Da Assessoria
O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) elegeu, nesta quinta-feira (1º/10), o desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho para a Presidência da Corte no biênio 2027/2029. A sessão administrativa ordinária, conduzida pela presidente, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, ocorreu no Salão da Liberdade, com transmissão pelo canal do Tribunal na internet.
O presidente eleito, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, exerce atualmente o cargo de corregedor-geral da Justiça e assumirá a Presidência em fevereiro de 2027. Após ser eleito, destacou o compromisso do Judiciário com a sociedade e pontuou o desafio de inaugurar o primeiro ciclo do Plano Estratégico Institucional para o período de 2027 a 2032.
“O planejamento que inicia sua execução no ano que vem tem uma importância muito grande por ter sido discutido profundamente com análises, principalmente, sobre o ponto de vista de todas as inovações tecnológicas que vêm acontecendo”, destacou o presidente eleito.
Segundo o presidente eleito, o novo ciclo é resultado da necessidade de repensar as diretrizes no campo das inovações. “Nos últimos cinco anos houve uma mudança muito grande, que inclui a inteligência artificial, que é absolutamente necessária, então nós precisávamos de ideias do que fazer com ela para que nós consigamos aprimorar o trabalho que é feito pelo Tribunal de Justiça do Tocantins.”

Desembargador Pedro Nelson recebe da presidente Maysa Rosal o primeiro relatório de transição
Após a eleição, a presidente Maysa Vendramini Rosal entregou ao presidente eleito o relatório de transição. “Esse documento traz o levantamento completo das ações e projetos desenvolvidos pelo Tribunal. Até a posse, cada diretoria repassará à equipe do novo gestor toda a documentação necessária para a continuidade dos trabalhos desenvolvidos no Poder Judiciário”, disse.
Corregedoria

Corregedoria-Geral da Justiça será conduzida por Adolfo Amaro e Angela Haonat
Eleito corregedor-geral da Justiça, o desembargador Adolfo Amaro Mendes planeja dar continuidade à atual gestão do setor e pretende tornar o andamento dos processos judiciais mais rápido. Para isso, o desembargador pretende sensibilizar os juízes sobre a importância da relação com a comunidade, “para que o jurisdicionado conheça o juiz e o juiz conheça seu jurisdicionado e juntos possam fazer com que aquela comarca atenda plenamente os interesses da comunidade com uma prestação jurisdicional efetiva e célere”.
O desembargador também disse que pretende alinhar as atividades extrajudiciais aos demais serviços da Justiça, para que caminhem de maneira uniforme e reforcem a confiabilidade dos serviços cartorário e judicial.
A Vice-Corregedoria será ocupada pela desembargadora Angela Haonat, atual diretora-adjunta da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat).
Ouvidorias

Marcos Sousa, Márcio Barcelos e Ângela Prudente escolhidos para as ouvidorias do TJTO e da Mulher
O Tribunal Pleno escolheu ainda o desembargador Márcio Barcelos como ouvidor judiciário. A desembargadora Ângela Prudente seguirá como ouvidora da Mulher.
O desembargador Marcos Antonio de Sousa será o ouvidor judiciário substituto e acumulará a coordenação do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de 2º Grau.
O desembargador Marco Villas Boas, atual diretor-geral, seguirá na condução da Esmat no mesmo cargo, com a desembargadora Hélvia Túlia na direção adjunta.
Comissões permanentes
A eleição também preencheu os postos das quatro comissões permanentes da Corte estadual.
Comissão de Regimento e Organização Judiciária
Des. Marco Villas Boas
Desª. Jacqueline Adorno
Desª. Ângela Prudente
Desª. Etelvina Maria Sampaio Felipe (suplente)
Comissão de Jurisprudência, Documentação e Memória
Des. Nelson Coelho
Desª. Edilene Pereira de Amorim Alfaix Natário
Des. Luiz Zilmar
Des. Márcio Barcelos (suplente)
Comissão de Seleção e Treinamento
Des. João Rodrigues Filho
Des. Nelson Coelho
Des. Gil Corrêa
Desª. Hélvia Túlia (suplente)
Comissão de Sistematização
Desª. Maysa Vendramini Rosal
Des. Gilson Coelho Valadares
Desª. Hélvia Túlia
Desª. Edilene Pereira de Amorim Alfaix Natário (suplente)
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Chegamos aos últimos dias de mais uma cobertura eleitoral. Depois de meses acompanhando articulações, convenções, alianças, pesquisas, entrevistas, caminhadas, reuniões, debates e os movimentos das candidaturas, a família O Paralelo 13, encerra mais uma etapa de sua cobertura jornalística das eleições de 2026.
Não foi uma eleição qualquer para nós.
São quase 40 anos de história de O Paralelo 13, acompanhando o Tocantins, sua gente e suas transformações políticas. Nesse período, vimos nascer e desaparecer grupos políticos, acompanhamos vitórias improváveis, derrotas inesperadas, viradas eleitorais e mudanças profundas no comportamento do eleitor.
E talvez seja exatamente por carregar essa memória que uma característica das eleições de 2026 nos chama tanto a atenção: há muito tempo não víamos um eleitorado tão silencioso diante de uma sucessão estadual.
UMA ELEIÇÃO DIFERENTE

Houve campanha. Houve militância nas ruas, programas eleitorais no rádio e na televisão, redes sociais movimentadas, agendas nos 139 municípios, grandes reuniões, estruturas partidárias, pesquisas e muita disputa política.
Mas, fora das bolhas eleitorais, existe um silêncio que merece ser observado.
O eleitor parece mais reservado. Participa menos das discussões públicas, evita revelar escolhas e, em muitos casos, acompanha a eleição sem demonstrar entusiasmo por qualquer candidatura. Isso não significa desinteresse absoluto e muito menos permite antecipar o comportamento das urnas, apenas que existe uma parcela importante da sociedade que está falando pouco e poderá falar somente diante da urna.
Para um jornal que acompanha eleições no Tocantins há quase quatro décadas, esse comportamento merece registro. Por isso, O Paralelo 13 não descarta surpresas no próximo domingo, 4 de outubro.
AS URNAS PODEM TRAZER SURPRESAS

Durante toda a campanha, diferentes institutos apresentaram suas fotografias da corrida eleitoral. Pesquisas nacionais e locais mostraram cenários para o Governo, Senado e demais disputas. Pesquisa eleitoral é instrumento importante para compreender tendências, desde que observados metodologia, período de campo, amostra, margem de erro, nível de confiança e registro na Justiça Eleitoral. Mas nenhuma pesquisa substitui a urna.
E chegou o momento em que as pesquisas também passarão por seu maior teste.
Quando as urnas forem abertas, será possível comparar os levantamentos realizados na reta final com aquilo que efetivamente aconteceu. Será possível observar quais pesquisas se aproximaram do resultado e quais encontraram dificuldades para captar o comportamento do eleitorado.
Sem maquiagem, torcida ou interpretação conveniente. Pesquisa é fotografia. Urna é resultado!
O SILÊNCIO DO ELEITOR

Há outro aspecto que merece atenção.
Ao longo desta campanha, O Paralelo 13 insistiu diversas vezes na necessidade de olhar para além das estruturas políticas. Prefeitos, vereadores, deputados, lideranças partidárias e cabos eleitorais possuem influência e capacidade de mobilização, mas nenhum deles é proprietário do voto.
A urna eletrônica possui uma característica simples e poderosa, afinal diante dela, o eleitor está sozinho. É naquele momento que desaparecem palanque, prefeito, candidato, marqueteiro, grupo de WhatsApp, pesquisa e pressão política. Restam o eleitor, sua consciência e suas escolhas.
É justamente por isso que o silêncio observado durante esta campanha não pode ser confundido com ausência de opinião. Pode haver eleitor que simplesmente decidiu não revelar seu voto e também aquele que ainda esteja escolhendo. E pode haver quem mude de posição nos últimos dias. Somente as urnas mostrarão o tamanho de cada grupo.
EDITORIAL

Ao longo deste processo, O Paralelo 13 procurou exercer sua cobertura com independência editorial, respeito à legislação eleitoral, à Justiça Eleitoral, aos candidatos e, principalmente, aos leitores.
Temos amizades construídas ao longo de décadas. Conhecemos candidatos, dirigentes partidários e lideranças dos mais diferentes grupos. Isso é natural para quem acompanha a vida pública tocantinense há tanto tempo. Mas amizade pessoal não pode substituir compromisso jornalístico.
Publicamos análises, entrevistas e opiniões. Registramos movimentos do governo e da oposição. Abrimos espaço para diferentes candidaturas e procuramos separar relações pessoais da responsabilidade de informar.
Acertamos e certamente também erramos. Jornalismo é feito diariamente e também precisa estar aberto à crítica. O compromisso que permanece é o de olhar os fatos, ouvir os diferentes lados e respeitar a inteligência de quem está do outro lado da tela.
AGRADECIMENTOS
Por isso, neste momento, antes mesmo de conhecermos o resultado das urnas, queremos agradecer. Aos parceiros e colaboradores que participaram desta caminhada, às fontes que atenderam nossas ligações. Aos candidatos que concederam entrevistas e apresentaram suas posições. Aos profissionais que contribuíram para nossa cobertura. Mas, principalmente, aos milhares de leitores e leitoras que acessaram O Paralelo 13 durante todo esse período.
Cada leitura, compartilhamento, crítica, mensagem e manifestação demonstra que existe uma relação construída ao longo de quase quatro décadas. Um jornal não existe apenas porque publica. Existe porque alguém lê. E chegar a mais uma eleição com essa relação preservada é parte importante da história que construímos.
A eleição de domingo vai encerrar algumas disputas e abrir uma nova etapa em outras. O Paralelo 13 continuará acompanhando a campanha com a mesma disposição, observando movimentos, alianças, discursos, propostas e, principalmente, o comportamento da sociedade.
Segundo turno é outra eleição.
As alianças podem mudar. Os apoios podem ser reorganizados. O tempo de exposição das candidaturas muda. O eleitor passa a comparar apenas duas alternativas, e uma nova dinâmica começa. Se esse for o caminho indicado pelas urnas, estaremos novamente presentes.
Por isso não faremos vencedores antecipados. Não transformaremos pesquisa em urna. Também não desprezaremos o silêncio de quem passou esta campanha longe dos palanques e das discussões políticas. O eleitor tocantinense observou, ouviu e avaliou à sua maneira. Agora chegou a hora de falar por meio do voto.
É hora de ouvir as urnas.
Aos candidatos e candidatas, desejamos uma eleição democrática e respeitosa. Aos nossos parceiros e colaboradores, o nosso agradecimento. E aos leitores e leitoras que fizeram conosco mais esta caminhada, o nosso muito obrigado.
No domingo, a palavra será do eleitor.
E, depois dela, continuaremos aqui.
Até as urnas.
Da Assessoria
A candidatura de Edy Cesar a deputado estadual pelo Tocantins recebeu o apoio de nomes ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, declararam apoio ao petista na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins.
Edy Cesar concorre pelo Partido dos Trabalhadores e busca ampliar a representação da legenda no Legislativo estadual. O candidato tem sua trajetória ligada à gestão pública e à atuação institucional no Tocantins.
O apoio do primeiro escalão do governo federal reforça a articulação política construída por Edy Cesar durante sua trajetória. Antes de entrar na disputa eleitoral, ele ocupou a Superintendência do Patrimônio da União no Tocantins e participou de agendas envolvendo órgãos federais e o Governo do Estado.
A aproximação com representantes do governo Lula também coloca Edy Cesar em contato direto com setores responsáveis pela execução de políticas públicas federais. A ministra Esther Dweck permanece à frente do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Paulo Teixeira deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em 2026 e reassumiu o mandato de deputado federal por São Paulo.
Com a campanha em andamento, Edy Cesar busca transformar essa articulação política em apoio à sua candidatura à Assembleia Legislativa. O petista é um dos mais cotados para assumir das vagas de deputado estadual pelo Tocantins em 2027.
Senador participou de caminhada em Paraíso e de comícios na região sul de Palmas nesta quarta-feira (30)
Da Assessoria
O senador Eduardo Gomes (PL-TO) cumpriu agenda de campanha nesta quarta-feira (30) em Paraíso do Tocantins e Palmas. Em Paraíso, participou de caminhada pelas ruas centrais ao lado de Wanderlei Barbosa, Professora Dorinha, Carlos Gaguim, Celso Morais, Bira e lideranças da região do Vale do Araguaia.
À noite, em Palmas, Eduardo participou dos comícios de encerramento das campanhas de Léo Barbosa e Marcos Júnior. As duas mobilizações foram realizadas na região sul da capital e integraram a agenda da coligação União pelo Tocantins nesta reta final antes da eleição.

“Tenho uma relação de muito carinho e trabalho com Paraíso. Caminhar por uma rua revitalizada com recursos que ajudamos a viabilizar mostra o resultado dessa parceria. Quero continuar trabalhando por Paraíso, por Palmas e por todos os municípios do Tocantins. Chegamos à reta final com gratidão e com disposição para seguir trabalhando pelo nosso estado”, afirmou Eduardo Gomes.
Durante os compromissos, Eduardo também destacou a parceria política com Wanderlei Barbosa e os candidatos da coligação União pelo Tocantins. Em Palmas, ressaltou a atitude do governador que abriu mão de se candidatar ao Senado para permanecer até o fim de sua gestão e reafirmou seu apoio à Professora Dorinha, Carlos Gaguim e Flávio Bolsonaro.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A corrida sucessória para as duas vagas ao Senado no Tocantins tem um cenário já praticamente definido em relação ao senador Eduardo Gomes, candidato à reeleição, que lidera todas as pesquisas de intenção de votos. Mas, a poucos dias das eleições, um novo fenômeno surge para a segunda vaga em disputa: o nome do deputado federal Pastor Eli Borges.
CRESCIMENTO NA RETA FINAL
Há três dias das eleições estaduais, Eli Borges aparece com um crescimento expressivo. Sua candidatura ganha força especialmente pelo perfil religioso e conservador, em um estado onde, segundo o IBGE, há centenas de milhares de evangélicos. Além disso, quase 50% dos eleitores tocantinenses se identificam como de direita ou centro, o que reforça a sintonia de sua candidatura com esse público.
FOCO NO SEGUNDO VOTO
Pastor Eli Borges tem direcionado sua campanha para conquistar o chamado “segundo voto” ao Senado. Em seus pronunciamentos, evita ataques a adversários e concentra sua mensagem em valores como fé em Deus, defesa da família e amor à pátria. Essa postura tem atraído indecisos e eleitores de perfil conservador, ampliando sua base de apoio.
TRAJETÓRIA POLÍTICA SÓLIDA

Eli Borges faz questão de destacar que seu passado é seu maior avalista. Com mais de 30 anos de vida pública, já foi vereador em Palmas, deputado estadual por vários mandatos e atualmente exerce o cargo de deputado federal. Todas as suas prestações de contas foram aprovadas e nunca respondeu a processos por atos não republicanos, o que reforça sua imagem de integridade e responsabilidade.
MOBILIZAÇÃO E ALIANÇAS
Na atual campanha, Eli Borges tem ampliado sua presença em todas as regiões do Tocantins, fortalecendo alianças políticas e recebendo apoio de lideranças importantes, como o governador Wanderlei Barbosa. Além disso, lançou o movimento “100% Voluntário”, que mobiliza apoiadores em torno de sua candidatura, demonstrando capilaridade e engajamento popular.
PROPOSTAS E BANDEIRAS

Entre os principais pontos defendidos por Eli Borges estão saúde, segurança, geração de emprego e renda, fortalecimento da agricultura e defesa da juventude. Sua atuação parlamentar também é marcada pela defesa da família e da liberdade religiosa, bandeiras que têm grande ressonância no eleitorado tocantinense.