Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

 

Existem diferentes maneiras de avaliar um mandato parlamentar. É possível olhar para discursos, votações, projetos apresentados, presença em plenário, participação em comissões, recursos destinados aos municípios e capacidade de articulação em Brasília. O Observatório Político de O Paralelo 13 acompanha a atuação dos representantes tocantinenses no Congresso Nacional e, nesta reta final das eleições de 2026, volta suas atenções para a trajetória do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos).

 

Sua chegada à Câmara dos Deputados não aconteceu de uma hora para outra. Antes de ocupar uma das oito cadeiras do Tocantins na Câmara Federal, Ayres construiu uma longa trajetória política no Estado. E Porto Nacional ocupa posição central nessa história.

 

DE PORTO NACIONAL PARA A POLÍTICA

 

Ricardo iniciou sua participação política no movimento estudantil e esteve envolvido no movimento que antecedeu a criação da Universidade Federal do Tocantins. Foi secretário de Juventude e sua atuação esteve relacionada a diversos programas sociais no Estado. Era o início de uma trajetória que posteriormente o levaria ao Legislativo. Em 2010 disputou a eleição. Tal experiência abriu-lhe caminhos para o pleito seguinte. Assumiu em 2014, conquistou a reeleição como deputado estadual em 2018 e em 2023 chegou em Brasília para ocupar seu primeiro mandato de federal.

 

A mudança da Assembleia para a Câmara significou também uma mudança de dimensão. Em Palmas, o parlamentar discutia diretamente as leis e políticas estaduais. Em Brasília, passou a participar das decisões nacionais e, simultaneamente, a trabalhar pela inclusão dos interesses tocantinenses no Orçamento da União. É aí que entram dois instrumentos fundamentais de qualquer mandato federal: articulação política e orçamento.

 

PRESENÇA NA CÂMARA

 

Um levantamento divulgado em agosto deste ano colocou Ricardo Ayres entre apenas 12 dos 513 deputados federais sem registro de falta nas sessões deliberativas do Plenário desde o início da atual legislatura, em 2023. Isso não determina, sozinho, a qualidade de um mandato. Mas é um dado objetivo importante. Deputado precisa estar presente para votar, relatar matérias, discutir projetos, participar das comissões e representar o Estado que o elegeu.

 

PORTO NACIONAL

Se Ricardo Ayres representa todo o Tocantins, existe uma relação política e histórica particular com Porto Nacional. O município onde cresceu aparece entre os beneficiados pelas articulações e emendas do parlamentar. A relação institucional com a gestão municipal também aparece nesse processo, mas existe uma questão maior. Ter um representante com raízes no município pode ampliar os canais de interlocução. Ao mesmo tempo, o mandato federal exige que esse parlamentar consiga ultrapassar as fronteiras da própria base e atuar pelos 139 municípios.

 

DO PLENÁRIO À ARTICULAÇÃO

 

O trabalho de um deputado federal, entretanto, não termina quando a sessão acaba. Em meio ao trabalho na Câmara, Ricardo Ayres esteve presente na sua base e já destinou R$560 milhões entre emendas e recursos obtidos por meio da atuação e articulação do parlamentar. Desse montante, cerca de R$ 300 milhões foram destinados à área da saúde.

 

UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA PASSO A PASSO

No primeiro mandato federal, Ricardo Ayres buscou transformar presença parlamentar em articulação e recursos para os municípios. Os números mostram os resultados deste trabalho, com presença nas sessões, atuação política em Brasília e recursos direcionados a áreas fundamentais.

 

Agora, ao buscar a reeleição, Ricardo Ayres coloca essa trajetória novamente diante dos tocantinenses. É o momento em que currículo, presença, articulação e resultados passam pelo julgamento soberano das urnas.

 

 

Para quem começou sua caminhada política no Tocantins e chegou a Brasília ocupando uma das oito cadeiras reservadas ao Estado na Câmara dos Deputados, cada nova etapa representa também uma responsabilidade maior. Quanto maior o espaço conquistado, maior deve ser o compromisso de fazer a voz do Tocantins ser ouvida onde as grandes decisões nacionais são tomadas.

 

Ricardo Ayres percorreu um longo caminho até aqui. De Porto Nacional à Assembleia Legislativa. Da Assembleia ao Congresso Nacional. Da política estadual à responsabilidade de representar o Tocantins em Brasília. O próximo capítulo dessa trajetória não será escrito apenas pelos discursos, pelas articulações ou pelos números de um mandato.

 

Será escrito pelo eleitor tocantinense. E é assim que deve ser em uma democracia: o trabalho é apresentado, a trajetória é colocada à mesa e a palavra final com o reconhecimento será feito pelo povo.

 

 

Posted On Quarta, 23 Setembro 2026 10:59 Escrito por

Terminais já têm operadores, mas seus contratos chegam ao fim em dezembro de 2026. O leilão está previsto para ocorrer no dia 3 de dezembro

 

 

Por João Caires, Sandra Manfrini

 

 

O Ministério dos Transportes publicou nesta terça-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), os avisos de licitação de cinco terminais ferroviários da Infra S.A, na Ferrovia Norte-Sul, conforme o Estadão/Broadcast antecipou mais cedo. Os projetos abrangem 29,3 hectares e somam R$ 91,6 milhões em investimentos.

 

Os terminais já têm operadores, mas seus contratos chegam ao fim em dezembro de 2026. O leilão está previsto para ocorrer no dia 3 de dezembro.

 

Entre os ativos, os três terminais de granéis líquidos localizados no Pátio de Integração Multimodal de Porto Nacional possuem áreas de 33,8 mil metros quadrados (TPN01), 67,3 mil metros quadrados (TPN02) e 120,5 mil metros quadrados (TPN03), sendo este último o maior terminal de combustíveis da rodada.

 

As estruturas são destinadas à movimentação de diesel, biodiesel, gasolina e etanol e contam com acesso à infraestrutura ferroviária da Norte-Sul.

 

Já os terminais de granéis sólidos agrícolas incluem o TPN04, em Porto Nacional, com área de aproximadamente 2,4 hectares e capacidade estática estimada em 19,2 mil toneladas de grãos, e o TPT01, em Palmeirante, que ocupa 4,72 hectares e possui capacidade de armazenagem de 32 mil toneladas.

 

Os envelopes com as propostas para os terminais devem ser entregues no dia 26 de novembro, das 10h às 16h, exclusivamente por meio da Plataforma de Leilões da B3. O leilão está previsto para o dia 3 de dezembro, às 14h, na sede da B3. O edital e os anexos estão disponíveis no site da Infra S.A.

 

 

 

Posted On Quarta, 23 Setembro 2026 10:55 Escrito por

Proprietários de veículos podem emitir o boleto no site do Detran, sem a necessidade de se deslocarem até uma unidade do órgão

 

 

Detran/Governo do Tocantins

 

 

Os proprietários veiculares do estado, cujas as placas terminam em 1 e 2, têm até o dia 30 de setembro para quitarem a taxa anual. Já os veículos com placas finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, e 0 devem pagar a taxa até o dia 30 de outubro.

 

Os prazos foram estabelecidos pela Portaria nº 26/2026, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 6.996 e seguem a resolução nº 110 de 2000, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece os prazos para a renovação do licenciamento anual.

 

O Tocantins possui hoje 201.620 automóveis com placas finais 1 e 2, de uma frota total de 994.845 veículos registrados no estado, o que representa 10,27% da frota total, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO).

 

Emissão do CRLV-e

 

O licenciamento é obrigatório e, sem o pagamento, o condutor fica impossibilitado de emitir o Certificado de Registro e Licenciamento Veicular eletrônico (CRLV-e), documento indispensável para o tráfego e que precisa ser renovado todos os anos.

 

Todo o processo pode ser feito de forma on-line, sem custo adicional e sem a necessidade de deslocamento até uma unidade do Detran/TO, responsável pelo recolhimento da taxa ou da Sefaz, responsável pela emissão do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

 

Como emitir o boleto da taxa?

 

Acesse o portal de serviços no site do Detran/TO pelo link. Na página, selecione a opção “Solicitar serviço” e informe a placa e o Renavam do veículo.

 

Em seguida, digite o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do proprietário. Com essas informações, o sistema gera a taxa do licenciamento, fixada no valor de R$ 79,83 para todos os veículos.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 23 Setembro 2026 06:43 Escrito por

Em reunião com advogados, candidata defendeu prerrogativas da categoria, discutiu a implantação da advocacia dativa no Tocantins, e falou sobre a presença das mulheres nas instituições

 

 

Texto: Cidiane Carvalho

 

 

A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), defendeu nesta terça-feira, 22, a ampliação das prerrogativas e dos espaços de atuação da advocacia durante encontro com profissionais da categoria. Ela destacou projetos apresentados ao longo de seus mandatos sobre sustentação oral, honorários e condições de trabalho e afirmou que o Estado não pode criar obstáculos ao exercício profissional. “Não podemos fechar o espaço de trabalho para os advogados e advogadas”, declarou. A fala da candidata foi em uma reunião com cerca de 300 advogados e advogadas, realizado nesta terça-feira, no Jacinta Buffet, em Palmas.

 

No encontro, Dorinha também recebeu uma carta sobre a implantação da advocacia dativa no Tocantins. A proposta busca ampliar a assistência jurídica a pessoas que não podem pagar, sobretudo em municípios onde a Defensoria Pública não está presente. A candidata assumiu o compromisso de discutir a proposta tecnicamente, em conjunto com a OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) e a Defensoria Pública.

 

 

Dorinha afirmou que sua relação com a advocacia vem de muitos anos e lembrou propostas que chegaram ao seu mandato por sugestão de profissionais da área. Também defendeu a manutenção do Exame da Ordem, que considera parte da valorização da formação, e o respeito às prerrogativas de quem atua na defesa de direitos. “Tenho projetos para garantir que o advogado possa fazer a defesa oral em qualquer fase processual”, pontuou.

 

Representatividade feminina

A candidata destacou ainda a representatividade das mulheres na profissão. Ao citar a paridade na OAB, afirmou que a presença feminina nos espaços de decisão precisa ter peso real. “Nós não queremos compor lista só para fazer de conta. Estamos preparadas. Não precisam nos proteger. Nos respeitem”, declarou.

 

A presidente da Comissão Estadual da OAB Mulher no Tocantins, Débora Mesquita, falou sobre a importância da paridade de gênero para que as advogadas tenham voz nos espaços de decisão. Ela lembrou que muitas profissionais conciliam a carreira com a família e outras responsabilidades. “Nós, mulheres, conciliamos a vida profissional, a carreira, muitas vezes com a família e tantas outras responsabilidades. Por isso, a paridade é muito importante e a Professora Dorinha é grande defensora dessa causa”, afirmou.

 

Advogado há 27 anos, Marcelo Wallace lembrou a atuação de Dorinha ao lado da categoria em debates sobre o Exame da Ordem e o direito às férias. Ele também defendeu a implantação da advocacia dativa para ampliar o atendimento a pessoas que enfrentam demora no acesso à Justiça. “Sei da luta da professora Dorinha desde o seu primeiro mandato. Quando o Exame da Ordem foi atacado, ela esteve ao lado da advocacia”, afirmou.

 

 

 

Posted On Quarta, 23 Setembro 2026 06:25 Escrito por

Vistoriar imóvel e eliminar água parada são as estratégias para eliminar criadouros antes da chegada das chuvas

 

 

Texto: Eduardo Lobo

 

 

Ainda que em período de seca, a proximidade do período chuvoso reacende o alerta da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Mesmo com a redução no número de casos de dengue observada durante a seca, o mosquito transmissor não desaparece. O último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 31 de agosto e 4 de setembro de 2026, apontou Índice de Infestação Predial (IIP) e Índice de Breteau (IB) de 0,2%, considerado baixo. O resultado, conforme a Semus, pode refletir o próprio período de seca, quando há menos água disponível em locais como lixos, entulhos e sucatas.

 

A bióloga da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ), Renata Braga, informa que o chamado período interepidêmico é um momento estratégico de vigilância. "Esse período, que precede à estação chuvosa, merece atenção especial porque, mesmo com a redução dos casos de dengue, o Aedes aegypti continua presente no ambiente", explica. A especialista diz que os ovos depositados pelas fêmeas em recipientes podem permanecer viáveis por meses, mesmo sem contato com a água.

 

Para a bióloga, o principal erro da população é associar o mosquito apenas às chuvas. "O que pega muita gente desprevenida é justamente a ideia de que, sem chuva, não há mosquito. E basta uma pequena quantidade de água acumulada para permitir a continuidade do ciclo do vetor", diz. Entre os criadouros mais comuns, e mais subestimados, estão tampinhas de garrafa, brinquedos deixados no quintal, bebedouros de animais, bandejas de geladeira, ralos pouco usados, calhas obstruídas e dobras de lonas usadas para cobrir materiais.

 

Interrupção do ciclo

 

A bióloga explica que, em condições favoráveis, o ciclo completo do mosquito, do ovo ao mosquito adulto, pode levar de sete a dez dias. É por isso que a Semus recomenda vistorias domésticas semanais. "Essa frequência permite identificar e eliminar os criadouros antes que o mosquito complete seu desenvolvimento e chegue à fase adulta", diz. Renata afirma que o momento ideal para o combate é justamente antes que o mosquito alce voo. "É o período em que o mosquito ainda está restrito ao recipiente onde se desenvolve, o que facilita a identificação e a adoção de medidas para impedir que chegue à fase adulta", aponta, chamando a atenção para o fato de o combate depender da colaboração de toda a população, principalmente, no recebimento dos agentes de saúde durante as visitas domiciliares.

 

Criadouros silenciosos

 

O hábito de armazenar água em baldes, tambores e caixas d'água mal vedados durante a estiagem favorece a formação de novos criadouros dentro das próprias residências. Dados de vistorias e ovitrampas, armadilhas usadas para monitorar a presença de ovos do mosquito, apontam que os depósitos móveis, como bebedouros de animais, pratos de vasos de plantas e garrafas retornáveis, respondem por 46,7% dos recipientes com presença de larvas, seguidos pelos depósitos fixos, como calhas e ralos, com 33,3%. Com base na estratificação de risco atual, a região sul de Palmas concentra as localidades que exigem maior atenção neste momento.

 

Perigo

 

A importância da vistoria constante ficou evidente em uma ação realizada em um edifício da região central de Palmas. Uma equipe formada pelo supervisor Adalberto Soares Mota e pelos agentes de combate às endemias Alessandra Cardoso Araújo, Monnaliza Pereira Fernandes e Charlles Ribeiro encontrou larvas e pupas na rede de drenagem da área de lazer do condomínio. No local, Adalberto orientou a representante do condomínio sobre a necessidade de limpeza imediata, chamando atenção para um detalhe técnico importante: na fase de pupa, o combate químico perde a eficácia. "Quando a larva evolui para pupa, ela não se alimenta mais e não vai comer o larvicida, então ela não morre mais com o larvicida. É necessário fazer a limpeza e eliminar as pupas."

 

Orientação

 

O caso reforça a orientação da Semus: eliminar mecanicamente o criadouro, limpando, virando ou descartando o recipiente, é mais eficaz do que depender apenas de larvicidas, especialmente quando o mosquito já está em estágio avançado de desenvolvimento. Moradores que identificarem criadouros em casa devem eliminar o foco, limpar e descartar corretamente o recipiente. Objetos que ainda serão usados devem ser guardados em local coberto para evitar acúmulo de água durante as chuvas. Dúvidas ou solicitações de visita podem ser encaminhadas à Vigilância em Saúde de Palmas pelo telefone (63) 3212-7917.

 

 

 

 

Posted On Quarta, 23 Setembro 2026 06:23 Escrito por O Paralelo 13
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