Governador oscila positivamente no cenário estimulado de primeiro turno, enquanto rejeição do ex-ministro da Fazenda atinge 44,3% no estado
Por Renato Pizzutto
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 50,0% das intenções de voto para a reeleição em São Paulo, contra 33,8% de Fernando Haddad (PT) no principal cenário estimulado de primeiro turno levantado pelo instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quarta-feira (19).
Na evolução histórica em relação a julho, o atual governador oscilou positivamente 1,5 ponto, passando de 48,5% para 50%, enquanto o candidato do PT oscilou negativamente de 35,1% para 33,8%.
Abaixo dos líderes absolutos, o pelotão intermediário de candidatos não consegue ultrapassar a marca de dois pontos percentuais.
Na terceira colocação do cenário principal, a candidata Vera Lúcia (PSTU) registra 1,5% das preferências do eleitorado paulista. Ela é seguida por Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), que aparecem empatados tecnicamente com 0,8% cada um.
Completam a lista as postulantes Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir), ambas com 0,4%. Os votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 7,5%, e os que não sabem ou não opinaram representam 4,8% da amostra geral.
Confronto direto e cruzamentos demográficos
Em um segundo cenário estimulado mais enxuto, concentrando a disputa apenas entre os dois principais antagonistas, Tarcísio lidera a simulação com 53,0%, contra os mesmos 36,9% obtidos por Fernando Haddad. Comparado ao mês anterior, o republicano variou 1,2 ponto percentual para cima (tinha 51,8%), ao passo que o petista variou 1,4 ponto para baixo, saindo de 38,3%. Nesse recorte, brancos e nulos são 6,5% e indecisos somam 3,6%.
O desempenho do atual governador atinge seu maior índice no eleitorado masculino, segmento em que registra 59,8% das intenções de voto, contra 41,3% no público feminino.
Por outro lado, Fernando Haddad encontra maior força entre as mulheres (37,6%) e nos eleitores com escolaridade até o ensino fundamental (40,5%).
Índices de rejeição e disputa pelo Senado
A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos prováveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, onde os entrevistados podiam citar mais de um nome. O ex-ministro Fernando Haddad lidera a rejeição com 44,3%, enquanto Tarcísio de Freitas não seria votado por 27,4% dos eleitores. Vera Lúcia é rejeitada por 11,2%, seguida por Carlos Machado (9,0%), Vivian Mendes (8,5%), Izadora Dias (7,0%) e Policial Edjane (6,4%).
Para o Senado, que terá duas vagas em disputa nas Eleições 2026, Simone Tebet (PSB) lidera com 31,1%, acompanhada de perto por Marina Silva (Rede), que registra 30,1%, e Guilherme Derrite (Progressistas), com 28,2%.
Mais distantes aparecem os nomes de Ricardo Salles (Novo), que soma 19,7%, e André do Prado (PL), com 16,8%. Como o eleitor pode escolher até dois candidatos, os demais nomes testados somam menos de 6% das intenções cada.
Metodologia
A pesquisa da Paraná Pesquisas entrevistou 1.680 eleitores, de forma presencial, em 80 municípios do estado de São Paulo entre os dias 16 e 18 de agosto. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,4 pontos percentuais para os resultados gerais, com nível de confiança de 95,0%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-08913/2026.
Resultado de junho coloca o comércio tocantinense entre os destaques nacionais, em um cenário de melhora do mercado de trabalho e transformação dos hábitos de consumo
Com Assessoria
O comércio tocantinense chega ao segundo semestre com sinais de fortalecimento. Em junho de 2026, o volume de vendas do varejo no Tocantins cresceu 9,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho colocou o estado entre as maiores altas do país no período, atrás apenas de Pernambuco.
O movimento ocorre em paralelo à melhora do mercado de trabalho, fator que também influencia a capacidade de consumo das famílias. No segundo trimestre de 2026, o Tocantins esteve entre os estados que registraram queda na taxa de desocupação, indicador utilizado pelo IBGE para medir o desemprego, com redução de 1,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Em 2025, a taxa anual de desocupação no estado havia ficado em 4,7%, a menor da série histórica iniciada em 2012. A combinação entre atividade comercial e melhora do mercado de trabalho ajuda a compor um ambiente mais favorável à circulação de renda e ao consumo.
Mais do que um avanço pontual das vendas, os indicadores ajudam a mostrar uma mudança no próprio perfil do consumo no Tocantins. O varejo físico passou a dividir espaço com serviços, gastronomia, entretenimento e experiências, fazendo com que centros comerciais deixassem de depender exclusivamente da compra tradicional para gerar fluxo. Alimentação, lazer, conveniência e programação cultural passaram a ter peso crescente na relação do consumidor com esses espaços.
Um exemplo dessa transformação pode ser observado no Capim Dourado Shopping, maior shopping do Tocantins, localizado em Palmas. Entre 2011 e 2025, as vendas do empreendimento cresceram 380,27% em valores nominais, segundo levantamento interno. Em 14 anos, o volume financeiro movimentado pelas operações ficou aproximadamente 4,8 vezes maior. A trajetória acompanha tanto o amadurecimento do próprio empreendimento quanto a expansão do mercado consumidor da capital.

A mudança fica ainda mais evidente quando o desempenho é analisado por segmentos. Na alimentação, as vendas cresceram 78% entre 2019 e 2025. O fortalecimento da gastronomia tem sido acompanhado pela entrada de novas operações e, em 2026, ganhou um novo capítulo com a chegada do primeiro Outback Steakhouse ao Tocantins, instalado no empreendimento. A abertura representa também a entrada de uma marca nacional de grande porte em um mercado que passou a ser considerado estratégico para expansão.
No entretenimento, as vendas avançaram aproximadamente 47% entre 2019 e 2025. O segmento segue recebendo investimentos, como a expansão da Zig Zag Play e a chegada de atrações temporárias, entre elas o Imerso Dino, atualmente em exposição. O movimento traduz uma estratégia que ganhou força no setor de shopping centers: ampliar as opções de lazer e criar novos motivos para a visita, independentemente da necessidade imediata de compra.
Essa transformação também passa pela cultura e pela ocupação dos espaços comerciais como ambientes de convivência. Ao longo de sua trajetória, o empreendimento recebeu feiras, exposições, atividades esportivas, ações sociais, apresentações musicais, programações infantis e eventos de diferentes formatos. Entre as iniciativas mais recentes estão projetos culturais, experiências imersivas, eventos esportivos e atrações musicais, ampliando o papel do espaço para além do varejo e contribuindo para a circulação de diferentes públicos.
Para o superintendente do Capim Dourado Shopping, Diego Góes, acompanhar a economia local significa também entender como o consumidor tocantinense mudou ao longo dos últimos anos. “Palmas cresceu, o mercado consumidor amadureceu e as pessoas passaram a buscar muito mais do que uma compra. Hoje, gastronomia, entretenimento, serviços, cultura e conveniência fazem parte da decisão de onde o consumidor quer estar. Quando observamos o crescimento das nossas vendas e, principalmente, o avanço de segmentos como alimentação e entretenimento, percebemos que existe uma transformação do consumo acontecendo junto com o desenvolvimento da cidade e do Tocantins”, afirma.
Segundo Diego, a chegada de novas operações também funciona como um indicador de confiança no mercado local. “Quando marcas que ainda não estavam presentes no estado escolhem Palmas para entrar no Tocantins, existe uma análise de mercado por trás dessa decisão. Isso demonstra que temos um consumidor mais diversificado e uma cidade que ganhou relevância comercial. Nosso desafio é continuar acompanhando esse movimento sem perder a conexão com a comunidade local”, acrescenta.
Sobre o Capim Dourado Shopping
Em agosto de 2026, o Capim Dourado Shopping completa 16 anos de atuação em Palmas. Inaugurado em 2010 e expandido em 2015, o empreendimento é o maior shopping do Tocantins e se consolidou como um dos principais polos comerciais e de serviços do estado. Ao longo de sua trajetória, acompanhou o desenvolvimento do mercado consumidor local e ampliou o mix de varejo, gastronomia, entretenimento e serviços. O empreendimento também recebe ações culturais, esportivas, sociais e de lazer, funcionando como um dos exemplos da transformação dos hábitos de consumo e convivência em Palmas.
Relator da decisão de 2009 que derrubou exigência, ministro diz que tema pode ser revisto se falta de formação afetar qualidade da informação
Por Caio Barcellos
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (19) que a Corte pode voltar a discutir a exigência de diploma para o exercício do jornalismo, um dia depois de Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderem uma revisão do entendimento. A sinalização ganha peso porque Gilmar foi o relator do julgamento que, em 2009, derrubou a obrigatoriedade e conduziu a posição que prevaleceu no plenário por 8 votos a 1.
Gilmar ponderou que a decisão tomada há 17 anos dispensou o diploma específico de jornalismo, mas não significou considerar desnecessária a formação acadêmica para quem atua na área.
“Isso não significava, na verdade, dispensar formação. As pessoas poderiam ter formações em diversas áreas, mas podemos discutir, sim, se de fato se entender que há aí algum comprometimento da própria qualidade de informação”,
afirmou em entrevista coletiva no Fórum Saúde, promovido pela Esfera Brasil e pela farmacêutica EMS, em Brasília.
A manifestação ocorre um dia depois de Dino e Moraes levantarem no próprio STF a possibilidade de rever o entendimento de 2009. Durante a sessão da Primeira Turma nesta terça-feira (18), os dois ministros associaram o debate às mudanças provocadas pela expansão das redes sociais e à dificuldade de definir os limites das garantias reservadas à atividade jornalística.
Dino argumentou que a inexistência de uma exigência de formação pode permitir que pessoas ligadas a organizações criminosas se apresentem como jornalistas para reivindicar garantias próprias da profissão, como o sigilo da fonte.
Moraes concordou que o assunto deveria voltar a ser discutido e citou o crescimento de páginas e perfis nas redes sociais que reivindicam proteção jornalística. Além disso, chegou a mencionar a possibilidade de uma regra de transição que preservasse a situação de quem já exerce a profissão sem diploma.
Decisão de 2009 derrubou lei da ditadura
A obrigatoriedade do diploma estava prevista no Decreto-Lei 972, editado em 1969, durante a ditadura militar. A discussão chegou ao Judiciário a partir de uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionava a compatibilidade da exigência com as liberdades de expressão e de informação previstas na Constituição.
Em 2001, a 16ª Vara Federal de São Paulo afastou a obrigatoriedade, mas a exigência foi restabelecida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região dois anos depois. O caso chegou ao Supremo em 2006, quando Gilmar concedeu uma decisão provisória que permitiu o exercício da atividade jornalística independentemente da apresentação do diploma até que o plenário analisasse definitivamente a questão.
Sob a condição de relator do caso, Gilmar considerou em 2009 que condicionar o exercício do jornalismo a uma formação específica representava uma restrição indevida às liberdades de expressão, informação e imprensa. O entendimento foi acompanhado por outros sete ministros, com voto contrário apenas de Marco Aurélio Mello, ministro indicado pelo governo Fernando Collor.
Na decisão, o STF consolidou o entendimento que o Estado não poderia transformar o diploma em requisito para o acesso à profissão, relacionou diretamente a atividade jornalística às garantias constitucionais de expressão e informação e entendeu que um controle estatal sobre quem pode ingressar na profissão poderia funcionar como restrição prévia ao exercício dessas liberdades.
Nova análise ganha força
Embora não tenha defendido a volta da obrigatoriedade, a manifestação de hoje de Gilmar aproxima o próprio relator do entendimento de 2009 da discussão levantada por Moraes e Dino, que ainda não integravam o STF quando a decisão foi tomada.
Agora, o debate ganhou força no Supremo em meio à repercussão de uma investigação no Maranhão que envolve fontes do jornalista independente Luís Pablo, que não possui graduação na área.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e demais entidades de imprensa criticaram medidas autorizadas por Moraes por considerarem que poderiam colocar em risco o sigilo da fonte, enquanto integrantes da Corte afirmam que a investigação trata de suspeitas de crimes, entre eles ameaças e perseguição contra Dino e familiares.
Nesta quarta, Gilmar também rejeitou a interpretação de que a atuação de Moraes no caso represente, por si só, ameaça à liberdade de imprensa.
“Todas as prerrogativas que se dão em relação às mais diversas profissões, caso, por exemplo, do advogado, a toda hora vocês noticiam busca e apreensão em escritórios de advocacia. Isso acaba por restringir a liberdade profissional, o sigilo profissional. Isso pode ocorrer quando há elementos fortes indicando práticas de crimes”, argumentou.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2026, ocorreu o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Tocantins. O evento foi marcado pela ampla cobertura jornalística e pela transmissão multiplataforma, permitindo que cidadãos tocantinenses, em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, acompanhassem o início oficial da campanha eleitoral. Televisão, rádio e internet se uniram para garantir acesso democrático às propostas e posicionamentos dos candidatos.
ORGANIZAÇÃO E PROFISSIONALISMO
O debate foi conduzido com regras claras, limites bem definidos e igualdade de direitos entre os participantes e promovido pela Record News Tocantins (TV Cristal), Rede Hits FM, RedeTV! e veículos associados à Avecom, garantindo alcance sem precedentes e acesso democrático às propostas e posicionamentos dos candidatos.Profissionais da imprensa desempenharam papel central, elaborando perguntas e conduzindo o diálogo com imparcialidade. A organização foi elogiada pela excelência, destacando-se como um marco na história da comunicação política do estado.
RESPEITO E ALTO NÍVEL

Não houve vencedores nem perdedores: cada candidato respondeu às questões de acordo com sua visão e estilo. O tom respeitoso e o nível elevado das discussões foram ressaltados por quem acompanhou o evento, reforçando a importância de debates democráticos para fortalecer a cidadania e a política tocantinense.
O PAPEL DA IMPRENSA
A imprensa local demonstrou compromisso com a democracia, cada veículo dentro de sua linha editorial. O movimento é considerado fundamental para ampliar o debate público e aproximar os cidadãos das propostas de governo. Novos encontros já estão previstos, incluindo entrevistas coletivas e mesas-redondas, ampliando ainda mais o espaço de diálogo.
RECONHECIMENTO E EXPECTATIVAS
A família O Paralelo13 parabeniza os organizadores, os veículos de comunicação e os profissionais de imprensa pela condução exemplar do debate. De Goiânia, onde nos recuperamos de uma intervenção cirúrgica, acompanhamos a transmissão pelo link da plataforma e nos foi possível perceber a qualidade e a seriedade do evento. O primeiro debate eleitoral de 2026 no Tocantins entra para a história como um marco de respeito, organização e compromisso com a democracia.
Candidata defendeu regionalização do atendimento, policlínicas, ampliação das cirurgias eletivas e integração entre Estado e municípios
Da Assessoria
A candidata ao Governo do Tocantins Professora Dorinha (União Brasil) garantiu, durante o primeiro debate da campanha, nesta terça-feira, 18, que o Hospital Geral de Araguaína será entregue e colocado em funcionamento no início de 2027. A unidade, com mais de 400 leitos, é uma das principais obras da saúde estadual e deverá chegar ao fim deste ano com cerca de 90% de execução.
Ao responder ao jornalista Arnaldo Filho, do portal AF Notícias, Dorinha afirmou que a regionalização da saúde será uma das prioridades de seu governo. Além de Araguaína, o plano prevê a conclusão do novo hospital de Gurupi, a modernização do Hospital Regional de Augustinópolis, a construção do hospital de Araguatins e o fortalecimento das unidades de Arraias e Dianópolis – o plano de governo ainda prevê o Hospital da Mulher e Maternidade de Palmas.
“O cidadão não pode ficar no meio de uma disputa sobre quem é responsável pelo atendimento. Cabe ao Estado coordenar a rede, acompanhar de perto os hospitais e buscar soluções para que o serviço chegue a quem precisa”, afirmou.
Dorinha também apresentou propostas para reduzir filas e ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias. Entre as medidas estão a implantação de policlínicas, a ampliação dos convênios para cirurgias eletivas, o uso da telemedicina e uma maior integração entre Estado, municípios e governo federal. A candidata lembrou ainda o concurso público realizado neste ano para enfrentar uma carência de mais de uma década no quadro da saúde estadual.
Em Palmas, Dorinha defendeu apoio ao hospital municipal e a viabilização do Hospital Universitário. Para a candidata, a estruturação de uma rede regionalizada permitirá que mais pacientes sejam atendidos perto de casa e reduzirá a pressão sobre as principais unidades hospitalares do Estado.
Durante o debate realizado pela Record News Tocantins/TV Cristal e pela rede Hits FM, Dorinha também afirmou ser contrária ao aumento de impostos e taxas, defendeu responsabilidade nas parcerias com a iniciativa privada e reforçou o compromisso com políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.