formam um cinturão dos grandes colégios eleitorais que serão acompanhados voto a voto em 4 de outubro.
O JOGO DO GOVERNO

É justamente nessa geografia que Professora Dorinha e Vicentinho Júnior precisam fazer suas contas. Dorinha chega à reta final sustentada por uma estrutura política ampla, formada por lideranças estaduais, prefeitos, vereadores e grupos que integram ou gravitam em torno da base governista. A candidata conta com o apoio dos gestores dos cinco maiores colégios eleitorais - Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso, uma demonstração expressiva de capilaridade política.
Mas apoio de prefeito não é transferência automática de voto. Essa será justamente uma das provas das urnas. Dorinha precisa transformar estrutura em voto. Do outro lado, Vicentinho Júnior chega competitivo e tenta transformar sua candidatura numa alternativa ao grupo governista.
Seu desafio é diferente.
Vicentinho precisa transformar sentimento de oposição em maioria eleitoral. É essa combinação que torna o cenário interessante, pois de um lado temos estrutura, capilaridade e prefeitos; do outro, uma candidatura de oposição que conseguiu chegar à reta final disputando o protagonismo. E neste cenário existe o eleitor, personagem que nenhuma campanha controla completamente.
O “ANDAR DE BAIXO” SERÁ DECISIVO

É aqui que entra uma velha observação do Observatório Político de O Paralelo 13. Existe a eleição do “andar de cima” e existe a eleição do “andar de baixo”. A primeira é aquela das grandes articulações, dos presidentes de partidos, dos prefeitos, deputados, vereadores, estruturas partidárias e lideranças políticas.
A outra acontece na feira, no supermercado, na farmácia, no ponto de ônibus, no pequeno comércio e dentro de casa. É a eleição do trabalhador que faz conta para pagar o cartão, do aposentado que vê parte da renda comprometida, da dona de casa que acompanha diariamente o preço dos alimentos e das famílias que convivem com prestações e dívidas.
Esse componente econômico não pode ser desprezado. Hoje, de acordo com pesquisas 82% das famílias tocantinenses tem algum tipo de dívida, neste contexto encontram-se ainda os funcionários públicos, com endividamento que chegam há 10 anos, com desconto em folha, à partir do decreto de julho de 2026, em que o prazo máximo para quitação passou a ser de até 120 meses. Já a taxa de desemprego no Estado no último trimestre ficou em 4,1%. É nesse “andar de baixo” que a eleição também será julgada. O eleitor pode não participar de reunião política, não frequentar gabinete, não aparecer em fotografia com candidato e muitas vezes sequer discutir política nas redes sociais. Mas ele sabe quanto custa a feira, quanto sobra do salário e quanto pesa a prestação no fim do mês. E esse eleitor está na urna. Numa disputa apertada, compreender o sentimento de quem está fora das bolhas políticas pode fazer a diferença entre vencer e perder uma eleição.
SEGUNDO TURNO NO HORIZONTE

No Tocantins o segundo turno é hoje uma possiblidade. Possibilidade, não certeza. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputarão uma nova etapa. E, se Dorinha e Vicentinho confirmarem nas urnas o protagonismo que hoje apresentam nas pesquisas, começará praticamente outra eleição.
Os votos dados a Laurez Moreira, Ataídes Oliveira passarão a ser disputados. Alianças revisitadas, prefeitos farão novas contas, candidatos proporcionais terão encerrado suas próprias eleições, e lideranças que hoje dividem esforços poderão se reposicionar.
É outra eleição!
O candidato que conseguir conversar com as grandes cidades e ao mesmo tempo com os municípios pequenos terá um diferencial. Para se alcançar a vitória será preciso fazer os dois, e ao mesmo tempo.
SENADO

Eduardo Gomes chega confortável à reta final das eleições. Sua regularidade chama à atenção, mas é preciso lembrar que cada eleitor terá direito à dois votos. E é justamente o segundo voto que pode embaralhar completamente a corrida pela outra cadeira.
A SEGUNDA VAGA É UMA GUERRA À PARTE

Alexandre Guimarães aparece bem colocado em diferentes levantamentos e tem demonstrado competitividade. Mas ninguém deveria tratar a segunda vaga como definida. Carlos Gaguim continua no jogo, assim como Eli Borges, Ronaldo Dimas, Paulo Mourão e Vanderlei Luxemburgo. Nos grandes colégios eleitorais, a disputa pelo segundo voto ao Senado poderá ser tão importante quanto a escolha do primeiro. É por isso que eleição para duas vagas ao Senado possui uma matemática muito própria.
PESQUISA É FOTOGRAFIA. URNA É RESULTADO

Nas próximas semanas, novas pesquisas chegarão ao conhecimento dos tocantinenses. O eleitor deve observar quem realizou o levantamento, quando foi feito, quantas pessoas foram entrevistadas, a margem de erro, o nível de confiança e, principalmente, o registro na Justiça Eleitoral. Pesquisa séria ajuda a compreender o momento, mas continua sendo fotografia. Urna é resultado.
Chegamos à fase em que qualquer erro custa mais caro. Uma declaração equivocada, um debate ruim, ausência mal explicada, aliança que não chega à ponta, prefeito que declara apoio, mas não pede voto, tudo passa a importar.
Dorinha precisa transformar sua enorme estrutura política em votos. Vicentinho precisa provar que sua competitividade consegue romper a vantagem estrutural da adversária. Eduardo Gomes precisa transformar a liderança das pesquisas em renovação de mandato. E os candidatos que perseguem a segunda cadeira do Senado precisam encontrar, rapidamente, os votos que ainda estão soltos.
Os 139 municípios importam. Essa matemática não pode ser ignorada. E o Observatório Político de O Paralelo 13 continuará fazendo aquilo que sempre fez: olhando além dos palanques, das redes sociais e das bolhas para tentar compreender o movimento real da sociedade tocantinense.
Porque agora não basta ter prefeito, estrutura, liderar pesquisa ou fazer barulho, é preciso transformar tudo isso em voto!
DIRETO DA REDAÇÃO
A porção do povo de Deus que pertence à Diocese de Porto Nacional viveu, nestes últimos anos, perambulando a esmo como ovelhas sem pastor.
Depois de longo interregno, finalmente, o Sumo Pontífice Romano Leão XIV elegeu para Porto nacional, um sacerdote jovem inteligente, piedoso, dinâmico e intelectualmente preparado para ser o novo pastor desta sofrida Diocese.
Demos Graças a Deus.
As alvíssaras matinais logo percorreram as ruas estreitas, as praças, adentraram o interior dos casarões, subiram as ladeiras e desceram as ribanceiras do lago. De cochicho em cochicho até a eloquência dos arautos, logo todos participaram do regozijo.
O que se percebe nas pessoas diante do acontecimento é uma inegável sensação de alívio. Mas não um alivio que as remete ao afrouxamento das expectativas, e sim ao energisamento interior das esperanças quanto à tempos bem melhores.
O nome, as primeiras imagens e palavras do Bispo eleito já revelam algo novo!
Do seu batismo ele trás consigo o nome de José(o justo esposo da Virgem), Paulo(o apóstolo dos Gentios) e Francisco(o Santo dos pobres). O que não deixa de ser uma notável singularidade!
Sua imagem transmitiu jovialidade e a seriedade de um Canonista. Quanto as palavras, ele foi sereno e modesto, como convém a quem assume altas responsabilidades.
Certamente a decisão Papal projeta um corte na raiz de tantos malefícios que acometeram a Diocese durante este último episcopado.
Oremos para que o Santo Espirito ilumine o nosso Novo Pastor, Monsenhor José Paulino Francisco Neto, e que ele nos conduza novamente à verdes pastagens.
Encontro nesta quarta-feira, 9, às 19h, terá a presença de Atos Gomes, Eduardo Siqueira Campos e Wanderlei Barbosa
Da Assessoria
A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), participa nesta quarta-feira, 9, de um grande comício da chapa majoritária na Baixada do Aureny III, região sul de Palmas. A programação começa às 19h, na Rua 46, entre as quadras 97 e 98.
Também estarão presentes o candidato a vice-governador Atos Gomes (Republicanos), o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e os candidatos ao Senado Eduardo Gomes (PL), Carlos Gaguim (União Brasil), Eli Borges (Republicanos) e Ronaldo Dimas (Podemos).
A agenda reúne os principais nomes do grupo político que apoia a candidatura da Professora Dorinha ao Governo do Estado e marca mais uma mobilização da campanha na região sul de Palmas.
Encontro reuniu mulheres de diferentes regiões do Tocantins durante três dias na Praça dos Girassóis
Da Assessoria
A senadora Professora Dorinha participou na noite de domingo, 7, do último dia do Congresso Estadual de Mulheres CIBE TO Unificado, realizado na Praça dos Girassóis, em Palmas. Com o tema “Mulheres comprometidas com a evangelização”, o encontro reuniu milhares de participantes de diferentes regiões do Estado.
Segundo a organização, mais de 10 mil pessoas passaram pelo congresso, realizado entre 5 e 7 de setembro. Caravanas saíram de municípios e povoados para acompanhar momentos de oração, louvor e evangelização.
“É muito bonito ver a Praça dos Girassóis tomada por mulheres que vieram de tantas regiões do Tocantins. É um encontro de fé, união e fortalecimento. Parabenizo toda a organização e cada mulher que fez parte desse momento”, afirmou.
A coordenadora da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas (CIBE) no Tocantins, Débora Guedes, destacou a dimensão do congresso.

“O encontro é o maior evento de mulheres cristãs da Região Norte do Brasil. Recebemos mulheres de todos os municípios do nosso Estado. É um momento muito especial de união, diálogo e fortalecimento das mulheres”, disse.
Ela também agradeceu a presença da senadora. “Acredito que precisamos nos unir para fortalecer cada dia mais a voz e a participação das mulheres na política e na sociedade.”