Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O estado do Tocantins se prepara para o segundo turno das eleições estaduais, marcado para o próximo dia 25 de outubro. A disputa será entre dois grupos políticos que conquistaram a preferência da maioria dos eleitores no primeiro turno:
• Senadora Professora Dorinha Seabra (governista), que obteve 386.260 votos, representando 45,52% dos votos válidos.
• Deputado Vicentinho Júnior (oposição), que alcançou 372.848 votos, correspondendo a 43,94%.
A diferença mínima entre os dois candidatos evidencia o equilíbrio da corrida eleitoral e intensifica a mobilização nos bastidores.
BASTIDORES E ARTICULAÇÕES
Nas próximas três semanas, cada minuto será estratégico. Os grupos políticos trabalham intensamente em busca de novas adesões e composições, conscientes de que qualquer deslize pode ser explorado pelo adversário e amplificado pela mídia. Cada movimento é monitorado, cada gesto é interpretado como sinal de força ou fragilidade.
O Observatório Político do Jornal O Paralelo13 acompanha de perto essas movimentações, destacando o papel de lideranças influentes como Laurez Moreira, Pastor Eli Borges e Ronaldo Dimas, além de deputados, prefeitos, vereadores e representantes dos quatro maiores colégios eleitorais do estado. O agronegócio e as entidades classistas também entram como forças determinantes nesse cenário.
O DESAFIO DA ABSTENÇÃO

Um dos maiores desafios para ambos os candidatos será conquistar os votos dos 216.827 eleitores que se abstiveram (18,34% do eleitorado), além de pouco mais de 115 mil votos nulos e em branco. Esse contingente pode definir o resultado final e, por isso, será alvo de campanhas específicas, com propostas que busquem sensibilizar e mobilizar os indecisos.
CAMPANHA SEM DENUNCISMO
O segundo turno promete ser marcado por debates, comícios, reuniões e entrevistas coletivas. A expectativa é que os candidatos evitem o denuncismo e foquem em apresentar projetos consistentes e propostas viáveis. Os eleitores tocantinenses demonstram interesse em ouvir ideias claras, soluções para os problemas do estado e respeito mútuo entre os adversários.
A mídia local, por meio de seus principais veículos de comunicação, terá papel fundamental na avaliação e divulgação dessas propostas, influenciando diretamente a percepção da população.
COMPROMISSO COM A INFORMAÇÃO

Com quase quatro décadas de atuação, o Jornal O Paralelo13 reafirma seu compromisso de cobrir as eleições com isenção, transparência e responsabilidade, trazendo aos tocantinenses informações precisas e confiáveis. O objetivo é garantir que a população esteja bem informada para tomar sua decisão no dia 25 de outubro, fortalecendo o exercício democrático no estado.
Ex-senadora se filiou ao PT este ano depois de passagens por DEM, PP e MDB
Por Sérgio Roxo — O Globo - Brasília
A ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu fez a fala mais aplaudida na reunião da cúpula do PT nesta terça-feira convocada para discutir o resultado do primeiro turno. Novata no partido, a coordenadora da campanha de Lula no Tocantins criticou duramente a coordenação nacional da campanha, a comunicação e a atuação da primeira-dama Janja da Silva.
De acordo com relatos dos presentes, Kátia Abreu disse que o comando na campanha é formado por “paulistas sem voto”. O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, foi derrotado no primeiro turno da disputa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) e as duas candidatas ao Senado da chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que tambnão foram eleitas. O coordenador-geral da campanha presidencial petista, Edinho Silva, se elegeu deputado federal por São Paulo.
Ao apontar os motivos que levaram Flávio Bolsonaro (PL) a ficar na frente no primeiro turno, Katia Abreu afirmou que a comunicação da campanha presidencial seguiu um caminho equivocado.
Katia Abreu se filiou ao PT este ano depois de passagens, entre outros, por DEM, PP e MDB. Como deputada, liderou a bancada ruralista. Também presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Foi ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff e desenvolveu uma relação de proximidade com a então presidente.
Na reunião desta terça-feira, antes de falar de Janja, a ex-ministra fez a ressalva de que só entraria no tema por ser mulher. Disse considerar um erro a primeira-dama cantar música gospel nos comícios do marido, como aconteceu durante o primeiro turno.
Kátia Abreu ainda defendeu que o vice Geraldo Alckmin deveria ter uma participação maior na campanha. Ao fim, foi fortemente aplaudida pelos cerca de cem presentes no auditório da sede do partido em Brasília ao pedir:
— Menos Janja, mais Alckmin.
Estavam na reunião, além dos membros da executiva do PT, deputados e os coordenadores estaduais da campanha de Lula.
As críticas a Janja, à comunicação e ao presidente do PT e coordenador-geral da campanha presidencial, Edinho Silva, dominaram as falas.
Outros dirigentes classificaram o gesto de Janja cantar nos comícios a música gospel “Tapete Vermelho” como uma apropriação da fé, já que a primeira-dama não é evangélica. Esses dirigentes afirmam que, por esse motivo, a participação de Janja desagrada em vez de atrair esse público.
Com relação à comunicação, houve uma queixa geral de que o caminho deveria ser falar de futuro e não do legado de Lula, já que os eleitores não votariam pensando no passado.
Edinho foi criticado por causa da escolha das agendas nos estados. Houve uma avaliação de que Lula deveria visitar mais locais onde o bolsonarismo é forte, como a região Centro-Oeste e o Sul de Minas.
A reunião chegou a ser interrompida quando o presidente do PT deixou o auditório por alguns minutos. Os participantes deveriam continuar as suas falas, mas resolveram interromper para esperar a volta de Edinho porque argumentam que ele precisava ouvir o que os membros do partido têm a dizer.
Ao comentar o encontro, o presidente do PT e coordenador da campanha disse que a reunião serviu para alinhar a estratégia para a etapa final da disputa.
— Nós debatemos a linha política desse segundo turno, que, essencialmente, é nós confrontarmos os dois projetos que estão em disputa.
Segundo Edinho, a comunicação terá mudanças para destacar a diferença entre os dois candidatos.
— No primeiro turno esse tipo de confronto você não consegue fazer porque são vários candidatos. No segundo turno não, são dois candidatos, portanto são dois projetos distintos de país, e esse confronto tem que acontecer para o povo brasileiro poder fazer uma escolha.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Reeleito para o Senado com 450.191 votos, a maior votação entre os candidatos ao Senado no Estado, para Eduardo Gomes o jogo político parece ter mudado de dimensão. Com um capital político que ultrapassa as fronteiras do Tocantins e um resultado que o colocou novamente no centro das articulações, diante da nova configuração do Congresso, seu nome começa a circular nos bastidores para posições de maior relevância em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
A pergunta que começa a ganhar espaço nos corredores de Brasília é direta: Eduardo Gomes poderá continuar na Mesa do Senado ou assumir uma posição em um eventual governo Flávio Bolsonaro? Há duas possibilidades que passam a ser comentadas nos bastidores. A primeira é uma eventual disputa pela Presidência do Senado e a segunda é uma composição de um futuro ministério.
Nada está decidido.
Mas o cenário político produzido pelas urnas ajuda a explicar por que o nome do senador tocantinense voltou a circular entre as peças importantes do novo tabuleiro nacional.
TOCANTINS NAS ALTURAS
A votação de Eduardo Gomes não foi apenas uma vitória pessoal. Os 450 mil votos representam uma demonstração de força eleitoral em um Estado que conhece sua trajetória e acompanha, há anos, sua atuação em Brasília.
O resultado também o colocou acima da votação obtida, individualmente, pelos dois candidatos que agora disputam o segundo turno para o Governo do Tocantins.
É um dado político que chama atenção.
Enquanto Dorinha e Vicentinho terão de voltar às urnas para decidir quem comandará o Palácio Araguaia, Eduardo Gomes encerrou sua eleição no primeiro turno com uma votação expressiva e retorna ao Senado para mais oito anos de mandato.
É nesse ponto que a política tocantinense começa a olhar para Brasília. Porque o senador não volta apenas como um parlamentar reeleito. Volta como vice-presidente do Senado, dirigente estadual do PL e integrante de uma legenda que sai das urnas com uma das maiores forças políticas do país.
O PL SERÁ A MAIOR BANCADA DO SENADO

O resultado nacional das eleições redesenhou completamente o Senado. O PL elegeu 19 novos senadores e chegará à próxima legislatura com 28 integrantes, tornando-se a maior bancada da Casa. Isso muda o peso das decisões internas do Senado.
A maior bancada passa a ter papel central na construção de acordos, na formação da Mesa Diretora e na definição das prioridades legislativas. E é justamente nesse ambiente que Eduardo Gomes entra na equação.
O senador já conhece a Mesa, conhece o funcionamento interno da Casa e ocupa atualmente a Primeira Vice-Presidência. Documentos oficiais do Senado registram sua atuação como vice-presidente e sua participação na condução dos trabalhos da instituição.
Agora, com o PL fortalecido, a discussão deixa de ser apenas sobre quem ocupará determinado cargo. Passa a ser sobre qual será o papel de cada liderança dentro da nova correlação de forças do Congresso.
EDUARDO GOMES: O ARTICULADOR

Eduardo Gomes construiu boa parte de sua trajetória nacional justamente na articulação. Foi líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e exerceu funções de destaque no Senado. Atualmente, ocupa a Primeira Vice-Presidência da Casa. Sua atuação parlamentar também lhe deu trânsito com diferentes forças políticas. E essa característica ganha novo peso diante do cenário que emerge das urnas.
O senador já transitou entre governo e oposição, construiu relações dentro e fora do seu campo ideológico e, ao longo dos anos, tornou-se um dos nomes do Tocantins com maior presença na política nacional. Agora, o PL terá de decidir como utilizar suas principais peças. E Eduardo Gomes é uma delas.
MINISTRO OU PRESIDENTE DO SENADO?

É aqui que começam as especulações. Em um eventual governo Flávio Bolsonaro, um senador com experiência de Mesa, trânsito parlamentar e liderança dentro do PL poderia ser considerado para uma função estratégica. Uma possibilidade seria o Ministério. Outra, a Presidência do Senado.
Mas há uma diferença fundamental entre ser cotado e estar escolhido. Até o momento, não há decisão oficial que coloque Eduardo Gomes em qualquer uma dessas posições. A Presidência do Senado, inclusive, dependerá de uma eleição interna e de uma construção política que envolverá não apenas o PL, mas outras bancadas e forças do Congresso.
Por isso, o mais correto neste momento é tratar o nome de Eduardo Gomes como uma possibilidade em discussão nos bastidores, e não como futuro ministro ou futuro presidente do Senado.
Mas uma coisa é impossível ignorar: o Tocantins passou a ter uma peça importante no tabuleiro nacional.
O TOCANTINS ENTREGOU VOTOS. AGORA ESPERA RESULTADOS

Existe uma dimensão estadual nessa história que não pode ser esquecida. Os eleitores tocantinenses deram a Eduardo Gomes uma das maiores votações já registradas em uma eleição para o Senado no Estado. Agora, o olhar do Tocantins se volta novamente para Brasília.
Durante seu mandato, Eduardo Gomes divulgou a destinação de recursos federais para municípios tocantinenses e projetos em áreas como saúde e infraestrutura. Os números apresentados pelo seu grupo político chegam à casa dos bilhões de reais em recursos destinados ao Estado. Esses valores, porém, devem ser atribuídos à prestação de contas do próprio mandato e analisados conforme cada fonte e modalidade de recurso.
A política, afinal, não vive apenas de cargos.
Vive de entregas.
Ex-governador de Goiás disse que o apoio é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT
POR CATARINA SCORTECCI E CLEOMAR ALMEIDA
Derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto nesta terça-feira (6), em Goiânia.
Caiado disse que o apoio é coerente com a sua trajetória, de combate ao PT. “Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral”, disse Caiado, que também exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro, “meu colega na Câmara por 20 anos”, que está em prisão domiciliar condenado por tentativa de golpe.
“Eu jamais neguei, em todas as circunstâncias, que se eu chegasse onde você vai chegar, eu iria assinar a anistia dele e de todos os [condenados] do 8 de janeiro”, disse Caiado.
“O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção”, disse Caiado.
O anúncio foi feito durante um ato com aliados e apoiadores e contou com a presença do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos reeleitos no domingo (4).
Flávio Bolsonaro discursou na sequência, agradecendo Caiado. “Vocês [plateia] pedem que ele [Caiado] seja ministro porque nós temos vários pontos convergentes. A gente concorda em 115%”, disse o candidato.
“Vou me inspirar muito na segurança pública em Goiás e em São Paulo”, continuou ele, acrescentando que vai “construir meio milhão de vagas de presídios e aumentar penas para chefes criminosos”. “A gente vai arregaçar com vagabundo”, afirmou Flávio.
“O Brasil tem um presidente da República que briga com quem está em outro continente, mas não briga por você, não briga com assaltante de celular, não briga com traficante, não briga com miliciano. Eu vou brigar por você”, continuou o candidato.
O senador também voltou a falar que em breve vai “encerrar a Era do Lula” e disse que já tem maioria para mudar a Constituição, em referência aos eleitos nas urnas de domingo para os assentos no Congresso Nacional.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, disse Flávio.
Uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) precisa ser discutida e votada em dois turnos em cada Casa do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado. Nas duas Casas, também é necessário ter três quintos dos votos, o equivalente a 308 deputados federais e 49 senadores.
Em outro momento do discurso a apoiadores, disse que “o povo brasileiro cansou do Lula” e voltou a criticar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Caiado é um crítico da esquerda e do presidente Lula (PT), e o apoio já era esperado. Mas, na reta final do primeiro turno e sem crescer nas pesquisas de intenção de voto, Caiado resgatou declarações de Flávio sobre Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, e afirmou em peças de campanha que o candidato do PL “não tem compromisso com a verdade”.
“Um mentiroso se acostuma a mentir, mente para todos”, dizia a propaganda de Caiado, ao reproduzir frases de Flávio em que o presidenciável dizia não ter contato com Vorcaro, o que se revelou falso na sequência.
Nesta terça, em seu discurso, Caiado justificou: “Eu sou duro com todos. Não entro na campanha mole”.
O governador de São Paulo também dedicou parte do discurso desta terça a Jair Bolsonaro, o chamando de injustiçado. “Tentaram calar Jair Bolsonaro, humilharam, mas a voz de Jair Bolsonaro reverbera por meio de todos vocês”, afirmou Tarcísio.
“Com Jair Bolsonaro, aprendemos a ter orgulho de falar de Deus, a professar nossa fé, a falar da família, de liberdade, do direito de propriedade privada, da livre iniciativa”, disse.
“Sofremos durante quatro anos com os desmandos de um governo rancoroso, incompetente, mas está chegando ao fim. Nunca mais a gente vai ter o PT”, afirmou Tarcísio.
Outro derrotado no primeiro turno, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também declarou apoio a Flávio nesta segunda-feira (5).
Caiado deixou o Governo de Goiás em março para concorrer à Presidência, mas acabou com apenas 2,18% dos votos válidos no primeiro turno, em quinto lugar. Ele teve o apoio de 2,6 milhões de eleitores.
Em Goiás, obteve sua melhor marca, 12,33%, equivalente a 472 mil votos bem menos do que o 1,8 milhão de votos com os quais foi reeleito governador há quatro anos.
Oferta de especialista em serviços de urgência aumenta as chances de diagnóstico rápido e evita encaminhamentos desnecessários
Texto: Eduardo Lobo
Entre abril e setembro de 2026, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas, sob gestão compartilhada entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e a Santa Casa de Misericórdia (SCMI), registraram 23.847 atendimentos com médico pediatra. Essa é a primeira vez que as UPAs de Palmas contam com uma ala exclusivamente pediátrica. Antes, o atendimento infantil era realizado de forma conjunta com o de adultos; agora, é conduzido por uma equipe de especialistas em Pediatria.
Em abril, primeiro mês de atuação da gestão compartilhada, foram 4.604 consultas com médico pediatra. Em maio, o volume subiu 44,7% e chegou a 6.662, o maior do período, o equivalente a quase 28% de todos os atendimentos pediátricos entre abril e setembro. Considerando os meses completos, de abril a agosto, a média foi de cerca de 4,8 mil atendimentos pediátricos por mês. Só os três primeiros meses (abril, maio e junho) concentraram 16.676 consultas, quase 70% do total do período.
Especialistas
O investimento da Prefeitura de Palmas em atendimento pediátrico qualificado nas UPAs humaniza o atendimento. Para a médica pediatra da UPA Norte, Thayza Amaral, o fato de ter atenção em uma ala de Pediatria já transformou o atendimento infantil. “Os pais se surpreendem quando chegam aqui e veem o atendimento com especialistas. Eles falam: ‘nossa agora o atendimento é separado?’. Nós temos recebido muitos elogios, o atendimento é rápido”, afirma Thayza.
A médica pediatra da UPA Sul, Karina Novais de Macedo Arraes, explica a importância de ter um especialista atendendo crianças nos serviços de urgência e emergência. “A especialização faz com que o profissional de saúde da criança dê o atendimento necessário em urgências e emergências. A minúcia, a abordagem médica com uma criança é totalmente diferente da abordagem a um adulto”, diz Karina.
Karina aponta que, na urgência pediátrica, tempo, conhecimento e experiência salvam vidas e que ter um pediatra na UPA significa oferecer às crianças atendimento especializado desde o primeiro contato, aumentando as chances de um diagnóstico rápido, de um tratamento adequado e de um desfecho mais favorável. “O pediatra está preparado para reconhecer precocemente situações graves, agir com segurança e, ao mesmo tempo, evitar intervenções e encaminhamentos desnecessários quando o caso pode ser resolvido na própria UPA”, aponta Karina.
A médica destaca ainda que, além do cuidado técnico, existe também o cuidado humano. “Em momentos de urgência, pais e responsáveis chegam fragilizados, apreensivos e, muitas vezes, com medo. O pediatra não cuida apenas da criança; ele acolhe a família, orienta com clareza e transmite a segurança necessária em um dos momentos mais delicados da vida”, destaca a pediatra.
Karina defende que investir em pediatria nas UPAs não é apenas ampliar um serviço. “É fazer uma escolha pela vida, pela prevenção de complicações, pela humanização do atendimento e pela construção de uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e digna para toda a sociedade. O Município ganha eficiência, porque reduz internações evitáveis e melhora a resolutividade da rede. Ganha em economia ao utilizar os recursos públicos de forma mais racional”, comenta.