Gaspar indicou R$ 6,2 milhões para São José da Laje (AL) em 2024 O dinheiro foi destinado para pavimentação de ruas, construção e reformas de prédios públicos
Com Estadão Conteúdo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou ontem que a Polícia Federal (PF) apure a existência de indícios de crimes na execução das chamadas emendas Pix, modalidade de transferência especial de recursos públicos por parlamentares a Estados e municípios. A decisão foi tomada após o recebimento de um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), encaminhado ao Supremo em 31 de julho, que identificou irregularidades na destinação dos recursos.
Entre os alvos, estão recursos indicados pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e por outros parlamentares e ex-parlamentares. Gaspar negou irregularidades. Motta não se manifestou. Os congressistas autores das emendas não são investigados até o momento.
Gaspar indicou R$ 6,2 milhões para São José da Laje (AL) em 2024 O dinheiro foi destinado para pavimentação de ruas, construção e reformas de prédios públicos. A verba, porém, não foi movimentada em uma conta bancária específica, o que é proibido, de acordo com o relatório do TCU. Além disso, a prestação de contas não está disponível na plataforma do governo federal.
Motta mandou R$ 1 milhão para Patos (PB), então governada por seu pai, Nabor Wanderley, no mesmo ano. O plano era a manutenção da rede de assistência à população pobre, mas o município não apresentou a prestação de contas sobre o que foi feito com o que dinheiro.
GRUPOS
De acordo com o TCU, a fiscalização de cem emendas Pix, que somam R$ 198,1 milhões destinados a 74 municípios, de 2020 a 2024, destacou quatro grupos de irregularidades: falhas de transparência e rastreabilidade dos recursos, problemas na execução financeira, fraudes e impropriedades em licitações e irregularidades na execução de contratos e obras. O prejuízo ao erário é estimado em R$ 55 milhões.
“O relatório identificou fragilidades estruturais no próprio Transferegov.br consistentes na aceitação de informações genéricas (ausência de detalhamento do objeto) no plano de trabalho; alteração irrestrita dos objetos, dos valores e das metas nos planos de trabalho; e saldos bancários defasados e indutores ao equívoco”, afirmou Dino no despacho.
Decisões do ministro do Supremo têm cobrado transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. Na determinação de ontem, ele disse persistir um “estado de inconstitucionalidade” na execução dos recursos. “Os dados apresentados pelo TCU demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”, afirmou Dino.
Ele determinou o envio do relatório do TCU à direção-geral da PF Caso as suspeitas sejam confirmadas, a PF deverá anexar o material a investigações já em andamento ou abrir novos inquéritos, com prioridade para os casos em que o TCU identificou prejuízos.
PRAZO
O magistrado também deu um prazo de dez dias úteis para que o Ministério da Gestão informe as medidas adotadas para corrigir as falhas da plataforma Transferegov.br – apontadas pelo TCU como um dos fatores que comprometem a rastreabilidade das emendas. Em outra frente, o ministro mandou que os Estados, o Distrito Federal e os municípios passem a adotar nas leis orçamentárias de 2027 um sistema padronizado para identificar as emendas e ampliar a transparência.
A emenda Pix, revelada pelo Estadão, é um recurso pago pelo governo federal a Estados e municípios a pedido de congressistas. O dinheiro cai nos cofres estaduais e municipais sem finalidade definida e antes de qualquer projeto, licitação ou obra. É possível saber qual parlamentar indicou, mas não o que foi feito com o dinheiro.
DEPUTADO

Dino concedeu um prazo também de dez dias para que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a Câmara se manifestem sobre notícias de que recursos de emendas de autoria do parlamentar petista destinados ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) teriam sido usados para comprar produtos de cooperativas de um Estado diferente daquele pelo qual foi eleito. O Estadão procurou Lindbergh, mas não houve resposta.
À Câmara e ao Senado, o ministro determinou a apresentação de uma manifestação conjunta – as Casas deverão indicar quais informações devem prevalecer para “fins de rastreabilidade” e informar, por exercício financeiro e modalidade de emenda, a quantidade e os valores dos empenhos.
A Família Paralelo 13 lamenta e, com profundo pesar, abraça em dor a família do nosso amigo e irmão *ISRAEL SIQUEIRA DE ABREU*, que faleceu nesta sexta-feira, 7 de agosto, em Palmas.
Somos testemunhas de que o homem, o pai, o esposo, o avô e o amigo ISRAEL SIQUEIRA DE ABREU construiu um mundo à sua feição, composto de companheirismo, acolhimento, fraternidade, amor, fé e, acima de tudo, amizade.
Fez de sua trajetória entre nós momentos de acalento, amizade, solidariedade, religiosidade e compreensão humana.
ISRAEL SIQUEIRA DE ABREU nos engrandeceu como seres humanos, dando de si uma alma amiga em forma de bálsamo para curar nossas dores, sempre buscando oferecer um abraço, encontrado entre seus braços de amigo,
parceiro e companheiro.
Que o Nosso Bom Deus, na Sua Infinita Bondade, o receba em Sua Morada Celestial e lhe proporcione uma eternidade de muito amor e paz.
Edson, Edivaldo e Edimar Rodrigues
Por: Edson Rodrigues
A política majoritária exige mais do que nomes. Exige composição, representatividade, experiência, capacidade de diálogo e, sobretudo, pessoas que tenham uma história construída antes de entrar em uma disputa eleitoral.
É sob essa perspectiva que deve ser analisada a escolha de Muniz Araújo Pereira para ocupar a primeira suplência na chapa do pré-candidato ao Senado Carlos Gaguim, pelo União Brasil.
A composição acrescenta à candidatura uma trajetória que reúne experiência administrativa, atuação empresarial, educação e conhecimento da realidade dos municípios tocantinenses. Não se trata, portanto, de uma suplência meramente protocolar. É uma escolha que amplia o perfil da chapa e pode estabelecer uma ponte importante entre a política estadual, o interior do Tocantins e setores da sociedade.
UM TOCANTINENSE COM RAÍZES NO INTERIOR

Natural de Tocantínia, Muniz carrega uma identidade profundamente ligada ao interior do Estado. Foi prefeito do município entre 2013 e 2016, experiência que lhe permitiu conhecer, na prática, as dificuldades enfrentadas pelos gestores municipais.
O senador não representa apenas os grandes centros. Seu mandato precisa dialogar com os 139 municípios tocantinenses, com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, entidades representativas e, principalmente, com a população que vive distante dos centros de decisão. É justamente nesse ponto que a presença de Muniz pode oferecer à composição de Carlos Gaguim uma interlocução diferente.
*DA GESTÃO PÚBLICA À EDUCAÇÃO
A trajetória de Muniz não se limita à política. Sua vida profissional também está ligada à educação e à gestão de instituições de ensino e atua como diretor-geral do Centro Universitário UNITOP. Esse trabalho acrescenta uma dimensão importante à sua presença em uma chapa majoritária.
Educação, qualificação profissional, acesso ao ensino superior, formação técnica, inovação e preparação dos jovens para o mercado de trabalho são temas que ultrapassam governos e mandatos.
O Tocantins ainda possui enormes desafios nessa área. E uma candidatura ao Senado que tenha entre seus integrantes alguém com experiência concreta na gestão educacional pode ampliar o debate sobre políticas públicas capazes de transformar conhecimento em oportunidade.
UMA SUPLÊNCIA COM IDENTIDADE

Durante muito tempo, as suplências de Senado foram tratadas como posições secundárias, escolhidas quase exclusivamente para completar uma chapa. A realidade eleitoral mudou. O suplente passou a ser observado pelo eleitor. Sua trajetória, sua representatividade e sua capacidade de substituir o titular, quando necessário, também fazem parte da avaliação de uma candidatura majoritária.
Nesse sentido, a escolha de Muniz dá identidade à composição de Carlos Gaguim. De um lado, está a experiência política e parlamentar de Gaguim, que possui trajetória consolidada na vida pública tocantinense e nacional. Do outro, entra uma figura com raízes no interior, experiência municipal e uma trajetória empresarial e educacional. São perfis diferentes, mas que podem ser complementares.
Existe ainda um componente regional importante. Muniz nasceu em Tocantínia e construiu parte de sua trajetória em Palmas. Isso permite uma conexão entre o interior e a capital, dois ambientes fundamentais para qualquer projeto político estadual. O Senado exige justamente essa capacidade de transitar entre realidades distintas.
Ter na chapa alguém que conhece a administração municipal e, simultaneamente, possui experiência na capital e no setor educacional pode ampliar a capacidade de diálogo da candidatura.
UMA ESCOLHA QUE MUDA A COMPOSIÇÃO DA CHAPA

A escolha de Muniz Araújo Pereira como primeiro suplente não deve ser observada apenas pelo nome. Ela precisa ser compreendida pelo conjunto.
Em uma eleição para o Senado, diversos atributos são relevantes porque a disputa não acontece somente nos palanques.
Acontece nos municípios.
Acontece nas universidades.
Acontece entre empresários, trabalhadores, estudantes, professores, lideranças comunitárias, vereadores, prefeitos e entidades organizadas.
Acontece, sobretudo, na capacidade de conversar com diferentes segmentos do Tocantins.
O eleitor tocantinense está cada vez mais atento. Ele quer conhecer os candidatos, suas histórias, suas propostas e, principalmente, saber o que pretendem fazer quando chegarem a Brasília.
Por isso, a presença de Muniz na chapa de Carlos Gaguim poderá ganhar maior significado se for acompanhada de uma agenda clara para o Estado.
Educação, qualificação profissional, desenvolvimento regional, fortalecimento dos municípios, empreendedorismo, geração de emprego e oportunidades para a juventude são temas que podem dialogar diretamente com sua trajetória.
A suplência, nesse contexto, deixa de ser uma posição meramente formal e passa a representar uma oportunidade de ampliar o debate sobre o Tocantins que se pretende construir.
Agora, caberá à chapa transformar essa composição em projeto político, apresentar propostas e convencer o eleitorado.
Porque, no fim das contas, é o eleitor quem decide os melhores nomes para representar o Tocantins.
Por Ascom Ruy Adriano
O empresário Ruy Adriano Ribeiro, CEO do Canela Group e da Rede Petroshop, empreendedor pioneiro, Alvará nº 1 de Palmas e cofundador da Associação Comercial e Industrial de Palmas (ACIPA), lançou na noite desta quinta-feira (6) seu primeiro livro, Mente Visionária, durante a solenidade de inauguração do novo auditório da entidade.
O lançamento integrou uma programação especial que marcou a modernização da sede da ACIPA e reuniu empresários, autoridades, lideranças classistas, familiares e amigos em uma noite de celebração da história do empreendedorismo tocantinense.

A obra representa mais um capítulo da trajetória de Ruy Adriano, reconhecido como um dos desbravadores do setor empresarial de Palmas. Ao longo de sua carreira, participou ativamente do desenvolvimento econômico da capital, contribuindo para a consolidação de importantes empreendimentos e para o fortalecimento do ambiente de negócios no Tocantins.
Durante seu pronunciamento, o empresário relembrou momentos marcantes da construção de Palmas, compartilhou histórias sobre a criação da Ilha do Canela e destacou, sobretudo, sua visão de futuro para a capital e para o Tocantins. A fala emocionou o público e foi interrompida diversas vezes por aplausos, refletindo o reconhecimento à sua trajetória e ao legado construído ao longo de décadas.

“Palmas sempre foi, para mim, uma cidade de oportunidades, construída por pessoas que tiveram coragem de acreditar quando tudo ainda estava começando. Este livro reúne um pouco dessa caminhada, mas também fala sobre o futuro. Eu continuo acreditando muito no potencial de Palmas e do Tocantins. Ainda temos muito para construir, inovar e transformar, e quero continuar contribuindo para esse desenvolvimento”, afirmou Ruy Adriano.
O presidente da ACIPA, Joseph Madeira, destacou a importância da parceria de Ruy Adriano com a entidade desde sua fundação e parabenizou o empresário pela publicação da obra.
“Este livro certamente será uma fonte de inspiração e aprendizado para empresários, empreendedores e para todos que acreditam na força da visão, da coragem e da inovação para transformar realidades”, ressaltou.
Ao longo da solenidade, Ruy Adriano também recebeu homenagens de lideranças empresariais e representantes de diversos segmentos da sociedade, que reconheceram sua capacidade visionária, sua contribuição para o desenvolvimento de Palmas e seu papel na construção da história econômica do Tocantins.

Marcada por emoção, reencontros, música e intenso networking, a noite consolidou o lançamento de Mente Visionária como um dos momentos mais simbólicos das comemorações dos 36 anos da ACIPA, celebrando não apenas a trajetória de um empresário pioneiro, mas também a história de quem ajudou a construir o desenvolvimento de Palmas desde os seus primeiros anos.
Presenças

Além de familiares e sua extensa rede de amigos, Ruy foi prestigiado pelos exs governadores Mauro Carlesse e Marcelo Miranda além da ex prefeita de Palmas, Nilmar Ruiz, os deputados federais Eli Borges e Tiago Dimas além de representantes de órgãos e instituições mostrando seu prestígio.
Partido solicita investigação sobre possível vazamento de informações da Polícia Federal e apresenta medidas cautelares contra Marco Aurélio Santana Ribeiro
Por João Victor Rodrigues
O Partido Liberal (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento foi encaminhado ao ministro André Mendonça pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e busca apurar a suspeita de um eventual vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal envolvendo investigações em andamento.
Além da quebra de sigilo, o partido também pediu a realização de busca e apreensão contra o ex-assessor para preservar possíveis provas. Entre as solicitações encaminhadas ao STF estão o acesso aos registros de entrada e saída do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do gabinete presidencial nos últimos 30 dias, além de informações sobre encontros entre o presidente Lula e o diretor-geral da Polícia Federal entre janeiro e julho de 2026.
O pedido foi apresentado após a divulgação de que Marcola recebeu R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal e apontada como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Luchsinger também mantém relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que é alvo de investigações por suspeitas de tráfico de influência. O PL pretende esclarecer se integrantes do governo tiveram acesso antecipado às apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Em nota, Marco Aurélio confirmou ter recebido recursos da empresária, mas afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo de natureza pessoal, posteriormente quitado, negando qualquer irregularidade. Após a repercussão do caso, ele deixou a coordenação da campanha à reeleição de Lula e informou que passaria a concentrar esforços em sua defesa perante as investigações.