Por Gabriel de Sousa e UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à repercussão negativa sobre sua declaração falando da relutância masculina em fazer o exame de toque em comparação com a realidade de mulheres. Em um comício em Salvador (BA), Lula escalou a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, para explicar a declaração.
“Quis fazer uma comparação de como as mulheres são corajosas. Eu queria que a Janja explicasse, porque uma palavra, uma frase errada, um canalha que se chama Nikolas ousou inventar nas redes digitais uma coisa a meu respeito”, discursou Lula, passando o microfone para sua mulher.
Janja xingou, então, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “Não tem videozinho de camiseta preta que vai tirar a confiança das mulheres desse homem que estava falando com emoção da mãe dele que morreu de câncer. Sou do Paraná e lá a gente chama menino de piá. Quando eles fazem alguma coisa errada a gente diz: piá de bosta e é isso que aquele piá de Minas é que tem que lavar a boca para falar desse homem e tem que comer muito feijão para chegar no dedinho do pé desse homem”, disse Janja em referência a Nikolas.
Janja disse também que ela fez exame de mama em equipamento robótico e que o governo está atuando para zerar casos de câncer de colo do útero.
A declaração de Lula foi feita durante um comício em Belém (PA) na noite de ontem. O presidente estava comentando sobre uma agenda realizada por ele no Hospital João de Deus, na capital paraense, e uma cirurgia robótica contra câncer de próstata.
A fala repercutiu negativamente e passou a ser explorada por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Nós hoje fizemos a primeira operação robótica de próstata aqui no Estado do Pará e no Norte do País. Por que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito”, disse o presidente.
Lula disse que estava falando sobre os males do câncer quando quis fazer uma comparação sobre a realidade dos homens e das mulheres.“Eu quis fazer uma comparação de como que as mulheres são corajosas, porque elas fazem exame e não têm medo de fazer exame”, disse Lula.
Intervenção integra o conjunto de ações para a melhoria da malha viária da Capital
Texto: Alcione Luz
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Habitação (Seihab), iniciou nesta terça-feira, 29, uma nova frente de trabalho de recapeamento asfáltico na Capital. Os serviços começaram pela Avenida Parque, entre as quadras Arso 151 e 152 (1503 e 1505 Sul), que dá acesso à Avenida Siqueira Campos.
Nesta primeira etapa, teve início a aplicação do novo pavimento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), no sentido norte-sul da avenida. Ao todo, o trecho que receberá o recapeamento corresponde a mais de 46.227 metros quadrados.
Construída há quase 15 anos, a avenida apresentava desgaste do pavimento. Por ser uma importante via de ligação com a NS-15, integrando o anel viário de Palmas, a via recebe um pavimento mais resistente, adequado às características de tráfego do local.
A intervenção integra o conjunto de ações da Prefeitura de Palmas para a melhoria da malha viária da Capital, com investimentos em diferentes regiões e planejamento de intervenções em vias que apresentam necessidade de recuperação. “O objetivo é melhorar as condições de circulação e contribuir para uma mobilidade mais segura e eficiente, especialmente nos corredores de tráfego intenso”, afirmou o secretário da Seihab, Paulo Cezar Monteiro.
Fábio afirma que a união da professora Dorinha com o governador é fundamental para manter a educação entre as prioridades do Tocantins.
Da Assessoria
A poucos dias da eleição, o candidato a deputado federal Fábio Vaz (REP) intensificou o pedido de voto para eleger a professora Dorinha (UB) a primeira mulher a governar o Tocantins. Fábio também reafirmou seu compromisso em defender o legado do governador Wanderlei Barbosa, principalmente na educação. Para ele, a união é fundamental para que a educação continue recebendo investimentos no estado.
“Quem me conhece sabe que trato todo mundo bem. Foi a educação que recebi dos meus pais. Mas usaram um gesto meu, de estrita educação, como arma política, tentando confundir as pessoas”, disse. Em seguida, foi direto sobre sua posição: “Sou um político de grupo. Tenho lado e trabalho por ele”.
Fábio lembrou que Wanderlei o escolheu para comandar a Secretaria de Estado da Educação e declarou que recebe o apoio do governador em sua candidatura à Câmara Federal. Também destacou sua amizade com Dorinha e o compromisso que, segundo ele, os une na defesa do ensino.
“Sou do grupo do governador Wanderlei Barbosa e da professora Dorinha, nossa candidata a governadora. Wanderlei e Dorinha representam, para mim, a garantia de que a educação continuará recebendo investimentos para chegar ao nível das melhores do país”, afirmou.
Ao defender a continuidade desse trabalho, Fábio citou a construção e a modernização de escolas, a entrega de materiais aos alunos, a instalação de ar-condicionado e a alimentação escolar. Ele também apontou a valorização dos professores e os incentivos aos estudantes como resultados das ações desenvolvidas na rede estadual, além da revisão do plano de carreira e do pagamento de direitos pendentes.

“Fizemos uma base forte. Agora é avançar com uma governadora professora e um professor como deputado federal”, declarou. Segundo Fábio, esse é o caminho defendido por Wanderlei para os próximos anos: colocar a educação em primeiro lugar.
Ao final, o candidato pediu votos para sua candidatura a deputado federal, para Dorinha ao governo e para Eduardo Gomes e Eli Borges ao Senado.
Levantamento previsto para 2 de outubro apresenta problemas no plano amostral, no controle das entrevistas e na comprovação dos recursos próprios, segundo decisão do TRE-TO
Com Assessoria
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta terça-feira (29), a suspensão imediata da pesquisa eleitoral TO-04880/2026, realizada pela Exata.Go Pesquisa Ltda., após representação ajuizada pela Coligação União pelo Tocantins.
A decisão proíbe a divulgação dos resultados em qualquer veículo de comunicação, site, blog ou rede social e estabelece multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, sem prejuízo de eventual responsabilização por crime de desobediência.
A nova decisão é particularmente contundente porque as irregularidades identificadas pelo TRE-TO não se restringem a aspectos meramente formais. O magistrado Roniclay Alves de Morais apontou dúvidas relevantes sobre o lastro financeiro utilizado para o autofinanciamento das pesquisas. A Exata.Go possui capital social de R$ 10 mil e apresentou DRE referente a 2025 com receita líquida de R$ 0,00 e resultado deficitário, embora tenha declarado R$ 20 mil de recursos próprios apenas para o levantamento questionado e, em pelo menos 15 pesquisas registradas em diferentes estados, despesas autofinanciadas que totalizam R$ 241 mil.
Falhas na metodologia
A decisão classificou como “gritante” a desproporção entre esses valores e considerou comprometida a transparência quanto à origem dos recursos.
Também foram identificadas falhas diretamente relacionadas à metodologia da pesquisa. A empresa utilizou informações do Censo de 2010 sob a justificativa de que os dados econômicos do Censo 2022 não estariam disponíveis. O TRE-TO constatou, porém, que essas informações já haviam sido oficialmente disponibilizadas pelo IBGE quase um mês antes do registro do levantamento. Para a decisão, a utilização de uma base demográfica com mais de uma década de defasagem, baseada em premissa considerada inverídica, compromete a fidelidade e a calibração da amostra.
A Justiça Eleitoral apontou ainda uma segunda inconsistência metodológica: enquanto o plano amostral adotava renda domiciliar, o questionário aplicado perguntava apenas a renda individual do entrevistado, conceitos distintos que podem alterar a distribuição das pessoas entre as faixas socioeconômicas previstas.
Além disso, a Exata.Go declarou que fiscalizaria as entrevistas por meio de ligações telefônicas, mas o próprio questionário registrado não possuía campo para coleta do telefone dos entrevistados. Segundo o magistrado, esse sistema de fiscalização mostrou-se operacionalmente inexequível, comprometendo a auditabilidade do levantamento.
A decisão se soma a um histórico reiterado de intervenções da Justiça Eleitoral em pesquisas da Exata.Go no Tocantins. Conforme a sequência processual apresentada pela União Brasil e pela Coligação União pelo Tocantins, esta é a quarta representação da série envolvendo levantamentos do instituto.
As três pesquisas anteriores mencionadas — TO-01693/2026, TO-06645/2026 e TO-04465/2026 — também tiveram sua divulgação suspensa. Em dois desses processos foram aplicadas multas de R$ 53.205,00, totalizando R$ 106.410,00 em penalidades eleitorais.
Veja a decisão em anexo. ( Aqui )
Por Rafael Sotero
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou, na última segunda-feira (28), o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao cargo de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).
A indicação foi aprovada no começo deste mês pelo Senado Federal por 63 votos a favor e quatro contra, e na Câmara dos Deputados por 404 votos a favor e 61 contrários.
A facilidade na aprovação do parlamentar teve muito a ver com o apoio recebido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O processo de votação da indicação chegou a ser acelerado. Pacheco deveria ser sabatinado pela CAE (Comissão de Assuntos Sociais) para que a indicação fosse ao plenário, mas houve requerimento para a urgência da indicação. Alcolumbre celebrou o consenso entre os parlamentares.
Pacheco, que exerce o seu primeiro mandato no Senado e presidiu a Casa entre 2021 e 2024, vai assumir a cadeira do ex-ministro do TCU Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto.
Anteriormente, Lula queria que Pacheco disputasse o governo de Minas Gerais, mas o senador recusou a proposta. Após dizer não ao pedido de Lula para disputar o governo de Minas Gerais, Pacheco chegou a sinalizar a saída da vida pública.
Dos nove integrantes do TCU, três são indicados pelo Senado e três pela Câmara dos Deputados. Outros três são indicados pela Presidência da República, com o aval do Senado, sendo duas das vagas a partir de nomes da carreira de auditores do TCU e de integrantes do Ministério Público de Contas.