Tampinhas PET e lacres de alumínio foram arrecadados em campanha que mobilizou colaboradores e comunidade em geral
Da Assessoria
Nesta quarta-feira (09), o Sesc Tocantins entregou ao Hospital de Amor Tocantins mais de 800 quilos de materiais recicláveis arrecadados durante a campanha “Tampinha que Transforma - Sesc pela Vida”. Em um esforço que conciliou sustentabilidade e solidariedade, colaboradores do Sesc e comunidade em geral doaram tampinhas de garrafas PET e lacres de alumínio que serão transformados em recursos financeiros para custear o tratamento gratuito de pacientes oncológicos.
O presidente do sistema Fecomércio Sesc-Senac e IFPD Tocantins, Domingos Tavares, esteve presente na entrega e lembrou que o Sesc atua na área social e que ações desta natureza colocam em prática alguns de seus valores institucionais. “Este tipo de engajamento é muito importante porque, além de contribuir com o meio ambiente, estamos mobilizando a sociedade para salvar vidas”, reforçou o presidente.
A diretora regional do Sesc Tocantins, Alexandra Bramatti Carlin, complementou dizendo que promover a entrega conclui uma etapa importante do ciclo da campanha e que os resultados são potencializados a cada edição. “Somos parceiros do Hospital de Amor há muitos anos e nosso objetivo é sempre ampliar a nossa contribuição a cada ação ou campanha realizada”, afirmou.
O captador de recursos do Hospital de Amor de Palmas, Leonel Dias, explicou que tampinhas de plástico e lacres de alumínio são mais valorizados no mercado de recicláveis. Segundo ele, além de ter um valor agregado maior, a arrecadação desses materiais promove a consciência ambiental em toda a sociedade e contribui com os tratamentos e a cura do câncer.
Hospital de Amor
O Hospital de Amor iniciou suas atividades em Palmas-TO em 2021, onde oferece gratuitamente serviços especializados em diagnóstico, quimioterapia, radioterapia, cirurgia oncológica e acompanhamento multiprofissional, proporcionando acesso a tratamentos de alta complexidade para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Programa Ecos
Por meio do programa Ecos, o Sesc promove ações e campanhas de sustentabilidade direcionadas ao público interno e externo. O objetivo principal é sensibilizar funcionários e o público em geral para otimizar o uso de recursos e reduzir os impactos socioambientais relacionados às suas atividades.
Sobre o Sesc
O Serviço Social do Comércio (Sesc) é uma entidade privada sem fins lucrativos administrada pela Fecomércio Tocantins, que é ligada a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Por meio do acesso à cultura, educação, saúde, esporte, lazer e assistência, são oferecidos serviços e ações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros através de suas mais de 580 unidades por todo o país.
Da Assessoria
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta quarta-feira, 9, a remoção de um vídeo publicado pelo blogueiro Valter da Rocha Nogueira Júnior, conhecido como “Valtinho Patriota” em seu perfil no Instagram. A decisão foi proferida pela desembargadora Silvana Maria Parfieniuk, juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral, em representação apresentada pelo candidato a deputado estadual Cleiton Cardoso (Republicanos).
Conforme a decisão, o conteúdo ultrapassou os limites da crítica política e apresentou informação apontada como sabidamente inverídica, ameaça de agressão física e interferência em material de propaganda eleitoral. No vídeo, conforme consta no processo, o representado atribuiu a Cleiton a frase “no HGP morre gente todo dia”, afirmou “vou dar um tapa na cara dele” e, em seguida, derrubou materiais de campanha instalados em via pública.
TRE aponta desinformação e ameaça
Na decisão, a magistrada afirma que a gravação “extrapola de forma cristalina” os limites da livre manifestação do pensamento e da crítica política legítima. O tribunal também considerou que a retirada dos materiais de campanha configura perturbação da propaganda eleitoral de terceiro.
A decisão destaca ainda que o perfil possui mais de 91 mil seguidores e que a permanência do vídeo durante o período eleitoral poderia ampliar os danos à imagem do candidato. Por isso, a Justiça Eleitoral concedeu tutela de urgência para determinar a retirada do conteúdo.
Meta tem 24 horas para retirar o conteúdo
A Meta, dona do Instagram, foi intimada a remover ou bloquear, no prazo de 24 horas após a notificação, o vídeo publicado no perfil do blogueiro. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.
O representado também foi proibido de republicar, impulsionar ou voltar a veicular o vídeo, além de ser impedido de repetir a afirmação sobre o Hospital Geral de Palmas (HGP). Para cada ato de descumprimento, a multa estabelecida é de R$ 15 mil.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A política nacional ganhou nesta quinta-feira, ((10), com mais um capítulo de uma crise que pode produzir consequências muito além de Brasília. No centro da nova turbulência aparece Antônio Rueda, presidente nacional da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), e uma das figuras mais poderosas da estrutura partidária que disputa as eleições de 2026 em vários estados brasileiros. O próprio Tribunal Superior Eleitoral registra Rueda como presidente nacional da federação.

ACM Neto e Antonio Rueda
O combustível da crise está nas informações reveladas pelo UOL sobre uma proposta de colaboração de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo o relato atribuído ao banqueiro, Rueda e ACM Neto, candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, teriam recebido vantagens relacionadas à captação de recursos de institutos de previdência e outros investidores para o Master. Vorcaro afirmou que os dois teriam atuado na abertura de portas para investimentos e que haveria pagamento de comissões.
A acusação é gravíssima.
Trata-se de uma acusação, não de uma condenação. A proposta de delação de Vorcaro não foi aceita nem homologada, e a própria reportagem aponta questões ainda sem resposta, inclusive divergências entre os valores relatados pelo ex-banqueiro e aqueles identificados em documentos financeiros. ACM Neto e Antônio Rueda negam irregularidades.
O QUE VORCARO DIZ

Segundo a reportagem, Vorcaro afirmou que Rueda e ACM Neto teriam ajudado o Banco Master a captar recursos junto a institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Cedae. O relato menciona cerca de R$ 2 bilhões em captações. Dados já conhecidos, entretanto, apontam aproximadamente R$ 3,62 bilhões aplicados por quatro investidores citados: R$ 2,97 bilhões do Rioprevidência, R$ 400 milhões da Amprev, R$ 200 milhões da Cedae e R$ 50 milhões da Amazonprev. Essa diferença é uma das inconsistências que ainda precisam ser esclarecidas.
Vorcaro também afirmou que pagamentos relacionados a Rueda teriam ocorrido por meio de contratos entre empresas do conglomerado Master e o escritório Rueda & Rueda Advogados, além de outras formas que ele descreveu aos investigadores. A reportagem informa que mensagens e contratos foram apresentados pelo ex-banqueiro como elementos para sustentar seu relato.
Segundo a apuração, documentos bancários, fiscais e relatórios do Coaf apontaram R$ 6,4 milhões em repasses a escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025, montante bastante diferente das cifras sugeridas no relato de Vorcaro.
É exatamente por isso que investigação existe. Para separar indício de prova, acusação de fato e narrativa de responsabilidade criminal.
RUEDA JÁ ESTAVA NO RADAR
A revelação desta quinta-feira não surge completamente isolada. Dois dias antes, o UOL informou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou existir uma investigação sigilosa envolvendo Antônio Rueda. Segundo Mendonça, informações sobre essa apuração teriam sido expostas prematuramente em um relatório produzido no âmbito da Polícia Federal, comprometendo diligências que estavam em curso.
A própria reportagem sobre Vorcaro acrescenta que a cúpula de fundos de previdência citados e sua relação com o União Brasil já estava sob investigação da Polícia Federal. Ao mesmo tempo, registra que a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra uma busca e apreensão contra Rueda naquele momento, apontando fragilidade dos elementos disponíveis.
O PROBLEMA AGORA É POLÍTICO
Antônio Rueda não é apenas advogado ou dirigente partidário. Ele comanda a Federação União Progressista, união entre dois dos maiores partidos do país — União Brasil e PP. Portanto, quando o presidente nacional de uma federação dessa dimensão aparece no centro de acusações envolvendo bilhões de reais em investimentos de fundos públicos e um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, o problema deixa de ser apenas pessoal.
Passa a ser partidário, passa a ser eleitoral. A federação possui candidatos, palanques, alianças e interesses espalhados pelo Brasil. Qualquer desgaste de sua direção nacional inevitavelmente será explorado pelos adversários nos estados.
A sirene tocou.
A “CASA” POLÍTICA ESTÁ SOB PRESSÃO

Os presidentes do PP, Ciro Nogueira e Antonio Rueda, do União Brasil, integram federação União Progressista / Crédito: Reprodução/PP
Há ainda um efeito nacional. Rueda ocupa uma cadeira estratégica na engrenagem partidária brasileira. ACM Neto, além de candidato na Bahia, é vice-presidente do União Brasil. A federação União Progressista participa de alianças estaduais e possui interesses eleitorais que ultrapassam as fronteiras baianas. Por isso, o episódio não deve ser analisado somente como mais uma denúncia envolvendo um dirigente partidário.
Até onde essa crise pode contaminar a estrutura eleitoral montada pela federação para 2026? A resposta dependerá, fundamentalmente, do que as investigações encontrarem. Se as acusações não forem comprovadas, permanecerá o desgaste produzido pela exposição pública e se surgirem provas consistentes, entretanto, a dimensão política será muito maior.
E aí não estaremos mais falando apenas de Antônio Rueda. Estaremos falando do comando de uma das maiores federações partidárias do país em plena eleição.
Entidade diz que procurador-geral foi chamado a prestar esclarecimentos sobre o caso e pede que substituto legal atue no processo
Por Fernanda Fonseca - CNN Brasil
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu nesta quarta-feira (9) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não atue pessoalmente no processo que discute relatórios da Polícia Federal com registros de interações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O pedido foi aprovado em reunião extraordinária da OAB Nacional com os presidentes das 27 seccionais e protocolado no Supremo após o encontro.
A entidade argumenta que Gonet está em uma situação peculiar porque a PGR já se manifestou no processo sobre os relatórios da PF defendendo a nulidade da determinação que deu origem ao material e dos elementos obtidos a partir dela.
Ao mesmo tempo, o procurador-geral foi chamado por Fachin a prestar esclarecimentos no procedimento aberto pela Presidência do STF para concentrar a análise da crise envolvendo ministros da Corte e a Polícia Federal.
Para a OAB, essa situação recomenda que Gonet se abstenha de atuar pessoalmente no caso. A entidade pede que o Ministério Público continue participando do processo por meio do substituto legal do procurador-geral.
A Ordem ressalta que o pedido não representa uma conclusão sobre a atuação de Gonet. Segundo a manifestação, a medida tem caráter “estritamente processual e preventivo”. A OAB também pediu acesso aos relatórios, provas, manifestações e demais documentos relacionados à crise, inclusive materiais submetidos a sigilo, dentro dos limites definidos pelo STF.
Além disso, a entidade requereu a abertura das investigações cabíveis para apurar eventuais crimes relacionados aos fatos, inclusive aqueles que possam envolver integrantes da Corte.
A OAB decidiu ainda criar uma comissão formada por integrantes da direção nacional e presidentes de seccionais para analisar os documentos e elaborar um parecer sobre a conduta dos ministros envolvidos. Como mostrou a CNN, entre as possibilidades que poderão ser avaliadas está um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.
Sistema Eletrônico de Informações do governo federal passa a valer oficialmente no município
Texto e foto: Jurbiléia Pinto
A partir desta segunda-feira, 14, a Prefeitura de Palmas passa a operar oficialmente e exclusivamente por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma que garante mais transparência, confiabilidade, segurança, integração com o governo federal e economia aos cofres públicos de R$ 15 milhões por ano. A data da virada do Sistema E-Palmas para o SEI foi publicada na última sexta-feira, 4, por meio do Decreto nº 2.983.
O prefeito Eduardo Siqueira Campos destaca que a adesão ao SEI é estratégica por gerar grande economia ao Município. “O mundo caminha para essa evolução, e Palmas acompanha esse movimento ao oferecer mais esse serviço à população. Agora contamos com um sistema utilizado pelo governo federal, gratuito, que fortalece a transparência e torna os processos mais ágeis e acessíveis. É um passo importante na modernização da gestão pública. Agora, os processos serão mais ágeis e acessíveis”, enfatizou.
A implantação desta nova plataforma marca um novo capítulo no Plano de Transformação Digital do município. “Deixamos de gastar milhões anuais e agora temos uma plataforma eficiente a custo zero, já que é uma plataforma fornecida gratuitamente por um programa do governo federal”, disse o secretário de Planejamento e Gestão, André Cheguhem, destacando que a implantação tecnológica do sistema foi gerenciada pela Secretaria de Fazenda e Transformação Digital. Já a capacitação dos servidores e definição do fluxo do Sistema são geridos pela Seplan.
Implantação e capacitação
O termo de adesão ao SEI foi assinado em junho de 2025. Desde então, o município trabalhou na implantação e iniciou em 2026 a capacitação dos servidores pela Escola de Governo de Palmas (EGP). Cinquenta e cinco turmas já foram formadas, com cerca de 1.500 servidores capacitados. Com a adoção do SEI, os processos administrativos passam a seguir uma estrutura padronizada dentro do Sistema, com registro de informações como tipo processual, descrição, interessado, unidade responsável e nível de acesso.
Cada documento ou processo terá seu nível de acesso definido de acordo com o conteúdo, categorias - público, restrito ou sigiloso. A regra geral é a publicidade, enquanto as restrições devem observar as hipóteses previstas na legislação. Outro recurso previsto é a assinatura eletrônica, que garante a integridade, a autoria e a autenticidade dos documentos produzidos no Sistema.
O SEI permite assinatura digital, baseada em certificado da ICP-Brasil, e assinatura cadastrada, realizada por meio de login e senha. A autenticidade dos documentos também pode ser verificada por código próprio disponibilizado no documento. A mudança também estabelece novas possibilidades de interação com usuários externos.
Pessoas previamente cadastradas poderão realizar peticionamento eletrônico diretamente no SEI para iniciar processos ou inserir documentos em processos já existentes. O Sistema conta ainda com ambiente destinado à consulta, assinatura externa, ciência de atos e acompanhamento processual. Para usuários externos que não tenham meios tecnológicos ou habilitação para utilizar o SEI, o decreto prevê atendimento presencial assistido nas unidades do Resolve Palmas.
Os servidores poderão acessar ao SEI por este link, com CPF e a mesma senha utilizada para logar no computador do seu setor.