Presidente fez passeata neste sábado em Natal (RN); senador do PL nega que fará cortes
Com SBT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (10) que o "tesouraço" prometido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) vai comprometer programas sociais como o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida, além da aposentadoria.
"Temos que decidir que mundo queremos viver, se é um mundo de mentira ou um mundo de verdade", disse Lula.
"Temos que evitar a prevalência da mentira. Quando meu adversário diz que vai cortar 250 bilhões, terá tesouraço, a sociedade precisa se perguntar de onde vai ser esse corte. Não conheço ninguém da elite que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, empresários, do sistema financeiro, fazendeiro. Sempre corta dos pobres. Quando voltei, tinha corte no Farmácia Popular, creche, Bolsa Família, Mais Médico, salário mínimo, aposentados que não recebiam acima da inflação. Somente quando voltamos colocamos a casa em ordem."
Flávio Bolsonaro nega que irá prejudicar os programas sociais, e que o corte para o "tesouraço" será feito em outras áreas -medida questionada por alguns especialistas.
As declarações de Lula foram feitas em Natal, no RN, onde participou de passeata ao lado do candidato ao governo do Estado Cadu de Lula (PT), e de outros governadores eleitos pelo PT no Nordeste.
Lula disse também que Flávio fará cortes nas verbas de universidades e institutos federais.
"A educação nunca despertou o interesse da elite brasileira", afirmou.
Lula faz apelo para idosos irem às urnas
Lula também fez um apelo para que pessoas com mais de 70 anos compareçam às urnas no segundo turno. Ele pediu que apoiadores convençam idosos que deixaram de votar no primeiro turno a participar da próxima votação.
“Tem muita gente com mais de 70 anos que acha que não pode mais votar porque já tem 70 anos”, afirmou o presidente. Em seguida, usou a própria idade como argumento para incentivar a participação eleitoral. “Se o Lula tem 80 e é candidato, por que que você com 70 não pode votar?."
O presidente ainda pediu que os eleitores mais velhos pensem nos filhos e netos na hora de decidir se vão às urnas. Segundo ele, a participação representa uma forma de valorizar a luta pela democracia no país. O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, conforme a legislação eleitoral brasileira.
'Eles beijam a bandeira dos EUA', diz Lula
Lula voltou a defender a soberania nacional durante o ato de campanha em Natal e fez críticas a adversários políticos que, segundo ele, demonstram alinhamento com os Estados Unidos.
“Enquanto o nosso lado vê a bandeira brasileira, ele vê a bandeira americana. Essa é a nossa diferença”, comparou.
Em outro momento, Lula reforçou o discurso de defesa dos interesses nacionais ao afirmar que o Brasil não deve se submeter a outros países. “O Brasil não será quintal dos Estados Unidos”, voltou a declarar, em mensagem reproduzida durante a mobilização. O presidente também defendeu que as riquezas nacionais sejam destinadas à população brasileira.
O discurso ocorreu em meio à mobilização pela reeleição de Lula e pela candidatura de Cadu Xavier (PT) ao governo do Rio Grande do Norte. Durante o evento, o presidente associou a defesa da soberania à continuidade de programas sociais, investimentos em educação e infraestrutura e à redução das desigualdades regionais. Lula também afirmou que o Nordeste não pode voltar a ser tratado como uma região invisível nas políticas nacionais.
Autoridades manifestaram gratidão pelos resultados da campanha e destacaram a responsabilidade diante dos desafios futuros
Da Assessoria
O senador Eduardo Gomes (PL), acompanhado da esposa, Carla Gomes, e a candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), participaram, na última sexta-feira (9/10), da abertura da 38ª edição da Convenção Estadual de Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus Nação Madureira do Tocantins (Conemad-TO), em Gurupi. Na ocasião, as autoridades manifestaram gratidão pelos resultados do período de campanha e destacaram a responsabilidade diante dos desafios futuros.
O evento ocorre de 9 a 11 de outubro, com o tema “Liderando para cumprir a missão”. A programação de abertura também celebrou a inauguração da Catedral de Madureira, da Igreja Assembleia de Deus (IAD) em Gurupi.
Durante o evento, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL), reafirmou o compromisso de manter o diálogo com as lideranças da instituição religiosa e destacou a importância do atual momento político.

“Quero expressar o meu compromisso, das vezes que recebi um telefonema preocupado do pastor Amarildo, com uma conversa franca sobre os desafios que estamos enfrentando no Brasil. É chegada a hora de grandes decisões, e a gente pede humildade para entender os avanços que teremos na vida política”, afirmou.
O presidente da Conemad-TO, pastor Amarildo Martins, destacou a satisfação com a parceria com o senador e ressaltou a relação de amizade com a instituição religiosa.
“Para o Eduardo Gomes a gente dispensa comentários. Ele é um amigo, sempre, não apenas meu, como também da igreja e nossos membros. Um irmão de todos”, concluiu.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Faltam pouco mais de duas semanas para 25 de outubro, data em que eleitoras e eleitores do Tocantins voltarão às urnas para escolher o próximo governador. Professora Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior chegaram ao segundo turno com votações próximas e agora disputam apoios políticos, novas alianças e, principalmente, a confiança de quem ainda não definiu seu voto.
O primeiro desafio está no eleitorado que não escolheu nenhum dos dois finalistas. O Tocantins registrou mais de 216 mil abstenções no primeiro turno, além dos votos brancos e nulos. É um contingente expressivo, que não pode ser tratado como um bloco uniforme nem automaticamente classificado como eleitorado descontente, mas que evidencia a dimensão da tarefa das campanhas para ampliar a participação e conquistar novos votos.
A disputa também passa pelos prefeitos, vereadores, deputados, ex-candidatos e lideranças regionais que começam a se posicionar. As adesões ganharam velocidade desde o encerramento do primeiro turno, e a próxima semana promete novas movimentações nos dois campos políticos.
DORINHA, EDUARDO GOMES E O APOIO DE FLÁVIO BOLSONARO

Além do apoio do governador Wanderlei Barbosa, senadora Professora Dorinha Seabra conta com o apoio do senador Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal e presidente do PL no Tocantins.
Reeleito com 450.191 votos, Eduardo Gomes foi o candidato ao Senado mais votado no Estado em 2026. Ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional por três anos, ele participa das articulações nacionais que envolvem a candidatura de Dorinha ao Palácio Araguaia.
Além disso, Dorinha e seu grupo elegeu 7 dos 8 deputados federais e 17 dos 24 parlamentares que farão a composição na Assembleia Legislativa a partir de 2027.
Uma das principais movimentações do grupo foi a aproximação com Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. Em reunião com integrantes da base governista, Dorinha conversou por telefone com o presidenciável, declarou apoio à sua candidatura e recebeu dele uma manifestação de apoio para o segundo turno estadual.

A articulação envolveu Eduardo Gomes e Wanderlei Barbosa. No dia seguinte, durante agenda em Goiânia, Flávio recebeu Dorinha, Eduardo Gomes e o deputado federal Carlos Gaguim, que disputou o Senado e terminou em quarto lugar. Na ocasião, foi gravado um vídeo com manifestações de apoio à candidatura da senadora ao Governo do Tocantins.
O grupo trabalha com a expectativa de que Flávio Bolsonaro visite o Estado nos próximos dias para participar de atividades políticas e se encontrar com eleitores. A aliança acrescenta uma dimensão nacional à disputa estadual. Entretanto, a presença de um presidenciável no palanque não garante, por si só, a transferência de votos. O desafio será transformar a aproximação política em mobilização eleitoral nos municípios.
LIDERANÇAS MUNICIPAIS ENTRAM NA ESTRATÉGIA

Na última quinta-feira, o grupo governista reuniu prefeitos e prefeitas em um encontro reservado, com a presença de Dorinha Seabra e sob a articulação política de Eduardo Gomes. Participaram lideranças do chamado G5, entre elas o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, e o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, além de dezenas de gestores municipais.
A reunião ocorreu no auditório de um hotel, no centro da cidade, para discutir estratégias e alinhar a atuação das lideranças municipais em torno da candidatura de Dorinha. Carlos Gaguim também compareceu. Depois de terminar em quarto lugar na disputa pelo Senado, o deputado federal demonstrou permanência no grupo político da candidata. Segundo o relato do encontro, sua presença foi recebida com aplausos de pé, em reconhecimento à lealdade política.
O próximo passo será colocar em prática as estratégias definidas. A presença de prefeitos e lideranças fortalece a estrutura de campanha, mas o resultado dependerá da capacidade de cada grupo de dialogar com o eleitorado e transformar apoio político em voto.
VICENTINHO JÚNIOR AMPLIA O CAMPO DE ALIANÇAS

Do outro lado, Vicentinho Júnior também intensifica a articulação política. Ao lado de Amélio Cayres, candidato a vice-governador, e de Alexandre Guimarães, senador eleito, o candidato busca ampliar a base de apoio e atrair lideranças que, no primeiro turno, estavam em outros campos políticos.
O grupo, tratado nos bastidores como o “trio parada dura”, realizou uma reunião para receber adesões. O encontro aconteceu no auditório de um salão de eventos, o mesmo espaço em que o grupo havia reunido vereadores e vereadoras durante a pré-campanha.
Desta vez, segundo as informações divulgadas pela campanha, 134 vereadores e vereadoras de diversos municípios declararam apoio à candidatura de Vicentinho Júnior e Amélio Cayres. Deputados eleitos também manifestaram adesão ao projeto, incluindo nomes ligados à base política de Dorinha no primeiro turno.
A lista de apoios é um dos elementos da estratégia de Vicentinho para ampliar sua presença municipal. A questão central, porém, permanece: quantos desses apoios se converterão em votos no dia 25 de outubro?
LAUREZ MOREIRA E DU PEREIRA DECLARAM APOIO

Uma das mudanças mais relevantes desta semana foi o posicionamento de Laurez Moreira, que terminou o primeiro turno em terceiro lugar na disputa pelo Governo, com 69.967 votos, equivalentes a 8,24% dos votos válidos.
Nesta quinta-feira (8), Laurez declarou apoio a Vicentinho Júnior e afirmou que também pedirá a seus aliados e eleitores que acompanhem sua decisão. O vice-governador justificou o posicionamento pela identificação de seu grupo com a proposta de mudança defendida pelo candidato do PSDB.
No mesmo dia, Du Pereira, que também disputou o Governo no primeiro turno, anunciou apoio a Vicentinho. As duas adesões ampliam a frente política do candidato e abrem uma nova etapa de negociações com os grupos que ficaram fora da disputa final.
Laurez construiu uma votação própria, com presença em diferentes municípios. Entretanto, os 69.967 votos que recebeu não são automaticamente transferíveis. O efeito de sua decisão dependerá da reação dos eleitores, dos aliados e das lideranças que participaram de sua campanha.
DUERÉ TAMBÉM SE MOVIMENTA
Na sexta-feira, 9 de outubro, Vicentinho recebeu o apoio do prefeito de Dueré, Dida Moreira, irmão de Laurez Moreira. Ele chegou acompanhado do vice-prefeito Silva da Vila, vereadores, ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos e outras lideranças do município.
A adesão reforça a presença de Vicentinho no sul do Tocantins e acrescenta à sua campanha um grupo político com atuação municipal. O movimento ganha relevância por envolver lideranças ligadas ao campo de Laurez, que agora declarou apoio ao candidato tucano.
Outro nome relacionado a esse núcleo é o deputado estadual Gutierres Torquato, que obteve 21.052 votos. Sua aproximação com o grupo de Vicentinho também integra as movimentações políticas posteriores ao primeiro turno.
O peso dessas adesões será medido pela capacidade de articulação em Dueré, Gurupi e nos municípios da região. Mais uma vez, a conta eleitoral não se resume à soma das votações anteriores: ela depende de como cada liderança conseguirá mobilizar sua base e de como o eleitor responderá à nova configuração política.
ELI BORGES CHEGA AO PALANQUE DE VICENTINHO

Outra adesão de destaque foi a do deputado federal Eli Borges, candidato ao Senado que obteve 271.829 votos em todo o Estado.
Em coletiva na Casa 45, Eli foi recebido por Vicentinho Júnior, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães, que destacaram sua trajetória política e liderança. Ele estava acompanhado de seu filho, o vereador Thiago Borges, de sua primeira suplente, Eliane Moreira, conhecida como Rainha do Crédito e ligada ao segmento empresarial.
A entrada de Eli acrescenta à campanha uma liderança com votação expressiva e interlocução com segmentos religiosos. A expectativa política é que parte das pessoas e lideranças que acompanharam sua candidatura ao Senado considere seguir sua orientação no segundo turno.
Mas não existe transferência automática de votos. O eleitorado de Eli é diverso, e o alcance da adesão dependerá da disposição de seus apoiadores em acompanhar sua escolha.
A movimentação também demonstra que as alianças do segundo turno não estão restritas aos candidatos ao Governo. Os grupos políticos procuram reunir lideranças com presença regional, influência social e capacidade de mobilização.
COLÉGIOS ELEITORAIS NO CENTRO DA DISPUTA

A estratégia dos dois candidatos passa necessariamente pelos municípios que concentram o maior número de eleitores. Os dez maiores colégios eleitorais do Tocantins reúnem aproximadamente 590 mil pessoas aptas a votar, cerca de metade do eleitorado estadual, conforme os dados apresentados para esta análise.
Palmas lidera, com 218.504 eleitores. Em seguida aparecem Araguaína, com aproximadamente 124 mil; Gurupi, com 61.407; e Porto Nacional, com 47.207. Também integram a lista dos dez maiores eleitorados Paraíso do Tocantins, Colinas do Tocantins, Araguatins, Guaraí, Tocantinópolis e Miracema do Tocantins
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O resultado do primeiro turno para governador nesses municípios mostra um cenário dividido:
• Palmas: Dorinha recebeu 71.143 votos, contra 64.665 de Vicentinho.
• Araguaína: Vicentinho obteve 40.080 votos, enquanto Dorinha recebeu 37.608.
• Gurupi: Dorinha alcançou 17.553 votos, contra 14.584 de Vicentinho.
• Porto Nacional: Vicentinho conquistou 18.801 votos, enquanto Dorinha teve 11.284.
• Paraíso do Tocantins: Vicentinho recebeu 14.705 votos, contra 8.208 de Dorinha.
• Colinas do Tocantins: Dorinha obteve 9.115 votos, enquanto Vicentinho recebeu 6.968.
• Araguatins: Dorinha somou 7.682 votos, contra 6.307 de Vicentinho.
• Guaraí: Dorinha recebeu 6.448 votos, enquanto Vicentinho obteve 5.434.
• Tocantinópolis: Dorinha alcançou 5.308 votos, contra 4.408 de Vicentinho.
• Miracema do Tocantins: Dorinha recebeu 5.282 votos, enquanto Vicentinho somou 3.947.
Os dados mostram que nenhum dos dois candidatos dominou todos os principais municípios. Dorinha ficou à frente em sete dos dez maiores colégios eleitorais, enquanto Vicentinho liderou em Araguaína, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins.
Esse recorte ajuda a compreender o desafio das campanhas: consolidar os municípios onde já tiveram melhor desempenho e ampliar a votação naqueles em que terminaram atrás. Também evidencia a importância de observar os resultados por região, sem presumir que uma liderança municipal consiga transferir integralmente seus votos.
ABSTENÇÃO TAMBÉM ENTRA NA CONTA

Além dos votos conquistados pelos candidatos que ficaram pelo caminho, existe um contingente importante de eleitores que não compareceu às urnas ou optou pelo voto branco ou nulo.
Somente Palmas registrou 36.375 abstenções no primeiro turno. Araguaína teve 20.712, Gurupi 12.103, Porto Nacional 8.417 e Paraíso do Tocantins 6.841. Juntos, esses cinco municípios somaram 84.448 eleitores ausentes.
Esses números tornam os grandes centros urbanos ainda mais relevantes para a reta final. As campanhas terão de buscar os eleitores que não participaram da primeira votação, sem deixar de trabalhar pela consolidação dos votos já conquistados.
A abstenção, porém, não pode ser interpretada automaticamente como rejeição à classe política. Há diferentes razões para o não comparecimento, assim como há diferentes motivações para o voto branco ou nulo. O que os números demonstram é que a participação eleitoral será um fator importante no resultado final.
A PRÓXIMA SEMANA PODE TRAZER NOVAS ADESÕES
O segundo turno entrou em uma fase de intensa movimentação. Dorinha conta com a estrutura política do grupo governista, o apoio de Wanderlei Barbosa e Eduardo Gomes e a articulação com Flávio Bolsonaro. Vicentinho ampliou sua base com as adesões de Laurez Moreira, Du Pereira, Dida Moreira e outras lideranças, além do apoio de Eli Borges.
As duas campanhas ainda têm tempo para negociar alianças, apresentar propostas e buscar novos apoios. A próxima semana promete novidades nos dois grupos, mas o tamanho real de cada adesão só poderá ser avaliado diante das urnas.
Os números dos principais colégios eleitorais mostram que a disputa está distribuída por diferentes regiões. As votações anteriores oferecem referências importantes, mas não garantem a repetição do comportamento do eleitor no segundo turno.
A eleição continua aberta. As alianças estão em movimento, as estratégias começam a sair das reuniões reservadas para as ruas e o eleitorado volta a ser o centro da disputa.
No dia 25 de outubro, a decisão será tomada nas urnas. Até lá, cada apoio anunciado será parte de uma equação que ainda precisa ser resolvida.
Em encontro com obreiros de todo o Tocantins, Dorinha destaca o alcance social da Nação Madureira e sua presença na vida das famílias
Texto: Cidiane Carvalho
Candidata ao Governo do Estado, a Professora Dorinha (União Brasil) esteve nesta sexta-feira (9), em Gurupi, no 38º CONEMAD-TO, Convenção das Assembleias de Deus Ministério de Madureira no Tocantins, e na inauguração da Catedral IAD Gurupi. Após o evento, em conversa com a imprensa, a senadora destacou a presença da Nação Madureira no Estado e sua contribuição para a proteção das famílias e o enfrentamento às drogas.
“A Nação Madureira tem uma presença, uma força muito grande no nosso Estado. E sempre com uma preocupação grande com o Tocantins e com o Brasil”, afirmou. Dorinha ressaltou que a atuação da instituição pode contribuir com o cuidado da população, especialmente na área social, no combate às drogas e no fortalecimento dos vínculos familiares.
A programação reuniu obreiros de todo o Tocantins para a Assembleia Geral ordinária, com eleição da mesa diretora e escolha de novos ministros. O pastor Amarildo destacou os 38 anos da instituição no Estado, a dimensão do encontro e celebrou a presença da Professora Dorinha. “Estamos aqui com esse grupo de obreiros vindo de todo o Estado. Todos os municípios do Estado estão aqui. E estamos felizes com as visitas aqui recebidas da Professora Dorinha”, afirmou.

Dorinha também lembrou que acompanha os encontros da igreja e que esteve na edição anterior, em Araguaína. Ao falar sobre a liderança do pastor Amarildo, classificou-o como “uma importante força de toda a Nação Madureira no Brasil inteiro”.

O encontro contou ainda com as presenças do senador Eduardo Gomes (PL), o deputado federal Felipe Martins (PL), a prefeita de Gurupi, Josi Nunes (União Brasil), e o deputado estadual Eduardo Fortes (Republicanos), e mais lideranças locais.
Pessoas próximas à defesa disseram ao SBT News que voz em áudio divulgado pela "Veja" parece ser do ex-banqueiro
Com SBT e Veja
O advogado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Daniel Bialski, disse ao SBT News nesta sexta-feira (9) que o ex-controlador do Banco Master parece ser autor da voz que relata, em áudio obtido pela revista "Veja", o suposto pagamento de propina ao Instituto Lula, ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Eu não era advogado dele quando das tratativas de colaboração premiada. E, não sou perito, mas pelo convívio esses meses com ele, um dos áudios realmente parece ele falando. Porém, o conteúdo dos fatos só o cliente pode confirmar ou não. Reafirmo que, para mim, nunca falou nada sobre isso. E reitero que jamais foi ouvido pela PF ou outro órgão sobre isso", disse Bialski.
De acordo com a publicação, Vorcaro teria feito o relato à Procuradoria-Geral da República (PGR), em proposta de delação premiada. Segundo a "Veja", o ex-banqueiro diz ter pago R$ 30 milhões ao Instituto Lula, fundação ligada ao presidente Luiz Inácio Lula, para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A contrapartida de Vorcaro seria ter acesso a fundos de pensão controlados pelo governo. Essa negociação, conforme mensagens relatadas pela revista, teria sido feita pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, e pelo advogado Augusto Lima, que prestava serviços jurídicos ao Master. A PGR, porém, não teria avançado no processo por falta de provas, já que os pagamentos seriam feitos em dinheiro vivo.
Em uma gravação apresentada pela revista, inclusive, Vorcaro diz que investiu mais dinheiro no filme sobre Lula do que no filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em que teria injetado mais de R$ 60 milhões. No caso envolvendo o petista, o documentário em questão é “Lula”, lançado em 2024 pelo cineasta americano Oliver Stone.
“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais [do que no filme de Bolsonaro], eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”, diz.
No mesmo áudio, o então banqueiro relata que Augusto Lima teria adiantado um pagamento a Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, mas que esse pagamento, ao contrário do financiamento de “Dark Horse", seria “por fora” e “errado".
Apesar disso, em nota oficial, os advogados de defesa do ex-banqueiro afirmam desconhecer o conteúdo do material divulgado.
"A defesa de Daniel Vorcaro repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada. A defesa não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas. O material preliminar da colaboração foi disponibilizado a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade", afirma um comunicado assinado por Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz.
A “Veja” também mostra mensagens atribuídas a Vorcaro em que João Vaccari Neto exige uma taxa de 10% do que o Master conseguisse captar de fundos de previdências de quatro estatais: Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e Correios. Com o sucesso da operação, a ideia era que o banco de Vorcaro ganhasse R$ 10 bilhões, sendo que, deste total, R$ 1 bilhão iria para o PT.
Horas após a publicação da reportagem, a Polícia Federal (PF) refutou que Daniel Vorcaro tenha feito tal relato durante as tratativas de delação premiada. De acordo com comunicado divulgado pela PF, ex-dono do Master "não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito".
Em nota, a campanha de Lula afirmou que a reportagem da "Veja" apresentou “acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova” e classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”. A campanha disse ainda que o suposto depoimento de Vorcaro não existe e que tomará medidas judiciais contra o que chamou de calúnias e vazamentos seletivos.