Por Edson Rodrigues
A sucessão estadual no Tocantins continua marcada por uma disputa apertada pelo Palácio Araguaia. Mas, quando o olhar se volta para as duas vagas ao Senado Federal, há um nome que vem demonstrando uma regularidade que merece atenção: Eduardo Gomes.
Pesquisa após pesquisa, o senador e atual primeiro-vice-presidente do Senado Federal aparece na liderança dos principais levantamentos divulgados até aqui. A mais nova pesquisa do Instituto VR Skala, realizada entre os dias 1º e 6 de setembro, voltou a colocá-lo na dianteira. No cenário estimulado para o Senado, Eduardo Gomes aparece com 25,9%, seguido pelo deputado federal Alexandre Guimarães, com 20,3%. Depois vêm Carlos Gaguim, com 19,6%; Vanderlei Luxemburgo, 16,7%; Eli Borges, 13,6%; Ronaldo Dimas, 12,9%; e Paulo Mourão, 9,7%.

O levantamento da VR Skala está registrado no TRE-TO sob o número TO-08826/2026, ouviu 1.600 eleitores e foi realizado em 41 cidades do Tocantins. O relatório informa nível de confiança de 95% e, na página dos resultados eleitorais, margem de erro de três pontos percentuais.

É mais uma fotografia da eleição. E, novamente, Eduardo Gomes está no primeiro lugar. Ao longo das últimas semanas, pesquisas de diferentes institutos nacionais e locais vêm apontando Eduardo Gomes na primeira posição na disputa pelo Senado.
Neste contexto, há algo que O Paralelo 13 não pode ignorar, afinal quando levantamentos sucessivos, realizados por institutos diferentes, repetem o mesmo candidato na primeira colocação, existe uma tendência política que precisa ser observada. E, neste momento da campanha, essa tendência favorece Eduardo Gomes. Há ainda outro componente importante nessa equação. Eduardo Gomes integra a chapa majoritária liderada pela candidata ao Governo do Tocantins Professora Dorinha Seabra, tendo Atos Gomes como candidato a vice-governador.
ALEXANDRE GUIMARÃES

Se Eduardo Gomes vem demonstrando regularidade na liderança, outro nome que também merece atenção pela frequência com que aparece é a do deputado federal Alexandre Guimarães. O candidato ao senado integra a chapa majoritária encabeçada por Vicentinho Júnior, candidato ao Governo, com Amélio Cayres como candidato a vice-governador. Na VR Skala, Alexandre aparece imediatamente depois de Eduardo Gomes: 25,9% a 20,3%.
PROTAGONISMO

Eduardo Gomes chega a esta fase da campanha numa posição privilegiada. A liderança repetida em diferentes levantamentos não antecipa o resultado das urnas, mas revela a força de uma candidatura que conseguiu manter regularidade ao longo da corrida eleitoral. Isso lhe dá um ativo político, mas também aumenta sua responsabilidade. Quem lidera passa a ser observado de outra maneira. Torna-se alvo dos adversários, precisa preservar apoios, manter mobilizada sua estrutura e, sobretudo, transformar intenção de voto em voto efetivamente depositado na urna.
As próximas semanas serão decisivas.
Na sexta e no sábado, ele percorreu sete municípios, participando de reuniões com lideranças políticas e apoiadores e ouvindo de perto a juventude
Da Assessoria
O candidato a deputado federal Lucas Campelo (Republicanos) cumpriu, nesse fim de semana, uma extensa agenda de reuniões políticas com lideranças e apoiadores no Bico do Papagaio, para apresentar suas propostas de trabalho para a região. Na sexta-feira, 4, às 18h, ele realizou um adesivaço em Augustinópolis e, à noite, participou de uma grande reunião em Carrasco Bonito. No sábado, 5, esteve nos municípios de São Sebastião, Esperantina, Buriti, Itaguatins e São Miguel do Tocantins em reuniões com lideranças e bate-papos com a juventude. Nesses encontros, Lucas afirmou que, se eleito, vai dar uma atenção especial à população do Bico, principalmente em áreas como habitação, saúde, empreendedorismo, infraestrutura e agricultura familiar.
No adesivaço de Augustinópolis, realizado com o apoio maciço da juventude, Lucas Campelo adesivou dezenas de veículos e motocicletas e fez corpo a corpo com a população. Em Carrasco Bonito, falou para cerca de 600 pessoas, numa reunião organizada pelo vereador Rafael da Núbia. O evento contou com a presença do prefeito Gilvan Bandeira da Silva, o Nego do Foguim (PP), do candidato a deputado estadual Raul Cayres (MDB) e de outras lideranças locais. Em seu discurso, Lucas defendeu investimentos em projetos habitacionais e disse que vai trabalhar para levar moradias às famílias de baixa renda.
Empreendedorismo

Nas rodas de conversas com a juventude, o empreendedorismo foi um dos temas principais. Lucas Campelo disse que, como deputado, pretende estimular novos negócios para ampliar as oportunidades de emprego e renda para esse público e, ao mesmo tempo, criar condições para que os jovens permaneçam na região, reduzindo, assim, o chamado “êxodo da juventude”, fenômeno que acontece com a saída dos jovens de suas cidades em busca de oportunidades nos grandes centros.
Hospital municipal
Lucas também assumiu um forte compromisso com a saúde, um dos maiores problemas enfrentados por quem mora no extremo Norte do estado. Em Itaguatins, falando a um grupo de mais de 100 pessoas na residência do líder João do Leite, ele se comprometeu a trabalhar pela construção do hospital municipal, uma reivindicação antiga da população itaguatinense. A mesma proposta foi defendida por ele também no povoado Bela Vista, município de São Miguel, numa reunião com cerca de 700 pessoas. “O povo de Itaguatins e de Bela Vista precisam urgentemente de um hospital municipal. Por que Sítio Novo tem e São Miguel não tem?”, questionou o candidato.
Infraestrutura, turismo e agricultura familiar
Outro compromisso assumido por Lucas foi o de destinar recursos de suas emendas para a reestruturação das praias dos rios Araguaia e Tocantins, a fim de fortalecer o turismo e movimentar a economia regional. Ele lembrou que as temporadas de praia têm um forte impacto econômico e social na região e precisam ser estimuladas e valorizadas. Da mesma forma, disse que vai investir na recuperação de pontes, bueiros e estradas vicinais e dar apoio a quem mora no campo, com a ampliação da assistência técnica aos pequenos agricultores, pescadores e assentados rurais.
Novos apoios
Durante as reuniões, Lucas recebeu inúmeras manifestações espontâneas de apoio, vindas de lideranças políticas e comunitárias, de empresários, de servidores públicos, de agricultores e principalmente da juventude. Um dos depoimentos mais marcantes foi o da ex-vereadora de São Miguel do Tocantins Neila Paixão, que contou ter decidido apoiar Lucas mesmo já tendo anunciado que votaria em uma candidata mulher.
“Apoiar o Lucas Campelo foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida. Como representante desta cidade e como mulher que defende a classe feminina, eu falei que iria apoiar uma candidata mulher. Mas, quando ouvi a história do Lucas e vi a determinação dele, soube logo que ele não é um desses políticos viciados, que ele tem um nome diferenciado e vem de uma família que não precisa de dinheiro público para ser bem-sucedida. Não se trata de dinheiro, se trata de compromisso, de responsabilidade e amor ao nosso Tocantins. A minha decisão política de apoiá-lo foi muito bem pensada e decidida com muita oração”, disse a ex-vereadora.
Presidente fez pronunciamento em rádio e TV na véspera da comemoração da Independência
Site do Lula
Em pronunciamento em rede de rádio e TV neste domingo (6.09), véspera das comemorações da Independência do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da defesa da soberania e da democracia no país, para que as riquezas nacionais promovam o desenvolvimento econômico e social dentro das nossas fronteiras.
No contexto de guerras, tarifas comerciais unilaterais e tentativas de interferências externas, o presidente reforçou o caráter pacífico do povo brasileiro, o que não significa “abaixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia”.
Lula lembrou que o Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a maior fonte de água doce do planeta e, no último mês, foi descoberta uma nova reserva de petróleo na costa do Amapá. O presidente tem trabalhado para que essas riquezas se revertam em benefício para o país, como é o caso da aprovação do marco legal que permitirá ao país “transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro”.
O presidente ainda reforçou a importância do livre comércio, frisou que um país soberano é capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo. É também um país que cria oportunidades para as pessoas terem a própria independência, finalizou o presidente, que ainda exaltou o orgulho de ser brasileiro.
Confira abaixo o vídeo e a íntegra do pronunciamento:
Minhas amigas e meus amigos,
amanhã, 7 de setembro, é dia de comemorar a Independência do Brasil.
Para além do grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga, a Independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas nas batalhas contra a tirania, a escravidão e a injustiça social.
De Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, a Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do 2 de julho na Bahia.
Defender a Independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia.
Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso.
Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e a maior fonte de água doce.
No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo.
Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro.
Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro.
Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.
Por isso, não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia.
Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém.
Minhas amigas e meus amigos,
um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros.
Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência.
A independência financeira, a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego.
Ter mais tempo para si mesmo e para sua família.
A independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos.
E de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos.
Minhas amigas e meus amigos,
o Brasil trabalha pela paz mundial e a harmonia entre as nações.
Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender.
Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém.
Temos motivos de sobra para nos orgulharmos do nosso país.
Temos na Amazônia uma das maiores biodiversidades do planeta.
Somos exemplo na defesa do meio ambiente.
Nossa riqueza cultural encanta o mundo.
Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade.
E temos cada um e cada uma de vocês, que formam o extraordinário povo brasileiro, um dos mais admirados em todo o planeta.
Um feliz Dia da Independência, e que Deus continue abençoando o nosso Brasil.
É com enorme gravidade que se deve encarar as denúncias trazidas pelo jornalista Cléber Toledo, que expõem um cenário vergonhoso e perigoso: vereadores de diversas cidades do Tocantins relatam estar sendo vítimas de agressões físicas e ameaças de morte contra si e suas famílias, praticadas por candidatos que “compraram” seus apoios e, sentindo-se traídos, recorrem à violência para impor sua vontade.
Não há justificativa possível. Comprar e vender apoio político é crime eleitoral. Ameaçar, agredir e atentar contra a vida são crimes comuns, que devem ser investigados com rigor pelo Ministério Público Eleitoral e pelo Ministério Público Estadual. O Tocantins não pode tolerar a volta do coronelismo, esse sistema arcaico e autoritário que transforma eleições em negócios e cidadãos em reféns do medo.
O que antes eram boatos, agora se tornaram denúncias públicas, com vídeos e testemunhos. Isso exige resposta imediata das instituições: Polícia Federal, Justiça Eleitoral, Ministério Público Federal e Estadual, além do Tribunal Regional Eleitoral. É dever dessas autoridades abrir inquéritos, ouvir os vereadores ameaçados e identificar quem está comprando apoio político com dinheiro ilícito. Caixa dois é crime inafiançável, que pode levar à perda do registro da candidatura.
E aqui cabe uma pergunta que não pode ser varrida para debaixo do tapete: fala-se em algo entre 50 e 80 mil reais por “apoio”. São mais de 1.300 vereadores em todo o estado. Claro que não são todos que se vendem, mas de onde viriam os mais de 65 milhões de reais se todos eles resolvessem negociar seus apoios? Essa conta mostra a dimensão do problema e a gravidade da suspeita de caixa dois em larga escala.
A sociedade tocantinense espera — e exige — que seus guardiões da Constituição não sejam omissos nem coniventes. É hora de mostrar que a lei vale para todos, candidatos e vereadores, e que quem se coloca fora dela será responsabilizado.
O Tocantins precisa de eleições limpas, transparentes e pacíficas. O eleitor não pode ser enganado por acordos espúrios nem intimidado por capangas armados. A democracia não se constrói com coronhadas, mas com respeito às regras e à vontade popular.
Chega de transformar a política em balcão de negócios e campo de violência. O Tocantins merece dignidade, justiça e democracia verdadeira.
Família O Paralelo 13
Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O relatório contra Moraes deflagrou uma crise interna no STF
POR LUÍSA MARTINS E GUILHERME PIMENTA - (FOLHAPRESS)
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou para julgamento o relatório da Polícia Federal que aponta elo entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso devido às investigações de fraude à frente do Banco Master. Agora, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, decidir quando o pedido de investigação será analisado.
A decisão de Mendonça de liberar o processo para julgamento foi publicada neste domingo (6), às 15h04. Não há um pedido de data para que o relatório vá a julgamento.
Na terça-feira (1º), André Mendonça, que é relator do caso Master, retirou o sigilo do relatório da PF que mostrava diálogos de Alexandre de Moraes e o banqueiro, incluindo uma mensagem na qual o banqueiro pergunta se deveria deixar o país, às vésperas de ser preso, em 2025. Não há informações sobre qual foi a resposta do ministro do Supremo.
O relatório contra Moraes deflagrou uma crise interna no STF. O ministro contra-atacou e pediu uma investigação contra Mendonça no âmbito do inquérito das fake news, alegando que houve abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade por parte de Mendonça no pedido de investigação.
Fachin na última semana determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações sobre o relatório da Polícia Federal a respeito dos diálogos com Vorcaro.
Ele também retirou o pedido de abertura de investigação feito por Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news, como também defendeu o fim desse inquérito, aberto ainda em 2019 por determinação do então presidente Dias Toffoli.
As informações coletadas pela PF sob posse de Mendonça mostraram também que Moraes fez edições no contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, antes de o documento ser assinado.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já se manifestou pela nulidade do relatório das conversas entre Vorcaro e Moraes. Ele disse que Mendonça “se valeu da polícia” para “impor a investigação” do ministro, exercendo “atividades que não lhe foram assinaladas”.
A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu no último sábado (5) que Paulo Gonet se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados ao Banco Master, já que ele também é citado nos diálogos entre Vorcaro, Moraes e interlocutores.